14 de Novembro: Greve Geral

Primeira vantagem de uma greve geral ibérica (e não só): os vídeos .

Ouvir a terra

Os portugueses expatriados não são melhores nem piores portugueses do que os que não precisaram de emigrar. São apenas portugueses e é o que basta para os identificar. Embora vivam longe, alguns até muito longe, “no peito vai-lhes um país”, no certeiro resumo de Pedro Barroso.  Mesmo que, por razões práticas, tenham outra nacionalidade alem da portuguesa. Porque mãe há só uma e ninguém a esquece nem lhe é indiferente. É por isso que devoram o que de Portugal se conta nas televisões e rádios, nos telefonemas e e-mails da família e dos amigos. [Read more…]

Mudar de Vida

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Turismo eleitoral

Marcelo em Berlim, Merkel em Lisboa

Almoço Aventar, Epifania do Outro

E, levantando-as do chão, a Maria Celeste deu-nos folhinhas de choupo, recordando como a sua forma é a de um coração, cor, cordis, cordata.

Ao princípio, nunca se faz a menor suspeita de como a palma das nossas mãos e a amplitude dos nossos braços desabrocharão perante a epifania do outro que não conhecíamos, do outro já conhecido. Tudo parece incerto, ou tolhido de ansiedade ou sem quaisquer expectativas que contrastem com a banalidade habitual de se estar vivo e haver vagamente gente que passa ao largo, dia-a-dia. Há quem acalente antecipadamente a alegria do Encontro agendado. Há quem albergue uma migalha de medo, talvez insegurança por causa desta tenda de carne onde moramos, batida pelo sol dos anos, vergastada pelos aguaceiros da dor inescapável. Depois, sem peias, sem reservas, sem barreiras, milagre da comida, sortilégio da bebida, vontade-árvore de dar tudo sem esperar nada, o almoço transfigura-nos e o afecto faz-se torrente, esporo de pólen da Elaeis guineensis, inseminando de milagre e de anti-acaso o estarmos juntos. Tudo concentrado numas horas de nada. Gargalhada daqui, aceno dacolá, um sorriso, um brilho bruxuleante no olhar acalentado pelo brilho no olhar bruxuleante. Falo por mim e, ouso-o!, falo pelos demais amigos do Aventar, ontem, na adega do Casino da Urca, a um passo de Santa Clara-a-Velha: se éramos corpos, ficámos corpo. Mais corpo.

«Mais um copo, Fernando!» «Bela jeropiga caseira, Jorge!» «Não poderia deixar de me fazer acompanhar das minhas filhinhas e da mulher! O Ricardo, igual.» «Vamos no Cozido à Portuguesa.»

O tempo trai-nos. Por ser fugidio e não haver como descarregar todos os ficheiros de quanto somos no âmago, queremos dizer-nos tudo ou ouvir tudo de todos na fracção infinitesimal de um segundo.  Só crianças se entregam assim e se partilham assim, numa avidez desmedida, sorte a delas e a nossa, se lhes semelharmos. Pensámos nos aventadores que não estavam. Espreitávamos o que aventavam.

A Maria Celeste esteve connosco. E o que eu nela vi foi grandioso: viagem que fala de si, da Itália ao Amazonas, encanto que pulsa com a vida, com a arte, com o cosmos, com tudo o que Portugal tem de único e admirável. Conversar com a Maria Celeste, abraçá-la, beijar-lhe a fronte muitas vezes, comover-me com ela, rir e pasmar com as descobertas e reflexões dela, recordou-me o quando éramos todos meninos e passávamos certamente toda a tarde a brincar e a interrogar-nos. Às vezes o nosso buraco de adultos é inconfessável, no seu deserto de presenças, e mesmo intransponível, até que a insistência muito além de cordata de alguém nos estende a mão para ressurgirmos à luz. Foi assim comigo. Foi assim, sem dúvida, com a Maria. Mas eu sabia bem ao que ia. Ela, talvez não inteiramente. Esvaiu-se-nos a tarde, fomos felizes mesmo em rebelia contra um tempo impiedoso de tão apressado.

Tanto mais teria eu de pincelar acerca do José João, do seu humor e narrativas; do Fernando, simpatia que incarnou e se fez homem; da neo-aventadora Teresa, espirituosa como poucas; da astuta e bela Carla; da meiga e vivaz Céu; da maternal Noémia; da Lourdes maternal, mulher que eu amo; de todo um grupo sob o deslumbramento das nossas quatro meninas que brincavam por todo o perímetro. Nem faltou um forte abraço à gente boa que tão bem nos acolheu e alimentou. Enfim…

Não, não há palavras!

Quando uma imagem…

…nos deixa sem palavras. Ou um título diz tudo:

Merkel elogia Portugal por cumprimento “excelente” do memorando

Ovos de serpente

Os grandes males começam por vezes com uma pequena afronta, a mancha inicial que, por ser pequena, se perdoa ou ignora, mas há-de alastrar.

