Não é fechando o país

que se resolvem os seus problemas (António Nóvoa).

Parabéns ao «Brumas»

Seis anos a blogar.

12 apóstolos…

… da troika messiana.

Remodelação: governo resolve problema do desemprego

Passos aumenta para 12 os ministros

Há mais vida para além de “bater punho”

Miguel mostra alternativas a "bater punho"

Miguel mostra alternativas a “bater punho”

“Bater punho com a Tânia até às tantas…”: Esta frase do Miguel Gonçalves, o rapaz do Impulso Jovem que acabou antes de começar, martela de forma impiedosa na minha cabeça suscitando-me várias perplexidades:
– porque razão duas pessoas jovens e saudáveis não encontraram nada mais interessante para fazer?
– e depois, será que nunca lhes passou pela cabeça variar?
– ou ainda, e porquê até às tantas? Podiam, por exemplo, começar por bater um bocado de punho no carro; em seguida ir comer uma refeição ligeira a um sítio giro; fazer depois um passeio romântico e filosofar sobre os mistérios do Bom, do Belo, do Justo e do Verdadeiro; trocar promessas eternas, quaisquer que fossem; querendo mesmo, bater mais um bocado de punho, vá; e, por fim, passar aos capítulos seguintes do empreendedorismo com paixão em local mais recatado.
Perante tão escatológicas dúvidas decidi atirar-me aos escaninhos da minha memória, não deixando gaveta por revirar, almofada por levantar ou canto por espiolhar e, após alguns minutos, o meu subconsciente regurgitou outro pensamento do Miguel Gonçalves que trouxe alguma luz sobre o assunto e, ao mesmo tempo, aportou novas interrogações. Suponho que o processo do Conhecimento seja sempre assim: niilismo, cinismo; sarcasmo e orgasmo!
Que terá dito o tipo de tão interessante que justifique tais prolegómenos? Helás! aqui vai: “se não os sentes a tremer é porque não está a acontecer”. Como vêem este pensamento, se conjugado com o anterior, abre todo um universo de respostas e interpretações. Mas também vem prenhe de um alargado conjunto de interrogações e perplexidades.
Talvez não haja contradição entre “senti-los a tremer” e “bater punho”, podendo “estar a acontecer” o primeiro em consequência do segundo. Ou talvez seja outra coisa… Não tenho uma resposta pronta, mas prometo continuar a debruçar-me sobre o assunto e, muito em breve, voltar a ele mal encontre algumas respostas.

Regressão

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Sr. António Jorge

 

Os nossos caminhos cruzaram-se, que eu saiba, ontem pela segunda vez.
O nosso primeiro «encontro» deu-se num dia de Setembro, creio, estava eu a sair de casa. Tinha caminhado poucos metros e ainda na minha rua vi uma pessoa deitada no chão, no passeio, com um pé a escorregar para a estrada. Antes de mim, várias pessoas passaram por ele. Ninguém fez o menor gesto para tentar perceber o que se passava. A situação parecia facilmente explicável. Um alcoólico caído no chão. Desmaiado de tanto beber. Fazer o quê? [Read more…]

A realidade é uma chatice

Como é que reage um defensor acérrimo da privatização do ensino quando a avaliação das escolas públicas é francamente positiva? ironizando.

Ora a ironia está noutro lado: 231 estabelecimentos de ensino público foram avaliados pela Inspecção Geral do Ensino, juntamente com peritos externos, mas tal não envolveu nenhuma das escolas privadas sustentadas com os nossos impostos. Safa, inspectores por aqueles lados podem encontrar problemas, bastaria uma análise cuidada dos horários (a qualidade do ensino ministrado por um professor que lecciona 28 tempos lectivos e recebe como se o seu horário fosse metade deve ser fantástica).

Veja-se que na última bacorada ministerial, realizar os exames do 4º ano nas escolas sede dos agrupamento, com todas as impossibilidades praticas (vão a pé?) e encerramento das actividades lectivas que isso acarreta, teve logo um, e apenas um, recuo: [Read more…]

Cantando espalharei por toda parte/partilhai e espalhai a mensagem

Ricardo Costa 1142013
Ricardo Costa, director de um jornal que, há cerca de três anos, decidiu “poupar letras” e *adotar o acordo ortográfico, diz que este texto “não corre o risco de ser muito partilhado no Facebook e de circular na net por um ou dois anos”. Antes pelo contrário, Ricardo Costa. No que me diz respeito, considerando a incontestável qualidade da grafia empregada (sim, no segundo parágrafo, aparece uma *fatura, mas gralhas, como falhas, todos as temos) e respondendo ao apelo com que remata o texto (“partilhai e espalhai a mensagem”), como diria o Poeta, “cantando espalharei por toda parte, se a tanto me ajudar o engenho e arte”, por um, dois, quatro, seis ou mais anos se for preciso: no Facebook, sim, claro, mas também no Twitter, pois então.
Gostei muito deste texto, Ricardo Costa. Muito obrigado. Melhor prenda no meu primeiro aniversário no Aventar não era impossível, é verdade, mas admito que era difícil.
Agora, só falta fazer-se justiça. Sim, justiça. Falta o Expresso deixar de utilizar várias grafias e permitir que os seus jornalistas possam adoptar a grafia do director, uma grafia que, afinal, também é deles. Exactamente.

Entrevista de Manuela Ferreira Leite à TVI24

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Acabo de engolir um sapo grande e gordo para poder iniciar este poste.

Nunca pensei concordar em tantos pontos com (desculpem, é só um momento, tenho que engolir outro sapo) … Manuela Ferreira Leite.

