Era tão fácil não escrever sobre isto…

Unknown

 

Ontem, em Gaia. Hoje, em Lisboa. Amanhã vamos todos, como castigo pelo politicamente incorrecto do momento, a trabalhos forçados para o gulag a ser criado por estes “democratas”.

 

Pode Miguel Relvas ser criticado? Pode e deve, faz parte da vida política (e da vida em geral). Pode Miguel Relvas ser apupado? Pode ele e qualquer outro político, árbitro, juíz, médico, polícia, blogger, etc. Faz parte da liberdade felizmente adquirida com a democracia. Pode Miguel Relvas ser impedido de falar/discursar nas cerimónias para as quais é convidado? Poder pode, só não é democrático. Chama-se censura, é violentar o direito à livre opinião.

Eu discordo de Miguel Relvas nalgumas coisas. Ele discorda, pelo menos que eu saiba, numa das minhas ideias, a regionalização e na questão da RTP foi público e notória a nossa divergência. Porém, cada um de nós pode, civilizadamente, discordar. E já aconteceu. Miguel Relvas só não foi impedido, ontem, de expressar as suas ideias, as suas convicções por menos de um fósforo. Hoje, a tirania imperou. O que se passou no ISCTE foi censura, pura e dura. Foi o total desrespeito pela liberdade de expressão. O resto é treta. É folclore.

 

Era tão fácil não escrever sobre isto. Era, não era? Só que eu nasci numa terra e no seio de uma família que sempre me ensinou os valores da Liberdade, os mesmos que hoje ensino à minha filha. Eu nasci no Porto onde podemos trocar os “v” pelos “b” mas nunca trocar a liberdade pela servidão.

 

Aqueles que agora fecham os olhos à intolerância serão os mesmos que, amanhã, dela se vão queixar. E se vamos pelo caminho do “olho por olho, dente por dente”, citando Gandhi, ” o mundo ficará cego e sem dentes…”.

Nota: e era, sobretudo, tão fácil não escrever isto no aventar. Tão fácil. Tão politicamente correcto. Não pelos meus amigos “aventadores” pois o aventar, desde o primeiro dia e, certamente, até ao último, será sempre uma casa de Liberdade de Expressão. Mas por alguns, felizmente poucos, que gostam de vomitar intolerância nas respectivas caixas de comentários…

Comments

  1. Mauro Fereira says:

    Era tão bom que o Relvas nem tivesse a oportunidade de me governar! Olho por olho e o Relvas acabava no desemprego ou na prisão! Era tão fácil não dizer isto! A liberdade acaba quando o teu comportamento me prejudica; aliás é para isso que serve a prisão! Era tão bom que não tivéssemos que ter o Relvas a Governar! A democracia são se esgota na vontade popular só quando é para votar! O Adolf Hitler foi eleito democraticamente e depois fez a m@e#$%!


    • Mauro, a liberdade não se esgota no momento do voto? Claro que não. Esse é o momento principal mas não o único. Por isso mesmo, não critico as manifestações e sobre elas, como podes verificar no aventar ou no forte apache, já muito escrevi e em sua defesa. Outra coisa, diferente, é o direito, universal, à liberdade de expressão. ainda por cima, quando se é convidado para uma palestra a que só vai quem quer. Eu, pelo menos, só vou às que quero.

      • Mauro Fereira says:

        Fernando, se esta gente tivesse vergonha e fizesse como nos países civilizados não seria preciso tomar estas medidas!
        E com certeza deve estar a esquecer-se dos telefonemas do gabinete do Relvas para uma certa jornalista que depois se demitiu? Deve estar a esquecer-se das pressões e tentativas dessa Erva Daninha de silenciar jornalistas e pessoas! Meu caro Fernando, só merece ter liberdade de expressão quem a respeita, o que não é o caso do Erva Daninha!

  2. José Cardoso says:

    Pois é, mas a nossa ética não pode baixar ao nível da dos que censuramos. Afinal veremos no futuro muitos daqueles a despedir pessoas nas empresas. a levarem-nos coiro e cabelo para nos defender nos tribunais ou para nos curarem a gripe. E vamos vê-los em breve a consumir o dinheiro das propinas e dos passes em algum super rock….

