Há escritores, esses bons amigos, que nos abrem portas ou retiram pedras para o lado para vermos a luz, como o australiano Morris West (1916-1999), um dos romancistas “mais populares” do século XX:
Sempre me interroguei sobre Lázaro. Transpusera os portões da morte. Quereria regressar à vida? Agradeceu a Jesus Cristo por o trazer de volta? Que tipo de homem foi depois? Como foi que o mundo o viu? (Uma Visão Sublime, 1996)
(Ressureição de Lázaro, Rembrandt, 1630/31 )







Como é possível que as interrogações acerca do caso sejam o que foi fazer depois, se agradeceu, etc ?
Mas já um homem morto há 4 dias, à ordem dada à beira da caverna onde tinham depositado o cadáver, sai cá para fora, embrulhado em panos de múmia, vivinho da Silva, vai à sua vida como se nada tivesse acontecido, isso não merece nem sequer a mínima curiosidade.
Vão-se catar !!!
Grande enredo para um filme de zombies.
Não há registo científico de nada semelhante, mas isso não interessa nada.
Não vão ao médico não …
«Amadeu» é um nome bem bonito, mas no seu caso é ironia do destino. Não me leve a mal.Reparei agora!
E até andei em colégio de padres. Ironia mesmo. Mas juro que não fui eu quer escolhi o nome.
Claro que não foi o Amadeu!!! Se fosse, que nome escolheria? Já sei… Nicolau! Acertei? O meu nome já faz mais sentido, não é ? E pode tratar-me por Céu! LOL 🙂
Ora essa. Nicolau ? Escapa-me a piada. Mas admito que a Céu seja uma Maria cheia de Graça. O que faz TODO o sentido 🙂
Ah, Nicolau, a “vitória do povo”!
Amadeu,
Nicolau alusivo ao pai Natal a quem tanto dá Vivas!!
Abraço
Há coisas que nem toda a gente compreende. Não se apoquente, esqueça, Amadeu!”Viva o pai Natal!”
Eu acrescento duas perguntas:
Quanto tempo viveu depois de ser “acordado”?
Valeu a pena?
Não interessa se viveu mais cinco, dez, ou vinte anos. Hoje em dia, dir-se-á sempre que morreu há dois mil anos. Pois, a vida é curta. Ressuscitado, ou não.
A Maria também não compreende, certo ? Aceita pela fé.
Já Lutero dizia a razão é a prostituta do diabo.
E se eu lhe dissesse que não está em causa se aconteceu ou não, se acredito ou não, a mim interessa-me, naquelas palavras, a ideia de aproveitarmos da melhor forma esta vida que temos , lhe darmos valor, sermos melhores, porque não temos outra vida. Só esta! Não temos a sorte de Lázaro!!!!
Concordo em absoluto consigo, mas para isso os Lázaros e as carochinhas, os Cristos e as pombas feias não são precisos. São poeira mental de séculos de trevas.
Morris West – também tenho livros dele – alguém leu ??
quento a ser “lázaro ou não” se calhar os filmes de ficção – científica ou outra, têm de ser reais ou o quê ?? os comments de hoje são como o fogo do país – nefasto