Desempregado oferece-se: ao serviço da natalidade

Konigvs

Não é este governo que diz que é preciso ocupar os malandros dos desempregados?

Eu estou desempregado tenho muito tempo livre, o governo que mande umas quantas gaijas aqui para minha casa todas as semanas, com as análises em dia, que eu prontifico-me a trabalhar pela natalidade nacional a troco de um salário mínimo + subsídio de alimentação.

Bem, agora até fiquei a pensar, na volta até vou ao IEFP pedir apoio e abrir um negócio por conta própria, porque isto pode ser uma profissão com futuro:

“-Não tem tempo para pinar?

-Chega a casa cansado e não tem tesão?

-Está farto de olhar sempre para as mesmas mamas e a mesma rata?

Entregue desde já a obrigação das tarefas matrimoniais a um profissional devidamente credenciado para o efeito e livre-se do tédio que é a sua vida sexual.”

Marco António faz de Relvas?

Foi isso que escrevi a 16 de julho:menezes

Marco António no lugar de Miguel Relvas.

Dei por mim a pensar que a recusa do Marco António tem uma de duas razões: substituir Miguel Relvas no Governo ou então, estar prontinho para avançar como candidato ao Porto, uma vez que, ao que tudo indica, a candidatura de Menezes será mesmo ilegal.

Confesso que estando perto de acertar, palpita-me que a marcação homem a homem que o PSD tem que fazer ao Pedro Mota Soares é tão importante que começo a ter dúvidas. O sector social está a aguentar a desgraça total no nosso país e é nessa área que está parte do travão à explosão – o PSD não pode deixar tal capacidade na mão do inimigo e por isso Marco António não o pode deixar sozinho.

Dou por mim a pensar noutro nome – os sorrisos de um deputado na televisão são uma boa pista.

 

Pobre Relvas

anita saudades relvas
Uma vida dedicada à carreira. Uma carreira apontada a um cargo importante num governo abrindo portas aos negócios. Inventou um candidato a primeiro-ministro. Com Marco António Costa precipitou uma ida ao pote na altura mais ingovernável possível.

E, suprema ironia, filado por uma licenciatura-brinde investigada por um jornal  tido por improvável, transforma-se na maior fonte de dichotes populares desde o falecido Velhinho Pateta (vulgo Américo Tomás), com a chatice de em democracia e em rede se multiplicarem rumo ao infinito, reduzido àquilo que sempre foi: um ícone da vida política jotinha, gente sem escrúpulos, símbolo máximo da decadência da II República.

Também vou ter saudades deste asno, que me perdoem os equídeos.

Carlos Abreu Amorim – quer comentar?

Ou será que Relvas fará parte da equipa que vai trazer para a minha terra?

Às voltas com o que por aí está escrito sobre relvas, na tal lógica de fazer a história – relvas e história, assim mesmo, com letra piquininas – cruzei-me com uma pérola que não resisto a destacar.

É de um deputado  do PSD – parece que é ou era do Partido de Manuel Monteiro, foi eleito Deputado pelo PSD em Viana do Castelo e agora é um dos candidatos laranja a Gaia:

«Miguel Relvas está a ser alvo da mais brutal campanha que eu me lembre que alguém tenha sido sujeito, um ministro, nomeadamente nos tempos democráticos. Pedro Passos Coelho não é pessoa para mudar ministros ou fazer remodelações governamentais» em função da comunicação social.

Sem mudar de vida…

Em férias por terras lusas, vou naturalmente revendo amigos. Porque não escolho amizades em função de opções políticas ou ideológicas, várias vezes me insinuam que vivo numa terra subdesenvolvida, onde faltam infraestruturas. Sim, Angola não possui algo que se compare ao CCB ou Casa da Música, nenhuma obra tem a envergadura e complexidade da Ponte Vasco da Gama, o investimento em caminho de ferro não fez nascer qualquer estação semelhante à gare do Oriente, nem existem serviços como o Alfa-pendular. A maior diferença contudo são as rodovias, com apenas uma auto-estrada digna desse nome, quando Portugal tem dezenas de Auto-Estradas, Itinerários Principais e complementares. Pena que apesar de todo esse investimento público, a economia portuguesa esteja em contracção. Dizem-me que a culpa é do governo e da troika, que falta conceder crédito e investimento público. Sem querer inocentar o governo, que é de facto fraquinho, não percebo a lógica. Mais crédito para deixar o défice exactamente em quanto? Mais investimento público para quê? Se com toda a obra realizada nos últimos 20 anos, chegamos ao lamentável presente…  Continuar a ler “Sem mudar de vida…”

7 de Abril, dia da 3ª Caminhada da APEE Autismo

autismo
O próximo Domingo, 7 de Abril, é dia da III Caminhada APEE Autismo com partida do  Edifício Transparente – Porto – pelas 10h30.
As inscrições podem ser feitas para o endereço de mail: apeeautismo@gmail.com, indicando nome, data de nascimento, número de BI e se levantamos as t-shirts na sede ou no local de partida.
Eu sou o número 178.
Encontramo-nos por lá.