  3. palavrossavrvs says:

    Naquele tempo, por mais que se insultasse José Sócrates, nunca parecia suficiente, nunca cansava, nunca perdia justificação e legitimidade, e sobretudo jamais suscitou piedade: a flor parisiense era um desafio ambulante e um show de treta quotidiana: no Parlamento, hostilizava e humilhava o PCP, provocava e rebaixava o BE, troçava dos sucessivos líderes falhados no PSD, cadáveres adiados que procriavam impotência e ridículo perante a dissensão e a perfídia no Partido. Esteve todo o tempo a preparar o Paraíso Pessoal, através de uma fuga. Comportou-se como a húbris em pessoa. Quando passamos fome ou não vislumbramos futuro, temos alguém muito concreto que explica grande parte dos nossos problemas nacionais e até pessoais.

    Hoje, dois anos depois, torna-se impossível olhar para os relvas com cara de passos e para os passos com cara de relvas sem alguma compaixão, sujeitos a estas manifestações inúteis e vesgas, intolerantes, sem nobreza, sem diálogo, capacidade de olhar para um ser humano por acaso político demasiado à mercê de uma pergunta [em vez disso enxovalhado], de um embaraço, de uma interpelação civilizada. Não gostar de um político dá pano para muitos textos, anedotas, comentários, mas persegui-lo pessoalmente destrói a luta por causas maiores, creio. Sei do que falo porque me enclavinhei contra um que só foi o que foi porque apoiado por mil cúmplices.

    Até porque por cada relvas que caia, há dois ou três Salgados que somam e seguem e pelo menos quatro Sócrates que agora mesmo, enquanto olhamos para o nosso triste frigorífico desnudo, defecam ouro com chocolate fumegante, boiando numa sanita perfumada de Paris. Deve ser por esta gloriosa realidade que os jovens jagunços do PS, os turcos, se batem.

    Toda a gente deveria perceber isto.

    • Amadeu says:

      A diferença entre o Sócrates e o Passos/Relvas são 4 anos de governo. É só aguentar mais uns aninhos. Em tudo têm um percurso semelhante.
      Não há pior cego que aquele que não quer ver.

    • nightwishpt says:

      Nunca hei-de ter pena por um psicopata, nem em quem insiste ser enrabado por um.

    • lidia drummond says:

      desculpe mas josé Sócrates além de lindo, tem muita classe, não se compara com 2 metralhas que contrataram para Adjunto o JOÃO GONÇALVES DO BLOGUE PORTUGAL DOS PEQUENINOS QUE EM 05.07.2011, escreveu – Passos “vacuidade absoluta” “abrótea” tal como uma ALFORRECA etc. e passados 9 meses foi contratado para Adjunto do RELVAS a quem ele chamava de pequeno TORQUEMADA DE TOMAR, e porquê? porque o Gonçalves é jurista da Direcção Geral de Contrinuições e Impostos, sabe muito e ainda……….não é obrigado a declarar rendimentos no Tribunal constitucional ao contrário dos Ministros. Isto dá muito geito quando as luvas andam a voar e é preciso usá-las para nao sujar as mãos. Tenha paciência mas homens belos, distintos e com voz linda há poucos, mas infelizmente não o conheço, sõ a distinta sogra grande pintora e escultora que tem uma casa linda no 16º de Paris. Ele há homens assim que os feios porcos e maus odeiam

  4. Amadeu says:

    Pode um Pato Bravo da política, prometer meio céu e a terra e depois dar-nos este inferno ?
    Pode um político pensar que tem o direito de se passear impune pelas Universidades deste país quando nem para fazer o curso por lá andou ?
    Poder pode mas arrisca-se a ter que fugir com o rabo entre as pernas.

    Pode um escriba roedor, de teclado e rato em punho, vir carpir nos blogues em defesa do seu queijo ? Poder pode mas arrisca-se a que lhe vomitem em cima.

