Mamonas assassinas estão de volta

Mulher acusada de tentar asfixiar namorado entre os seios

Outra vez a avaliação de Professores

Confesso que até eu estou fartinho  do tema!

No entanto, não resisto a escrever sobre mais uma trapalhada Cratiana. O Ministro, quando entrou, empurrou o processo para um dia destes e, está visto, esse dia chegou. E com ele, a confusão – ninguém se entende: uns a salivar por um excelente, por se mostrarem a quem manda, por aparecerem e por sorrirem: os palhaços do costume!

Outros a tentarem fugir a sete pés do processo – alguns até fogem para a reforma.

Para surpresa do mundo – talvez mesmo do Universo – o Conselho de Escolas (órgão composto pelos Directores de Escola) solicitou a suspensão da aplicação da avaliação – uma confusão que Maria de Lurdes começou e que Isabel Alçada empatou. Nuno Crato, o seguidor, aprofundou!

A FENPROF  juntou-se a este pedido e  até divulgou um conjunto de esclarecimentos sobre o processo. Sem margem para dúvidas, neste momento, o segredo  – mandem a avaliação para aquele sítio porque ninguém vai progredir!

Para quem não está nas escolas até parece mais um daqueles episódios para dizer: [Read more…]

Brasil desiste de ganhar a copa em casa

Com o Scolari talvez passem a fase de grupos.

O lema

Depois do fracasso do Orçamento para 2012, ver agora aprovado um surreal Orçamento para 2013, descobre-se qual o lema que rege este Governo: se um erro não resulta, tentemos outro!

Não Snifarás o Incompetente Passos em Vão

Sou dos que não se perturbam demasiado com o que muitos passosfóbicos qualificam de subserviência exasperante deste Governo perante a corte de poderes externos que põem e dispõem da nossa vida por via dos cruéis Orçamentos deste Ajustamento. Nem tudo o que parece é, e o velho chinês caricatural, retratado a saudar com sorrisinhos e vénias sucessivas o legado estrangeiro, ao recebê-lo para negociações, é o mesmo que se comporta de forma inflexível e inquebrantável, entre esgares amistosos, levando sempre a melhor. Se neste Governo Possível houver homens para negociar à chinesa, poderemos bem com as suas aparentes mesuras e desmesuras subservientes e com a aparente anuência acrítica perante os interventores externos, desde que, lá no fundo onde a mão esquerda desconhece o que faz a a mão direita, se defenda o interesse geral. Ressalve-se tratar-se esta justamente de uma intervenção externa, a qual, por natureza, salvo determinados limites, põe e dispõe de facto das nossas vidas, e à qual ou obedecemos e cumprimos, de facto!, ou cumprimos e obedecemos na mesma. Quem tem argumentos ou os gera, negoceia. Quem está numa posição de força tende a dominar a negociação e nunca o contrário. Ponto.

Infira-se, portanto, que, para Passos, a obediência ao [e o cumprimento do] processo são um absoluto que nos relativiza, a nós, cidadãos, infelizmente. [Read more…]

Acordo ortográfico: mas então não íamos todos escrever da mesma maneira?

Pedro Almeida é um cidadão brasileiro que se apresenta profissionalmente como “Editor-representante de autores e obras”. Neste texto, com base na sua experiência profissional (nos últimos dois anos, trabalhou numa editora “cuja matriz é portuguesa”) transmite uma visão arguta sobre a inutilidade do chamado acordo ortográfico (AO90) como meio para melhorar a comunicação entre brasileiros e portugueses, desmontando, mais uma vez, a ideia de que, com o AO90, passaríamos todos a escrever da mesma maneira e que, portanto, seria possível publicar uma edição única do mesmo livro no Brasil e em Portugal. Repita-se e relembre-se: não há uniformização da escrita, para além de não haver sequer uniformização ortográfica.

Aqui fica uma citação: “No trabalho editorial, muitas vezes tive de traduzir livros de autores portugueses ou, ao adquirir a tradução portuguesa de um livro escrito em inglês, traduzir esta versão para o português brasileiro.  Novamente, hifens e acentos não representavam nem 10% das diferenças.  Vocabulário, ordem e encadeamento das frases, expressões, essas sim, eram importantes para a compreensão do texto.”

