A Quinta da Boeira procura escravos

boeira
É mesmo isto, sem tirar nem pôr. Pronto, talvez esteja a exagerar um bocadinho. Mas só um bocadinho. É certo que quem for contratado poderá trabalhar sem receio de chicotadas físicas, embora não saiba se poderei dizer o mesmo de chicotadas psicológicas.
A primeira recebe-se logo quando se vai à entrevista: são cinco dias de trabalho a multiplicar por sete horas diárias. É um horário nocturno (das 16 às 24 horas) mais horário de fim-de-semana (de 4ª a Domingo). Mesmo sem fazer contas aos valores que qualquer empresa com alguma honestidade pagaria pelo trabalho nocturno e pelo fim-de-semana, espera-se que saia dali um salário decente.
Mas decência é mesmo o que falta a muitos dos nossos empregadores.
Vai daí que afirmam pagar 200 euros mensais pelo trabalho acima descrito. DUZENTOS euros. 200.
Argumentam que se trata de um part-time e que as vagas até são mais dirigidas aos miúdos que acabam a faculdade e não a pais de família.
Claro! Os miúdos que saem da faculdade podem e devem ser explorados, para aprenderem com quantos paus se faz uma canoa e saberem dar o devido valor à vida. Sim, que isto de viverem sempre acima das suas possibilidades tem que acabar!
Assim, bem podem contratar 200 ou mais funcionários.
Assim, bem podem fazer grandes projectos turísticos.
Assim, bem podem ajudar a afundar todas as outras empresas. É que, ao pagarem esta miséria por trabalho digno, rapidamente lucrarão mais do que os seus concorrentes. Até poderão mesmo baixar o preço do vinho que vendem.
Quem de certeza aplaude esta excelente iniciativa de esclavagismo será o jovem e promissor (na suprema arte da exploração dos mais fracos) Martim mais a sua horda de apoiantes e admiradores. Ganham 200 euros por mês? Pelo menos trabalham!

Comments

  1. Joaquim Amado Lopes says:

    1. 35 horas por semana não são part-time;
    2. Não é horário nocturno (ver artigos 223º e 224º do Código do Trabalho);
    3. O ordenado mínimo nacional no Continente é de 485 euros (nas Regiões Autónomas é superior). Mesmo no caso de estágios para candidatos com o nível mais baixo de qualificação, a bolsa de estágio é cerca de 420 euros por mês, a que acresce o subsídio de refeição.
    Assim, o descrito não parece plausível. E, se é mesmo como descreve, é claramente ilegal.

    Quanto a “Os miúdos que saem da faculdade podem e devem ser explorados” convém ter em conta que nem a empresa está obrigada a contratar um determinado candidato nem qualquer candidato é obrigado a aceitar o que lhe é proposto.

    Quanto à referência ao Martim, só posso dizer que se a intenção da Noémia é aparecer como uma completa imbecil conseguiu-o na perfeição.

    • nightwishpt says:

      2. É maioritariamente de noite, por isso é nocturno, quer a lei o reconheça, quer não.
      3. Informe-se, há cada vez mais empresas a pagar pelo menos 100€ abaixo do ordenado mínimo. Com que expediente legal, desconheço.

      Quanto aos apoiantes do trabalho a qualquer custo, o terceiro comentário já demonstrou que eles existem.
      E com o seu demonstrou que, como habitual, os neo-feudalistas não sabem do que estão a falar. O seu patrão agradece.

      • Zero says:

        Não sou apoiante do trabalho a qualquer custo não, sou apoiante sim do contrato de trabalho ser feito entre o empregador e o empregado sem interferencia de outros

        • Zero says:

          Não tenho nada contra o prostituição

        • nightwishpt says:

          É o que eu disse, é neo-feudalista, porque isso resulta sempre em miséria para quem está sozinho a negociar com quem pode escolher quem quer. Vá ver o que se passa nos países “liberalizados” e como as condições de trabalho melhoram cada vez mais.

