Os pró-Koala em defesa de Relvas

ursoSolidários e militantes activos, os ‘jotas laranjinhas’ estão no terreno em  campanha de defesa de Relvas.

Apoiados pela associação pró-Koala, e  com recurso de alegoria apropriada, estão a promover a distribuição de um autocolante, onde se lê:

Eu tenho as necessárias ‘koalaficações’

Quem andou pelo ISCTE a cantar “Grândola, Vila Morena’, a negar a liberdade de expressão do ministro e, sobretudo, a fazer juízos injustos da licenciatura e da equivalência em 32 cadeiras na ‘Lusófona’, desengane-se! O homem é mesmo “koalaficado”.

(Nota pessoal: lamento que, ao contrário do simpático Koala, não seja este tipo de ministro que esteja em vias de extinção).

“A corrupção abolirá todas as fronteiras…”

Se o mundo é global
Não pode a corrupção
Cingir-se ao local
Como se em contramão…

 Tem de se projectar
Galgar   fronteiras
Tem de se universalizar
Avassalar eiras e beiras

Mas o combate local
Associado aos mais
É superior, bem superior
À mera soma dos iguais

E é localmente,
Sem se questionar
Que se tem de principiar
Principalmente…

Como ponto fulcral
A atingir, a alvejar
Prá moral social
Se almejar!

Zeca

No aniversário do seu falecimento, a vossa atenção para esta introdução à cantiga Papuça. Em particular para quem anda por aí a caluniar José Afonso, um homem que sempre se afirmou revolucionário.

Deve ter sido de e não da

Também acredito que tudo foi legal.

Descubra as diferenças

Encontrava-me ontem, encafuado no sofá, a folhear a segunda edição do Morphology de P.H. Matthews e a recuperar de (‘de’ e não ‘do’) obstinado resfriado na companhia dum magnífico Vox Sana. O televisor aceso, esquecido na RTP Internacional, o som muito lá no fundo, quase imperceptível. Subitamente, três palavras-chave (leitura, Morais Bruxelas) enunciadas pelo locutor desviaram a minha atenção da encantadora página 214, onde Matthews ataca o duplo diminutivo.  Hoje, vi o programa.

Recentemente, a propósito de depoimento escrito apresentado aos membros do Grupo de Trabalho – Acompanhamento da Aplicação do Acordo Ortográfico [AO90] da Comissão de Educação, Ciência e Cultura  da Assembleia da República, dei a conhecer graves problemas na redacção do Diário da República (DR) desde o fatídico início do mês de Janeiro de 2012. Verdade seja dita, e embora a base XIX do AO90 não tenha sido o meu Leitmotiv (sim, em itálico e com maiúscula, e o meu favorito é este),  que nesta edição a ocorrência de Dezembro em primeira página só aparece aqui (c’est très grave, c’est excessivement grave!, como diria o Steinbroken) . Daí, ter ficado surpreendido com a imagem da esquerda. Verifiquei na gaveta onde guardo as edições do DR desde Janeiro de 2009 e a imagem da direita é a da primeira página da edição apreciada pela RTP. Não percebo por que razão no original aparece (infelizmente) ‘dezembro’ e na imagem que a RTP apresenta aos espectadores (mesmo que episódicos, como eu) surge ‘Dezembro’. Sim, pois, as páginas não coincidem. Pronto, dito isto, regresso à página 214 do Matthews.

Aventar 2322013

“Até quando você vai levar

 

2marco

 

e ficar sem fazer nada?”

«De repente, uma sombra de medo

começou a pairar sobre as cabeças de muitos dos nossos políticos de tribuna e comentadores de cátedra. (…)» Rui Bebiano, atento. n´A terceira noite

“Não é por aí. Não é por aí…”

Olho para a fila das 28 caixas de pagamento do hipermercado e percebo que só duas estão a funcionar. Escolho a que menos gente tem e aguardo com dois artigos na mão. Um funcionário solícito aborda-me para que eu use as máquinas de pagamento “self-service”. Declino o convite, dizendo que preferia esperar numa caixa, pois estaria a defender o posto de trabalho de quem nela trabalha. Tive como resposta uma frase que me fez soar uma espécie de alarme: ” Pronto… Opiniões não se discutem“. Reflecti de modo relâmpago em semelhante afirmação. “Opiniões não se discutem“?! Gostos, sim, agora opiniões?! Optei por lhe explicar o que eu pensava ser óbvio: “Um dia que os funcionários das caixas sejam todos substituídos por máquinas, mais desemprego vamos ter, e já basta como ele está. É por isso que prefiro esperar aqui“. Contava que a coisa ficasse por aí, mas foi muito breve a minha ingenuidade, pois recebi de volta uma frase lapidar: “Não é por aí. Não é por aí…“. Tal fez-me recolher ao silêncio, com a ajuda de algumas vozes de concórdia de quem me acompanhava na fila. Não que não tivesse resposta, mas tinha de tão pronta quanto brusca e, provavelmente, mais ainda de inócua face ao meu interlocutor. O que pensei, para mim guardo. E cada um que agora pense que lhe aprouver do que ora acabo de contar.

Quem te tramou, futebol?

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Já defendi aqui que o regresso de João Loureiro à presidência do Boavista FC tinha que ver com a crescente expectativa de que seriam anuladas as penalizações ao seu futebol e que os axadrezados do Bessa exigiriam contrapartidas. Escrevi, então, que a família Loureiro nunca esteve, de facto, desligada, sendo certo que os senhores que ocuparam a cadeira do poder boavisteiro nunca conseguiram distanciar-se do anátema de que eram emanações pagas numa gestão simulada (pelo menos, da fama não se livram), aguardando o desenrolar dos processos na justiça desportiva da FPF.