Dias de Luta Nacional


A dias de luto seguem-se os dias de luta. Depois do choque, mesmo que a morte tenha sido já anunciada, há sempre o choque, aquele impacto que ninguém quer sofrer, reerguemo-nos mais fortes. Sofre-se, chora-se, e depois arregaça-se as mangas, faz-se das tripas coração e segue-se em frente. Vai-se à luta.
No caso de todo um país descaradamente roubado, de uma nação que não tem mais para onde se virar, despojada de toda a esperança, temos que unir forças e lutar, lutar, lutar contra os barões e senhores que vão tentar manter-se no poder, agarrados que estão às cadeiras já desgastadas com as marcas dos seus anafados e ociosos traseiros com unhas e dentes, alternando as cores de forma promíscua, mas sempre olhando pelos interesses uns dos outros. [Read more…]

O país do tudo a mais

Era uma vez um país tão pequeno, tão pequeno, tão pequeno que até começou a parecer que as coisas deixaram de caber lá dentro. De um dia para o outro, talvez por causa da desarrumação, o país passou a ter tudo a mais. Pelo menos, foi o que os governantes do país disseram, porque os governantes são pessoas que dizem.

Passou a ser conhecido pelo país do tudo a mais. De um dia para o outro, como havia muitas coisas a mais, como, por exemplo, dívidas, impostos, miséria ou fome, também começou a haver pessoas a mais. As pessoas e as coisas a mais já não cabiam todas dentro do país. Como as pessoas tinham pernas e as coisas não, as pessoas, quando deram por ela, estavam fora do país e começaram a andar para países em que havia coisas a menos ou pessoas a menos, ou esperança a mais, que a esperança era das poucas coisas que havia a menos no país do tudo a mais.

Ao fim de algum tempo, por causa das pessoas que foram, porque estavam a mais, e por causa das que ficaram, porque tinham dificuldades a mais, as lojas começaram a ser lojas a mais. O mais curioso foi saber que no país do tudo a mais, em que passou a haver fome a mais, os governantes acabaram por dizer que havia restaurantes a mais, porque os governantes são pessoas que dizem.

Esta história era para ter uma moral, mas, no país do tudo a mais, até a moral estava a mais.

Natal não é para todos

É chocante.

Li no DN que um bebé (outro) do sexo feminino, presumivelmente recém-nascido, foi encontrado por um funcionário do polo do Ave da Resinorte, Centro de Tratamento e Valorização de Resíduos Sólidos, em Guimarães.

O bebé terá sido metido num saco de plástico e atirado ao lixo.

E este caso é tornado público a poucos dias da época natalícia…

Natal não é para todos. Nascer e viver não é para todos.

Lembrei-me dum vídeo que corre na net e que diz o seguinte: “Um dia o Homem será o melhor amigo do cão. Este Natal faça a diferença: adopte um cão.”

Um dia, eu espero, o Homem será o melhor amigo do homem.

O devir histórico (6)

Continuando.

Uma sociedade politicamente organizada, é tanto mais democrática, quanto for a proximidade da população aos centros de decisão política e judicial, ao conhecimento e à cultura. Quanto maior for o afastamento, menos democrática a sociedade se torna. Espelho disso, são as ditaduras em que se afasta liminarmente o povo dos centros de decisão política. Desde logo, não permitindo que se possa escolher os representantes nas instituições políticas. Todavia, uma sociedade organizada com base dum modelo democrático, pode, ela mesmo, afastar-se da própria democracia. Exactamente na mesma medida em que as instituições se afastam do povo. Do que resulta que o tradicional centralismo de decisão, que impera há séculos no nosso país, e que nem o municipalismo conseguiu, verdadeiramente, contrariar, leva a que haja um défice democrático, ainda que em plena democracia. Ou seja, que a democracia se manifeste mais em sentido formal, do que, propriamente em sentido material. Centralismo a que o povo, na sua ancestral sabedoria, soube sintetizar, há muito, no adágio “Portugal é Lisboa e o resto é Paisagem”. Sim, a lógica de “Capital do Império” subsiste. E, curiosamente, vem mais ao de cima quando as dificuldades apertam. Como no Estado Novo, com a centralização do poder político à reverencial mão de um salvador da pátria, à custa da supressão das liberdades individuais. Tudo para que um então Ministro das Finanças pusesse as contas do país em ordem. E, depois, para que já o Presidente do Conselho de Ministros pusesse na ordem todo o país. Para que, logo a seguir, pusesse na ordem quem não concordasse. E nessa ancestral tendência de se centralizar o poder em momentos de maior aperto, lá vamos seguindo o nosso curso. Hoje, o poder encontra-se evidentemente centralizado em Lisboa. E, pior, agravam-se as assimetrias e vilipendia-se a democracia material, afastando as populações daquilo que são instituições fundamentais da própria democracia. Como é o caso da Justiça, tal como prevê o actual projecto de Mapa Judiciário, onde se extingue tribunais à luz de interesses meramente económicos. Não havendo maior retrocesso civilizacional do que afastar a Justiça do povo. Mais, ainda, em tempos de dificuldades, de populações empobrecidas e já isoladas por sucessivos êxodos resultantes de políticas desastrosas. E, no entanto, é isso mesmo que está na calha. Ora, recalcando-se, assim, os mesmos maus trilhos doutrora, não pode ser mera coincidência.