          • Zero says:

            O empregador pode escolher quem quer e o candidato nao??

          • nightwishpt says:

            Não, escolhe o que lhe aparece se aparecer.
            Excepção feita aos que escolheram a profissão certa por acaso ou estão no topo da profissão.

      • Joaquim Amado Lopes says:

        “2. É maioritariamente de noite, por isso é nocturno, quer a lei o reconheça, quer não.”
        Portanto, agora dá-se às palavras o significado que a cada momento fôr mais conveniente. Contra isso não há forma de argumentar.

        “3. Informe-se, há cada vez mais empresas a pagar pelo menos 100€ abaixo do ordenado mínimo. Com que expediente legal, desconheço.”
        Como escrevi no comentário anterior, isso é ilegal. Uma vez que conhece casos desses, naturalmente já os denunciou às autoridades competentes.

        Um aspecto que não esclareceu é se esses trabalhadores foram obrigados a aceitar esses contratos. Claro que, na novilíngua dinâmica do nightwishpt, o termo “obrigar” aplica-se ao que lhe dêr mais jeito mas eu refiro-me ao “obrigar” em português e não me parece que isso possa ter acontecido. (se sim, seria realmente escravatura)
        Assim, como (alegadamente) os trabalhadores trabalharão por menos do que o salário mínimo nacional, isso significa que preferem essa situação a não trabalhar. Por acaso o nightwishpt defende que essas pessoas devem ser impedidas de fazer essas escolhas por si próprias?

        “Quanto aos apoiantes do trabalho a qualquer custo, o terceiro comentário já demonstrou que eles existem.”
        Sim, existem pessoas que querem trabalhar por menos do que o nightwishpt acha que deviam receber. Pelo que me diz respeito, agradeço que decida sobre a sua vida e me deixe decidir sobre a minha.
        E, só por curiosidade, quanto salários paga o nightwishpt?

        “E com o seu demonstrou que, como habitual, os neo-feudalistas não sabem do que estão a falar. O seu patrão agradece.”
        Pois. LOL

        • nightwishpt says:

          2. O português tem um significado, a lei tem outro, qual é a novidade?

          3. Abra um jornal, leia blogues, fale com pessoas e deixe lá a propaganda.

          “Um aspecto que não esclareceu é se esses trabalhadores foram obrigados a aceitar esses contratos. ”

          Foram obrigados porque querem comer ao fim do mês e cada vez mais empresas o fazem e cada vez as oportunidades são mais escassas. Eu sei, no seu caso não se importa de não comer durantes uns anos, é uma pessoa de princípios que diabo, mas alguns de nós somos humanos e fazemos pela vida. E há muita gente que tem família.

          “Pelo que me diz respeito, agradeço que decida sobre a sua vida e me deixe decidir sobre a minha.”
          E quem tiver que aceitar o que lhe aparece à frente, se aparecer, que aguente, pois claro. E daí se for cada vez mais gente para morar para rua? Preguiçosos. E depois nem sequer têm filhos para lhes pagar a abastada reforma!

    • Ricardo Santos Pinto says:

      Imbecil é o Joaquim e a Noémia tem toda a razão. Porque o Martim diria isso mesmo. Pelo menos não estão desempregados.

    • Nascimento says:

      QUEM E QUANDO ,É QUE MUDOU OS ARTIGOS PARA CONSIDERAR QUE NÃO ERA UM HORARIO NOTURNO MEU PALHAÇO???
      QUEM E QUANDO???
      DIZ ANIMAL…
      É SÓ PORQUE ESTÁ NA LEI, QUE UM BANDALHO NEOLIBERAL ACHOU POR BEM PROMULGAR , QUE A NOITE É DIA???
      AS LEIS DE NUREMBERGA ,A TI É QUE TE DAVAM JEITO…
      OU AS DE WANSEE????SABES? ESTAVA TUDINHO NA “LEI”….!!!!
      ERA SÓ UMA QUESTÃO DE SE SAIR PELA CHAMINÉ, OU TRABALHAR COMO ESCRAVOS, PRÁ SIEMANS ,HUGO BOSS, E TANTAS OUTRAS….
      O QUE TU QUERES SEI EU, TÓTÓ DE MERDA…

