Como fugir a portagens na A23

A empresa Estrela Sustentável criou um programa para os telemóveis iPhone que indica como fugir aos pórticos de portagem na autoestrada da Beira Interior. (in Expresso)

Comments

  1. Ora bem – voltar às lindas e velhas EN – e as exploradoras das IP bem precisavam de cair de rastos

  2. MAs a Mota:engil não dorme ?? !!!!!!!!!! jamé

  3. Maquiavel says:

    Cerca de 1.000 quilómetros de AEs näo tinham tráfego que justificasse serem construídas (tráfego médio diario > 10.000 veículos) em 2008. Mil quilómetros de AEs inúteis. 40% do total (fonte: INIR).
    Antes da cryse, antes das troykas.
    Em 2008, mesmo nas SCUT, a A17 só tinha 7.000 veículos, e a A24 só tinha 5.800… dinheiro queimado. A bem de quê? Um punhado de votos?

    Daí para cá, mesmo com a cryse e a troyka em força continuaram a fazer-se mais AEs inúteis: na A32, A43, e prolongamento da A41 o TMD é de 4.000 veículos. Espantoso.
    Com esse trânsito todo uma estrada “normal” decente chegava e sobrava.
    Neste momento já säo 60% os quilómetros de AEs vazios.
    O problema com as AEs é que a sua construçäo custa pelo menos o dobro do que a construçäo de uma estrada decente. E por isso nos países civilizados e ricos usam-se critérios objectivos:
    TMD > 2.500 => corrigem-se traçados para permitir 90km/h
    TMD > 5.000 => duplicam-se as vias
    TMD > 10.000 => constrói-se uma AE
    Tanto falam da Finlândia… na rica Finlândia só se faz uma AE quando se chega a esse limite, näo importa se a terra é capital de regiäo ou näo. Dos 270km por terreno direito de Helsínquia a Jyvaskyla (130.000 hab como ) só metade säo AE. Näo há tränsito, näo há AE, mas pode-se ir quase sempre a 90km/h. Näo se desperdiça dinheiro.
    Enquanto isso no pelintra Portugal decreta-se que “todas as capitais de distrito têm de estar ligadas por AE”. Näo é por “estrada decente e onde se possa andar a 90km/h”, tem de ser por AE, näo importa qual é o tráfego actual. Nem o custo. O Túnel do Maräo, que tem uma AE paralela (e vazia) a apenas 20 km, já vai em… 600 milhöes de euros?
    Tudo à grande. Agora há que pagar. Com juros.

    Façam muitos blogues a explicar como evitar pórticos. Pelo menos andam distraídos. Hoje em dia é todo o Portugal a pagar as portagens com os subsídios de férias, e cortes nas pensöes, Ensino, Saúde, Cultura.
    Pensem nisso da próxima vez que pensarem “olha para esta maravilha, uma AE só pra mim!”…

    • Caramelo says:

      Mas mais grave ainda é o facto de devido ao estado português não dispor de verbas para construir as tais auto-estradas inúteis tipo A15 ou A21 ter “recorrido” a PPPs ruinosas para as finanças públicas que o povo tem que suportar com impostos pesadíssimos. Mas infelizmente poucos ou nenhuns viram este desastres aproximar-se na hora de iniciar as obras e cortar as fitas e agora é tarde.

      • Maquiavel says:

        Esqueci-me de referir esse “pormaior”, como o comentário estava täo extenso esqueci-me (e faltou “Jyvaskyla (130.000 hab como Coimbra“)…

        Sim, lembremos que 41% das PPP foram para a rodovias, nomeadamente construçäo e exploraçäo de AEs inúteis.
        http://i731.photobucket.com/albums/ww312/fred_lycan/lista_1.png
        (de Relatório das PPP, 2010)

        Este assunto dava um ou mais artigos.
        Interessa ao Aventar que o escreva?

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