Era tão fácil não escrever sobre isto…

Unknown

 

Ontem, em Gaia. Hoje, em Lisboa. Amanhã vamos todos, como castigo pelo politicamente incorrecto do momento, a trabalhos forçados para o gulag a ser criado por estes “democratas”.

 

Pode Miguel Relvas ser criticado? Pode e deve, faz parte da vida política (e da vida em geral). Pode Miguel Relvas ser apupado? Pode ele e qualquer outro político, árbitro, juíz, médico, polícia, blogger, etc. Faz parte da liberdade felizmente adquirida com a democracia. Pode Miguel Relvas ser impedido de falar/discursar nas cerimónias para as quais é convidado? Poder pode, só não é democrático. Chama-se censura, é violentar o direito à livre opinião.

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A nota de Relvas

a nota de relvas

Qual censura?   corporativismo

Estudantes apenas impediram que Relvas tirasse um mestrado.

Os portugueses   repudiam

quem não os deixa comer, trabalhar ou ter um tecto, continuar a viver em Portugal, contar com o Estado social para que contribuíram, existir com dignidade. Repudiam quem não os respeita nem aos seus protestos.

Um condenado presumivelmente inocente armado em virgem impoluta

aacA maior vergonha da história da Associação Académica de Coimbra chama-se José Eduardo Simões, presidente do seu Organismo Autónomo de Futebol.

Manchando o nome de uma instituição centenária, que não é um clube de futebol mas aceitou ter no seu seio um clube de futebol profissional, acumulou esse cargo como a direcção autárquica das obras e urbanismo. Junte-se o fogo com a estopa (responsabilidade política de Carlos Encarnação) e temos licenciamentos de obras a troco de dádivas para o clube.

Vem isto a propósito da sua última tirada: uma queixa na ERC contra o blogue O Sexo e a Cidade, onde habitualmente é referido como José Condenado Simões, que se registou como publicação periódica precisamente porque o dito cujo o impedia de aceder às actividades do clube reservadas à imprensa, coisa que nem a Câmara nem os tribunais fazem, baseando-se nesta espantosa argumentação: [Read more…]

Rafael Trobat

“A lixeira”.  Manágua (Nicarágua),  1992

M2strado do Relvas

Estão a ver como foi possível conseguir um M2strado ainda mais depressa do que a Licenciatura?

Acho que foi em Comunicação Social…

Dívida pública aos professores

O Ricardo Campelo de Magalhães (RCM) publicou um texto simplório acerca dos protestos que a FENPROF iniciou esta semana. O João José já teve oportunidade de tecer alguns comentários pertinentes.

RCM limita-se a repetir preconceitos anti-docentes e/ou anti-sindicais: os professores não devem protestar porque ganham mais do que a média; a quebra de qualidade na Educação deve-se “à pedagogia laxista vigente”; as pessoas não têm filhos porque gastam muito dinheiro nos impostos que servem para sustentar inúteis como os professores ou os banqueiros (uma mistura que é um truque, claro).

É bom não esquecer que RCM é um economista de direita com ligações ao arco do poder, ou seja, integra um conjunto de profissionais que, sistematicamente, falham previsões, usando como bodes expiatórios a classe média e algumas classes profissionais alegadamente privilegiadas.

Façamos um pouco de História: em primeiro lugar, o Estado, controlado por dois partidos e meio, tem desperdiçado em inutilidades e favores os dinheiros entregues à sua guarda. Depois, os vários ministros da Educação, com destaque para os dos últimos três governos, têm afogado as escolas em burocracia, em legislação mal concebida, em alterações constantes, criando um clima de agressão e de instabilidade permanente. Pelo meio, jotinhas, politiquinhos e economistas espalham mentiras como as de que os professores trabalham vinte horas por semana e têm turmas de oito alunos (é para isso que serve a divulgação dos chamados “rácios”).

Para além disso, os professores têm sido sujeitos a vários congelamentos de carreira, a cortes salariais, a aumentos de impostos, ao desperdício dos seus impostos em apoios a bancos, enquanto financiam o próprio patrão. Se somarmos a tudo isto vários elementos intangíveis que servem para aquilatar do valor de um professor, a dívida do país à classe docente é monstruosa (nesta última ligação, aconselho a leitura de um comentário longo do José Luiz Sarmento). Conclusão: os protestos dos professores pecam por defeito.

Uma no cravo…

Embora João Soares ache “o Ministro Doutor Miguel Relvas” um homem cinco estrelas, “há muito que não reúne condições para continuar a governar”. Assim se explicou esta noite no Jornal da Noite da SIC-N.

Onde fica a tolerância?

YS
Pensei que apenas na Índia as vacas eram sagradas. Pelos vistos enganei-me. Para muitos militantes e activistas de esquerda, no Brasil, mas suspeito que também em Portugal, apenas as causas que defendem, merecem ser respeitadas. Quem ousa pensar diferente, é ameaçado e escorraçado, principalmente se ousa beliscar o verdadeiro paraíso terreno governado pelos irmãos Castro há mais de 50 anos, que deveria orgulhar e deixar agradecidos todos os cubanos. Porque não calar a voz aos mal agradecidos, que preferiam viver em Liberdade?

Miguel Sousa Tavares ‘online’

Confesso ser leitor assíduo da coluna de Miguel Sousa Tavares no ‘Expresso’, o que, todavia, não significa estar incondicionalmente de acordo com tudo o que escreve. Em diversos artigos, e embora se exiba como detentor absoluto da verdade, comete erros, como outros. Atreve-se de volta e meia a julgamentos inexactos e reveladores de desconhecimento da matéria por si abordada.