    • vitormonteiro says:

      itas vezes aceitam,claro que estes chulos de merda se aproveitam ,para enriquecer,claro que é isto que os trastes dos martins defendem,que se roube quem trabalha

    • jose santos says:

      ora ai esta para competir com china india e outros paises de escravatura permanente a juventude tem de ser tambem escrava de varias maneiras ate no nome vejam os que saiem da universidade são miudos e nada mais nem sequer lhes e valorizado o eswforço feito por eles e pelos familiares de acabarem a furmatura universitaria, mas este parazitas vão pagar muito caro quando os miudos quizerem os direitos que esta corja de vandalos lhes tem roubado FORÇA JUVENTUDE ACABEM COM ESTA RAÇA


  2. Noemia,

    Em Baleizao isto tem um nome…Empreendedorismo.
    Nem sei se está bem escrito nem estou muito preocupado com isso.

    Já que falo em Baleizao, nos anos 50, foi assassinada uma camponesa por reinvidicar muito menos do que se passa hoje.
    DAs duas uma , ou esta malta acorda e põem as BOEIRAS na linha ou as Catarina Ofemia, foi assassinada em vão.
    Digo mais, por muito menos, sai eu do Alentejo profundo, da Boeira lá do sitio, em direcção a Amadora com 16 anos de idade.

    Moços, ACORDEMMMMMMMMMMMMMMMMM

  3. Zero says:

    Noémia imagine que existem alguns desempregados dispostos a aceitar isto, voce tem direito a impedi-los??

    • Zero says:

      Nada a ver uma coisa com a outra

      • Zero says:

        Roubar é inaceitável seja em que situação for, para além de ser ilegal

      • Zero says:

        Claro que obriga, o Estado deve existir para proteger os nossos direitos mais fundamentais como o direito á propriedade. Se for para salvar a vida, é muito vago esse conceito, se for para recuperar o que me foi roubado não é roubar, uma coisa que me é roubada nao passa magicamente a pertencer á pessoa que me roubou…

      • Zero says:

        Eu não tinha dito ja que roubar é ilegal??

      • Zero says:

        Hipoteticamente, se é funcionário do Estado o Estado deveria ter o direito de suspender o pagamento de subsidios tal como uma empresa, se for funcionario privado o Estado nao deveria ter o direito de tirar o subsidio por via de impostos (é a isso que eu chamo roubar)

      • Zero says:

        E quanto á 2ª pergunta, isso só pode ser discutido entre as partes interessadas ou então caso nao cheguem a um acordo em tribunal

      • Zero says:

        Estava a falar hipoteticamente, e podia ter um casos especiais como o caso de falencia que é o que está a acontecer com o Estado neste momento


    • Não, não temos o direito a impedir alguém desesperado de se agarrar a uma tábua de salvação, mas temos o direito de exigir que o navio tenha barcos salva-vidas e não tábuas. E temos o dever de recusar beber esse vinho.

      • Zero says:

        E fazes isso por decreto??

        • Zero says:

          Mania de pensarem que podem mandar na vida dos outros

        • nightwishpt says:

          Ó zero à esquerda, já mandam, onde achas que vai a maior parte do teu ordenado? Dizia-te para perguntares à MLA, mas a cabra limitava-se a mentir outra vez.

      • Joaquim Amado Lopes says:

        “não temos o direito a impedir alguém desesperado de se agarrar a uma tábua de salvação”
        Bem, parece que o xico concorda comigo mas, pelos “thumbs up” e “thumbs down” que recebeu, a maior parte dos “votantes” não entendeu o que escreveu.


