Março

marçoNova contagem: 34 35 manifestações

Señoritas (2006)

A Naifa, do álbum 3 minutos antes de a maré encher (2006)
Música de João Aguardela e Luís Varatojo, letra de Tiago Gomes

Franquelim Alves, o mal pago

8-empregos-8 e apenas 2709 euros por mês. Assim se escapa ao fisco em Portugal.

O camilourenço, a História e a Economia

Camilo Lourenço camilourenço, dicionarizado a preceito pelo João José Cardoso, desde há muito demonstrou ser um provocador mentecapto. Saiu a terreiro com nova imbecilidade, hostilizando a História como área do conhecimento científico humano – área sublime, entendo eu.

Sou economista, membro da respectiva ordem. Em defesa da verdade, mais do que da ‘minha dama’, entendo que, reagir com fragilidade a Camilo Lourenço camilourenço, para desvalorizar a Economia, como ciência social, é igualmente censurável. A polémica desce a baixo nível e naturalmente ao mundo da subjectividade. Mais a mais, invocando Margaret Tatcher, engenheira química, que, em sintonia com Reagan, foi grande obreira da desregulação dos mercados originária da crise sistémica. Registe-se-lhe também o feito de fundadora do modelo das PPP que o advogado e trabalhista Blair aproveitou e outros disseminaram pela Europa – de Cavaco a Sócrates tivemos, entre nós, excelentes intérpretes dessa ruid(n)osa melodia, pela qual estamos e vamos pagar milhares de milhões.

No curso que frequentei, além de Sociologia, Psicologia Social e Psicossociologia e outras áreas sociais, integrava-se a disciplina de História Económica e Social, ministrada pela Prof.ª Miriam Halpern Pereira, doutorada pela Sorbonne, universidade onde foi assistente do Prof. Pierre de Vilar. A ideia de que os economistas estudam só números é imprecisa, embora os mais responsáveis pela imagem sejam eles próprios.

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Pedro, O Coelho

Chico do Vale.  Via Música Portuguesa a gostar dela própria.

2M: Luís Varatojo

spaLuis Varatojo, da Naifa, na Gala da Sociedade Portuguesa de Autores, escreveu o discurso no cartaz do Que Se Lixe a Troika, o Povo é Quem Mais Ordena.

Concluiu dizendo que “o povo é quem mais ordena”. Foram embora sem levar o prémio. Que se Lixem os Corações Obedientes!

(via Facebook)

Nova funcionalidade no Blogometro

A partir de agora o Blogometro  mostra as estatísticas mensais da blogoesfera.

 

Agenda

Agradeço-vos, Marquesa
O convite p’ra almoçar
E a promessa, à vossa mesa
De champanhe e caviar

Peço perdão, nas não posso
Tem de ficar p’ra depois
Pois a hora do almoço
Está cativa, dia dois

Faço vénia respeitosa
E osculo a vossa mão
Nessa hora jubilosa
Vou à MANIFESTAÇÃO!

Casados com comunhão de teses

Professora e vereador apresentam teses semelhantes.

É o chamado plágio conjugal.

Crise zona euro

Os países excedentários são tão responsáveis pelos desequilíbrios como os países deficitários. A única resposta à divergência crescente entre as economias dos Estados-membros da UE será a solidariedade, mediante um programa político de convergência de interesses. Fonte: Le Monde

Vamos dicionarizar Camilo Lourenço

basta+de+camilo+lourenco
Não é muito frequente nome próprio virar substantivo ou adjectivo, mas acontece; Miguel de Vasconcelos que o diga. Camilo Lourenço merece.

O Luís M. Jorge já nos legou uma primeira tentativa de sistematização do conceito de Camilo:

O mundo dos Camilos obedece a valores testados em séculos de miséria abjecta e desespero universal. Antigamente eram feitores e capatazes, hoje são jornalistas e lideres de opinião. Os Camilos Lourenços dão imenso jeito. Todos os ricos deviam ter um.

A mais recente aparição camilolourençiana (muito cuidado com o isolar do Camilo, não se ofenda o Castelo Branco) acrescenta a noção de ignorante e pregador da indigência cultural, essa salazarenta reaparição do culto das habilitações mínimas para que se obtenha a exploração salarial máxima.

Miguel Relvas, por exemplo, é um autêntico Camilo Lourenço camilourenço da política, e fico-me por aqui antes que resvale para o pleonasmo. No território educativo és um camilolourenço camilourenço substitui com vantagem o gasto e usado cábula, tal como de um curandeiro armado em médico alternativo se dirá com vantagem: eis um camilolourenço camilourenço da medicina.  Os exemplos, a utilidade e enriquecimento da língua portuguesa tendem para o infinito. Vamos a isto, a língua por enquanto ainda é nossa, e se alguém reclamar do neologismo, grandola-se para ficar sossegado.

Adenda: corrigido camilolourenço por camilourenço.

França: 3,2 milhões de desempregados

O Le Monde abriu um véu sobre o que os franceses saberão de fonte oficial logo mais à tarde: o desemprego está em imparável, malgrado as palavras doces e mentirosas de Hollande. Fonte: Público

Diz-me, espelho meu, haverá alguém mais inútil do que eu?

Sem título

Eat Stop Eat – O jejum intermitente de 24 horas

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Um livro com uma teoria interessante de Brad Pilon acerca das vantagens do Jejum Intermitente de 24 Horas (Intermitent Fasting) na perda de peso e de gordura corporal. Uma teoria que vai buscar muitas das suas bases aos primórdios da História do Homem, cujo organismo se habituou desde os tempos do Paleolítico a longos períodos sem alimentos. E se a esperança de vida nessa altura era pequena, não se devia certamente ao tipo de doenças a que estamos habituados nas sociedades ocidentais desenvolvidas.
Elencando todos os benefícios para a saúde da prática regular (uma vez por semana) do jejum intermitente – aumento da sensibilidade à insulina, protecção cardiovascular, metabólica e neurológica, redução da pressão arterial, aumento dos níveis hormonais, desintoxicação do corpo, etc. – Brad Pilon faz uma aproximação à Dieta do Guerreiro ou à Dieta do Paleo, que se inspiram precisamente no tipo de alimentação praticado pelo Homem do Paleolítico. Um tipo de alimentação anterior à agricultura, onde não existiam alimentos processados e onde os hidratos de carbono eram praticamente inexistentes.
É provável que a esmagadora maioria das pessoas nunca tenha ouvido falar do Jejum Intermitente. Por uma razão muito simples: a maioria dos estudos ligados à alimentação e à nutrição, e depois adoptados pelos nutricionistas, é patrocinado pela indústria alimentar. E como é óbvio, à indústria alimentar não interessam os estudos que dizem que não se deve comer por um dado período de tempo. À indústria alimentar, interessam os estudos que dizem que devemos comer de 3 em 3 horas…
«Eat Stop Eat», de Brad Pilon, hoje na net. Para ler mais, ver aqui.

Factura

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Baixa lisboeta, ontem. Pedir factura, mas isso já não existe. Dizem.

Mural

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Ladrões de Bicicletas

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=Ojt7ZgDNmnk&w=260]

De Vittorio De Sica. Legendado. Ficha IMDB