Arruaceiros, a lei e o desgoverno de Portugal

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Todo desgoverno de um país, acaba sempre com o apedrejamento ou da assembleia, sítio em que os dos deputados em que confiamos a entrega da nossa soberania, regulamentam a vida social lusitana. Há as pedras e as palavras, com uma lei que desqualifica as duas atividades. Antes do meu doutoramento em Etnopsicologia da Infância na Grã-Bretanha, tinha-me especializado em Antropologia de Educação por outra Universidade Britânica e, antes ainda, em Direito e Ciências Sociais.

Estes estudos permitiram-me entender que não podemos agir com raiva. As calmas e com serenidade, podemos derrubar um governo que apenas pensa em taxas de novos impostos, despedimentos e não pagamento de subsídios que a lei manda, sem explicar nada a ninguém. Sendo eu formado também em direito, nunca devia ter pensado que não apedrejar uma instituição que representa a nossa soberania, acaba por ser acaba por ser um delito punido pela ética social. O apedrejamento pode ser uma arruada, o pode ser com palavras que ofendem.

A minha grande sorte foi ter no blogue em que com prazer colaboro ao longo de um cumprido período de tampo por convite de um senhor e conformado por outros senhores e senhoras, pessoas que devem ser escrita com um S maiúscula, chamaram a minha atenção, outros calaram por respeito, o pior dos castigos para um pretenso arruaceiro, e voltei a solidariedade orgânica, como Émile Durkheim define a lei e o direito e o entendimento da educação, um cientista que presenciou às mortes de Comuna de Paris na sua juventude, socialista como eu, mas soube guardar a calma. Ajudou o seu estudante Volodia Lenine a derrubar um governo tirano, sem mais que com palavras que ele ditava ao seu jovem estudante, junto com o seu sobrinho Marcel Mauss, do PC francês, que visitou e falou no Parlamento da Rússia com veemência, que tornou a Duma Menchevique, em Bolchevique e a luta armada começou. Marcel Mauss largou o imbróglio, tinha outros assuntos para se importar, mas Durkheim não. Escreveu e escreveu sobre solidariedade orgânica ou um povo que se organiza pela lei do talião, diferençando essa arruaceira não pensada, com a orgânica o da lei, ajudando mais a Kerensky, Presidente de Duma menchevique ou não revolucionária, e as suas palavras derrubaram o governo tirânico mais do que os inflamados discursos do deu sobrinho Marcel Mauss, que foi, falou e abandonou a Rússia.

Pensei que era um bom exemplo para quem tem um governo que não sabe legislar e reduz as nossas entradas em dinheiro porque sim, sem solicitar uma lei que o apoie e deitando agravos à pessoas inocentes.

É apenas uma ideia fatual para demonstrar que com palavras firmes e serenas, pode-se ser revolucionário, derrubar a tirania à que a nossa soberania está submetida, com calma e serenidade porque a lei e o direito são capazes de punir a quem castiga um povo por motivos que ninguém entende. Durkheim falece3u na paz do seu deus, Mauss perdeu, por outros motivos, a razão. A Rússia mudou de governo, para um revolucionário que passou a ser tirania após a morte do seu mentor, que teve o país em paz. Uma boa história fatual para os que procuram solução em pedras e não na manifestação serena que envergonha quem não sabe governar e o faz demitir-se. A soberania calma tem mais força de lei que a manifestação dura. Como foi o derrube no Chile do ditador que matara a tantos, que falecera reu de crimes em tribunal. Como Karol Wojtila ensinara aos chilenos, como fez com Walesa na Polónia.

Raúl Iturra

22 de Novembro de 2021.

lautaro@netcabo.pt

Comments

  1. Raul Iturra says:

    Escrevi este texto na base do saber e da acção de Emile Durkheim, fundador da Sociologia e Socialista de ideologia, quem em conjunto com o seu sobrinho e colega Marcel Maus ensinaram o seu estudante, Russo exilado em Paris, Vladimir Ilich Lenine, como derrubar um governo tirânico como os Czares, sem disparar uma bala, apenas como mobilização, discursos palavra escritas, marchas. O povo russo não foi discípulo dos cientistas e tomaram o poder pelas armas e a guerra civil começou,até aparecer Lenine, que os acalmou.

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