        • Se concordo com alguém é com o autor do post. Quanto ao que li escrito por si só me apraz registar o seguinte: um navio que ponha tábuas de salvação em vez de botes salva vidas, terá viagens mais baratas e roubará clientes aos navios que prezam as pessoas. Dir-me-á que os passageiros é que escolhem, tal como aqueles desgraçados que pagam para atravessarem o Mediterrâneo em busca de uma vida melhor, sujeitando-se a maior parte das vezes a morrer, e mesmo assim “escolheram” correr o risco. Não. Não concordo com isso. Somos todos, mas todos, guardas dos nossos irmãos, no sentido que temos de olhar por eles e cuidar deles. É nisto que acredito e vem escrito logo nas primeiras páginas do livro do Génesis. Não é preciso ler muito. Se não gosta de ler, repare como fazem os gansos para que todo o grupo voe longas distâncias. Não quero ser menos que ganso.

          • Joaquim Amado Lopes says:

            Xico,
            Ninguém contesta que através da colaboração (real e não apenas formal) se consegue chegar mais longe do que individualmente. No entanto, nem toda a gente concorda (nem deve concordar) no que se tem que fazer para chegar mais longe e, por isso, é essencial que as pessoas sejam livres de se associarem e colaborarem ou não, acordando entre elas a forma, alcance e condições da associação.
            Nem o Xico nem eu sabemos melhor do que cada uma das outras pessoas o que é melhor para elas em cada momento (ou sequer em algo momento) das suas vidas. E, mesmo que não tenhamos a mínima dúvida de que as decisões que as outras pessoas tomam são más, essa é apenas a nossa opinião e não podemos ter a arrogância nem a falta de respeito de pretender impôr-lhes a nossa opinião.

            As pessoas não são todas iguais, não têem todas as mesmas necessidades, competências ou sequer objectivos. Pretender que todos puxemos para o mesmo lado ao mesmo tempo é não ter a mínima noção da dimensão e diversidade do Mundo e julgar que a vontade determina a realidade e isso é um completo disparate.
            As pessoas devem poder associar-se livremente para, através da colaboração dentro do grupo e competição e/ou colaboração com outros grupos, poderem atingir mais do que atingiriam isoladamente. O que me chateia grandemente é o “Complexo de Messias” dos que se julgam no direito de decidir pelos outros o que é melhor para eles.

            O Xico e os que me responderam só têem que fazer um exercício: imaginem que era eu (e nem sequer me conhecem) que tomava por vocês as decisões relativas a que trabalhos aceitar e em que condições e, caso não admitam que seja assim, expliquem por que razão outros devem aceitar que sejam vocês a tomar por eles essas mesmas decisões.
            Se conseguirem fazer esse exercício estarão um pouco mais próximos de perceber o que o termo “Liberdade” realmente significa.


          • Joaquim Lopes,
            O que escreve faz sentido e estou capaz de concordar consigo. No entanto o que aqui se discute é permitir que alguém, aproveitando-se de um desespero de outrém, lucre com isso, não pagando o justo valor do trabalho ou de algo. Repare inclusive na resposta: considerar que oito horas de trabalho é um part time. Na antiguidade, quem devesse algo ao seu vizinho e não lhe pudesse pagar, podia, de livre vontade, tornar-se seu escravo e pagar assim a dívida. Também sabemos que a situação dos escravos nos estados americanos do Sul era, por vezes, melhor do que a dos operários dos estados americanos do Norte. Mas nós, como sociedade, temos o dever de progredir e impor regras que não aviltem o indivíduo.Trabalhar oito horas por dia e não ganhar o suficiente para pagar o aluguer de um quarto, há-de convir que não é justo, mesmo que a pessoa diga que adora morar debaixo da ponte por causa das vistas e do fresco. Falamos portanto de justiça e equidade! Imagine o seguinte cenário. Eu, com uma boa reforma, mas cansado de estar em casa, até me disponho a trabalhar de graça. O patrão aceita e um outro desgraçado passa fome por causa desta minha vontade e o patrão morre de fartura. E não estou a falar de voluntariado onde o patrão não pode pagar o meu trabalho, logo se faltasse não seria substituído por quem se dispusesse a receber.