Começam por prevenir-nos de que não podemos comer bife todos os dias. Ou que não podemos todos ter acesso aos mesmos tratamentos médicos. São frases que se apresentam como razoáveis, que pretendem apelar ao nosso bom senso e quem as profere garante não pretender ofender os mais pobres e muito menos pôr em causa os direitos dos mais vulneráveis. E de um ponto de vista estritamente racional e abstracto, imaginando que estamos a falar de células numa folha de cálculo, por exemplo, até podemos dar por nós a concordar. É verdade, não se pode comer bife todos os dias. E para quê desperdiçar um tratamento caro em alguém por quem a ciência pouco mais pode fazer? [Read more…]

Egrégios avós

Em 1903 os avós dela mandaram colocar em duas das mais nobres pontes da cidade quatro estátuas de quatro grandes homens: James Cook, Cristovão Colombo, Vasco da Gama, Fernão Magalhães. Quatro gigantes, dois portugueses. Ou três, há quem o jure.
Em 1944 as estátuas de James Cook e Fernão Magalhães foram destruídas em nome de uma Europa que a Alemanha dos pais dela atacava.

Em 1954 na cidade dos quatro grandes homens nasceu Angela Merkel.
Hamburg. Foi por lá que a talvez doce Angelinha terá visto o primeiro português, um tal de Vasco da Gama que as gentes dela respeitavam e quiseram homenagear.
Não, não tinha cara de manso e era bom que a agora Senhora Merkel se lembrasse disso quando pensa nos netos dele.
PS (Conseguir pôr um PS no primeiro post é obra): O “bazert” lá de cima é Teresa aqui em baixo e um dia destes, tenho fé, irei vencer a teimosia do wordpress e conseguir que o Teresa passe lá para cima. Sim, dizem que agora eu também ando por aqui, bota abaixo um copo, bota aqui a assinatura, pronto, já está, não doeu nada, agora que tens a chave da casa desembaraça-te e é se queres. Quis. E, já agora, boa tarde. Se nos vamos voltar a ver convém que seja educadinha)
PS2: Se o post saiu torto e a fotografia de lado a responsabilidade é do jeropiga de ontem que a modos que tolheu a minha vontade de aprender a mexer neste bicho e a vontade deles de me ensinarem.

Beija-me… beija-me… beija-me!


Por Noémia Pinto

Há uns anos largos, muito largos, ainda trabalhava eu no meu primeiro emprego, a empresa entrou em dificuldades económicas. Começaram os salários em atraso, começaram as greves, começaram as interrupções de rua, começaram os discursos dos patrões cheios de promessas, para acalmar os ânimos e para que as pessoas voltassem ao trabalho.
Lembro-me perfeitamente: durante uma dessas pausas para ouvir o patrão falar, uma colega, a Maria Augusta do corte, dizia sempre «beija-me… beija-me… beija-me!» E isto sempre que o patrão abria a boca.
No final do discurso, quando já todos os trabalhadores voltavam aos seus postos de trabalho, perguntei à Maria Augusta por que motivo dizia aquela palavra. A resposta dela deixou-me sem palavras, de sorriso na boca e com uma memória que ainda hoje me assola em momentos de falas enganadoras. Algumas pessoas certamente já saberão, por esta altura, qual a resposta que recebi. Eu nunca a tinha ouvido e fiquei estupefacta com a sua pontaria.
E é isso que hoje me apetece dizer. À Frau Merkel, à sua comitiva de Fraus e Herrs que hoje visitam Portugal, que assim nos espezinham e mostram como nada valemos nesta Europa germanizada. Ao sr. PPC, ao sr. PP, ao sr. Gaspar, ao sr. Relvas, e a todos os outros, que assim se mostram subservientes, lacaios de uma mulher que defende uma ideologia de destruição na qual eu não acredito. Ao sr. Seguro que se limita a falar, mas nada apresenta de positivo. A todos quantos até agora só falam, falam e não dizem nada. Apenas destroem mais este nosso frágil país.
Beija-me… Beija-me… Beija-me!
«É que eu gosto que me beijem quando me estão a foder!»

Leixões já está na frente

do Campeonato Nacional de Voleibol.