    O Relvas é o Dantas do nosso tempo. Fuja o Relvas. Pim.


  5. Compreendo bem essa posição. Ultrapassar a linha que separa o protesto da limitação da liberdade do outro é grave. No entanto também compreendo que situações excepcionais implicam ultrapassar alguns limites, ainda que isso possa levar por vezes a resultados preocupantes.
    O governo escuda-se na nossa situação excepcional de crise e dependência de ajuda externa para ignorar a constituição, para ignorar os pactos sociais, para ignorar as necessidades das pessoas que governa. Esses também são limites que deviam ser respeitados e na realidade são pisados à exaustão pelo governo de que Miguel Relvas faz parte. Quanto ao dito ministro, também não tem respeitado vários desses limites. Está no governo apesar das irregularidades do seu trajecto académico, se é que o teve de todo, mesmo depois de o ter criticado quando se passou com o anterior primeiro-ministro. Consta que terá tido até atitudes de tentativa de limitar a liberdade de expressão de comentadores ou jornalistas na televisão ou rádio. Não haverá provas de nada, claro.
    O que quero dizer, no fundo, é que quando um governo ignora todas as regras que lhe convém para levar as suas ideias a cabo, mesmo que essas não sejam de todo aquelas que apresentaram no programa que lhe deu a apregoada legitimidade democrática, quando ignora todos os protestos dos portugueses nas ruas e das organizações, quando quebra os pactos sociais que faz, tudo isto sob o escudo da tal situação excepcional de dívida e compromisso assinado, então não se pode exactamente queixar de os portugueses começaram a levar os seus protestos a todo um outro nível, muito menos Miguel Relvas.
    Afinal, o que é uma revolução senão o povo a ir contra a lei, contra o governo, até por vezes contra as forças de segurança e defesa nacional para defender a sua vontade? (Não que este seja o caso, claro) O que a mim me preocupa, mais do que a limitação da liberdade de expressão do Miguel Relvas dentro do ISCTE, é o ponto a que temos que chegar na tentativa de sermos ouvidos pelo nosso próprio governo antes que ele nos destrua definitivamente. É bom que se fale nisso, congratulo-o por ter escrito o post e não censuro a sua posição, mas parece-me importante fazer o contraponto.


    • Muito obrigado pelo seu comentário. O contraponto é essencial em democracia.

    • nightwishpt says:

      Exactamente, uma democracia não funciona por magia e o poder tem que ser pressionado por todos os meios, por ordem proressiva de agressividade, a responder pelos seus actos. Tentar equacionar a lavagem cerebral de um membro do governo revolucionário com poder para falar em qualquer meio de comunicação que lhe apeteça durante o tempo que lhe apeteça com censura a um cidadão normal é um disparate. Ainda por cima porque só o segundo leva com processos judiciais ridículos que precisam de ir ao tribunal dos direitos humanos.

    • Falcão says:

      Nem mais André… sobretudo é saudável avivar a memória de alguns… tristeza. Por incrível que pareça ser necessário, devido à proximidade temporal dos factos.
      Obrigado por fazer o contraponto.


  6. Já estava a ficar admirado do corajoso anónimo amadeu de lisboa ainda não ter vindo aqui vomitar. Ó grande nabo, então qual é o meu queijo, pá??? É que pela tua letra estou a ver que alguém anda a receber um cheque por mim, pá e isso sim, quero já esclarecer para ir cobrar.

    • Amadeu says:

      Cheque ? Vai cobrá-o aos teus interlocutores priveligiados e institucionais. Como lobista de direita de serviço na blogosfera deves ter direito a umas migalhinhas.

  7. jorge fliscorno says:

    Há sempre um conjunto de pessoas que acha que a liberdade delas deve calar a dos outros. E essas bem podem brincar com os polegares para cima e para baixo em jeito onanístico que não terão mais razão por isso.

    Discordo e abomino o que o Relvas representa mas os que lhe calaram o pio erraram.

    • nightwishpt says:

      Mas quem é que lhe calou o pio? Até ao fim da semana vai estar uma hora na TV a discursar.


