Despedir professores é preciso, ensinar não é preciso

Os concursos dos professores para o próximo ano lectivo servirão para dar continuidade ao processo de desmantelamento das escolas, actividade que implica a continuação de despedimento de professores.

O Ministério continua a dizer que foram as escolas a indicar de quantos professores necessitarão, procurando passar a ideia de que se limita a receber informação, decidindo em conformidade. A verdade é que as informações dadas pelas escolas dependem de instruções vindas do Ministério, para além de resultarem de outras decisões da tutela.

Nuno Crato tem mentido descaradamente, quando refere como causas para o desemprego docente a baixa de natalidade, como se isso, só por si, pudesse justificar o despedimento maciço de professores ocorrido nos últimos anos. A verdade é que o número de alunos não diminuiu a ponto de justificar o que tem acontecido. O problema está no aumento do número de alunos por turma ou na redução brutal do currículo, entre outras medidas anti-pedagógicas.

Como se isso não bastasse, ficamos a saber que as necessidades comunicadas pelas escolas escolas terão sido ignoradas ou alteradas, o que vai de encontro a muitas informações que se vão sabendo, como a que nos dá o João Paulo.

O futuro das escolas públicas, segundo Nuno Crato, inclui o afastamento de professores mais experientes e o aumento do número de horas lectivas para cada professor, de maneira a que tudo fique muito baratinho ao Estado ou aos privados que estão à espreita para alargar o negócio à custa da exploração de professores em regime de precariedade.

Entretanto, sabe quem é o verdadeiro mexilhão? O seu filho, o seu neto, o seu sobrinho ou o filho do seu amigo.

Quem estiver verdadeiramente preocupado com os problemas educativos do país, deverá estar ao lado dos professores, que não se deverão limitar a lutar pelos seus problemas laborais. Quem estiver preocupado em achincalhar ou em invejar os professores, não está preocupado com o mexilhão.

Os cabrões continuam no ataque – o neofeudalismo

feudalismo

Camponeses a trazerem o tributo ao nobre (wikipedia.ro)

Confirma-se, como se tal já não se soubesse, que não foi por deslize que há tempos se  falou no saque às contas bancárias no Chipre como modelo para tirar da falência bancos mal geridos – quiçá até, criminosamente geridos.

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Doloroso e intolerável

Anteontem, só me ocorria a palavra vergonha. Hoje, José Manuel Mendes acrescenta “doloroso e intolerável”. Exactamente.

Bicicletas Para Alugar

Um negócio bom de montar!

Novilíngua

Vagas negativas, termo inventado pelo Ministério da Estupidificação.

Coimbra-B

coimbra-b-parte

Parte de um mural na estação Coimbra-B da CP (ver tudo)

Concurso de Professores

Confesso que o meu estado de alma não me permite contribuir com algum tipo de trabalho útil para a comunidade docente que frequenta esta coisa da blogosfera – há muita gente que dedica e bem, o seu tempo a fazer contas – como diz um amigo, se alguém faz melhor que tu, …

Sinceramente, apetece-me apenas subscrever o que diz Mário Nogueira:

“Este é o desfecho natural do trabalho do ministro [da Educação] Nuno Crato e do secretário de Estado. Este concurso é mais um passo no sentido do que o Ministério da Educação quer: destruir a escola pública”, é “uma fraude e uma pouca vergonha”, afirmou Mário Nogueira, gracejando que aqueles governantes “vão ser agraciados pela ‘troika’ com uma medalha”.

E tentar explicar aos não professores o que se passou hoje: [Read more…]