Dicas para Cipriotizar e Italianizar Portugal

Ontem, o PS resolveu fazer a triste figura de ruptura dúbia com este Memorando. Um Memorando desactualizado, evolutivo, agravado, mal ajustado aos dados e variáveis do presente? Não importa. É o que há. A palavra foi dada. A versão inicial foi negociada e subscrita por ele. Na verdade, o PS é, ele mesmo, tal como o Governo, um problema nacional e não atina no caminho, sobretudo agora que António José Seguro, acossado pela facção devorista, parisiense, pentelhista, se viu compelido a derramar palavras de capitulação e desistência do compromisso assumido sob a forma de uma emoção de censura muito mal armadilhada, talhada para paradoxalmente fortalecer o Executivo. Continuar a ler “Dicas para Cipriotizar e Italianizar Portugal”

Finalmente uma boa notícia

enfermeiraParece que a política do governo começa por fim a produzir os seus frutos de forma assinalável. Sobretudo no plano da sustentabilidade da Segurança Social.

As más línguas do costume diziam que os despedimentos em massa e o desemprego não ajudavam nada ao equilíbrio de contas da Seg. Social.

Essa corja de viperinos extremistas insinuava que haver menos pessoas a descontar e mais a receber (apesar de pouco estas últimas), estava para o equilíbrio das contas como um turista com destino ao Porto apanhar o comboio para Faro.

Ou que fazer emigrar a população em idade fértil não era uma boa ideia para assegurar a estabilidade do sistema e a inexistência de broken links geracionais. Vontade de maldizer está bom de ver.

Os ingleses estão muito contentes com os nossos enfermeiros.

Os alemães pelam-se pelos engenheiros que nós formámos.engenheiros

E, todos juntos, pelam-se pelos descontos que uns e outros fazem para as respectivas seguranças sociais. E pela produtividade que entregam. E pelas crianças que irão certamente contribuir para o futuro dos seus sistemas.

Entre outros assets exportamos pessoas qualificadas e férteis e isso contribui para o equilíbrio da balança, de qualquer coisa, de alguém, algures!

bebés

É ou não é uma oportunidade, cambada de velhos do Restelo?

Que ignorantes, pá!

Um blog (pelo 4º ano do Aventar)

É pertencer, e estar cada um do seu lado na casa, a pensar e a dizer aos outros, aos do blog e aos que passam, o que se vai pensando. Com os do blog de vez em quando almoça-se, mas sobretudo partilham-se muitos dias da Vida, e partilha-se uma casa, lugar onde se vai deixando qualquer coisa escrita na ardósia da cozinha – qualquer coisa que se guarda para sempre, nessa acumulação não-realista de notas e de memória que é um arquivo digital. Somos também, por vezes, alguns de nós e à vez, soldados dessa tropa que é a dos bufos dos correios e telégrafos, cada um e à vez com a sua trompa megafónica, os pensamentos de há bocado tornados outra coisa, já aprumados para os confrontos na Cidade, e prontos, também, para os comentários – missão ou destino dos que passam, que não os anónimos silenciosos e pardos, e espreitam, e marcam o território próximo da casa, deixando na azinhaga do blog comentários amáveis ou selvagens, para nossa alegria ou tristeza, por vezes para nosso espanto.

Ponto de ordem à canalhada

Ó meninos Bem, se me permitem, um ponto de ordem à mesa, pode ser?caa1

Se houver um segundo resgate é porque o vosso trabalho falhou. O vosso e o do Governo que Vossas Senhorias apoiam e aplaudem, ok?

Ou seja – não é por culpa da oposição, não é por culpa do Tribunal, nem tão pouco do povo.

Claro que no vosso entendimento, sendo este um povo tão triste e foleiro, daria mais jeito eleger um novo povo, mas…

Vejam lá este detalhe, pode ser?

Repito: É apenas e só da Vossa – Deputados e Governo – incompetência, OK?