Um clube à imagem de um país

Sporting Clube de Portugal!

Nunca o nome do Sporting fez tanto sentido – jogo após jogo, PEC atrás de PEC e o abismo cada vez mais perto.

A piada já corre – pior do que o onze do governo, só o onze do Sporting.

Há uns anos ouvi um especialista em economia a dizer que o nosso mercado não permitia a existência de 3 grandes – disse também que um teria que desaparecer.

Confesso que na altura não lhe prestei muita atenção. Hoje …

Sai treinador, entra treinador. Até trocam de Presidente, de Dirigentes, de Directores…

Estava quase na hora, como alguém dizia, de eleger novos adeptos.

Tenho dúvidas em identificar quem está pior – se o Sporting, se o país!

Quanto à primeira condição, posso eu bem – sou sócio do Sport Lisboa e Benfica!

Quanto à segunda…

Eu que sou muito de intrigas

Ó Rodrigo, “sacas de batatas às costas“?

 

Carlos Fiolhais faz o panegírico de Nuno Crato

A revista XXI, Ter Opinião constitui, sem dúvida, um projecto meritório: num país e num mundo em que, devido à facilidade de publicar, existe excesso de opinião, poder ler textos em que essa mesma opinião é, em princípio, informada, é sempre refrescante.

Carlos Fiolhais faz, no número deste ano (pp. 186-188), um balanço sobre o mandato de Nuno Crato no Ministério da Educação e Ciência (MEC), num texto intitulado “Uma revolução tranquila” e subintitulado “Impulso reformista e cortes na despesa”. É fácil conhecer o curriculum vitae de Carlos Fiolhais e, entre outros aspectos, descobrir o seu papel como divulgador do conhecimento científico ou saber que desempenha de uma função tão prestigiante como a de director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

Longe de mim querer negar a quem quer que seja o direito de exprimir as suas opiniões, mesmo quando versam tópicos que não são da respectiva área de especialidade, mas a verdade é que o texto de Carlos Fiolhais não é mais do que, perdoe-se-me a redundância, um panegírico acrítico das políticas de Nuno Crato. Limitar-me-ei a comentar algumas citações. [Read more…]

Autarca Modelo – em Gondomar

No seguimento da reflexão sobre as eleições autárquicas há um modelo que penso não ser para repetir – o Major Valentim Loureiro.

Hoje Rio Tinto acordou assim.

Na semana passada tinha estranhado, numa viagem matinal por Gondomar, a quantidade de lixo que fui vendo em diferentes locais. Esta semana o filme repetiu-se e o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Marco Martins acaba de publicar fotografias no Facebook que dispensam grandes comentários.

Segundo Marco Martins,

em 2006, a CM  de Gondomar acabou com a recolha de lixo aos sábados (o dia em que se produz mais lixo doméstico), tendo e bem, retomado alguns circuitos ao domingo. Porém, nas últimas semanas, os circuitos de contentores ao Domingo, deixaram de ser feitos…

E o resultado está à vista: lixo espalhado pela via pública, má imagem, focos de contaminação, cães e gatos a rebentar sacos, etc, etc. Será para preparar a entrega aos privados, que custará cerca de 1,2M€ a mais por ano aos nossos impostos? [Read more…]

Clube dos Pensadores com Fernando Gomes

O Clube dos Pensadores continua a ser uma excelente ideia.

Hoje, às 21h30 em Vila Nova de Gaia, Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol é o convidado do Clube dos Pensadores.

Confesso que não vou muito à bola com alguém que me surge claramente como parte do problema do nosso futebol, mas de qualquer modo gostaria de lhe perguntar que estratégia tem para melhorar a relação entre a formação de jovens jogadores e o desporto escolar.

Será que não faria sentido que até aos 14/15 anos a formação fosse, do ponto de vista do financiamento público, apenas concretizada através do sistema escolar (público e privado), fazendo-se depois a ponte para  a competição através dos clubes locais, que alimentariam no escalão seguinte (juvenis) os grandes clubes?

