Dentro do governo, os uns e os outros

O caso da TSU não é em si uma  novidade, toda a acção política deste governo visa tirar aos que trabalham para dar aos que são proprietários dos meios de produção, um clássico da luta de classes. Tem mesmo a enorme vantagem de não enganar ninguém, e incomodar quem deveria beneficiar mas sabe do seu ofício (ontem mesmo ouvi de um empresário do calçado, a única indústria portuguesa que soube ganhar com a CE, que iria tentar compensar os seus trabalhadores pelo assalto, já que isto os ia desmotivar, quem sabe gerir uma empresa, sabe).

Mas não deixa de ser a diferença entre a vergonha e o descaramento. Através do Público de hoje sabemos agora que três ministros se opuseram: Paula Teixeira da Cruz, Paulo Macedo e Miguel Macedo. Demonstram inteligência, afinal havia três. também demonstra que o CDS tem ministros que não leram o programa do seu partido. Fantástico.

Gozo particularmente com o apoio de Nuno Crato. Se olharmos para o que se está a fazer no estado espanhol em matéria de educação, percebe-se: Nuno Crato teve alguma graça ao criticar os exageros do eduquês, fora isso é apenas o representante  para o ensino da tenebrosa ideologia que nos governa, que ambiciona apenas e só acabar com a escola pública. As sucessivas mentiras em que se tem embrulhado só o atestam. Só é cego quem não o consegue, ou quer, ver.

Comments

  1. Amadeu says:

    Outro cego é o Carlos Moedas. Hoje afirmou que para algumas empresas, bem instaladas e com domínio de mercado (leia-se a Sonae do Belmiro), esta medida ( as alterações na TSU) pode representar uma ameaça, uma vez que poderá dar mais força às empresas ágeis e dinâmicas.
    Porra, sr adjunto, mas que país precisa de empresas que só se podem afirmar à custa de salários reduzidos para níveis miseráveis ?

  2. maria celeste ramos says:

    Eu não sei que dizer e estou sempre a dizer a mesma coisa desde 1986 – se fossem presos pelo que fizeram e fazem nem havia prisões suficintes – ontem na SIC Mateus fez uma relat´rio de tudo o que foi sacado e onde sócrates começou e passos coelho investiu até esburacar e claro que falou de Mendes que anda a falar demais mas não do que fez, e não falou de Almerindo eis-TV porque se falasse de todos o progrma teria de ser dado em várias partes – mas vale a pena ouvir mesmo que os que se interessam saibam já – a lista é impressionante – e ontem Medina Carreira tvi24 deu show com mateus – sabem bem – Medina fala há muito – mateus cordou agora – a ruina não é “restaurável” – cairam os alicerces e parêdes mestras e não há quem as levante – por isso os joens não são parvos (e eu acuso-os de não ficarem) e piram-se – pena – se se vão, este país de velhos cada vez mais velhos não tem sangue nvo suficiente – as cidades e civilizações morrem – e au assisto e entristeço-me porque o pouco que faço não é mau mas não chega para nada – é chover no molhado – é faca na água

  3. Konigvs says:

    Para mim existe “O Governo” e Passos e Portas são responsáveis em igual percentagem na grande merda que estão a fazer. No governo ou se está de acordo com o que se está a fazer ou então salta-se fora, até porque que se saiba nenhum ministro tem governado com uma arma apontada à cabeça.

    Depois, TODA a gente se manifesta agora contra a descida da TSU, sejam os trabalhadores – os que se vão foder para financiar as empresas – empresários, comentadores, ex políticos, até gente do próprio PSD!!!! toda a gente menos o governo diz que baixar a TSU é uma má medida. A pergunta que eu faço a essa gente toda é: onde é que eles estavam quando em campanha eleitoral o coelhinho dizia que a ia cortar “pelo menos 10%”? Afinal estamos a falar até agora da única medida que este governo quase conseguia cumprir, e antes todos aplaudiam, apesar do senhor que foi estudar filosofia dizer que se eles baixam a TSU têm de aumentar os impostos para contrabalançar, e então agora até os empresários estão contra? Vão-se mas é foder todos.


  4. Olhem que não,ele não é nada cego.Muito pelo contrário.Veja-se o percurso desta personagem,.Assustador.É ele que manda ma orquestra.Todos apontam para o Relvas, o Vitor,etc.Olhem que não…..

  5. artur almeida says:

    Raramente desabafo assim. Desta vez não tenho outra mais imaginativa. Vão-se Foder Senhores. Vão-se Foder. Então o Problema é apenas a TSU? E o resto Senhores Professores ou Doutores Aventareiros? E o Resto? O que é que está contido nas novas Leis Dell Laboro? Que está lá escrito. Quantos dias de Trabalho a mais e gratuitos? Quantos Feriados passamos sem receber tusto? Quantos dias de Férias a menos? E o resto que dava para encher +páginas? E que conteúdo de classe tem vós? Ao lado de quem estais?
    Calaivos que pode o POVO querer um Mundo Novo a Sério.


    • “O caso da TSU não é em si uma novidade, toda a acção política deste governo visa tirar aos que trabalham para dar aos que são proprietários dos meios de produção”.
      Vai tu.

  6. artur almeida says:

    Número de casais no desemprego duplicou num ano

    As estatísticas de agosto do Instituto de Emprego e Formação Profissional, que lidam apenas com o desemprego registado, confirmam o contínuo aumento do desemprego durante o primeiro ano da aplicação do memorando da troika.

    De acordo com os números revelados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no fim de agosto estavam inscritas 673.421 pessoas nos Centros de Emprego do Continente e Regiões Autónomas. Um número bastante inferior à realidade do desemprego em Portugal, calculada em mais de 1 milhão de pessoas, uma vez que deixa de fora uma parte importante da população inativa, como quem deixou de manter essa inscrição ou quem já emigrou.
    A variação em relação a julho confirma o aumento do desemprego em 2,8%, com mais 18.079 pessoas inscritas nos Centros de Emprego. Comparando com agosto de 2011, o aumento foi de 26,3%, ou seja, mais 140.049 desempregados ao fim de um ano de aplicação do memorando da troika. Um aumento que afetou sobretudo os jovens (mais 34,5% que em agosto do ano passado) e quem procura o primeiro emprego (30,4%) e os que não encontraram emprego ao fim de um ano de inscrição (mais 35%).
    Mas a variação mais significativa regista-se nos casais desempregados, que são hoje mais do dobro (aumento de 102%) do que eram em agosto de 2011. Entre julho e agosto deste ano, este número cresceu 7,2%, sendo agora 9.438 casais em que ambos os cônjuges estão inscritos nos Centros de Emprego.
    No que respeita ao nível de escolaridade, as estatísticas do IEFP revelam que o número de inscritos diplomados do ensino superior no desemprego aumentaram 54,5% nos últimos doze meses enquanto o relativo aos do ensino secundário aumentou 36,4%. Já as estatísticas regionais confirmam um aumento do desemprego em todo o país, destacando-se o Alentejo (mais 41,8%), o Algarve (mais 37,6%) e os Açores (mais 37,3%).

    Nova centelha

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