Deixem estar a ortografia descansada

As polémicas e os debates não se fazem necessariamente a preto e branco. Na questão do chamado acordo ortográfico (AO90), acontece o mesmo: entre os que são contra e os que são a favor, existem várias posições intermédias, incluindo os que não se interessam pelo assunto.

Jorge Fiel conta uma pequena história que presenciou em Itália. Um casal de brasileiros, julgando que o GPS do carro que estava a alugar só se exprimia em português de Portugal, preferiu optar pelo inglês, “pois assim entendiam melhor.” Para a história ter um final feliz, descobriu-se que o GPS incluía, também, uma voz em português do Brasil. Problema resolvido.

É claro que não há aqui propriamente nenhuma questão ortográfica. Em primeiro lugar, os brasileiros, devido à falta de hábito de ouvir os portugueses, têm dificuldade em perceber a(s) pronúncia(s) europeia(s). Para além disso, há questões semânticas que, devido à mesma falta de hábito, tornam enunciados portugueses em objectos estranhos ao entendimento brasileiro, numa prova de que, muitas vezes, estamos separados pela mesma língua.

No último parágrafo, Jorge Fiel resolve, então, relacionar a breve narrativa da sua crónica com a questão do AO90, colocando-se numa posição intermédia, ao confessar que não tem “opinião formada e definitiva sobre o Acordo Ortográfico.” No entanto, antes disso, não se coíbe de declarar que aplaude a queda do p antes do t, afirmando que “batizado é melhor que baptizado”, deixando-nos sem saber as razões que o levaram à descoberta de tal virtude, a não ser que se trate de uma questão de gosto, o que o dispensa, evidentemente, de argumentar.

Nesse mesmo último parágrafo, o cronista acaba, ainda assim, por ficar com a impressão de que, diante de brasileiros que preferem, legitimamente, o inglês ao português de Portugal, talvez não fosse má ideia deixar estar a ortografia quietinha. É neste momento que Jorge Fiel e eu nos aproximamos: na realidade, as dificuldades de comunicação entre brasileiros e portugueses não estão (e nunca estiveram) aí.

Quando, para cúmulo, se chega à conclusão de que o AO90 nem sequer criou uma ortografia única, é fácil concluir que não valia a pena andar a incomodar tanta gente, tal como não faz sentido ajudar uma velhinha a atravessar a rua, se, afinal, não era isso que a senhora queria.

Comments

  1. albanocoelho says:

    Jorge Fiel, o opositor modelo: http://emportuguezgrande.blogspot.com.es/2012/03/120322a.html

    Pior é para nós que entendemos bem todos e os outros raramente nos entendem. A falta de uma norma estável (qualquer que fosse) durante séculos resultou na ‘legalização’ de vocábulos como “açucre” (azucre), “orige” (orixe) e o terrível “fostes”. A muito custo lá conseguimos salvar o “vermello” (vermelho) e deixar cair o “roxo” (decalque da voz castelhana “rojo”). Pugnamos por uma ortografia unificada também como arma contra as teses isolacionistas. Para a Galiza a ortografia unificada do (Galego-)Português é tão ou mais importante que a ortografia unificada do Castelhano é para a defesa deste nos EUA.

    Aprecio a tua moderação e lucidez na discussão deste tema e o cuidado em evitar as falácias típicas do desacordismo. A exceção foi quando deste demasiada atenção a uma não-notícia de uma certa mãe com demasiados tiques de novo-riquismo, médica que não exerce (ainda bem) convertida em doméstica com demasiado tempo para ocupar e que INFELIZMENTE eu conheci pessoalmente há muito tempo atrás (por isso sei do que – e de quem – falo).

    De resto, relativamente aos últimos parágrafos, seguimos concordando em discordar.