Dia de luto nacional


Confesso que quase chorei. De tristeza, de impotência, de raiva. Por mim, pelos meus, por todos os que desconheço e que ficam, a partir daquele momento, mais pobres, mais frágeis, mais permeáveis ao desespero.
Embora não fosse de forma alguma inesperada, a aprovação do OE2013 atingiu-me como um soco no estômago, como aquela bofetada, única em toda a vida, que o meu pai me deu quando, aos 17 anos de idade, me viu no café com um rapaz que ele não aprovava. Ao contráro do que ele pensava, esse rapaz não era meu namorado. Passou a ser.
Da mesma forma, este governo não era, para mim, totalmente culpado. Passou a ser. [Read more…]

O Presidente da República e o orçamento de Estado

É o meu hábito dizer que tenho uma premonição. Sempre resultam uma verdade que me atemoriza. Apenas que, esta vez, era uma verdade por todos conhecida. Governa a nossa República uma maioria neoliberal que faz o que é conveniente para ela. Sendo neoliberalismo o governo da doutrina económica que defende a absoluta liberdade de mercado e a não intervenção estatal sobre a economia como defino no meu livro da editora Afrontamento, Porto,2002: A economia deriva da religião. Ensaio de Antropologia do Económico, retirada a ideia do meu debate sobre os textos de Adam Smith, 1776 e Milton Friedman, 1962.

[Read more…]

Não Querem Saber de Nós

E assim o Diogo Sena fez-me descobrir o que é isso de One Direction. Podia ser pior.

Adivinhar perigos e evitá-los

Não será um perigo termos serviços de informações da PSP? – Quem controla esta gente, que actua desta forma?

A prenda ideal neste Natal:

Coligação

Gérard Castello-Lopes (1)

Portimão, Portugal

Curiosidades silenciadas

Portugueses, espanhóis, franceses, holandeses, nórdicos, americanos  e  ingleses, eis os habituais maléficos personagens em filmes dignos de Óscares, lágrimas e obras literárias que nos obrigam a um questionar da natureza humana. Este video mostra outra vertente universalmente conhecida, mas normalmente silenciada nesta época de todos os medos e comprometedor silêncio.

Porque será então importante uma reflexão? Porque a escravatura é uma realidade em alguns países, curiosamente podendo-se contar uns tantos prevaricadores entre as embaixadas em serviço na capital portuguesa.

O Circo chegou ao Caldas…

O deputado do CDS, João Almeida, ainda não percebeu.

É uma pena. Se tivesse percebido, não teria de fazer esta figurinha triste. Não percebeu algo simples e claro em política: coragem. Mais, honestidade intelectual. Se tivesse percebido, tinha feito como o seu colega Rui Barreto. E no fim, tirava a conclusão lógica, a mesma que espero Rui Barreto tire: adeus AR ou, quando muito, adeus CDS. É o mínimo.

Aceito que se vote contra. Aceito que se viole a disciplina partidária. Mais vale do que violar a nossa consciência. Agora, votar a favor do orçamento e depois lançar umas “bojardas” contra o que se votou antes, é circo. É não ter tomates. É não se dar ao respeito.

Tenho pena, sempre admirei o João Almeida. Lamento este seu número de circo. Mesmo sendo quase Natal. Altura em que o circo chega à cidade. Pelos vistos, já chegou à AR e o deputado do CDS quer assumir o papel de palhaço. É, repito, pena.

Comédia romântica

Rapaz diz que gosta de país, declara que orçamento faz mal ao país e entrega país ao orçamento. Com João Almeida no papel principal.

Na Segurança Social de Braga

hoje não era feriado e o chefe devia estar de serviço: os lugares de atendimento estavam todos guarnecidos e os funcionários cumprimentavam efusivamente os clientes. “Não precisa de mais nada, sr. y?”. Custa a crer que este funcionário seja o mesmo mastronço que atendeu y ainda há duas semanas. A falta que faz uma chefia…

A “interioridade” segundo Dulce Pontes

É perder o avião Bragança-Lisboa. O facto de Bragança ser acessível unicamente* por uma auto-estrada 4 com portagens não a preocupa. Só aos milhares de pessoas prejudicadas diariamente por essa única estrada de combate à “interioridade“, como diria Aníbal Cavaco Silva.
* a menos que se ouse considerar a EN 15 um acesso a Bragança.

%d bloggers like this: