Custos

O telejornal da RTP1 interessou-se muito pelos custos da manifestação de hoje da CGTP. Com elaborados gráficos fez cálculos e mais cálculos. Comovente preocupação!

Não precisam de tanto trabalho, cambada de sabujos. Eu resumo: custou metade da conta de maquilhagem que a RTP pagou este ano à empresa que tem a ingente tarefa de vos embelezar o focinho. E deixem que vos lembre: os trabalhadores pagaram a sua manifestação. Como deve ser. Mas o mais extraordinário é que pagaram também a vossa conta de beleza.

Porque não fazem também estes cálculos, corja?

Comments


  1. Sou obrigado a discordar da parte de pagar salários. Que eu saiba as pessoas recebem por exercerem o seu trabalho, originalmente por executarem um serviço. Assim, uma questão é falar dos trabalhadores da RTP e outra é falar das linhas editoriais da informação da estação de televisão.


    • Compreendo a sua objecção, Daniel Santos, mas em nenhum momento eu falei em salários – esse é outro tema em que era interessante discutir se a RTP tem de concorrer com os salários elevadíssimos das “estrelas” das privadas – mas na conta de mais de trezentos mil euros que a RTP, segundo os jornais, pagou à empresa que se ocupa da maquilhagem dos pivôs da televisão pública. Repare que escolhi este exemplo para sublinhar o contraste desta “descontracção económica” em causa própria com a meticulosa preocupação com os custos da manifestação, mais uma provocação a juntar às pouco subtis abordagens televisivas nestes temas. Quanto à (suposta?) oposição entre linha editorial e jornalistas em concreto, lamento, mas depois de muito os defender – até em manifestações à porta da delegação da RTP cá do sítio – cansei-me e acredito cada vez menos nas virtuosas vitimas de alegadas malfeitorias directivas. A verdade é que, a maioria das vezes, os jornalistas da RTP são “mais papistas que o papa” no seu entusiasmo de agradar a quem manda. Em algumas entrevistas, até ao nível da pura obscenidade jornalística. Posso compreender a ideia de que ” a vida custa a todos e temos que fazer o que nos ordenam”. Mas não sou obrigado a gostar, sobretudo quando os resultados me entram diariamente pela porta.


  2. Uma coisa é a linha editorial a outra são os
    lacaios da linha editorial!

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