    • António Fernando Nabais says:

      Caro Albano
      Para os portugueses é extremamente difícil entender um galego, tal como para um brasileiro é difícil entender um português. Curiosamente, os portugueses entendem perfeitamente os brasileiros e os castelhanos. Julgo que a razão é simples: entre as telenovelas brasileiras e os filmes do Almodóvar, ficámos treinados.
      Não acredito que uma ortografia unificada venha resolver esse problema, até porque não precisei dela para ler os autores brasileiros e para ler, também, muitos textos em galego. O que é preciso é circulação de livros, de autores, de ideias, de afinidades e de discordâncias. Para cúmulo, a verdade é que não há ortografia unificada.
      Não conheço a pessoa a quem te referes, o que não me impede de apreciar o voluntarismo e a persistência de alguém que defende aquilo em que acredita.
      De resto, é sempre um prazer ler os teus comentários, mesmo quando discordamos. Se um dia discordarmos ao vivo, pago-te um copo, apesar do AO90 e do Celta 🙂

      • adelinoferreira says:

        Ó Navais é dificil entender o Galego?
        Permita-me,mas sou forçado a pensar
        que nunca lêu ou ouviu a lingua
        galega.Quando se está na galiza,não
        é forçoso que a fala que se ouve seja
        o galego.

        • albanocoelho says:

          Verdade, Castelhano e ‘castrapo’ abundam. Nas cidades é mesmo difícil encontrar quem fale o nosso idioma comum – nunca lhe chamaria outra língua pois esse é o principal argumento do isolacionismo – como primeiro impulso. Apenas depois de confirmar o uso próprio no interlocutor a maioria demonstra ainda ser capaz de se expressar em (Galego-)Português, com mais ou menos ‘contaminação’.

        • António Fernando Nabais says:

          Adelino, a razão que aponto para que haja dificuldades de entendimento relaciona-se com a falta de hábito, nada mais do que isso. Isso quer dizer que não há suficiente circulação de livros, por exemplo. Entre outras coisas, há alguns anos, assisti a várias sessões sobre escrita para cinema e televisão dadas por um galego que se exprimiu em galego: depois de algum estranhamento inicial, e com a ajuda do próprio palestrante, tornou-se fácil perceber. Para além disso, por razões académicas, fui obrigado a consultar muitos livros em galego (é em galego que estão escritos muitos livros e artigos sobre a cultura trovadoresca). Por outro lado, os brasileiros, de uma maneira geral, têm dificuldade em entender os portugueses, pela simples razão de que não estão habituados a ouvir-nos.

          • adelinoferreira says:

            Navais,se quizer andar
            informado em galego, vá
            ao Google e digite:Diario
            Liberdade.Aí lerá as noticias de Espanha e do
            Mundo em GALEGO!
            A diferença entre Português e Galego é apenas
            residual.

          • António Fernando Nabais says:

            Adelino, desculpe insistir, mas parece-me que ainda não percebeu o que eu disse. É evidente que as diferenças entre português e galego são mínimas, tal como são mínimas as diferenças entre o português do Brasil e o português europeu. É apenas a FALTA DE HÁBITO que dificulta o entendimento. Só com o hábito de leitura e de audição se torna possível perceber línguas e/ou variantes e a compreensão não se prende apenas com o aspecto ortográfico ou fonético, mas também, e sobretudo, com as diferenças sintácticas e lexicais. Em Portugal, por diversas razões, temos o hábito de ouvir os brasileiros, pelo que conseguimos entender a maior parte daquilo que dizem ou escrevem; os brasileiros têm mais dificuldade em entender os portugueses, porque não têm o hábito de nos ouvir ou ler. Não estou, portanto, a referir-me a obstáculos intransponíveis, estou a referir-me a hábitos. O problema nunca foi e nunca será a ortografia e o chamado acordo ortográfico só serviu para acrescentar imperfeições e problemas. Já agora, o meu nome é Nabais: sou, portanto, um conjunto de campos de nabos 🙂

  2. vitor cambra says:

    Phodam-se !

  3. celesteramos.36@gmail.com says:

    Ai ai parecem todos tão zangados – mas resta-me o prazer de “vos ler” – ao menos penso porque de resto não há por aí, em termos de informação fabricada ou não, nada que me agrade muito – anda por aí muita coisa conspurcada um medíocre ou então sou eu que encalhei nesses atalhos

  4. adelinoferreira says:

    Não vale a pena mostrar qual é o mais erudito!
    O novo acordo já é uma realidade em tudo
    que é escrita e não vai haver retrocesso.Eu sei
    que existem vários Graça Moura e Pacheco
    Pereira que vão escrever sem as alterações
    do novo acordo,mas são tantos ,como aqueles
    que ainda não trocaram a caneta de tinta per-
    manente pela esferográfica.

    • albanocoelho says:

      De acordo. O mesmo sempre acontece e acontecerá quando há reformas ortográficas. A reforma do Francês também não foi pacífica, apenas para dar um exemplo, mas nada se compara com o caso português.

