El País e os ‘paraísos fiscais’: um texto pedagógico

FABER-Fiscal-paradiseVamos destruir os paraísos fiscais!

Sob este título, o ‘site’ Presseurop divulga um artigo, publicado no ‘El País’, por Xavier Vidal-Foch, cujo preâmbulo é o seguinte:

A crise cipriota pôs a nu o estatuto fiscal especial da ilha no interior da zona euro. Mas esse estatuto não é muito diferente do de outros países europeus, como o Luxemburgo ou das ilhas do Canal da Mancha: aberrações a que seria preciso pura e simplesmente pôr termo.

Recomendo a leitura do artigo. Sempre ficamos a saber que Chipre não é modelo recomendável, mas também ganhamos a consciência de que não está só nesse oceano imenso, onde outros territórios – alguns muito prestigiados – florescem na imoralidade de fortunas espúrias, seguindo, a rigor, as regras dos perversos ‘paraísos fiscais’ dominadores do mundo sujo e podre que habitamos.

Ocorre-me citar uma frase de Fernando Pessoa:

 Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura…

Para desgraça da humanidade, aqui e no resto do universo, o domínio das grandes fortunas, das obscenas indiferenças de milionários e políticos perante a miséria, a fome e a  sofrida morte de milhões de crianças assumem, de facto, o tamanho do que vejo e ainda do que não logro fitar, sem que escapem, porém, ao sofrimento do que penso e sinto à minha volta. Daqui até aos antípodas deste local.

 

Comments

  1. joao riqueto says:

    O problema é que os paradisíacos, ou andam ou morrem, não podem parar. É verdade que neste momento, estão perdidos num imenso deserto, não sabem o norte nem sul, nem o céu é estrelado. Mas sabem que o chão que pisam é areia movediça, se param são engolidos, morrem. Fazem por levitar, dão saltinhos, vão tentar andar por aí.

  2. Carlos Fonseca says:

    Tudo anda ou morre – é uma conclusão demasiado óbvia. Da motoreta do meu vizinho, à lâmpada comprada no chinês, Pingo Doce ou Continente.

  3. joao figueira says:

    Vamos nessa: morte aos paraísos fiscais!
    Abaixo a sobranceria


  4. MORTE À BANCA TODA , QUE SÓ SERVE PARA FOMENTAR
    A CORRUPÇÃO E EXPLORAÇÃO DE TODOS NÓS , POR CAU-SA DA GANÂNCIA DESMEDIDA DOS BANCOS ,

    ATÉ SIMPLES FUNCIONÁRIOS , NÃO SÃO MELHORES QUE OS BANQUEIROS .

    NA BANCA , COMO NA POLÍTICA E JUSTIÇA ,
    TUDO É SUJEIRA . JOGOS DE INTERESSES .

  5. joao riqueto says:

    Os paraísos fiscais não são uma criação de extraterrestres. Então porque razão existem esses monstros? Existem e existirão, enquanto a sua atividade for conforme o interesses dos poderosos, países, empresas e pessoas. E de quem é a culpa? É nossa, porque temos consciência, é a nossa liberdade, e não fazemos uso dela.

  6. joao riqueto says:

    Nos anos setenta, os países do Golfo confirmaram aquilo que nos anos quarenta Keynes havia previsto em Bretton Woods; o fim da paridade; dólar- padrão ouro.
    A Modernidade não acaba à quarta e à quinta começa a Pós-modernidade,; entretanto, houve que ajustar o tempo ao modo. Nixon teve de criar um novo padrão para o dólar; o petróleo e uma nova moeda; o petrodólar. Que se revelou um produto tóxico, sujo, daí a necessidade dos centros de lavagem; os offshore, os paraísos fiscais. Evidentemente que, para atender ao petróleo e aos produtos similares.

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