Engulam em seco, o medo mudou de lado.
Ricardo M Santos no Facebook
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Engulam em seco, o medo mudou de lado.
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Chegar à Praça D. João I, vindo da Rua do Bonjardim, vendo quem já lá chegou e quem passa:
Olhando quem desce a Rua Passos Manuel:
Tomando a Rua Passos Manuel, em direcção à Avenida dos Aliados: [Read more…]
Moção popular de censura ao governo, e a Grândola cantada por quem mais ordena.
Texto da Moção: [Read more…]
Participei na manifestação de Lisboa, com a minha mulher. Não somos ambos participantes assíduos e permanentes em manifestações. A última em que tínhamos estado foi a de 15 de Setembro. Antes, apenas eu, estive entre os manifestantes de 12 de Março de 2011.
As notícias, respeitantes ao número de aderentes, em certos casos, causam-me vómitos. Com imagens, e quem estudou comunicação sabe que usando até a mesma imagem é possível transmitir diferentes perspectivas do acontecimento fotografado ou filmado; em ambos os casos por se tratarem de variáveis igualmente definidas em função do momento, tempo, em que se colhem as imagens.
A SIC ontem realizou um mau serviço. Captou imagens do Terreiro do Paço com a luz do dia, dado o horário estabelecido para o helicóptero. Fê-lo muito antes daquela praça encher, ao ponto de ignorar os muitos manifestantes que percorriam as Ruas do Ouro (principalmente esta), Augusta, havendo também gente, a maioria de idade, que se ficou pelos Restauradores e Rossio.
E contudo ela move-se, a terra e a multidão. Calcular o número de manifestantes com base no metro quadrado, que é imóvel, ou é ignorância de quem nunca esteve numa manifestação (e boa parte dos que criticam o 2 de Março estiveram no 12 de Março de 2011) ou pura aldrabice.
Vou mais para a segunda hipótese, digna de quem continua a debitar mentiras sobre a economia portuguesa, desde o célebre “chamámos a troika porque não havia dinheiro para pagar os salários e as reformas” (quando o que não havia, nem há, é dinheiro para pagar os juros da dívida que dispararam por via de um ataque concertado das agências de ranking) ao”temos professores a mais“. [Read more…]
Ontem Portugal gritou.
Desta vez não foi um silêncio ensurdecedor.
Ontem, no Porto, em Braga, em Vila Real, em Coimbra, em Faro, Portimão, Castelo Branco, Évora, Lisboa e outras mais, os portugueses e as portuguesas desceram ruas e juntaram-se nas suas praças.
Para muitos comentadores e outros tantos desconhecedores da realidade em que Portugal e os portugueses mergulharam, foi uma manifestação contra a troika, o Governo e o Presidente da República. Não foi tão redutor.
Os portugueses foram para a rua pelo desespero em que estão mergulhados. Vidas interrompidas. Os mais velhos por se verem espoliados de parte substancial da sua reforma a que tinham e continuam a ter direito. Os mais jovens por se terem apercebido de que não passou de uma miragem a oportunidade que lhes foi vendida pelo canudo obtido. A geração da minha irmã pela angústia de não saberem que futuro dar aos filhos e como sustentar o dia a dia. As crianças pelo desespero que sentem nos olhares dos seus progenitores. Os pequenos e médios empresários por estarem em pânico perante o esbulho fiscal que lhes retira qualquer esperança de recuperação. A minha geração por não saber, na realidade, se fica ou parte.
Não fui, nem nunca iria a uma manifestação como esta que se verificou ontem, apesar de saber que poucas coisas, nos dias de hoje, andam razoavelmente bem no nosso País. Não encontro nos organizadores e apoiantes, no slogan simplista “que se lixe a troika”, e no entoar da “Grândola” em tudo quanto é canto e esquina ou acontecimento político em que intervenham ministros, qualquer vislumbre de pensamento positivo ou de propostas alternativas que sejam viáveis.
No entanto, este 2 de Março foi um marco, um aviso sério, um grito lancinante, feitos do desespero de alguns (muitos) e do oportunismo de muitos (demasiados).
Neste 2 de Março as gentes vieram para a rua não só para gritar contra a troica, não só para gritar contra Gaspar ou Álvaro, mas especialmente para avisar seriamente Passos Coelho do desespero que as consome.
Neste 2 de Março, o governo, melhor dito, o nosso Primeiro Ministro, tem de perceber que o povo está descontente, que não foi neste Gaspar duro e aparentemente insensível que o povo votou e que o desespero pode provocar um ainda maior descalabro social. [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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