O BANIF é do povo

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Acabámos de doar 1,1 milhões a mais um banco pré-falido. Sim, nós todos. Coisa pouca, mais pagaremos pela reestruturação da banca, assegurando que os empreendedores manterão os seus capitais intactos num offshore qualquer, longe daqui.

Para começar as acções estão em alta. A este tipo de refundação económica chama-se desde o séc. XIX acumulação de capital. Pode ocorrer de diversas formas, em Portugal mete sempre uma ajudinha de um governo solícito e obrigado.

Na cabeça tonta de um Gaspar e de quem o ama, estas acumulações, e salvações fazem todo o sentido porque o capital obtido ou salvaguardado será posteriormente investido na economia. Deixando de lado as passagem de ano do impagável Dias Loureiro em Copacabana, acredito que sim. Serão reinvestidas algures, numa economia qualquer, paguemos então a viagem às ratazanas que abandonam o navio. Ocorrido o naufrágio, não deixarão de nos enviar um postal de boas-festas no final do ano.

Imagem: cartaz sobre a nacionalização da banca (1975), ephemera

Comments

  1. Jorge says:

    Em resumo a política deste governo tem sido:

    1 Capiatalismo selvagem e neo liberal para os trabalhadores e povo
    2 “socialismo ” para os banqueiros

    Um país dois sistemas

  2. Fernando says:

    Como é que se para esta corrupção institucionalizada dos banqueiros e políticos?
    Será que vai ser necessário miséria, mas miséria a valer, como apenas um ou outro ainda se lembra para começarem a rolar cabeças?
    Parece que sim, o povo tomou o gosto em ser violado à bruta…

    • afonso says:

      QUE PERGUNTA ESTUPIDA ..A RESPOSTA A ESSA PERGUNTA TEM DUAS SAIDAS ………..OU O ESTUPIDO POVO COMTINUA MANSO E POR CONSEQUENCIA .PAGA PARA ENCHER A GATUNAGEM ………..OU ENTAO ABRE OS OLHINHOS E VOTA CONTRARIO AO SENTIDO HABITUAL QUE TEM MAMADO OS ULTIMOS 37 ANOS ………COM TODO O PRAZER CAV


      • E aqui resta a última esperança para o actual sistema “democrático” português…
        DAR A HIPÓTESE AOS QUE NUNCA GOVERNAREM DE MOSTRAREM O QUE VALEM.
        Se depois de hipótese dada nada de significativo se alterar no equilíbrio de forças, Capital vs Trabalho (escravo), então resta à populaça, a que tiver capacidade mental e física para tal, de colocar em prática a limpeza do sistema… Começando é claro pelas mãos que operam as títeres… E criar um novo sistema!
        Coisa para uma década, mínimo! E se correr bem!

  3. Margarida Alegria says:

    excelente e certeiro post! Infelizmente… O sacar do que ainda falta pelas ratazanas. 🙁


  4. É o BPN 2, aceito cálculos sobre quanto custará e quem o comprará (parece que ninguém se apercebeu que a atividade bancária em Portugal – que viveu do crédito à habitação, naquela troika que todos conhecemos de autarca, pato-bravo e banqueiro, e da compra de dívida soberana nacional – morreu, ter um banco aberto é um mau negócio, se fosse uma empresa, falia, como é um banco, venha o supercontribuinte de capa e collants salvá-lo).-

  5. Luís says:

    E o Farsola que não faz nenhuma comunicação ao país para explicar porque é que temos de cortar nos nosss salários e reformas para pagar mais este BPN!
    É que o BPN começou por não ter custos para o contribuinte e este começa já com custos de 1.100 milhões!!!
    Estamos phodidos, lá se foi mais de um quarto de gorduras do estado para o galheiro!

  6. ManNextDoor says:

    Ontem tive um sonho… sonhei que andava pela rua no meio de uma multidão eufórica… era levado pela torrente de gente, de um lado para o outro, sem aparente sentido ou destino… depois percebi que íamos indo de casa para casa, e que de cada uma dessas casas saiam pessoas… mais tarde, depois de várias viagens destas, rumamos ao aeroporto de Lisboa… aí a multidão imensa cantava, dançava e festejava… finalmente percebi quem eram as pessoas que tinham saído de casa após cada visita daquela multidão errante, que deambulava pelas ruas… eram ministros, secretários de estado e outros membros do governo… estavam a ser conduzidos a um avião que estava na pista… foram entrando entre canções e aplausos… depois chegaram o Cavaco, o Passos, o Relvas, o Portas e o Gaspar… foram também eles encaminhados, ainda meio atarantados, para o avião… finalmente a porta do avião fechou-se e este afastou-se e levantou voo… no ar, entre vivas e aplausos, ouvia-se uma canção, cantada a plenos pulmões: boa sorte, boa sorte eu vos desejo de todo o coração… boa sorte, boa sorte … Entretanto, acordei… não me lembro de mais nada, nem sei qual foi o fim daquela história… Mas ficou-me na memória, o sentimento de alívio e de esperança, e o espírito de união que pairava sobre toda aquela multidão… precisamente tudo aquilo que não encontro, nem vislumbro, neste país real… triste, cansado, acomodado e desanimado…

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  1. […] parede por aí, o Inferno da realidade da maioria, no momento em que o Governo de Pedro Passos Coelho resgata da falência mais um banco, em vez de cuidar das […]

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