Parafascismo e Paralelismos Abusivos

Em face das contingências a que estamos ancorados, não me parece justo nem mentalmente são apodar de fascista Pedro Passos Coelho, fascista a Troyka, fascista a Comissão Europeia, fascista o BCE, fascista o FMI. Não podemos nem devemos laborar na leviandade de esvaziar com paralelismos chocantes e abusivos a brutalidade e o datado de quaisquer fenómenos sócio-políticos mortos e enterrados. Palavras de indignação há muitas. Mesmo aquelas que os palermas empunham, na sua cegueira parcial, clubite partidária. As minhas Palavrossavras de angústia e revolta curiosamente vertem-se contra [e privilegiam] quantos, no passado recente, não zelaram por nós, não respeitaram o nosso direito a mais santa paz de espírito nem acautelaram o realismo das nossas vidas, comprometendo-as através de muitíssimas formas de sofreguidão e negligência, dolo e logro, impossíveis de caracterizar com eufemismos porque foram criminosas. [Read more…]

Sorte de Campeão


Acordei ainda feliz com a vitória do Porto em Braga, eu que há muito deixei de vibrar como dantes com o futebol.
O Porto entrou muito bem e podia ter marcado logo nos primeiros minutos, mas depois adormeceu. Não foi um grande jogo, o Porto não jogou especialmente bem, mas valeu a atitude de campeão. É nestes jogos que se ganham campeonatos. E sim, uma pontinha de sorte também é necessária.
O segredo está em acreditar até ao último minuto, mesmo quando tudo parece perdido. Aquele golo do James, que me fez levantar do sofá, é a prova disso mesmo. Hoje em dia, o Braga é o terceiro grande do futebol português – e ganhar em casa de um grande é derrotar um adversário directo na luta pelo título.
Mais uma vez, Vítor Pereira sai-se bem nos grandes jogos. E mais uma vez, tira um médio e mete um avançado quase no fim. É um sinal para o interior do campo, é a prova de que quer ganhar. Temos treinador. Só não vê quem não quer.

A História de Peter Rabbit, de Beatrix Potter

Conheço estas histórias há muitos anos. Tenho, inclusivamente, em casa alguns livros em Inglês das aventuras do Peter Rabbit. Tenho t-shirts estampadas com as magníficas ilustrações dos livros, reminiscências de quando trabalhei como agente têxtil, com algumas das pessoas mais fantásticas que até hoje conheci.
Em Portugal houve uma tentativa de lançar estas aventuras, com o nome de Pedrito Coelho, mas nunca com o sucesso alcançado noutros países, vá-se lá saber o motivo.
Este Pedro Coelho é, juntamente com a sua família e os seus amigos, uma personagem fabulosa, doce, um bocadinho atrevidota, diria mesmo malandreca, um pouco larápia, mas um sonho de Coelho. [Read more…]

O devir histórico (4)

Continuando.

A lógica da política palaciana, do clientelismo, tomou conta dos partidos políticos desde os primeiros passos do parlamentarismo, enraizando-se com a República, e bolorizando com o Estado Novo. E, infelizmente, a Revolução de Abril nada fez nesta matéria. Aliás, o clientelismo e as lógicas de interesses absolutamente estranhos ao interesse nacional, adquiriram elevados graus de sofisticação em plena democracia. Ao ponto de termos uma classe política cada vez mais descredibilizada. Não sendo estranho, por isso, que as manifestações populares de descontentamento agreguem mais gente não quando são convocadas pelos partidos políticos ou por centrais sindicais, mas sim pelas redes sociais. Por entre radicalizados discursos do “não pagamos” e “que se lixe a troika” e outros tantos que, alucinadamente, fazem da austeridade a solução e o ponto de partida para o crescimento económico, vai-se percebendo que a verdade estará algures no meio onde ainda nenhum partido foi nem será capaz de chegar. E não irá chegar porque há muito que a luta partidária, perdeu o interesse nacional como sua referência. Seja por dogmatismo ideológico ou por capitulação a interesses privados. A verbalização do combate político entre partidos, soa cada vez mais estranha aos ouvidos do povo, porque se reconduzem, sempre e tanto, à lógica da conquista do poder. O que nos deixa apenas a cidadania como solução. E para isso as instituições de representação política têm de se abrir ao cidadão, e libertarem-se do monopólio partidário. Da mesma forma que se deverá assegurar que quem lá está, prossegue o interesse público e não qualquer outro. Desde logo é tempo de alterar o regime electivo e funcional do Parlamento, permitindo candidaturas independentes, e obrigando à absoluta exclusividade dos deputados, não se podendo estar com um pé a defender o interesse público, e outro pé a defender interesses privados em actividades paralelas. Acabar com assessorias, motoristas e demais mordomias. Aproximar os representantes políticos, das condições reais em que os representados vivem. É urgente acabar com o monopólio dos partidos políticos. É urgente abrir a política à cidadania, a candidaturas independentes. Talvez a “ concorrência” sirva para trazer os partidos de volta ao povo. Ao fim de tanto tempo, já vai sendo hora.

Alguns até tinham o descaramento de ter emprego

Primeiro-ministro diz que quem mais contesta o Governo é quem mais privilégios tinha antes da austeridade

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