Estou a lembrar-me de, há algum tempo, ter publicado no ‘Expresso’ uma opinião sobre as reformas. Invocou uma conversa com uma idosa que se lhe dirigiu, a queixar-se de viver com dificuldades.

Sousa Tavares, assumido sábio e polivalente em conhecimentos científicos – evite-se o epíteto de ‘tudólogo’ – fez de imediato as contas aos 11% de quotização de décadas que a senhora pagou à Segurança Social e sentenciou: “como se comprova, com este nível de descontos, é impossível ao Estado pagar-lhe um valor mais alto de reforma”.

O conhecido escritor, jornalista, comentador, seja lá o que for, esqueceu-se ou ignorou que aos 11% de quotização teria de incrementar 23,75%  correspondente à agora designada Taxa Social Única dos trabalhadores dependentes, que os empregadores entregam mensalmente ao Ministério da Segura Social, para financiar prestações sociais, como as próprias reformas, os subsídios de desemprego e outras prestações – seria útil que Tavares lesse o LBSS – Livro Branco da Segurança Social ou ‘Distribuição do Rendimento, Desigualdade e Pobreza’ de Carlos Farinha Rodrigues que, na última edição do ‘Expresso’, página 33, publicou o artigo ‘Segurança Social: quinze anos passados’. Teria, então, a oportunidade de concluir que a aritmética de que se serviu é uma base científica errada e elementar, demasiado elementar, para analisar e extrair conclusões rigorosas sobre a sustentabilidade da Segurança Social, assim como os níveis de reforma daqueles que não tiveram a sorte de passar cinco anos pelo Banco de Portugal, dezoito meses pela CGD ou uma dúzia de anos pela AR.

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Relvas diz que povo só ordena em 2015

Ontem, alguém no Clube dos Pensadores de Gaia perguntou a Miguel Relvas quando é que o Governo vai embora. O ministro disse que o povo terá essa escolha em 2015.

Boletim metereológico para 2 de Março

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No próximo dia 2 de Março, sábado, Portugal vai ter céu limpo e temperaturas amenas 🙂

Relvas no ISCTE

Uma carreira universitária brilhante.

Agora a sério, isto só se entende de duas formas: ou a estratégia do governo (admitindo que idiotas sejam compatíveis com a palavra estratégia, a qual pressupõe algum pensamento elaborado) passa pela vitimização, ou ensandeceram de vez na sua relação com a realidade, o que para todos os efeitos vale para ambas as hipóteses.

Já vi uma coisa assim, pela televisão, Vasco Gonçalves falava em Almada, e chegou pelos vistos a repetição da história enquanto farsa. Infelizmente a tragédia para Portugal é, descontando um risco bem menor de guerra civil, incomparavelmente superior.

Relvas foi à Universidade

Mas só teve tempo de fazer uma cadeira.

Voleibol – vai começar a fase final

Está concluída a primeira fase do campeonato nacional de voleibol feminino.IMG_4636

Não houve, em termos de classificação, grandes surpresas – as equipas que se apresentaram como favoritas conseguiram, todas, o apuramento, natural para a fase final:

Ribeirenses (Açores), Leixões (Matosinhos),
o Gueifães e o Castêlo (ambas da Maia).

A  2ª fase disputa-se a duas voltas, com todos contra todos, mas sempre com jornadas duplas, um jogo ao sábado e outro “igual” ao domingo: na primeira ronda, este fim-de-semana, o Ribeirenses joga com o Gueifães e o Leixões recebe o Castêlo.

As duas primeiras passam para a final e em função do que se viu na primeira fase, aposto no Leixões e no Ribeirenses.

A página do Governo de Portugal está muito melhorada

Ora experimentem visitar a página do Governo de Portugal. Muito à frente.

A qualidade das nossas exportações está a melhorar

Professor do ano emigrou para a Holanda.

PGR vai substituir Cândida Almeida no DCIAP

Será que Portugal vai passar a ter um bocado de corrupção? – Com esta senhora não havia destas coisas

Próxima eliminatória do Festival da Canção de Grândola

relvas portas
Dizem que Paulo Portas vai actuar com orquestra e capote alentejano.

Raças perigosas

«Liga de defesa dos aníbais», uma criação lina & nando

SNS 2013

Na linha de montagem do hospital público espero que o tempo, a indiferença e a desumanidade passem, espero com filosofia, com dúvida, com esperança, tentando ver para além do medo nos olhos dos aflitos que esperam comigo. No hospital público cheira mal, está demasiado calor, demasiado desespero, demasiada solidão, demasiada morte para cada um no final da linha de montagem, demasiado sistema informático, demasiados graus de prioridades relativas, e insuficientes médicos, enfermeiras, compaixão, capacidade humana. No hospital público europeu que parece um de campanha em África mas com computadores, cheira aos miasmas do Inferno, há mulheres aterrorizadas que gemem na língua dos crentes “ai Jesus acode-me”, “Pai, onde Estás?”, e o segurança dorme sentado numa cadeira de rodas.

A capacidade argumentativa da extrema-direita é fantástica

Mandei uma boca a esta vociferação anti-professores ao nível dos mais fiéis discípulos de Maria de Lurdes Rodrigues sobre os zecos (a caixa de comentário é de um revivalismo da máquina de propaganda socrática que até se confunde com o original).

Na troca de galhardetes sugeri a leitura do livro Quem Paga o Estado Social em Portugal? e levo agora com isto. Ora bem, a ver a coisa com calma.

Eu li o livro, coordenado pela Raquel Varela, que conheço tal como conheço a maioria dos seus autores.Terá as suas falhas mas no essencial convence-me, a mim, professorezeco de História. [Read more…]