“Não serei exaustivo…”,

diz ele.
Às tantas, após o que pareceram horas do seu mais chato e pernóstico discurso da época – o que não é dizer pouco – Paulo Portas afirmou: …”não serei exaustivo, mas…” e continuou.

Continuou. Interminável, irrelevante, demagógico, beato. Os canais noticiosos, abjectamente servis, transmitiram, integralmente e em directo – da sede do CDS, com direito a sigla no canto superior direito, onde costuma estar sinalizado o carácter violento ou pornográfico de um conteúdo – esta imensa homilia. E, no momento em que vos escrevo, continuam a transmitir. E o homem vai-nos garantindo que o CDS é a porção de paraíso do governo. Vem-me à memória aquela frase de Russel: “Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso de tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso”.

Comments

  1. Aqui ao Sul! says:

    Paulo Portas lidera o CDS desde 1998 sendo interrompido brevemente por Ribeiro e Castro entre 2005 e 2007. Nesses 2 anos, desacreditado pela passagem pelos governos de Durão Barroso e Santana Lopes preferiu desaparecer das televisões para reaparecer 2 anos mais tarde já devidamente recauchutado e com aquele grupo de batanentes que o segue desde os primeiros tempos, tendo sido eleito directamente com 95% dos votos. São 13 anos de promessas e fugas permanentes. A mais espectacular fuga foi a da Câmara Municipal de Lisboa (lembram-se do cartaz: “Eu fico!”) para onde foi eleito vereador e onde nunca se chegou a apresentar.

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