Obras de Paula Rego vão-se embora de Portugal

Ainda acham que o país poupa dinheiro por não ter ministro (Ministério) da Cultura?

Pois é, o populismo dá nisto.

Adenda: depois de alguns comentários a este poste, vi este artigo no Público de hoje. Nem de propósito…

Comments


  1. já agora :
    dêem a Gulbenkian ao BIC ANGOLA
    a Champalimaud à BAYER
    O Museu dos azulejos à SANITANA
    O Museu de Arte Antiga à ROBIALAC

    Não se indignem, REVOLTEM-SE !


  2. Pois, o último que tivemos era escritor e negou quanto pôde a palavra escrita. E isso é fatal num escritor.
    Conclusão: dinheiro mal gasto.


    • Esse era secretário de estado, Dario. A última ministra que houve era, se bem me lembro, Gabriela Canavilhas, pianista.


      • Vem a dar no mesmo; a anterior (ministra) actuou ainda de forma mais leviana no que ao processo de Foz Tua diz respeito.
        De manhã, o Tua era naufragável. À tarde, 40 km a montante, na inaguração do museu de Foz… Côa: “Foz Côa não é só património de Portugal, Foz Côa é património da humanidade!”.

        Bom, a diferença substancial entre o vale do Tua e do Côa são duas diferenças:

        1) o Tua é integralmente visitável, sobretudo de comboio, numa das mais notáveis vias férreas da Europa. O Côa, não.
        2) a empresa (agora) chinesa EDP abdicou da barragem de Foz Côa. Dedicou-se a Foz Tua, que lhe dá-de pagar taxas de rentabilidade garantida, com o dinheiro dos contribuintes, por largas décadas.

        Cultura? Treta de gente…

  3. Luís Alves says:

    Se a presença das obras em território nacional realmente dava dinheiro então porque é que nenhum privado teve a ideia de pagar dinheiro do seu bolso para tê-las por cá? Não há portugueses a ganhar dinheiro?


    • Primeiro, porque as obras não estavam à venda, mas em exposição, um pormenor que faz toda a diferença.
      Segundo, porque as obras não foram compradas em Portugal, foram entregues à Casa da Histórias para cá permanecerem ao abrigo de um programa contratualizados entre as partes
      Além disso, já ouviu falar em património? E em património imaterial? E percebe a diferença entre ter valor (pense em cifrões, isso já lhe diz qualquer coisa) cá ou lá? Imagina quanto pode a obra de Paula Rego valorizar no futuro? Tem alguma ideia do valor acrescentado e gerado ao longo dos anos vindouros (em emprego, turismo e prestígio cultural, em programação futura e actividades criativas conexas) por uma instituição como esta?
      Mas tenha cuidado, com essa largueza de vistas ainda se arrisca a ser convidado para secretário de estado da cultura deste governo

      • João Oliveira says:

        O comentário fala em dinheiro, não em valor. O comentário fala especificamente em poupar dinheiro, não preservar valor. Assim, a pergunta mantém-se: como é que a preservação das obras por cá geraria dinheiro? Essa pergunta ficou por responder, a não ser que o A. Pedro reconheça que é uma afirmação disparatada.


        • O poste tem um link, o link remete para um artigo, o artigo tem um título, o título diz

          “Centenas de obras de Paula Rego deixam Portugal
          Valem sete milhões de euros”

          Sete milhões de euros não são dinheiro?
          (de qualquer modo, para mim, o valor é superior. Um dos problemas, hoje, é que haja tanta gente a trocar valor(es) por dinheiro, mas isso são contas de outro rosário)

          Já agora, o poste dá um exemplo, este das obras de PR, mas a verdadeira pergunta é: o país poupa dinheiro por não ter ministério da cultura?

          Acha esta pergunta assim tão disparatada? Faz-me lembrar uma outra: perguntar ofende?

          Mas já que gosta tanto de precisão, aqui vai uma precisão: a única afirmação que o texto tem é – “pois é, o populismo dá nisto”. É esta afirmação que é disparatada? Ou será o seu comentário?


        • João Oliveira
          houve até várias resposta à sua pergunta.
          tire o nariz da tabuada e tente pensar um bocado.
          Tenho esperança que atinja.
          Se não atinge, faça como a mulherzinha dos tremoços. Não comente coisas que é incapaz de perceber.


    • Luís Alves e João Oliveira:
      Até parece de encomenda, este artigo saído hoje no Público. Já percebem o que quero dizer ou é preciso que a Paula Rego lhes faça um desenho?
      http://www.publico.pt/cultura/noticia/os-1100-mil-milhoes-de-pinturas-cubistas-doados-ao-metropolitan-podiam-ter-sido-de-espanha-1591253

  4. Maquiavel says:

    AH, mas os sapatos feitos de tachos e vestidos e candelabros feitos de tampöes da outra tipa, isso ficará cá. Ufa…


    • Fosga-se Maquiavel. Abrenúncio, apre.
      Mas depois há por aqui pelo Aventar e pelo Cinco Dias gajos como ^JGMenos e outros canalhas que devem aplaudir tais actos. Tal como alguém disse acima há muita gente a trocar os valores pelo dinheiro, e o cérebro pelo dinheiro. É que pensar dá muito trabalho.

  5. AACM says:

    vao embora ? boa viagem……..

    • Nascimento says:

      És mesmo bronco, não és?? Esta canalha prefere a fótocopia ao original, aliás, passa a vida a fotocopiar tudo…adoramos ; oh saloio, olha o balão!!! Alarve.Emborca umas cervejas come o marisco a que tens direito ( tremoços), come queijo picante com chulé, e ouve o Quim Barreiros.. e não laves os dentes que é para não destoares!!!


      • desde que se continue a esbanjar milhões em estádios e perdão das dívidas dos clubes de futebol, esta gente vive feliz.
        Enquanto se continuar a gastar o dinheiro da RTP em telenovelas, esta gente tem serão assegurado.
        Enquanto continuarem a promover o nacional-cançonetismo pimbalheiro, esta gente pode conduzir ouvindo rádio.

        Bom proveito !

        Mas parem de meter a colherada em coisas que não percebem !


    • AACM isso de conviver com a Joaninha e com o Relvas é lindo, mas se calhar dava jeito usar a cabeça para pensar, digo eu, não sei. Ou você gosta mesmo de se nivelar por baixo?!

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