      De qualquer modo bastará apenas uma geração para relegar ao caixote do lixo da história e/ou ao escárnio público os que insistirem em ortografias obsoletas.

      • António Fernando Nabais says:

        Albano, se a única razão para uma ortografia ser obsoleta é ser anterior a uma reforma ortográfica mal amanhada, viva o obsoleto! O caixote do lixo da história está à espera de todos nós no futuro; o escárnio público está em pormenores como tirar o acento de “pára” e manter em “pôr” ou em defender que o H inicial se deve manter devido ao uso e outras consoantes mudas devem ser suprimidas, apesar do uso.


      • Em França houve, em 1990, uma “rectificação”, muito contestada então e agora – e por gente que gosta de coisas obsoletas: todos os Prémio Nobel franceses fizeram um comunicado conjunto contra a coisa e as Universidades e o mundo cultural francês protestaram – o suficiente para a coisa ser indetectável
        Toda a documentação oficial ignora a “rectificação”, que, claro está, não é obrigatória.
        E as mudanças são mínimas quando comparadas com o crimede cá: basta ver que não há uma única palavra mutilada! Há mudanças de acentos de graves para agudos (“simplificação”, onde?) e até regras de formação do plural.
        Tem alguma graça ler os reforminhas franceses com um argumento que aqui também usam: que o francês com a rectificação ortográfica será mais lido… Ora, se o francês é menos lido e usado não é pela ortografia, mas porque o mundo da produção da avant-garde, seja em pintura seja em literarura se mudou para o eixo Londres- NY.
        Alguém sabe, assim de repente o nome de 3 grandes romancistas franceses actuais?
        Pois é, o diabo está nos pormenores. Ou antes, nos conteúdos.


      • Coitadinho do inglês, tão obsoleto! De Dickens aos grandes escritores de hoje, não mudou rigorasamente nada!
        Não é de lutar para que deixe de ser leccionado em Portugal?
        Obsoleta é a ideia de “reformar” a ortografia, uma sobrevivência do positivismo de há 150 anos.

        • albanocoelho says:

          O Inglês não tem duas normas internacionais, tem apenas uma com variantes regionais e tem menos diferenças lexicais e fonéticas que qualquer outra das grandes línguas internacionais. Ademais é a língua franca do mundo moderno, a segunda mais falada globalmente e a terceira em número de falantes nativos. O Castelhano (internacionalmente conhecido como Espanhol) é a segunda em número de falantes nativos e essa sim tem grandes variantes lexicais e fonéticas e desde sempre os diversos países entenderam a importância de terem uma ortografia unificada. Não obstante as reformas também se fazem – http://emportuguezgrande.blogspot.com.es/p/a-ortografia-fator-de-unidade-nas.html – com algumas contestações mas sem o provincianismo de ghetto que se vê na Galiza do Sul.


  5. Apesar de haver grande confusão entre ortografia e as outras gramatiquices, – fica-se com esta nova sensação que se sente ao ouvir locutores e comentadores falarem do Papa Chico: ó ele é jesuíta, é um jesuíta logo faz coisas fofinhas, quando se percebe que que estão a confundir com franciscano – também nesta guerra se confunde ortografia com outras divisões da linguística, mas, quando um português canta: “moça eu não tenho pressa p’ra te conquistar / o braço da viola vai-me consolar até você abrir de vez o seu coração”, vencem os desacordistas, por temor de tão dolorosa consolação: bfds:


    • A ortografia faz parte da gramática. Não há confusão nenhuma.
      Há quem queira minimizar a ortografia, como se fosse uma coisa de somenos. Curiosamente, são os mesmos que atribuem muita importância a que Portugal abandone a ortografia do séc. XXI para adoptar a ortografia brasileira.
      Nacionalismos:
      «ASSIM, PODE-SE DIZER QUE GRANDE PARTE DA DISCUSSÃO EM TORNO DA ORTOGRAFIA DA LINGUA PORTUGUESA – COMO, DE RESTO, EM TORNO DA PRÓPRIA LINGUA – REDUNDA NA TENTATIVA DE AFIRMAÇÃO NACIONALISTA DE UMA VERTENTE BRASILEIRA DO IDIOMA, EM FRANCA OPOSIÇÃO À VERTENTE LUSITANA.»
      Prof. Doutor Maurício Silva, Brasil
      Professor Associado I de Língua Portuguesa do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas do Instituto de Letras da UFF. Doutor em Estudos Linguísticos pela UFF e Pós-doutor em Linguística Cognitiva pela UFRJ.