  8. O PCP continua muito organizado e pouco democrático.
    Para quem ainda não percebeu, estas manifestações anti-relvas não são espontâneas, têm o dedo do PCP por trás.

    • Hugo says:

      Sem dúvida. E não é o único caso. Veja-se a razão que levou os empresários do sector da diversão a cancelar a manifestação que tinham agendado para agora, por terem notado que havia agentes da chamada extrema esquerda a tentar infiltrá-la para tomarem conta dela.

      Por vezes é fácil esquecer que os comunistas tem o passado anti-democrático que tem, e que estão por detrás de técnicas de sabotagem democrática como o entrismo.

      http://en.wikipedia.org/wiki/Entrism

    • nightwishpt says:

      Isso é uma patetice, mas mesmo que não seja, não vejo qual é o problema se o PPD-PS também pode controlar os meios de comunicação como quiser.


      • 2 coisas:
        1 – não sou grande simpatizante do Relvas nem do governo em geral, há um ou outro ministro que são mais do meu agrado, mas em regra não me entusiasmam
        2 – Estou apenas a alertar para a realidade, isto não é um descontentamento popular generalizado, são manifestações pensadas e orquestradas por uma entidade politica, a nível bem central. Que não dá a cara. É propaganda politica. Como o são as dezenas de movimentos de utentes que o PCP cria. Propaganda, manipulação.

        • Miguel says:

          A sério…. mesmo a sério!!! É esse o seu pensamento num País onde há mais de um milhão de desempregados!!!! Acha que é necessário haver manipulação quando um governo aplica uma taxa a um reformado que ganhe mais que 600 euros!?
          Gostava de ter o seu contacto, deve ser uma pessoa esclarecida e eu gosto de aprender.

  9. Konigvs says:

    A liberdade do Relvas poder opinar, ou até passear-se livremente sem ser incomodado acabou no exato momento em que vieram a público diversos acontecimentos em que só lhe restava uma opção: demitir-se.
    Quem perdeu o respeito e a vergonha na cara pelas pessoas que o puseram lá nunca mais que se vai fazer respeitar e agora sujeita-se a ser insultado onde quer que vá, ainda para mais estamos a falar de alguém que no exercício de um cargo que afeta diretamente a vida de milhões de pessoas. Por mais merda que faça, por mais podres se descubram ele está ali agarradinho como uma lapa ao poder e ainda faz troça e provoca porque vive rodeado de polícias. Compete então às pessoas mostrarem-lhe o que pensam dele e do trabalho que tem feito, e pelo menos aqui na minha terrinha sempre ouvi dizer que quem não se sente….

    • Hugo says:

      O Konigvs está a cometer um grande erro ao tentar defender que membros da nossa sociedade não tem o direito a expressarem-se livremente apenas por motivos políticos ou por não gostar deles. Ao defender esse disparate está a defender que outras pessoas também devem ter o direito de retirar a liberdade que você próprio tem de expressar as suas ideias. E se não seria aceitável que gente como o Relvas tivesse o direito de calar o Konigvs, então o que é que leva a que seja aceitável que o Konigvs tenha o direito de calar o gente como o Relvas?

      Se é suposto vivermos numa sociedade de direito então esses direitos devem ser partilhados por todos, sobretudo aqueles de quem não gostamos. Caso contrário, não se aplica a ninguém.

  10. zeca marreca says:

    Esse moralismo barato de ataque à “censura” vindo de quem a pratica amiude para comentários divergentes à sua opinião é, no mínimo, cómico. Quanto ao resto, ninguem pertedeu “censurar” Relvas, apenas, por manifestação ruidosa, não seriam perceptiveis as suas palavras. Censura não é isto, até porque Relvas é livre de veicular a sua opinião. E se quisese mesmo a palavra, lutava por ela.

    São menos censores os estudantes que o Fernando Moreira de Sá, no seu forte apache.