          • Joaquim Amado Lopes says:

            Xico,
            Diz que o que escrevo faz sentido e está capaz de concordar comigo para a seguir demonstrar que não percebeu nada do que escrevi.
            De qualquer forma, não vejo como se possa hesitar em concordar com a afirmação de que cada um é que deve decidir o que é melhor para si. Mas o problema deve ser meu porque sei o que “liberdade” significa.

            Ponto 1: “justo valor do trabalho”
            Não existe um “justo valor do trabalho”, existem dois e dependem do ponto de vista dos envolvidos: o de quem contrata e o de quem é contratado.
            São ambos subjectivos, apenas podem ser definidos pelos próprios e não são sequer o que importa numa contratação. O que importa numa contratação é quanto se está disposto a pagar pelo trabalho ou por quando se está disposto a fazê-lo.

            Se esta ideia o incomoda, imagine que precisa de contratar alguém para montar um esquentador na sua casa e, embora considere que a responsabilidade exigida e o trabalho envolvido justificassem pagar 200 euros, não pode pagar mais do que 100 euros. Havendo quem tenha as qualificações necessárias e aceite fazer o trabalho por 100 euros, o Xico vai deixar de o/a contratar (e não instalar o esquentador) porque não pode pagar o que acha que seria justo?
            E se o Xico puder pagar os 200 euros mas essa pessoa lhe pedir apenas 75 euros, vai insistir em pagar-lhe os 200?
            E, já agora, se o Xico, embora ache que o valor justo é 200 euros, poderia pagar até 1000 euros e alguém lhe disser que esse é que é o valor justo e que, apesar de quem contratou aceitar apenas 200 euros, vai ter mesmo que pagar os 1000?

            O Xico insiste em querer impôr a sua opinião sobre o que é justo mesmo quando não é o Xico a pagar nem a receber. É a isso que chamei “Complexo de Messias” e que demonstra arrogância e falta de respeito pelos outros.

            Ponto 2: escravatura?! a sério?
            Não puxe da história da escravatura para uma discussão sobre uma matéria em que é o Xico quem pretende limitar a liberdade dos outros.

            Ponto 3: “não ganhar o suficiente”
            Quanto a “trabalhar oito horas por dia e não ganhar o suficiente para pagar o aluguer de um quarto”, demonstra não entender o que é uma relação laboral.

            Numa relação laboral, o que está a ser pago é o trabalho que é prestado, não o estilo de vida do trabalhador.
            Por acaso o Xico defende que o ordenado deve ser definido em função das necessidades do trabalhador, em vez de pela sua contribuição para a empresa que o contrata? Acha que o salário de um trabalhador deve subir caso tenha mais um filho e baixar se herdar uma casa?
            Quando é que o “trabalho igual, salário igual” foi substituído por “necessidades iguais, salário igual”?

            Ponto 4: trabalhar de graça
            Imaginemos então que o Xico está reformado, está cansado de estar em casa e decide trabalhar de graça.
            A ideia de ir bater à porta de uma empresa qualquer e oferecer os seus préstimos de graça é absurda portanto vamos colocar uma hipótese mais plausível: o seu filho tem uma pequena loja, onde trabalha com a sua nora e emprega mais duas pessoas.
            Como o negócio está mal, o seu filho conclui que tem que ter a loja aberta até mais tarde e abrir também ao fim-de-semana. Naturalmente, mais horas abertas implicam mais funcionários mas o seu filho nem sequer consegue ganhar o suficiente para pagar aos dois funcionários e despede um deles.
            Não é possível ter a loja aberta tantas horas só com um funcionário e com o horário anterior não se faz o suficiente para manter a loja aberta. Assim, o Xico e a sua esposa (ambos com alguma experiência de comércio) vão ajudá-lo.

