O respeitinho é muito feio

moncorvoO chamado Presidente da alegada República dita portuguesa, Cavaco Silva, deslocou-se ao concelho de Torre de Moncorvo, onde foi injustamente vaiado, anteontem. Injustamente, porque merece muito pior do isso, tendo em conta as pesadas responsabilidades que tem no estado em que vivem muitos cidadãos, uma vez que, depois de ter sido um primeiro-ministro inevitavelmente medíocre, foi cúmplice de Sócrates, de quem se limitou a dizer mal, e faz parte do bando da troika, apoiando Passos Coelho, para quem ser primeiro-ministro não passa de um estágio remunerado para outros voos, como teremos ocasião de confirmar antes cedo que tarde. [Read more…]

O dia em que a União Europeia morreu..

Unknown

Quando li a notícia não acreditei. Por breves instantes pensei que era uma brincadeira do dia 1 de abril:

“Resgate no Chipre, aprovado no Eurogrupo, apresenta uma medida inédita, um imposto extraordinário sobre depósitos bancários. Para as contas de valor inferior a 100 mil euros, serão retirados 6,7%; para valor superior a 100 mil euros, serão retirados 6,7%; nas contas das empresas, 12,5%”.

Estamos perante um crime, como ontem lembrava, num programa de televisão, um comentador. Sim, um verdadeiro crime punido pela lei criminal de qualquer país civilizado. Um crime de roubo. Agravado, digo eu, pela forma como foi decidido. Além de um crime de roubo, estamos perante algo ainda mais grave, o fim da confiança dos europeus no seu sistema bancário. Quando qualquer um de nós vai a um banco e nele deposita o seu dinheiro, as suas poupanças, não o faz apenas por desejar uma determinada remuneração dos seus depósitos. Nos tempos que correm, o nosso dinheiro vai para o banco por uma questão de confiança e segurança – o receio é tal que já nem se discute muito a remuneração dos mesmos. [Read more…]

Sexta, Quando Gaspar se Demitiu

Fui dos que, perante a converseta técnico-trágica de Gaspar, na última Sexta-feira, entendeu tratar-se aquilo de uma despedida, como se subliminarmente estivesse a dizer: «A realidade é esta. Estou por tudo. Façam como e o que quiserem. Demitam-me, se forem capazes e capazes de fazer melhor que isto. Demitam-me e o País fará um mergulho a pique na confiança dos mercados: é em mim que o eixo imperial Berlim-Bruxelas confia. Mas demitam-me, vá lá. Alguém, por favor. E verão a roleta russa em que se metem e ao País.» Além disso, vimos uma curiosa divergência esquizofrénica de análises. Para a Troyka, estamos no bom caminho. Para o Governo, o Presidente, a Sociedade, as Oposições, mediante cada porta-voz dos Partidos, estamos no túmulo que diligentemente fomos cavando, sendo transversal e unânime que o Ministério das Finanças-Troyka fracassou, por excesso hirto de teoria e incompetência política na interacção com gente concreta. [Read more…]

TMN, Vodafone e Optimus: será que dá para ver este vídeo?

Exames do Salazar

O Sr. Ministro Nuno Crato resolveu introduzir exames no fim do 4º ano. Trata-se de mais uma medida ideológica que nãoEnsino Primário tem qualquer enquadramento pedagógico, mas que é muito bem aceite pelo sr. Senso-comum, que, infelizmente, também é parte importante da reflexão de muitos professores. Neste ponto, infelizmente, a ignorância de quem manda é acompanhada pelo desespero de quem trabalha.

Explico:

É normal (sim, a palavra não é excessiva!) encontrar alunos no 5º ano que não sabem ler ou escrever e quanto às operações, as tabuadas e outro tipo de conteúdos a situação é, em muitos casos catastrófica. Ora, para muitos docentes, a possibilidade de impedir a progressão dos alunos entre o 4º e o 5º é a solução para esta questão – ficam lá trás sugadinhos e não nos incomodam aqui. Pouco parecem preocupados em limpar o rio na nascente e estão apenas a pensar na foz.

Mas, Nuno Crato, na sua dimensão ideológica pró-pidesca, desconfia de tudo e de todos e resolveu fazer chegar às escolas um conjunto de normas para a organização destes exames que são absurdas e que mostram a desconfiança com que a administração olha para as escolas e, neste caso, para os professores. [Read more…]

O Papa Francisco

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No secular Subte de Buenos Aires.