Alemanha invade Portugal

Merkel-Hitler.jpg

Ainda ontem comemorávamos o fim da primeira guerra mundial, começada pelo Império Alemão, Governado pelo denominado Kaiser Guilherme II da casa de Hohenzollern. Ainda ontem era comemorado o Armistício no Cenotáfio construído em Londres em honra de todos os mortos dessa guerra, milhares deles, onde está enterrado o corpo de um soldado desconhecido que representa os mortos durante essa guerra.
A Alemanha recuperou e passou a uma segunda Guerra, tendo como aliados o Império do Japão e a Itália de Mussolini. Precisavam de espaço para induzir a ideologia nazi de Hitler.
Por causa dos antecedentes, o que esperamos de Ângela Merkel, a Chanceler Alemã? Um armistício, como o comemorado no dia de ontem no Cenotáfio londrino, uma colaboração em investimentos em fábricas e indústrias? Uma publicidade da sua pessoa que entrou na Direção da União Europeia sem convite? Uma renovação do seu mandato? Porque Passos Coelho a visita tanto e o nosso Presidente lhe oferece um almoço? Por conveniência de serviço? Para ultrapassar a imposta austeridade deste desgoverno? [Read more…]

Mal vestida

São muitos e variados os motivos para não gostar de Merkel.

Mas só um é verdadeiramente importante  e foi a sonda Curiosity que a confirmou- é a primeira vez que alguém, pelo menos nos Planetas Terra e Marte, se consegue vestir pior que a Maria Cavaco Silva.

O Aventar é uma casa especializada em altura costura desde sempre. Ou não. Se calhar é só, deixa ver, há precisamente meio minuto – o tempo necessário para escrever as primeiras linhas deste post.

Pelo contrário, em Inglaterra, há muito tempo descobriram o problema da prima Angela- só espero que ela tenha tomado banho nos entretantos.

Sabemos todos que a líder alemã não fica a dever muito à beleza e, claro, isso não nos leva a todos para a rua – estamos de acordo, nem todos seriam bem-vindos. Até por causa do cheiro – já nos chega a amiga Angela.

Mas há uma solução na net. Aliás, na net há solução para quase tudo. Até para encontrar o marido de Maria Cavaco Silva, que insiste em não sair da net. Ninguém me tira da cabeça que o almoço entre ele e a Angela será via Facebook.

Mas, falava eu da solução. Querem arriscar?

Eu, pelo sim, pelo não, não arrisco. Ainda anda por aí alguma sonda enviada por Jupiteriano qualquer e depois temos um problema maior que o nosso défice.

E já nos chega o Gaspar!

Portugal-Itália nos quartos de final

Confirma-se! No Mundial de Futsal, a Itália é a vecchia senhora que se segue: 4ª feira de manhã.

Arquitectura para cães ou o futuro é deles

Niemeyer, 104 anos, o arquitecto brasileiro conhecido sobretudo por traçar Brasília, está doente; os nossos jovens arquitectos emigram; os ateliers dos grandes como Siza Vieira estão a dispensar pessoal e o gabinete pode fechar; e o presidente da Ordem dos Arquitectos afirmou à RR que “A profissão de arquitecto atravessa, tanto quanto há memória, a mais grave crise de sempre, por falta de oportunidades, trabalho e encomendas, o que tem como resultado uma situação de praticamente paragem de grande parte dos ateliers ou dos profissionais envolvidos, sobretudo, na área de projectos, mas também todos aqueles que estão ligados ao sector da construção”.

desemprego na construção civil já atinge 100 mil (dados de Outubro).

Não havendo casas de gente para construir, os arquitectos e designers “de renome”  dedicam-se ao desenho de uma linha de casas de cães

O futuro é dos animais!

O que pensará Niemeyer destes novos clientes e da nova «arquitectura»?

Não me admirava nada que por aí surgisse um novo curso ou nova disciplina nos cursos de Arquitectura.

E para concluir: cães tratados como gente e gente tratada como cães

Um vídeo para Merkel

Mesmo que não se concorde, em absoluto, com o conteúdo do vídeo, tem, no mínimo, um valor documental. No dia em que Merkel visita aquilo que considera uma das suas colónias, o valor é, também, simbólico. Uma iniciativa de Marcelo Rebelo de Sousa, secundada e produzida pelo Rodrigo Moita de Deus, dois perigosos esquerdistas radicais.

Carta aberta a Merkel

A senhora vem aos saldos.

Num mundo que se forma, cada vez mais a dois, a poderosa China e os states talvez sejam dois hemisférios. Será neste enquadramento que a Chancelarina quer, com a sua Alemanha, fazer de equador?

Será que é intenção de sua eminência transferir parte da produção a baixo custo, uma espécie de produção à chinesa para o sul da Europa? Pensará esta gente que o futuro da Europa se faz com Portugal, Espanha, Grécia e Itália como fábricas dos ricos do Norte?

Não me parece grande opção e só entendo o ok dos queques de leite do PSD e do CDS a esta ideia porque estão a ver se conseguem um tachito. A maioria deles nunca trabalhou – passaram por Gaia, fugiram atrás de coisa maior e estão a ver para onde cai.

Para aqui (PORTUGAL) e por aqui (PORTUGAL), não! Obrigado.

Minha cara mulher de verde, qual vegetal insosso, não é bem-vinda a Portugal.

A porta de saída é a serventia da casa e pode ir acompanhada.