Coerência

O funeral de Thatcher foi privatizado, quem quiser ir paga bilhete.

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(comentário que já circula em várias línguas – assine a petição)

O Amoral

Ele é «totalmente inocente dos males que afligem o País.»

Bancos falidos pagam milhões a advogados

Um processo como o da falência do BPP e BPN podia existir sem advogados ganhando 2,4 milhões de euros? e entre esses advogados poderia não haver ligações ao bloco central e ex-governantes com fartura? poder, podia, mas não era a mesma coisa.

A ambiguidade   #nowthatchersdead

Pois é. A ambiguidade.

that cher

Margaret Thatcher

Ninguém devia ser obrigado a morrer assim. Nem mesmo quando se foi uma cabrona em vida..

O acordo ortográfico e os problemas de saneamento

esgoto

Nunca é fácil escolher o peso justo para comparações, metáforas ou imagens, mas, face ao desastre, penso que é insuficiente considerar que o chamado acordo ortográfico (AO90) possa corresponder à gota que faz transbordar o copo. Para novas realidades, criem-se imagens novas: o AO90 é um esgoto a céu aberto despejado no rio poluído que é a língua portuguesa.

Num país que terá, praticamente, erradicado o analfabetismo, o problema da iliteracia é ainda demasiado pesado: de uma maneira geral, os portugueses revelam demasiadas dificuldades de expressão e de compreensão, com reflexos negativos em vários campos. A imposição leviana do AO90 criou mais um problema a acrescentar aos demasiados que já existiam.

Limitar-me-ei a enunciar, de modo caótico-impressionista, algumas das causas de tanta poluição, para, depois, despejar o AO90. [Read more…]

O reencontro

No céu onde agora ardem, haverá hoje uma cópula feliz; o reencontro de dois que se amaram, à sombra do mal que a seus povos causaram:

pinochet_thatcherSerá mesmo uma festa, o Reagan também entrará nesta

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E que sejam felizes. No inferno onde tenho lugar guardado, não há espaço para estas canalhices.

(eu sei, a rima é pobre, tão pobre como os que tramaram e assassinaram)

Pequenas maravilhas de seis ou sete anos

Por volta dos seis ou sete anos, os rapazes são uma divertidíssima combinação de inocência e perversidade. Falam de beijos na boca, mamas e pipis, e soltam gargalhadas recém-desdentadas à conta da sua própria audácia em falar dessas coisas, para logo em seguida discutirem entre eles a natureza da Fada dos Dentes e os poderes do Homem-Aranha.

Valorizam a camaradagem entre rapazes e tratam-se pelos apelidos – o Silva, o Fonseca, o Campos – e olham para as raparigas com desconfiança e impaciência. Desprezam as brincadeiras em que elas tentam inclui-los – pais e mães, comidinhas, etc – e reduzem-nas a um invariável adjectivo: chatas.  Mas são chatas com um inegável mistério, uma fonte de atracção – a diferença – que eles suspeitam vagamente que poderá vir a ser importante.

Estes rapazes são criaturas de riso fácil: qualquer frase que inclua cocó, xixi, ranho, pilinha ou diarreia arrancará gargalhadas certas. Navegam pela internet, aceleram pelo botão scroll do rato como se tivessem nascido com ele na ponta dos dedos, mas espreitam para baixo da cama para ver se não está lá o lobisomem, tal como os seus avós poderiam ter feito. [Read more…]

Seguro, a Diarreia em Forma de Líder

Seguro-DiarreiaNão é por nada, mas parece que a moderação e o sentido construtivo de Estado que Seguro foi evidenciando nos primeiros meses de Oposição se desvaneceram ainda mais desvanecidamente, mal o Travesti Parisiense [alguém que não é inócuo no fazer política travestida de comentário da dita] regressou para o campeonato das narrativas e das falinhas mansas.

Seguro vê-se entre a espada e a parede. A parede é a fantasmagoria política que veio de Paris para marrar contra a Direita e contra essa gente que o execra visceralmente [como eu], veio vingar-se de Cavaco que se vingou dele e da deslealdade da questão estatutária dos Açores e de todas as sacanices controleiras de fascista e absolutista na governação-camuflagem de comissionismo, veio inventar que o PEC IV teria evitado a catástrofe que se nos desenha inexorável. A espada é a situação do País e as respectivas exigências imediatas.

Estamos ou não nas vascas de uma espécie de reedição de um novo ultimato, de uma nova espécie de PEC IV, sob o cutelo de um mais que eventual 2.º Resgate?! Estamos. E então isto agora, quero dizer, isto de governar Portugal, passou a ser tão fácil, tão delicioso e desejável, tão simples de negociar com a Força de Ocupação, que até Seguro, mal seguro na liderança do seu próprio saco de gatos, deseja uma perninha no Pote?! Não. Então porquê esta conversa exasperante das Eleições Antecipadas, de Ruptura e Crise Política? Eu explico. [Read more…]

O autodemocídio de Pedro Passos Coelho

A palavra não deixa de ser a que melhor caracteriza Pedro Passos Coelho: um autodemocida. Aquele que mata o seu próprio povo.
O povo que se suicida como há muito não se via. A mortalidade infantil que voltou a aumentar. O desemprego que não para de subir.
O chumbo do Tribunal Constitucional representa praticamente nada se compararmos com os buracos orçamentais e com os erros das previsões do Ministro das Finanças. E ainda falta ver qual foi o deslize da execução orçamental do primeiro trimestre de 2013. Aí é que vai ser…
Interessa, claro que interessa, deitar culpas aos outros. Como no futebol, a culpa não é do nosso jogador que é expulso por dar um empurrão ao adversário no último minuto do jogo quando o resultado já está feito. Não, a culpa é do árbitro porque foi só um encontrão e não uma agressão. A culpa é sempre do árbitro.
E porque as culpas estão imputadas ao árbitro, Pedro Passos Coelho, o autodemocida, voltou a reafirmar que não vai mexer nos grandes interesses. Nem nas PPP’s, nem nas rendas excessivas da EDP, nem nos privilégios dos Bancos. Nem na Dívida. Na Dívida nunca. Porque não tem tomates para isso. Porque é um fraco. Porque só sabe cortar nos mesmos de sempre: na Segurança Social, na Saúde, na Educação. Ou seja, no seu próprio povo. Que mata, com o tesão de um verdadeiro democida, a cada dia que passa.

Bom dia, Mark Twain!

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Hoje, acordei com Mark Twain a bater na janela dos pensamentos, como a pedir-me para ter juízo. Podia ser pior!

Não sei se foi pela raiva que começa a instalar-se nos comentadores políticos. Então, na dúvida, leio: A raiva é um ácido que danifica mais o recipiente em que está armazenado do que a superfície sobre a qual é lançado.

Não sei se foi por estar farto deles, e deveria calar-me.

Na dúvida, ainda, retenho: É melhor ficar calado e ser considerado tolo do que abrir a boca e dissipar todas as dúvidas. [Read more…]

‘Nao’, professor Krugman? Não!

Nao? a? ã! Não!

Actualização (7/6/2013): «Update: yes, I know about the tilda [sic], but could not persuade the software to show it. The tilda [sic], I’ve always said, means that there’s an “n” at the end that isn’t written but which you don’t pronounce — if you’ve ever heard Portuguese, you’ll understand what I mean», PK (s.d.).

Nobel prize of economy 2008 Paul Krugman

Gonçalvismos

Sobre Vasco Graça Moura, um vianogonçalvista arrogante.

Em Belém

meninos maus

Almada Negreiros no Zip Zip (1969)

Aos 76 anos, não é um documento, é um monumento nacional em forma televisiva.