Ensino e Educação – negócio e sociedade

Está longe de ser uma posição que recolha grande aplausos, mas continuo a bater na tecla – o que está em cima da mesa em termos de sistema educativo é a passagem de uma lógica em que se educa para um ambiente em que apenas se ensina. Uma escola que parece ser um negócio para alguns, poucos, e uma opção péssima para muitos. E agora a ligação que vai surpreender, mas onde podemos ler, globalmente, algo que faz muito sentido – Menos despesa, mais educação.

Comments

  1. luis says:

    A sério? A Lurdinhas? O período de nojo dela já passou? O João Paulo é daquela facção do BE que acredita que juntando-se ao PS chegará ao poder, independentemente de todo o passado do PS? A entrevista refere pontos concretos interessante e com os quais concordo, mas não esqueçamos o passado. Não esqueçamos quem criou a figura de diretores escolares, para controlar os professores, quem atulhou os professores com papelada, pois essa raça preguiçosa se não for obrigada a trabalhar não trabalha, quem criou a parque escolar desperdiçando dinheiros públicos e beneficiando os de sempre. Politicamente se o BE alinhar com o PS pode muito bem vir a ser o fim do BE. Vejam o que aconteceu após o BE apoiar o Alegre. Nem PS nem PSD. Se o BE não é alternativa a estas forças, então para que serve?

    • luis says:

      Fiquei sem o meu bonequinho verde 🙁


    • Luís, Eu? Do BE? Quanto ao texto, eu não comentei o passado nem tão pouco a personagem. Aliás, creio que no seu comentário também subscreve parte significativa do texto. E repare, uma ex-ministra, que não foi “uma qualquer” se dar ao trabalho de vir escrever de forma tão clara é porque está mesmo algo importante em jogo. Quanto ao ser de A ou de B, sou do SLB! Isso é que é 🙂
      JP

      • luis says:

        Se não é do BE, peço desculpa, tinha a ideia de que era. (Não foi o João Paulo que escreveu um texto onde afirmava que deviamos unir-nos através dos partidos e que já tinha feito a sua escolha? Afinal qual é a sua escolha?) Ela escreve bem, mas não me convence. É verdade que o ataque à escola pública é muito grave e todos que se juntam contra estas medidas são bem-vindos, mas “cuidado com promessas assinadas em papel molhado”. O PS e a corja que o rodeia não interessa ao país. Já vimos do que são capazes.

        • luis says:

          Analisando melhor, penso que concordamos no básico. Estas políticas educativas têm que ser combatidas e somos do SLB. Mas eu teria muita dificuldade em partilhar um texto da Lurdinhas.

          • João Paulo says:

            Pronto – afinal temos quase tudo em comum: somos do SLB! Quanto à Lurdinhas, reconheci no texto que exagerei ao fazer o link, mas o texto faz todo o sentido.


  2. Nunca percebi bem essa diferença entre educar e ensinar, desde que não se trate de ensinar a arrombar fechaduras de automóveis ou a fazer bombas. O ensino de excelência é sempre um acto educativo, parece-me. Estão é a criar-se condições para se ensinar cada vez menos…
    E ainda percebo menos como se pode levar a sério alguém que, enquanto Ministra, se revelou de uma mediocridade atroz e de uma hipocrisia monumental. Haja memória.

    • João Paulo says:

      JE, obrigado por ter comentado. Ensinar associo à mera transmissão de conteúdos, onde as questões cívicas e de cidadania ficam à porta. Educar é mais do que isso, certo? O que escreve MLR no texto é verdade – este governo não cortou gorduras na educação: tirou tempo lectivo aos alunos que agora têm menos escola, têm menos educação. Verdade, verdadinha. Quanto à senhora, não fiz no texto qualquer julgamento,JP


      • A mim parece-me que a melhor maneira de transmitir os valores cívicos, as questões de cidadania e outros aspectos essenciais para a formação do indivíduo é através da História, da Literatura, da Filosofia, do ensino artístico. Daí a enorme necessidade da formação nas Humanidades, mesmo para os que seguem uma vertente profissional ligada à Ciência ou tecnológica.
        Quanto a MLR, só o facto de citar, já me parece demais. Mas, claro, isto é a minha opinião.

    • maria celeste d'oliveira ramos says:

      A que ministra se referem a drª maria de lurdres ou isabel alçada – por mim podem ficar com ambas e esqueçam Crato que não existe – é ficção – E entretanto um comentador faz confusão entre instrução e educação – esqueceram-se do desporto escolar (de todas as formas que quizerem que tenha) & outras coisinhas que havia em tempos em que ir à “escola” era um “luxo” e uma benção embora nem todos tivessem acesso Daí ter havido na década de 70 a Educação de Adultos (em que trabalhei na DG Ensino Primário (o meu primeiro emprego – que adorei claro – trabalhar é bom) – Futsal feminino vice campeãs brail 1º


  3. O problema de se utilizarem dados estatísticos que foram forjados com recurso a esquemas de inflação de habilitações literárias que na realidade não deviam ter equivalência a nada, quando muito dariam apenas direito a um diploma (coisa que o Tuga tanto idolatra!), torna toda esta abordagem completamente incongruente! “Menos despesa, mais educação”… Uma coisa não teria nada a ver com a outra se, na realidade, o objectivo fosse educar seres humanos…
    Como não é este o objectivo, tal afirmação, está assim perfeitamente em sintonia com a actual Civilização e os Interesses que nela florescem…
    😎

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