  6. O que eu gostaria de ter dito sobre o seu post ja está completamente expresso pelo AlbanoCoelho, pelo AdelinoFerreira e pelo Táxi.

    Deixo só esta achega: se quisessem vender-me um GPS em “açoreano de São Miguel”, eu também talvez quisesse a versão inglesa, tal a minha falta de convivencia com a fonética de São Miguel. Já agora, em Portugal e no Brasil um “pneu” é um “pneu”. Nos Açores, um “pneu” é um “pneiro”. Será que eles falam outra Língua.? Para uma pessoa normal, nada disto mexe com unidade ortografica dos dois, três ou cem “portugueses”. Mas na opinião do lobby dos maus tratudores, isto seria uma boa razão para haver duas ortografias e duas traduções, etc, etc. O problema deles, para além da falta de decência, é já estão muito vistos, Mas já não enganam ninguém.

    As divergências fonéticas e de léxico são uma carateristica de todas as Línguas internacionais. E é precisamente para evitar que a deriva fonética, de lexico, de sintaxe desagreguem uma Língua que se dá tanta importância à unidade da ortografia no alemão, árabe, holandês, francês e, sobretudo, o espanhol, que tem divergências de sintaxe, fonética e léxico muito maiores do que as que existem entre Portugal e Brasil, e em que todos estão empenhados em manter a unidade ortográfica.

    E já que se falou no Galego, e a respeito de valorização da partilha de uma grande lingua internacional, era bom que víssemos isto:
    http://emportuguezgrande.blogspot.pt/p/a-nossa-lingua-e-mundial.html

    • António Fernando Nabais says:

      Não tenho o prazer de conhecer nenhum membro do “lobby” dos maus tradutores. Pode ser que o Silva, um dia, queira revelar alguns dos nomes desses malfeitores (Possíveis respostas do Silva: “o Nabais conhece-os muito bem” ou “não é preciso dizer nomes, porque são muito conhecidos”).
      Mais cuidado com a língua que o Silva tanto diz defender: açoreano? Com E? Nem com o AO90, Silva. Se quiser muito usar o E, pode escrever “açorense”. O Silva queria ter escrito “açoriano”, não é? Deve ser para respeitar o espírito do AO90, esse maravilhoso documento que alarga as grafias facultativas. A falta de acento em “características” será uma gralha e pode acontecer até a alguém que faça parte do “lobby” dos bons tradutores.
      Finalmente, não vê quem não quer: o AO90 não trouxe uma ortografia única, por muito que gritem que sim ou por muito que insultem quem diz que não. Ao defender o conceito “escreve-se como se pronuncia”, é o AO90 que defende uma ortografia por cada região de qualquer país em que se fale português.

      • adelinoferreira says:

        Não foi o Navais que ontem as 18,21
        escreve:
        Caro Albano
        Para um português é extremamente
        dificil perceber um galego,…?
        Esta sua afirmação está errada!
        Um português percebe perfeitamente
        um galego; que fale galego PONTO FINAL

        • adelinoferreira says:

          corrigo escreve para escreveu.

        • António Fernando Nabais says:

          Se o Adelino não consegue perceber essa coisa simples que é o facto de o meu apelido se Nabais e não Navais, é natural que não consiga perceber o resto. Não insisto.


      • Nabais, vc anda mesmo de rastos. Já tem que se agarrar a acentos e erros que não interferem com o tema para consiguir dizer qualquer coisita
        Estranhamente, desta vez vc não foi buscar a família de ninguém.
        Assim vai o desacordismo, entre a cova e máquina da respiração assistida.

        • António Fernando Nabais says:

          O Silva deu um erro ortográfico (e já não é a primeira vez) e foge com o rabo à seringa, o que, aliás, é típico em si.
          Nunca fui buscar a família de ninguém: ao fim de várias vezes em que o Silva foi malcriado, limitei-me a perguntar-lhe se tinha sido educado assim pelos seus pais.
          Se tomarmos o Silva como exemplo, o acordismo é uma mistura de falta de argumentos e de falta de educação.
          De rastos, Silva, de rastos.


