Um caso de socrateslalia, ou síndrome de Sócrates-Tourette, e seus sintomas

Catão, o Velho tinha o hábito de terminar todos os seus discursos com a frase Delenda est Carthago. É um exemplo clássico de uma obsessão, aplicada à oratória latina. Fez escola.

Entre nós temos hoje uma derivação: a culpa foi do Sócrates, tem sido uma das armas da propaganda governamental, e compreende-se: dá um certo jeito mandar para cima do homem a responsabilidade de uma crise do capitalismo, não vá precisamente a malta pensar que é o capitalismo que está em crise. Lehman Brothers, bolhas imobiliárias, produtos financeiros tóxicos, nunca existiram, ou se existiram foi lá longe, e como toda a gente sabe esta crise é nacional, foi o Sócrates.

Um dos problemas da propaganda é que em mentes mais fracas pode virar doença, e compulsiva. O síndrome de Tourette anda por aí, e para lá da clássica coprolalia observam-se agora casos de socrateslalia. [Read more…]

Latada

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Fotografia de Pedro Frias, via A Cabra.

O novo livro de Pedro Passos Coelho

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Na sequência do seu livro “Mudar”, publicado em 2010, um sucesso editorial pois vendeu 50 exemplares, Pedro Passos Coelho dá agora à estampa o título “Tribunal Constitucional: o tribunal da Inquisição das democracias modernas”, no qual defende a tese de que o nosso Constitucional é uma reminiscência e “continuatio de facto” do Tribunal do Santo Ofício, extinto em Portugal, teoricamente, em 1821. O livro é prefaciado pelo ilustre Professor Doutor Miguel Relvas, Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa. Escreve o olímpico professor no seu prefácio: “Não é preciso ir para Paris para escrever teses sobre a tortura, Passos Coelho tem experimentado “ad nauseam” a tortura que é governar um país com a canga contínua do Constitucional, esse “ersatz” moderno do tribunal da Inquisição. No Portugal quinhentista não se podia dar um traque sem que a Inquisição não metesse o bedelho, agora é a mesma coisa, o primeiro-ministro tem tentado deixar às antigas e às novas gerações uma herança mais sólida e consistente do que a flatulência, e é tenebrosamente contrariado nos seus propósitos pelos inquisidores do Constitucional. Assim é impossível mudar”. O posfácio é do Prof. Eduardo Catroga, que tece interessantes considerações sobre a relação entre a queda capilar e o torturante exercício da governação.

Este é o problema, tudo o resto é conversa sem valor

Cantinas sociais. A sopa já não chega para tantos pobres

Cambalhotas, Conspurcações, Branqueamentos

Portugal volta a estar em perigo por causa da reincidência interventiva de Sócrates na vida pública, tal como a usurpa Soares, outro perturbador pedante, outro arrogante inveterado. O Nojo, afinal, não suportou o período de nojo natural que lhe incumbiria enquanto ex-Primeiro-Ministro. Não nos deu tempo, afinal, para nos livrarmos da pátina de toxicidade petulante da sua desgovernação, dos efeitos de uma gestão com os pés da Coisa e Endividamento Públicos 2005-2011.

Temos, pois, que o que há de mais odioso em Sócrates reincide. Sou dos que escrevem e insistem no perigo que a sua majestática deriva narcísica coloca ao País, desde sempre. Se antes foi pela retórica obscena, hostilizadora, pela acção ou inacção dolosas e manhosas, hoje é basicamente pela palavra-atrito com que alveja a um tempo o rival que o apeou do Partido, Seguro, e o rival que o apeou do Governo e que o sucedeu no País, Passos Coelho. Mas também todos os inimigos que fez zelosamente. O odioso em Sócrates não pode ser ignorado, embora nem ele nem o seu entorno imaginem o cansaço, o esgotamento da paciência de milhões de portugueses só com a contemplação fortuita da sua fronha ou a audição casual da sua voz.

