Chipre só desobedeceu a Merkel

Cyprus parliament rejects the proposed tax on bank depositsA fotografia de Merkel ‘hitlerizada’ é já um ícone.

Agora foi a prestigiada revista alemã ‘Der Spiegel’ que a publicou, para ilustrar o artigo Chipre Der Spiegel de 20-03-2013.

Uma primeira ideia que me ocorre relaciona-se com os apoiantes de Merkel, na blogosfera ou fora dela, que colocam sistematicamente em causa qualquer crítica e autor, pouco ousado que seja, capaz de censurar a autoritária chanceler.

Essa gente, cingida ao trivial da comunicação portuguesa e respectivos estereótipos, por muito respeito que parte dos profissionais me mereçam, se quisessem ter-se-iam apercebido há imenso tempo que, de facto, quem  dá ordens e põe os órgãos da UE ou da Zona Euro a funcionar ou paralisados é a filha do pastor luterano alemão. E nem sequer ponho de lado que, tais apoiantes, no íntimo guardem a verdade que não exprimem.

A reunião e a deliberação do Euro Grupo, onde estiveram envolvidos Gaspar e outros ‘office boys’ comandados pelo lugar-tenente Schäuble, a refulgente Lagarde (FMI), o alemão Asmussen (BCE) e o comediante Rhen, constituíram uma peça (ou cagada?) em três actos, escrita, encenada e coreografada por Merkel. [Read more…]

Vídeos Caseiros

Há quem não goste de vídeos mas admita fotografias. Ora bem.

Alterações nos quadros dos professores

O Ministério da Educação apresentou aos sindicatos uma proposta de alteração da composição dos quadros de zona mapa1pedagógica.  E, se calhar, é capaz de ser melhor o que isto quer dizer. Vejamos, os professores que trabalham nas escolas públicas podem ser contratados ou dos quadros.

Destes, os efetivos, há uns que pertencem aos quadros de agrupamento ou de escola, isto é, são docentes que, tendo horário, lecionam apenas na sua escola ou no seu agrupamento. E há também um outro conjunto de professores que pertencem aos Quadros de Zona Pedagógica que são, geograficamente mais amplos. Neste caso, por exemplo, um docente do QZP do Porto poderá dar aulas em qualquer escola do Porto, de Gaia, de Gondomar, de Valongo…

Ora, o que o MEC pretende alterar é a dimensão destes QZP. Hoje temos 23 QZP e querem reduzir esse número para 7. A consequência imediata desta proposta, como não poderia deixar de ser nos dias que correm, é o despedimento de milhares de professores. Como?

Simples – um docente do QZP do Porto, sem horário numa escola, está obrigado a concorrer aos concelhos do Grande Porto. Com a proposta do MEC terá que concorrer também para Viana, Braga, Vila Real e Bragança…

Está bom de ver que um docente que fique sem horário em Espinho poderá ter que concorrer para a Guarda e temos assim, a mobilidade geográfica um bocadinho, quase nada, aumentada…

Quem vai sobrar com esta mobilidade forçada?

Os docentes contratados, cerca de dez mil, que resistiram aos cortes do último ano.

Criptogâmicos do PSD. Castrati do PS

Colocado pelo PS à mercê do que e de quem viesse a seguir, Portugal defronta-se com o seu magnífico precipício: ou uma destruição sem precedentes ou a união que faz da fraqueza a coragem empreendedora contra tudo e contra todos. Não basta dizer que este é um dos piores momentos da nossa História em matéria de destruição de empresas, de emprego e de vidas: é preciso afirmar em que e como se faria diferente para que não fiquemos com a sensação de nada haver a esperar senão ser sucessivamente esfaqueados pelas costas ora pelo PS ora pelo PSD, cujos discursos criminosos na fase eleitoral têm sido imediatamente desmentidos na fase de Poder assumido. Contra nós.