          • Nabais, vor usar erros de ortografia ou de teclado sobre comentarios que são escritos ao momento, quase sempre sem revisão, em lugar de fazer obsevações relevantes sobre o seu conteúdo, é uma ordinarice. Por vezes vejo por aqui coisas dessas e, obviamente, não digo nada, não me meto em baixezas. Deixo essas coisas para outras pessoas (já se está ver quem…eheheh)
            Quanto a nao vir buscar a familia nas discussões, vc diz que nunca fez, e depois diz quando fez. Palavras para quê? É um desacordista português e precisa da má educação, mentiras e golpes baixos à falta de argumentos.

          • António Fernando Nabais says:

            Silva, quando eu der erros ortográficos, será sempre por ignorância minha e limitar-me-ei a reconhecê-lo, sobretudo porque tenho a obrigação de não os dar.
            Você é especialista em distorcer aquilo que se escreve, portanto, não vale a pena explicar-lhe a diferença entre falar da família e perguntar-lhe, numa mesma caixa de comentários, se o modo como insulta outros comentadores deriva da educação que lhe deram os seus pais.
            Já percebi que não tem consciência da sua falta de educação, porque, para si, é natural insultar oponentes ou fazer princípios de intenções. Se não se lembrar, percorra alguns dos comentários que já fez, alguns deles bastante recentes.
            Tenho muitas limitações, mas não caio no “clubismo” de desconsiderar quem discorda de mim ou de “meter tudo no mesmo saco”. Os acordistas não são todos iguais: uns são bem-educados (é o caso do Albano Coelho, que até a provocar revela elevação); o Silva é, apenas, malcriado.


          • Mal criado é vc. Se quer falar da familia de alguém fale da sua. Se quer falar de erros de ortografia em caixas de comnetários, fale dos seus. Se não que lhe apontem idiotices, não as escreva. Se não está à altura de discutir sem recorrer a baixezas, não discuta. Se quer ser respeitado, comece por respeitar os outros.

          • António Fernando Nabais says:

            Malcriado, Silva. É só uma palavra. Mal criado é outra coisa.

  7. adelinoferreira says:

    No seu teclado a letra b não fica junto da letra
    v? Considerar um erro ortografico uma troca
    de tecla só demonstra falta de argumento.
    O seu texto está cheios afirmaçòes erradas,
    pois até considera que os portugueses percebem melhor a lingua castelhana que o
    galêgo,porque viram os filmes de Almodôvar.
    Mais uma afirmação que não tem o menor
    fundamento. Sabe, comentários destes deixam
    a filologia meio envergonhada!

    • António Fernando Nabais says:

      Vou experimentar escrever Nabais com B. Olha, milagre: consegui. Nabais. Outra vez? Sou mesmo fantástico, não sou? Sou, pois.

      • adelinoferreira says:

        A sua resposta é demonstrativa da
        falta de argumento,para o tema que
        inicialmente levantei.Com o seu
        trocadilho cheguei à conclusão que
        voçê além de não perceber nada de
        galêgo (o que não seria mal nenhum)
        é Parvo!Se era aqui que queria que eu
        chegasse,consegui.

        • adelinoferreira says:

          u

          • António Fernando Nabais says:

            Ó Adelino, depois de lhe ter explicado três vezes que os portugueses não estão habituados a ouvir ou a ler galego (sobretudo a ouvir), desisti. Entre outros livros, li “O lapis do carpinteiro” do Manuel Rivas ou a “Antoloxía de poesía obscena dos trobadores galego-portugueses”, sempre com muito proveito e com pouca dificuldade. Tentei, ainda, ensiná-lo a escrever o meu nome, mas também não consegui. A opção de me chamar parvo, no entanto, é inteiramente sua e diz tudo acerca da sua capacidade de argumentação. Mas continue a tentar.

  8. adelinoferreira says:

    O filologo Nabais escreveu em 26/4 às 18,21h:
    Caro Albano
    Para os portugueses é EXTREMAMENTE DIFICIL
    ENTENDER O GALEGO…………
    Não disse que não estavam habituados a ouvir
    ou a ler!!!!!!!
    Você é intelectualmente desonesto, escreveu
    o que digo acima e argumenta noutro sentido.
    Não me obrigue a chamar-lhe asno!

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