Nas Caldas da Rainha

2013-02-12 14.14.06

Os lindos pavilhões anexos ao Hospital Termal das Caldas da Rainha. Situados no  Parque D. Carlos I, encontram-se hoje num inacreditável estado de abandono. Embora jamais tivessem servido as termas, neles estiveram instaladas unidades militares, escolas e liceus. No nosso país existe a mania do erguer mais e mais betão, votando-se o património ao abandono, ao miserável e suspeito desleixo.

Este conjunto arquitectónico entra na segunda década do século XXI com janelas escancaradas, vidros partidos, telhados danificados. A ruína é evidente e teme-se aquilo que todos já imaginam. É isto, o Portugal do progresso.

Draghi, estrela do Carnaval em Madrid

Draghi em sinal aberto: discurso integral em Madrid

Terra de Carnaval é o Brasil. Terra quente para ‘xuxu’. Onde o Dorival, mascarado de marinheiro, canta, samba e toca o pandeiro, olhando o traseiro da cabrocha que, na frente, se abana e rebola ao som da banda que passa.

Portugal tem um Carnaval de chuva e frio. Do encharcado corso, ficaram as jovens engripadas, atacadas de febre e tosse, pela chuvada e enregelamento que lhes congelou o dorso.

Em Espanha, o Carnaval ainda é mais incipiente. Comemora-se mais no Sul – Cádis, Múrcia e Valência – e nas Ilhas Canárias. Todavia, Madrid este ano fez questão de contratar uma vedeta de renome, Mário Draghi, presidente do BCE e ex-Goldman Sachs. De resto, ao serviço desta sinistra instituição financeira, ficou inscrito no ‘curriculum’ de Draghi como se deturparam as contas na Grécia. O feito deixa orgulhoso qualquer financeiro especialista em trapalhadas; não sendo excepção o italiano, nascido em Roma. Se fosse natural de Palermo, ninguém ficaria apalermado.

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É carnaval…

O Carnaval deixou de ser feriado. O Turismo ficou a perder. A realidade é outra: hoje, dia de carnaval, as escolas não trabalham, parte das câmaras municipais não trabalham e o país fica parado ou a meio gás. Ou seja, o carnaval deixar de ser feriado é uma treta! Todos ficam prejudicados com esta medida: os que trabalham e os que não trabalham.

Bom senso é o que falta….

A distância entre o bem invididual e o bem comum

A Constituição da República Portuguesa diz, no seu artigo 1: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

A fonte deste texto é a revisão constitucional de 1989. A redação originária era, após a Primeira Constituição nascida em 1976, a seguir à alegria e a bebedeira da liberdade da Revolução dos Cravos: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na sua transformação numa sociedade sem classe. A revisão constitucional de 1989 mudou o artigo, retirando a frase sociedade sem classes. O artigo 1 permanece como cito no começo do texto, após a revisão constitucional de 2005, para Portugal ser igual as outras Repúblicas da então denominada Comunidade europeia, hoje União Europeia. Como Doutor em Direito, especializado em Direito Criminal e em Constitucionalismo, interessa-me saber a história da nossa constituição.

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Gerontocracia

Demetrios Stratos andava muito à frente. Séculos à frente de qualquer Papa. [Read more…]

Independentes, a nova caderneta de cromos

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As desavenças entre os cromos de topo dos partidos políticos, recorrentemente os do arco de poder, aparecem sempre em vésperas de eleições, que se constituem assim como feira de vaidades para os egos esdrúxulos de muitos políticos que medram nas máquinas partidárias ao sabor de ambições pessoais e, quando o partido os pretere, não têm pejo em se hastearem como independentes, permitindo-se morder a mão de quem os ajudou a alcandorarem-se social e politicamente. Tantas vezes com o único mérito de serem o que são: arrivistas.

A lógica partidária tem ciclos de influência, e todos os militantes deveriam saber que, em determinado momento, as eminências serão outras, há que respeitar a alternância, virtude que todos reclamam para os outros como mandamento democrático, mas de que esquecem quando a “desgraça” lhes bate á porta.

Matosinhos está mais uma vez no topo desta lógica independentista de políticos outrora nas boas graças dos aparelhos partidários. [Read more…]

Bento XVI

benedict

Afastei-me gradualmente da Igreja Católica e do próprio cristianismo no início do pontificado de João Paulo II, apesar de ser um confesso admirador do homem, afinal o nome Karol Wojtyla não pode ser dissociado do fim do império vermelho a Leste.

Além de ter perdido a fé, algumas tomadas de posição na Igreja Católica, com o dedo do então Cardeal responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger, figura que nunca me inspirou qualquer simpatia, contribuíram decisivamente para aumentar o fosso que me separa da ICAR. Curiosamente estive em Roma poucos dias após a sua eleição pelo colégio dos cardeais, pude então constatar que não era o único, mesmo entre fervorosos católicos, existia grande admiração pelo recém falecido Papa e grande cepticismo sobre Bento XVI.
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