Não basta grasnar o óbvio, que a recessão se agrava, o desemprego atinge recordes, o défice orçamental supera todas as metas, e que a dívida pública, em boa parte devido ao dinheiro garantido pela Troyka, aumenta. Que o caminho é mau até Gaspar o assume. Mudar a nossa forma de ajustamento para sair da crise não depende do voluntarismo dos Governos nem das quimeras das Oposições. Também nada resolve atirar responsabilidades ora para a dominação económica alemã, ora para o suposto fanatismo financeirista do Ministro de Estado e das Finanças, ora para a incapacidade para liderar e defender o País por parte do Primeiro-Ministro. Era preciso que os Partidos de Merda, o PS, o PSD, o CDS-PP, assumissem a sua incompetência histórica, a sua corrupção visceral, a traição consecutiva às nossas mais legítimas expectativas. Não o fazem. [Read more…]

Sobre? Isso não quer dizer por cima?

Pode parecer um assunto menor, mas não deixa de ser irritante.

Tenho ouvido e lido políticos, comentadores, jornalistas, académicos, economistas e por aí fora, na rua, em jornais, discursos e televisões, afirmarem que Portugal está sobre intervenção da troika, sobre programa de ajustamento, sobre avaliação do BCE, do FMI ou da Comissão Europeia, quando é precisamente o contrário: Portugal não está sobre troika nenhuma, a troika é que está sobre Portugal. Portugal está, isso sim, sob intervenção, sob programa de ajustamento, sob avaliação, sob mau governo, sob más políticas, sob o jugo de uma europa sem rumo.

Não é que faça grande diferença face ao resultado final: o desastre, o empobrecimento e a destruição do “cimento” social estão assegurados. Mas, já que roubam todo o resto, dignidade incluída, continuemos ao menos a falar bem português, se não for pedir demais e não se lembrarem de lançar mais um imposto, desta vez sobre a boa utilização da língua.

Tou, Marco António

Dá para vires à Guerra Junqueiro?

Papel e IPAD

Uma limpeza!

O Sonho Grego

Pena serem pobres, como nós.

David dobrou Golias

Era este poder sistémico que os Governos dos PIIGS deveriam ter usado desde o início. Esta crise tem efeito boomerang sobre a Alemanha e se os governos dos países sob assistência não estivessem comprometidos pelo seu envolvimento em trafico de influências e outras traficâncias várias, teriam recorrido a ele para colocar a Alemanha em sentido. Isso e mais uma assinalável falta de tomates trouxeram-nos à ignara servidão.

Passos Coelho é um capacho da Sra. Merkel, um indivíduo espongiforme e invertebrado face aos poderosos. E os Portugueses demasiado mansos. Esperemos que o Chipre tenha ensinado uma lição e que todos a tenhamos aprendido.

RESPECT para os Cipriotas e para a sua representação.

Uma questão de perspectiva

A “elasticidade” da Praça S.Pedro (Roma), com a ajuda do Espírito Santo, permitiu ontem, mais uma vez, acolher 1 milhão de pessoas onde normalmente apenas caberiam 100.000 se fossem manifestantes anti-austeridade.

A informação é trazida até nós pela SIC que assim afina pelo diapasão da RTP.

É o primeiro milagre de Francisco ou os peregrinos católicos emagreceram subitamente?

Inveja do Chipre

Não conheço os detalhes que levaram o parlamento do Chipre a recusar a medida que a União Europeia tentou aplicar. Não sou, também , um especialista no Chipre – sei que é uma ilha vizinha da Turquia e pouco mais, mas a Wikipedia pode dar uma ajudinha.

Mas, mesmo ignorante, sinto uma enorme inveja da posição que eles tomaram. Têm menos habitantes que o Grande Porto (um pouco mais de 800 mil habitantes) e são, por isso, uma migalha quando comparados com o gigante Alemanha. Mas, os seus parlamentares tiveram os tomates no sítio e votaram contra a imposição da Europa. Não sei o que lhes vai acontecer, tal como não faço a mais pequena ideia do que nos vai acontecer, mas estou cada vez mais convencido que está em marcha um processo político que tem como principal objetivo destruir a União Europeia e acabar com o Projeto Europeu.

Sou, desde sempre um internacionalista a quem agrada, MUITO, uma Europa das Pessoas e por isso quero ser parte de uma solução que junte povos e pessoas e não uma saída que nos separe a todos – não concordo com a proposta do PCP. Penso, no entanto que começa a valer a pena olhar para dois casos: a Islândia e a Argentina – algures ali no meio estará a saída para Portugal, não?

a verdade é uma coisa muito flexível

continha