    • Uma coisa é manifestarem descontentamento em relação ao governo ou a um ministro em particular. Outra coisa é tentar evitar que alguém fale ou seja ouvido mediante o uso da força e ameaças de violência. A segunda não tem lugar numa sociedade livre, justa e democrática, e quem defende que este comportamento execrável é aceitável está a defender uma sociedade que não é justa, livre ou democrática.


    • Ó Marreca, isso vindo de um anónimo tem muito que se lhe diga e como se vê neste post eu sou um grande censor…

      • zeca marreca says:

        Anónimos não têm direito a opinião. Só o dignissimo Dr. Relvas e o Fernando Moreira de Sá. Os manifestantes são anónimos. Relvas não foi censurado, pode convocar uma conferência de e lêr em directo a comunicação que tinha sobre “condicionamento de jornalistas”. Mas eu como anónimo não tenho direito a expressão logo estamos conversados!


        • mas, ó marreca, eu não te estou a perceber. onde está a censura se estás aqui a comentar livremente???

          • Amadeu says:

            Ó Fernando Moralista de Só
            Tu não censuras nada por aqui no Aventar, pois não meu grandessíssimo hipócrita ?


          • ó anónimo amadeu alfacinha, censuro sim senhor, nomeadamente os teus insultos pá. Olha, agora vou almoçar que se faz tarde.

          • David says:

            Aqui o Fernandinho está safo não pode ser agredido, nem intimidado. Mas do insulto e da indignação dos paus mandados não escapa.

          • zeca marreca says:

            Aqui estou, mas fui “censurado” nas 2 vezes no forteapache: uma por chamar a atenção para o facto de o presidente da CM da Maia a quem você tecia loas ter sido apanhado com 60 mil euros na mesinha de cabeceira da amante, e outra, quando você subscrevendo o “tomar no cu” do viegas insultou os funcionários do fisco, e eu apens referi que esses culpa nenhuma tinham, pois não são responsáveis pelas tristes figuras que os mandam fazer, mas que quem deve “tomar no cu” são os canalhas dos apoiantes e votantes neste governo, pois a culpa desta lei é exclusivamente destes.
            Quanto à “censura” ao Relvas… poupem-me!

  11. luis says:

    Pode um político aldrabar as pessoas para ser eleito e depois levá-las à degola?
    Pelos vistos, poder pode!
    Só não pode ser criticado em lugares públicos … não é democrático, dizem os “democratas”.


  12. Estes comportamentos são anti-democráticos e inaceitáveis.

  13. David says:

    A liberdade e a democracia é bonita quando a sabemos respeitar. Passou-se mais um limite. Tratou-se de as pessoas intimidarem fisicamente outros.

  14. José SEMMEDO says:

    Vamos convocar uma manif e cantarolar ao Fernando Moreira de Sá o “Grândola vila morena”. Só ainda não sei onde publicar a convocatória e se a Ordem de Trabalhos segue apenas com insultos e insinuações ou também com algo mais, sei lá algo do género, intimidador. Afinal vivemos num País livre e democrático.

  15. Amadeu says:

    Tantos meninos bonitos.
    Haverá alguém com distúrbio de multiplas personalidades ?

  16. Ricardo says:

    Se um partido é eleito com um programa e promessas e chegado ao poder faz exactamente o contrário, há um sequestro do processo democrático e apropriação ilegítima do voto popular. A Democracia está em causa!

    Se um governo aprova sucessivamente orçamentos inconstitucionais, falta a estas pessoas a legitimidade constitucional fundamental ao exercício de funções. O estado de direito está sobre sequestro.

    Se um governo decide que vencimentos e pensões são regalias excessivas e a maleita que causou a desgraça do Estado, quebrando “contratos” com trabalhadores e pensionistas, mantendo em simultâneo intocáveis contratos leoninos de interesses privados, a justiça, moral e ética do governo são inexistentes.

    Como tal, e de de acordo com o Art. 21º da Constituição da República: Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.

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  1. […] quer mas quem sabe e tem talento. Chumbou: agressões só vi as dos seus capangas, e a defendê-lo, meu caro Fernando, lastimo ver do teu lado esse padrão de comportamento democrático chamado Augusto Ernesto Santos […]

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