O Remake

Eu simplesmente adoro ler Jorge Fiel, enfim, convergência de almas. Faz-me sentir como que intimamente compreendido e acompanhado neste enorme mundo minúsculo, árido e susceptível da blogopinião:

… o Orçamento para 2014 surge no lugar do PEC IV. No protagonista, em vez de Sócrates, o animal feroz, temos o filho da mãe do Passos Coelho, que na versão original desta tragédia, que se repetirá como farsa (Marx avisou-nos…), esteve no papel do estupor do Brutus, agora desempenhado pelo Seguro, um gajo que se acha descendente da aristocracia do PS.

A novidade na intriga são os juízes do Constitucional, que eu chamaria de bandalhos, mas como sempre fui a merda de um moderado limito-me a adjetivá-los de pistoleiros. [Read more…]

Maldito Laxismo!

Domus Iustitiae«Ando arrepiado com duas sentenças de tribunais – de Gaia e Coimbra…»

As Perguntas do Dia

Por que é que anda para aí um montão de gente preocupada com a dívida da Câmara de Gaia (que se analisada per capita anda pelo meio da tabela) e ninguém se lembra de que o défice, ainda monstruoso, da Câmara de Lisboa tem sido substancialmente reduzido à custa de todos nós, que comprámos por 100 milhões de euros os esgotos da capital, um negócio nauseabundo, que cheira tão mal como o da venda dos terrenos do aeroporto e a oferta dos terrenos da frente ribeirinha? […] Por que é que a Câmara de Lisboa, com mais de 12 mil funcionários, é o maior empregador do concelho e isso nunca vem à baila quando se acusam algumas autarquias do interior por serem as maiores empregadoras do seu município?

Jorge Fiel

Deixem estar a ortografia descansada

As polémicas e os debates não se fazem necessariamente a preto e branco. Na questão do chamado acordo ortográfico (AO90), acontece o mesmo: entre os que são contra e os que são a favor, existem várias posições intermédias, incluindo os que não se interessam pelo assunto.

Jorge Fiel conta uma pequena história que presenciou em Itália. Um casal de brasileiros, julgando que o GPS do carro que estava a alugar só se exprimia em português de Portugal, preferiu optar pelo inglês, “pois assim entendiam melhor.” Para a história ter um final feliz, descobriu-se que o GPS incluía, também, uma voz em português do Brasil. Problema resolvido.

É claro que não há aqui propriamente nenhuma questão ortográfica. Em primeiro lugar, os brasileiros, devido à falta de hábito de ouvir os portugueses, têm dificuldade em perceber a(s) pronúncia(s) europeia(s). Para além disso, há questões semânticas que, devido à mesma falta de hábito, tornam enunciados portugueses em objectos estranhos ao entendimento brasileiro, numa prova de que, muitas vezes, estamos separados pela mesma língua. [Read more…]

Nunca Mais Latrinarei

Cartaz 10Prometi a mim mesmo que, mesmo não tendo esgotado a raiva, nem a queixa, nem o nojo, não mais escreveria acerca de Sócrates. Nunca mais latrinaria. Nunca mais é nunca mais! Nunca mais falaria do passado socratista, da sua perfídia deliberada, do plano trapaceiro e pomposo de discursar gloriosamente ao arrepio da gestão corrente ruinosa e ao arrepio do oculto resvalar inexorável do País rumo ao Abismo; nunca mais escreveria da corrida alegre e impante contra os cornos da dívida massiva; não mais falaria do meu asco pela eventualidade do seu regresso às lides políticas [quem, não sendo louco, concebe esta ideia-frankenstein?], quando uma cela e uma pena exemplar lhe encaixariam na perfeição. Prometi que, mesmo sendo essa personalidade porventura o mais legítimo e justíssimo alvo de escárnio e execração por qualquer português com dois palmos de testa até aos cem anos de idade, também há limites para o meu auto-envenenamento por um justificadíssimo e legitimíssimo ódio de estimação. Prometi? Cumprirei!

Por mim mesmo. De resto, por mais que escreva, não há como purgar e expurgar o meu amado País de uma acção política toda maléfica, à qual, não se percebe porquê, logo com um Povo em polvorosa, a Justiça não põe mão. [Read more…]

O Norte e os chulos

Para acabar de vez com a chulice