Quando a cobardia é padrão

O meu amigo Carlos Fonseca, que seria sempre aventador, mesmo que não quisesse voltar a escrever neste seu nosso Aventar, recebeu um telefonema ameaçador de uma figura tão sinistra como cobarde, a começar no modo insidioso como conseguiu obter o número de telemóvel.

O Carlos, com a frontalidade que lhe conhecemos, tinha escrito dois textos no seu Solos sem ensaio: O sagrado sal do Espírito Santo (BES) e A anedota do Banco de Portugal sobre Salgado (BES). Se o ameaçador telefónico fosse qualquer coisa parecida com um ser civilizado, teria aproveitado os comentários ou outros púlpitos para discordar, criticar, emendar. Infelizmente, optou por se comportar como o típico capanga, habituado que deve estar a lidar com subordinados precários ou com outros do submundo engravatado em que se movimenta.

O rapaz está com azar, coitado. Basta ler as palavras que o Carlos escreveu posteriormente acerca da sua espécie: “garotagem bem instalada na vida e que, detentores de estatuto profissional do lado dos dominadores, pensam poder amedrontar com ajustes de contas pessoais, no sentido físico da expressão, quem critica interesses e faltas de ética dos poderosos a quem estão ligados.” Como se isso não bastasse,  ainda ajudou o Carlos a confirmar a ideia de que, a partir dos 50, também a língua se solta.

Talvez, num assomo de civismo, queira aproveitar para corrigir o seu comportamento e, assim, ficar mais próximo da humanidade, mas é pouco provável: depois de se passar muito tempo numa sarjeta, o cheiro nunca mais desaparece.

Por outro lado, confirma-se que revela extrema competência como director de comunicação e o Aventar agradece-lhe: foi graças a ele que o Carlos Fonseca sentiu renovada energia para voltar a escrever também nesta sua casa.

Na Fronteira de Barca d’Alva

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Dia 20 de Abril de 1974 em Barca d’Alva, PK 200 da Linha do Douro; lado a lado, locomotivas da CP e da Renfe.
© Autor desconhecido.

Fantástico!

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Na sua ansiosa corrida pelo poder, AJS anuncia urbi et orbi a boníssima nova. É a notícia do dia, a bomba mediática que garantirá a regeneração nacional. Soares e Alegre fizeram as pazes. Óptimo, aqui está um projecto de futuro a longuíssimo prazo!

Cúmulo do absurdo

Ferreira do Amaral foi testemunha abonatória de Horta e Costa. De lesar o estado e ganhar com isso percebe ele.

Milagre!

Um dirigente do PS critica o socretismo e os liberais do seu partido. Ainda há esquerda no PS.

Os números torturados do nosso dia a dia

torturem os numerosSabia que em 2008 a dívida pública de Portugal “era inferior quer à da Alemanha, quer à da França, quer à média da Zona Euro, obviamente em proporção dos respetivos PIB”?

Que “a despesa pública não atingiu em momento algum 50% do PIB”?

Como nas “estatísticas oficiais algumas despesas que têm uma dupla função são contabilizadas duas vezes”?

Parece-lhe possível concluir que os impostos não aumentaram em Portugal nos últimos anos, uma vez tido em conta que os rendimentos, esses sim, aumentaram?

Sabe que “o número de horas trabalhadas por ano por cada trabalhador português excede em 1,1% o esforço de trabalho dos norte-americanos,e excede largamente,  (…) as horas trabalhadas nos países europeus”? [Read more…]

Paulo Padrão, Director de Comunicação do BES, ameaça fisicamente um bloguer do Aventar

Porque vários de nós, aqui no Aventar, se têm insurgido contra o comportamento lamentável de Paulo Padrão, Director de Comunicação do BES – Banco Espírito Santo, urge dar uma explicação a quem nos lê. É que através dos comentários foi possível perceber que nem todos os leitores perceberam ainda o que se passou.
Na terça-feira, 5 de Fevereiro, o nosso aventador Carlos Fonseca escreveu no seu blogue pessoal, Solos sem Ensaio, o post O sagrado sal do Espírito Santo. E no mesmo dia, este outro post: A anedota do Banco de Portugal sobre Salgado (BES).
No dia seguinte, ao fim da manhã, Paulo Padrão, que é o Director de Comunicação do BES, ligou para o telemóvel do Carlos Fonseca. Conseguiu o número através de um esquema ardiloso que chegou a envolver pessoas ligadas à política e que utilizou a boa-fé de um membro do Aventar que nada sabia do que se estava a passar.
Falando de forma agressiva, e utilizando um tom de voz ameaçador, o Director de Comunicação do BES Paulo Padrão mostrou ao Carlos Fonseca o descontentamento pelo que tinha sido publicado e chegou mesmo a dizer-lhe que queria conhecê-lo pessoalmente. Dando a entender que, dessa forma, ajustaria contas com ele.
Não sei se esta ameaça física velada foi feita a mando do dono ou por iniciativa própria, mas sei que é uma atitude extremamente grave por parte de um alto funcionário de um dos maiores grupos empresariais portugueses.
E pronto. Foi isto que aconteceu. Agora tirem as vossas conclusões.

O governo reune Sábado e os portugueses ficarão mais lixados

CMDo ‘Público’:

Reunião foi adiada apenas porque na quinta-feira não havia ministros de Estado em Portugal que conduzissem a reunião no lugar de Passos Coelho.

Poderia dizer: – Bem feito! Vão trabalhar Sábado que se lixam! – Expressão elevada e muito cara a Passos Coelho.
Porém, quem, no final do filme, acabará por se lixar seremos nós, os cidadãos comuns. Isto é, quem está desempregado, para o ano permanecerá desempregado; os idosos de reduzidas reformas, desde que sobrevivam, dentro de um ano, comerão as mesmas sopinhas, uns pãezinhos barrados a margarina e umas peças de fruta ‘tocada’, da IPSS que deles cuida, continuando, embora, sem dinheiro para medicamentos, sofram de diabetes, do coração ou de patologias mais graves; o futuro dos miúdos será menos alegre, privados de novos ‘jeans’ ou ‘Nikes’, limitados a festas de aniversário com o máximo de três amigos e a ida às destes que impliquem gastos com prendas, nem pensar!; outras crianças no máximo enchem a barriguinha de fome, aqui e ali mitigada por um bocado de casqueiro;  para os outros cidadãos, já bem esbulhados, Sábado próximo começa a saga tortuosa das matrizes macroeconómicas, do Gaspar e do Moedas, com cortes sobre cortes, incluindo os custos com pessoal e consequentes ingressos no desemprego. Os sem-abrigo, esses esperarão em vão que o Ulrich se lhes junte.

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Mescalina

250px-Lophophora_williamsii_iesAntónio Borges:

depois de 2014 o país vai iniciar uma tendência de «crescimento forte» que pode traduzir-se em PIBs que engordam «4 ou 5 por cento» ao ano.