            Coitados dos dois desgraçados (que o seu filho não poderia contratar) e que vão passar fome. Segundo o seu conceito de “justiça e equidade”, o seu filho teria que manter a loja aberta e sustentar o prejuízo (como?) ou fecharia a loja e os dois “desgraçados” passariam a ser cinco.

            Ponto 5: “o patrão morre de fartura”
            O Xico não faz a mínima ideia do que é ser empresário, pois não? Eu diria até que nunca trabalhou numa pequena ou média empresa.
            Ou é demasiado novo para ter experiência de trabalho (e de vida) ou é um bolseiro que elabora sobre matérias relativamente às quais não sabe rigorosamente nada. Ou então é um daqueles funcionários públicos ou partidários que não sabem rigorosamente nada sobre o mundo do trabalho.

            (estou curioso em ver quantos “thumbs down” este comentário vai receber; estou sinceramente desiludido com o “score” do anterior)


          • Joaquim Amado Lopes
            Tem razão em muito do que diz, e mesmo que eu achasse que não, tem pelo menos melhor argumentação que a minha. Não estou interessado em saber quem tem mais “thumbs down” ou “thumbs up”. Se lhe respondi e respondo é porque acho que o que diz merece concerteza “thumbs up” porque pensa e está interessado em resolver um problema. E o problema é só um, e é de ordem moral ou ético, como preferir. O primeiro “thumb up” que vir, é o meu.

          • Joaquim Amado Lopes says:

            Xico,
            Agradeço as suas palavras, que demonstram que participa na discussão de boa-fé, independentemente de concordarmos ou não no diagnóstico e “cura”.

            Na minha opinião a falha do raciocínio da maior parte dos que comentaram este post não é propriamente pensarem que o problema é de ordem moral ou ético mas sim olharem para um problema que envolve duas partes e considerarem apenas uma delas. E, em cima disso, encararem esse problema como uma fórmula em que as variáveis não alteram o resultado, o que leva a uma solução única independentemente da situação.
            Com isso acabam por recusar que os directamente envolvidos (os únicos cuja opinião realmente interessa) possam desejar uma solução diferente.

            Mas. enfim, creio que os nossos pontos de vista já ficaram claros. Fique bem.


    • Zero,

      Ser parvo não doi???

    • Julio Ricardo Oliveira da Silva says:

      A um desempregado deverá, quando esta existir, ser oferecida vaga adequada. E a todos os que aqui comentam se não o sabem, ficam a saber, a atividade hoteleira requer grande conhecimento e dedicação, e é por isso reconhecida e bem remunerada. Empresas que tentem o contrário não vão conseguir prestar um serviço de qualidade, pois não têm mão de obra qualificada, isto porque como sabem a nossa cozinha e respetivos chefes são reconhecidos internacionalmente, seguidos de todas as equipas que dominam a arte do bem atender. Não devem trabalhar por menos. Porquê? Porque estão a piorar a situação geral. Quem trabalha por menos é está a pensar unicamente no hoje…pensem no amanhã, quando forem tentar pedir aumento.


  4. Frontalmente contra o salário mínimo.
    Tenho dúvidas que a empresa consiga recrutar trabalhadores por esse preço. O mercado funciona se o deixarem livre. Embora ninguém tenha direito a meu ver a impedir que alguém aceite trabalhar por qualquer remuneração, tenho sérias dúvidas que o resultado obtido seja satisfatório. Uma empresa necessita muito mais para concorrer no mercado e com salários demasiado baixo não será possível produzir um bom produto…

    • Zero says:

      Se deixarem os bancos falirem talvez pensem 2 vezes antes de fazer negócios com derivados. E quanto á regulação, isso é só ilusão, aquilo esta tudo comprado

    • Ana A. says:

      “O mercado funciona se o deixarem livre.”
      Ai funciona, funciona! e de que maneira! Vejam só o meu caso particular: em 2001 por motivo de reestruturação da empresa fui despedida por extinção do posto de trabalho. Era administrativa e ganhava 180 contos = 900 euros + subsídio de refeição. Hoje novamente no desemprego, o máximo a que posso aspirar é a um salário de 485 a 500 euros. Quem é que aqui duvida que o mercado livre não funciona?!

