Status quo

Centenas de milhar de assalariados da Portugal S.A. funcionários públicos e reformados exigiram hoje nas ruas em diversas cidades do país, em plenário protesto promovido pela CGTP a demissão do patrão governo. Pretendem a manutenção das regalias dos serviços públicos, o fim das restruturações da redução do número de funcionários e corte das remunerações. Os accionistas contribuintes na sua maioria ficaram em casa a usufruir do merecido repouso após a semana laboral, alguns até a trabalhar, porque a vida não está para facilitismos. António José Seguro aspirante a CEO da Portugal S.A. líder da oposição disse compreender os protestos. Ficamos todos a saber, só os tolos é que desconheciam, que ao PS, importa conseguir os votos que permitem colocar os boys nos jobs, pouco indiferente aos custos, haja quem pague. Em tempos recordo ter existido em Portugal quem até defendesse que o crédito era um direito, não me recordo foi ver alguém a colocar identico ênfase quanto a deveres. Por mim, se os portugueses quiserem manter um Estado asfixiante, sintam-se à vontade. Não se admirem é de ver partir profissionais qualificados e empresários empreendedores, rumo a paragens onde não sejam esbulhados do fruto do seu esforço e capacidade, para manter e já que gostam de citar Abril, “o estado a que isto chegou”…

Comments


  1. Se calhar, para si, os profissionais qualificados podem cá ficar … mas com salários de miséria, caladinhos e remediados.
    E os empresários empreendedores ? Com IRS zero e Ferrari à porta.
    Ai esta dor de corno do 25 de Abril.


  2. Depreendo deste seu post que a vida lhe corre muito mal actualmente. Só assim se compreende um texto tão cheio de ódio e raiva a funcionários públicos, reformados e pensionistas. Não são pessoas. Não pagam impostos. Não geram riqueza. Podia escrever uma dissertação…
    Sem falsos moralismos, desejo-lhe tudo de bom! Espero sinceramente que a sua vida melhore porque não desejo mal a ninguém e é assustador ver que há pessoas com visões tão cínicas da sociedade!


  3. estás errado, António. Esta manifestação mostra que os portugueses não querem manter um Estado asfixiante. Estão fartos de lhes serem asfixiados os salários e as reformas,.

  4. nightwishpt says:

    Esses tais empreendedores têm um representante que não acredita no milagre do governo. Se calhar deviam falar com ele.


  5. Neste governo ninguém já acredita, nem sequer muitos dos que nele votaram. Não tenho ódio a quem quer que seja como afirmou a Sílvia, muito menos a funcionários públicos. Mas defendo que o Estado deve diminuir funções. Claro que são escolhas políticas dos cidadãos, a maioria dos portugueses muito provavelmente prefere a manutenção do Estado que tudo oferece e tutela, mas isso tem custos e não há dinheiro. Estão no fim da linha e nem perceberam. Não há quem pague e muitos dos mais qualificados emigram também porque não estão disponíveis para continuar a pagar esse delírio colectivo. Claro que muitos ilusionistas procurando manter a embriaguez colectiva defendem já a saída do Euro. O resultado seria uma espécie de imposto geral colectivo que todos pagariam resultando num empobrecimento geral. Compreendo que muitos defendam as suas posições e interesses instalados no regime. Mas acreditem que outros existem que não estão disponíveis para continuar a financiar o status quo. Também por isso emigram, não apenas porque Passos Coelho os mandou emigrar, mas porque preferem estar longe desse Estado que não se regenera e altera as regras do jogo sempre que lhe convém. Foi assim com Sócrates, antes dele com Barroso, Guterres ou Cavaco, é assim com Passos e nada me leva a crer que venha a mudar com Seguro. É preferível manter a salvo o fruto do trabalho ou arriscar investir em paragens menos hostis, onde a carga fiscal seja menos asfixiante.


  6. Onde estão os empresários empreendedores??? Se calhar o nosso problema começa aí, né?

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.