Muito me surpreende que alguns venham lançar um borrifo de água benta sobre tal reformado da vida pública e pouco mais falte para santificar, sacralizar e inocentar esse narrador e a sua narrativa de saltimbaco político. «A coisa» não deixou de ser a coisa: o vazio ideológico e programático continuam lá disfarçados de abrangência naquela volatilidade à espreita de antena no oportunismo injusto de envenenar e perseguir, segundo o mesmo espírito oco e baixo com que se atafulha de testosterona e ambição mediática uma Casa dos Segredos. O odioso em Sócrates fez-se do cabotinismo ideológico no poder e da desideologização ainda mais perfeita lá. Se hoje se comporta com extremo indecoro e procura armadilhar e perturbar Passos Coelho, um Primeiro-Ministro em exercício, isso compagina-se com a velha malícia, velho estupor e degenerescência dos filhos espirituais e netos de Soares, a quem tudo se tolera e nada, nenhuma intervenção gagá, lhe é negado. Pelo que se vê, se há quem patrocine o regresso de Sócrates à retórica abrasiva e à mentira compulsiva na vida pública é Soares, o que, enquanto alto patrocínio, lhe deve sair caro. [Read more…]

Aumento do Salário Mínimo

Diz o dinheiro vivo que é de 586 € em Portugal. A crise foi-se embora!

A Mulher-Petróleo

Talvez a mulher brasileira pudesse ser um novo petróleo para Bento dos Santos Kanganba. Quando, e se!, for encontrado pelas autoridades brasileiras, saberemos.

Não precisamos de uma nova Constituição, coisíssima nenhuma

jornal i fds 26102013

Ao contrário daquilo que nos diz António Barreto – e atendo-me à primeira página do jornal i –, não precisamos de uma nova Constituição, coisíssima nenhuma (lembrando, de novo, um dos clássicos do nosso tempo).

A Constituição que temos serve-nos perfeitamente. É suficientemente assustador imaginar-se uma Constituição (sim, da República Portuguesa) com grafias estranhas em português europeu, como ‘projeto’ [sic] ou ‘respetiva’ [sic]:

Se a Assembleia da República rejeitar o projeto [?] ou lhe introduzir alterações, remetê-lo-á à respetiva [??] Assembleia Legislativa para apreciação e emissão de parecer (CRP, art. 226.º, n.º 2).

Agora, imagine-se uma CRP com algo de semelhante a

  • “qualquer outro *fato que o incapacite para o exercício da função presidencial” (CRP, art. 124.º, n.º 3)
  • “indispensável *contato com os cidadãos eleitores” (CRP, art. 155.º, n.º 1);
  • “decisões contraditórias das *seções” (art. 224.º, n.º 3).

Como as coisas andam, é altamente provável que disparates destes aconteçam. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 já fez estragos suficientes. É escusado dar-se também cabo da Constituição da República Portuguesa.

Funcionários do partido

A disciplina partidária e os funcionários do partido pagos pelo erário público.

Astérix de saias?

Tenho o Aventar em boa conta e creio que não podemos continuar a ver esta casa como a melhor da Blogosfera sem uma35pt referência ao Astérix. Apesar da enorme quantidade de historiadores que por cá habitam, Astérix não é um tema com muitas referências, mas está na hora de alterar isso.

Chegou a hora do Aventar se render aos baixinhos e aos gordos, pelas mãos do puto da Escola do Cerco. Lembro-me de subir aquelas escadas em caracol até à biblioteca. Lá conseguia encontrar umas almofadas mesmo à medida para umas horas de leitura.

Confesso que gostava especialmente dos piratas e não resistia a ir à última página ver o que acontecia ao bardo

Com a publicação de um novo álbum ficamos a saber que Astérix e Obélix viajaram até à Escócia. Ainda não tive tempo de verificar se as risquinhas tripeiras do Obélix e o vermelho do Astérix foram trocadas por umas saias, mas já me disseram que o monstro da Escócia anda por lá.

Fica a sugestão de leitura a que junto uma outra.

Manifesta-te

A Bárbara do Guimarães e o Carrilho de Manuel Maria não vão sair do conforto do divórcio para uma das manifestações de hoje.

26oDiz não à droga, vem para a rua, divorcia-te.

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