      • Zero says:

        Mas achas mesmo que em Portugal há mercado livre??

        • L. Rodrigues says:

          Mas acha mesmo que há mercado livre em algum lado?

          • Zero says:
          • Nascimento says:

            Ena pá o Ranholas ,vai aos filmes da NET, e pimba.,..queres ver que o Ranholas, só gosta e ver o que lhe dá jeito….
            é que há tantos filminhos ,também na NET, a explicar essa “coisa” tão linda que são os “mercados livres”…mas isso o Ranholas não sabe e tem duvidas…

        • Ana A. says:

          Para ser livre pouco falta, e aí sim, será a verdadeira lei da selva, que satisfaz plenamente os predadores.

        • L. Rodrigues says:

          Um mercado livre pressupõe uma série de coisas que estão ausentes da vida real nomeadamente informação perfeita e ausência de assimetrias de poder entre intervenientes. Não há mercados assim. A Heritage????
          E se há mercado que de todo não funciona assim é o mercado de trabalho.

          • Zero says:

            Nunca irá existir um mercado 100% livre, claro mas quanto mais nos aproximarmos melhor estaremos do ponto de vista economico

          • nightwishpt says:

            Isso é uma patetice que nunca foi provada realidade, mas que agrada aos amigos do sr Greenspan.

    • sporting says:

      De acordo Antonio Almeida, tu por exemplo devias de receber 0 Euros porque devias de estar a trabalhar e estás na net


  5. O zero(à esquerda) é um pandego. Deve ter sido camisa castanha na II G. Guerra Pátria, sipaio no império Persa,por aí a fora….Pq é q não vai subsidiar a dita empresa dos Boieiros,aliás,até o deveria fazer de borla,pq é o justo custo de um bárbaro,de um idiota,de um filho da puta em grande!E,se fosses lamber os tomates ao rui machete,for instance, esse insigne chulo de merda?
    P.S.(salvo seja):’a mim não me enganas’


    • Desculpe,’a mim não me enganas’- ia-lhe dizer q aprecio o seu espadeirar com a nula cavalgadura. Eu, já não tenho paciência para lúmpen!Cumprimentos.

  6. Nascimento says:

    O que é um ZERO?

  7. edgar says:

    Mas alguém acreditava que esta permanente berraria sobre as “dívidas soberanas e os défices”, mais as “troikas e as ajudas financeiras”, mais a “confiança dos mercados” e os bons alunos”, mais o “estamos no bem caminho”, tinha alguma coisa a a ver com o equilíbrio das contas públicas, o crescimento económico e o progresso?
    Santa ingenuidade…!


  8. Quinta da Boeira? Nunca provei mas também já não vou provar, é para isto que estas denúncias servem. Bom trabalho Noémia, a única forma de “falar” com esta gente é não consumir os seus produtos e dizer aos outros que não os consumam. Percebeste, Zero?

    • Zero says:

      E eu a apensar que para aumentar os salários era preciso que o negócio crescesse, mas afinal devo estar enganado…


      • Completamente enganado e, pelos vistos, nem percebes quanto porque, para ti, a vida resume-se a uma folha de Exel.


        • Além disso, todos os que defendem a justiça deste “salário” não pensaram, sequer, em quando isso dá por dia. Pois bem, dá 6 euros e uns pozinhos para viver cada dia e ainda devem querer trabalho bem feito. Deviam viver um ano com essa “paga” que depois falávamos, Zero.
          Já agora, a partir de duzentos, e com esta “filosofia”, se o negócio “crescesse”, quanto é que achas que passariam a pagar para te cativar tanto? Tem juízo, pá e, já agora, um bocadinho de humanidade.