Fiquei genuinamente convicta de que (com a decisão do Tribunal Constitucional) tinha saído a sorte grande ao governo

ou, mais à frente:

– Como é que vai ser o país (após o “ajustamento”, lá para dois mil e não sei quantos, à custa da recessão, do desemprego, do empobrecimento, do aniquilamento da estrutura produtiva)?

-Não sei. É que eu não sei fazer renascer o país a partir das cinzas…

Veja a entrevista de MFL aqui a partir do minuto 2.30.

Se o caro leitor precisar de engolir algum sapo, pode pedir-me, envio-lho grátis, nos últimos tempos tenho andado a fazer criação intensiva.

E agora vou-me, está na hora de ir à caça de insectos para alimentar a bicharada.

A Primavera está oficialmente   suspensa

À espera da assinatura de Vítor Gaspar.

TC Idiótico-Patriótico

«É favor acabar com a fantasia de que estamos a passar por uma dificuldade temporária.» PBT

O que é Português é bom, o que é do Norte é ainda melhor


Tenho andado um pouco arredada das Aventadelas. Não porque não haja motivos de sobra para as minhas palavras menos simpáticas ou porque tenha passado a acreditar na chusma que manda nesta república dos bananas. Também não foi por ter baixado os braços. Isso, nunca!

Simplesmente, tenho feito outras coisas nos meus tempos menos ocupados. Uma delas foi comemorar a passagem de mais um aniversário. Tive a sorte de poder passar o dia rodeada de pessoas de quem gosto muito. E tive a sorte de receber alguns presentes que foram autênticas surpresas para mim, quase tudo feito em Portugal, muitas feitas por uma família de artesãs e artistas que admiro.

Uma das prendas, a mais surpreendente e inesperada, foi uma saia de uma estilista, ou designer de moda, como agora se diz. Tem loja no Porto, pois claro, mais concretamente na Rua de Passos Manuel. Será que adivinho aí já alguns sorrisinhos de reconhecimento do lugar de que falo? [Read more…]

Eu não disse?!

Em post sobre o Comité olímpico e as eminências que estão a surgir entre a nova vaga de dirigentes, para quem a nova Comissão Executiva é para preparar a mudança de paradigma, elegi  o Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem como o rosto da ambição dessa nova elite.

Agora, aí está, Mário Santos repete no Rio de Janeiro a chefia da missão olímpica!

 

Foi Fiado

Uns [os pachecos, os marinhos, os esquerdodeputados, os diabo-que-os-carregue] sem memória. Outros sem a obrigação de apresentar garantias. E nós com fome e sem dinheiro para criar os filhos. Mais um dia a Cerelac. Foda-se, Portugal!

O empurrão ao Relvas

demissão do relvas

Sem comentários

Basta ler!

Valboni, Gondomar

valbom
Já lá dizia o meu tio: Valbom, Paris e Londres.

Troviscal oferece emprego a Relvas

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A Junta de Freguesia do Troviscal fez notícia: ofereceu ao desempregado Relvas um lugar nos seus quadros de pessoal. Precário, mas emprego.

O Troviscal é terra de tradições republicanas numa zona que nem por isso. Tem  a sua Banda Filarmónica, herdeira de outra que chegou a ser excomungada pelo Bispo de Coimbra, num episódio que ali me foi contado, perdi os detalhes porque é gente de bem receber, mas passa pelas festas da Rainha Santa em Coimbra e tem um final delicioso: mandam avançar a autoridade para os fazer calar e prender o maestro, e este responde com a arma que tem à mão: tocam o Hino Nacional e lá tiveram as forças da ordem de se colocarem em sentido.

Voltando ao Relvas: devem estar a pensar que aquilo é gente de esquerda. A Assembleia de Freguesia tem 5 eleitos pelo CDS e 4 pelo PSD, como é natural num concelho onde o PS é um partido de extrema-esquerda (sei do que falo, ali vivi).

É nestas alturas que se confirma: temos um governo que não governa, tenta um golpe de estado, e no fundo já nem existe.

Color Run Matosinhos I

color run II

Color Blast! Explosão de cor!

PPP’s foram um desastre

Diz Ferreira do Amaral, o ministro que inventou a primeira e foi trabalhar para a Lusoponte. Nem comento.

A única remodelação necessária

É a da política do ministro que não acerta uma.

Então e as Crianças?

unicef2Sou doador regular da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Dentro dos condicionalismos financeiros com que vivo, é evidente.

A sensibilidade à pobreza e ao sofrimento infantil vêm desde a ‘primária’. Frequentei a Escola 15 de Lisboa. Parte significativa dos alunos apresentava-se sempre descalça, esfarrapada e esfomeada. Viviam nessa autêntica favela à portuguesa, chamada então ‘Quinta dos Peixinhos’. Em parte dos terrenos, foi construída a Escola Patrício Prazeres.

Anos mais tarde, a vida profissional forçou-me a visitar diversas regiões de África. O escabroso cenário de miséria, sobretudo fome e mortalidade infantil, percorri-o vastamente. Do Mali a Moçambique.

Todavia, foi no Huambo, Angola, que em 1992 me deparei com as cenas mais trágicas de vida infantil. Meninos, nus ou de camisola branca tingida de uma espécie de tela de empedrenida sujidade, vagueavam pelas ruas e bebiam águas de poças. Como os cães dos pobres ou desprezados; sim, porque os cães dos ricos alimentam-se de ‘Royal Canin’, ‘gourmets’ de diversas variedades e ainda são mimados com certas guloseimas. [Read more…]