Fui insultado, o que neste país é usual quando as nossas opiniões são diversas.

Convém dizer que nunca escondi as minhas preferências clubísticas, que pertencem a outra zona da cidade. Tenho, no entanto, muitos amigos no clube “pantera”, e os últimos jogos que vi ao vivo foram de camarote, por convite, no estádio do Bessa.

Não me move, por isso, qualquer parti pris, mas também não nutro qualquer afecto superlativo, talvez pela rivalidade que sempre houve entre uns e outros, eles e os meus. Leio apenas os sinais, colijo informação, oiço quem sabe, respeito quem está por dentro e não quero expor fontes.

Não preciso, aliás, de as expor porque os próprios interessados, se dúvidas houvesse, enunciam, em público, o que os anima.

Por fora, parece-me, contudo, bizarro que, decididos a favor os processos, a justiça não possa ser aplicada por inteiro, vindo sempre o fantasma da tutela internacional estragar a festa.

Partindo do princípio de que o Boavista tem razão, será justo que se paguem indemnizações e se coloque o clube no lugar donde foi apeado sem suporte legal. Mas, a crer em João Rodrigues, isso custaria ao futebol português o seu afastamento das provas internacionais: selecções e clubes poderiam ver suspensas as participações na Liga Europa, Liga dos Campeões, campeonato da Europa, campeonato do Mundo… uma enormíssima trapalhada com consequências imprevisíveis mas muito, muito, graves.

Ou seja, o Boavista, que solveu nos tribunais a sua honra e foi ressarcido, tem agora de assumir um compromisso com o futebol português de forma a não prejudicar terceiros, como se a culpa fosse sua por ter avançado para a justiça. Brilhante!

Ministro alemão quer ser comido pelos pobres

Ministro alemão sugere dar a carne de cavalo aos pobres

Ficções à hora errada, no comboio errado, no país errado

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Haverá sempre duas leituras para o mesmo facto. Para o mesmo acontecimento. Para a mesma situação.

Por mais viral que se torne uma conjuntura nas redes sociais, haverá sempre as duas faces da moeda.

Sobre a vaga de indignação que se abateu contra a GNR no caso da cadela sem bilhete, também as opiniões divergem.

A primeira é esta.

De seguida, os jornais dão eco e obrigam as autoridades a responder.

Finalmente, na blogosfera, sob o título “Os meus amigos carneiros que comem tudo”, as concepções destoam.

Ah! Esta dicotomia do nosso (des)contentamento!

Que bom é viver em Portugal, nesta democracia musculada, com esta realidade tão genuína…

Limitação de mandatos, o espírito da lei

Isto foi o que se discutiu na altura e é o que agora se quer. Depois do corte, um apanhado da discussão de 2005. [Read more…]

Afinal, não há erro

limitação de mandatos

A alteração decorre das regras de revisão aceites na publicação de diplomas no Diário da República. Comprova-se o que se suspeitava, que Cavaco Silva saiu da penumbra onde tem estado enquanto o país se afunda para vir defender os amigos com providências cautelares a impedi-los de se candidatarem.

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Sai uma dose de estrangeirismos para a mesa do canto!

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Sabe-se lá porquê, a minha prima Lita tem de apelido Mendonsa. Assim mesmo, com “s”, que lhe adveio do marido, ele também emigrado nos States até se passar, já lá vão muitos anos.

Viviam numa cela, como dizia, no que para nós, portugueses de Portugal, era uma cave, e tinham por vizinho um airicho (de irish, está-se mesmo a ver), consumidor inveterado de bias, que partilhava com Komrij, um docha, seu único parceiro habitual, agora que Jonim Mendonsa partira para o outro lado da vida, na versão daqueles que – ainda – acreditam no Além. Os outros terão dito que entregou a alma ao Criador, se são crentes, ou, caso contrário, terão afirmado, ainda que incorrectamente, que foi para debaixo da terra. É que, de facto, foi para cima da água: Lita mandou-o cremar e espalhou as cinzas no mar, do exacto local em que foi concebida a filha mais nova numa madrugada de luar e apetites, daqueles a que não conseguimos negar a evidência e a vontade. [Read more…]

Tal e qual!

O Carlos Abreu Amorim acertou em cheio!

Os portugueses da Europa – um retrato a preto&branco

Somos um bocado aristocratas, altivos, vaidosos até, porém não porque sejamos má gente, ou tenhamos a supremacia no coração – é só porque somos antigos que somos assim, é porque somos gente há muito tempo, povo independente, de cultura singular, únicos na Europa, apesar de todas as semelhanças – com os do Sul, necessariamente, e também com os de África, a nossa outra terra, que deixámos ainda anteontem, fugidos de lá pela metamorfose da História que nos devolveu ao território de partida, aqui regressados anteontem chegados cheios de raízes outras, remotas e até um pouco excêntricas para Homens pós-modernos do século XXI que vivem em economias de mercado.

Somos esses, senhores da Europa, e até mesmo quando somos pobres. Se estudarem a História do Mundo verão que estamos sempre lá, nos momentos decisivos como nos outros. O nosso outro nome é viagem. Por vezes chamamo-nos Oliveira de Figueira. Somos árvores, compreendem? Somos navios de madeira verdadeira, exóticos de antiguidade, já nem se usa. [Read more…]

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