          • Zero says:

            Vou-te fazer uma pergunta, quanto é que achas que devia ser o Salário Minimo??

      • nightwishpt says:

        Da mesma maneira que normalmente as pessoas são contratadas a salário zero e são aumentadas conforme a sua contribuição…


  9. Isto é vergonhoso! como também é uma vergonha que as org. sindicais depois de tantas jornadas vitoriosas ainda se permita legalmente fazer isso. Um trabalhador ucraniano que o patrao não pagou e que foi pedir ajuda ao sindicato, levou como resposta que não podiam fazer nada porque era “estrangeiro”. A grandes e vitoriosos sindicalistas: o facismo não passa mesmo, mas as vitorias passam 40 anos depois de abril!!= não podemos fazer nada porque não é da cor!!!

  10. nascimento says:

    Ó Jaquim a tua liberdade de ser escravo não quero e estou cagando para a tua questão “filosófica” …agora tens é um “pequeno” problema;quando estiveres ao meu lado num tanque de NAFTA e te fores OFERECER para trabalhar a custo zero….imagina o que eu te faço dentro do meu ESPAÇO DE LIBERDADE e direito a não ser fodido por canalhas como tu???!!!É que a tua liberdade de seres escravo não deve impedir a minha liberdade de ser DIGNO!

  11. Pedro says:

    Só leio disparates, estou farto de teóricos, ainda por cima de gajos que se gabam de conhecer muuuuuito do mundo empresarial, que os outros não sabem nada, etc. Um Joaquim Amado Lopes anda aqui a dar lições a um chico, que fica muito impressionado, de boca aberta e a pedir desculpa por ser tão ignorante.
    Vamos lá a ver, ó amigos, eu posso informar, porque já estou batido nisto, que salários de 200 euros são comuns em recibos verdes e regime de trabalho temporário. Legal, ilegal, não interessa agora. Dizem que não é escravatura porque ninguém os obriga a aceitar? Vão ver ao google ver o que é estado de necessidade. Para os sonsos que aqui vierem dizer: ai sim, mas se sabes isso, denuncia, eu digo, mete-te na tua vida. Quem tem migalhas, não se quer desfazer delas. Agora, estamos assim, entendem, ó falsos querubins? Em resposta a um outro, que diz que não se pode fazer bom trabalho e dar rendimento ao patrão, por ordenados baixos, eu rio-me. Pode, pode, meus filhos. As maiores empresas deste pais, tanto na distribuição, como nas telecomunicações, têm um exército de precários a ganhar mal e essas empresas não se queixam nadinha da produtividade. Sim, sim, inclusive com ordenados de 200 euros. Querem mais explicações? Visitas guiadas? Conversas no café? Só a cobrar, que ainda tenho uma divida à segurança social para pagar.


  12. É verdade. A minha filha trabalhou 5 dias, das 17 às 24 horas, com promessa de pagamento de 200 € mensais e 49 horas em Agosto, sem folgas, sem qualquer contrato ou possibilidade de vínculo futuro. Pemitiam-lhe 15 minutos de intervalo para jantar. A saída nunca acontecia antes das 0 horas e 30 minutos. Como é óbvio, aconselhei-a a desistir. Os tais propagandeados 200 postos de trabalho são evidentemente precários. Mais uma empresa que aposta em trabalho temporário pago a baixo valor. Deve ter sido subsidiada pela Câmara de Gaia e outras entidades amigas…

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  1. […] do que um escravo. É bem verdade e os grandes grupos económicos sabem disso. É por isso que a Quinta da Boeira procura escravos, aos quais dá o nome de assalariados. 200 euros por mês por 7 horas de trabalho diário – […]

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