ERROnaldo

Ao contrário do brio patente noutras grandes Selecções, na Selecção Nacional há, pelo contrário, o padrão de um certo prurido, um quase incómodo de alguns, em ter de jogar nas fases de apuramento. Os jogadores dão quase tudo. Jogam quase bem. Marcam quase golos e apuram-se quase directamente. Dá erro! ERROnaldo. Por isso temos play-off e seja o que a UEFA quiser.

O Meu Apeadeiro

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Taxa Engravida

Se cada consumidor paga actualmente, através da factura da electricidade, 2,385 euros por mês, com os 6% de IVA incluídos, passará a pagar um pouco mais, em 2014. Para grandes vícios, taxas agravadas.

Pasto para Demagogos

Passos ConejoA questão do corte ou avaliação de recursos nas pensões de sobrevivência tem sido matéria para os mais asquerosos e abusivos aproveitamentos políticos de reles quilate e baixa argumentação: o PS cala. O PSD cala. O CDS-PP vê-se aflito para explicar ao País do que se trata realmente. Os outros incendeiam-se no ódio e na leviandade com que Pedro grita «Lobo!» haja lobo, rato ou lagarto.

Qualquer ai ou ui proveniente do Governo da República parece não merecer, da parte dos mesmos à bica dos microfones, nem o benefício da dúvida nem a prudência do estudo prévio e nunca pode ser analisado friamente, antes de uma barragem de fogo de artifício arruaceiro. Primeiro chama-se-lhes ladrões. Depois arma-se uma cena qualquer de encher praças. Há Governo, pois ser contra há-de ser dar prioridade à mais abjecta demagogia, à mentira mais descarada e à distorção mais cega. Uma competição sem tréguas, cada qual com a sua mentira e a verdade talvez venha ou não no fim, onde só escombros poderão restar.

Duvido que se possa conceber um Governo assim tão obstinado, chato, e aparentemente perseguidor reincidente de uns em detrimento de outros, sem que o assistam razões mais altas e obrigações mais pesadas a que não possa de todo fugir. No entanto, todo o esclarecimento é bem-vindo. E vem tarde.

Porto ao Retardador

Porto relegado de Rui Rio; Porto sem pista de asfalto para popós de alta gama; Porto intocável e esquecido; Porto ao Retardador; Porto que morre em Campanhã.

É Berrar Mais Alto!

Estou à espera que a Sociedade Portuguesa dê a justa força a isto. Mais alto. Ouve-se mal.

Coelhinho, se eu fosse como tu

coelhinho
Se eu fosse como tu, seria um ser do mais abjecto que há, um cara de pau com a cabeça cheia de nada e a boca aberta para dizer coisa nenhuma.
Se eu fosse como tu, marimbar-me-ia para todos os seres humanos que me rodeassem, tratando apenas de me ver no espelho sempre favorável do meu egocentrismo poeirento e bafioso.
Se eu fosse como tu, teria uma vida confortável, rir-me-ia da pobreza alheia, achando-me o maior por ser superior a essa gentalha.
Se eu fosse como tu, seria o responsável por milhares de mortes. Sim, milhares de mortes. Directa ou indirectamente, eu estaria a carregar no gatilho de quem dá um tiro na sua própria cabeça, a empurrar aquelas pessoas das pontes abaixo, a atirá-las, sozinhas ou com os filhos, para debaixo de carros, comboios, para dentro de poços. Mas, claro, não me sentiria nada culpado. As pessoas suicidam-se porque são malucas, que diabos!, e se levam os filhos com elas, isso não é desespero, porque há uma luz ao fundo do túnel e não, não é o comboio, é porque são ainda mais malucas.
Directa ou indirectamente, eu mataria os velhinhos à fome e com falta de medicamentos e cuidados médicos.
Directa ou indirectamente, eu seria responsável por haver hoje muito maior mortalidade infantil do que há dez anos atrás.
Directa ou indirectamente, eu tiraria carne, peixe, iogurtes, leite, fruta do prato dos Portugueses.
Directa ou indirectamente eu tê-los-ia despejado das casas que já não podem pagar. Não podem pagar? Que trabalhem! Ou que procurem casas mais baratas. Não podemos todos viver em casarões. Para que é que uma família precisa de sala? Ou de quartos para os filhos? Basta-lhes dormir todos no mesmo quarto, até é mais aconchegante no Inverno, poupam no aquecimento…
Directa ou indirectamente seria eu quem teria atirado com milhares de conterrâneos para a miséria.
Mas eu não sou um ser tão desprezível como tu és. Não sou uma pessoa ressabiada com um país que fez uma Revolução de flores em Abril e com isso conquistou a liberdade. Uma liberdade que usaste quando te deu jeito para ascenderes as postos de poder e que agora te incomoda, te prende os movimentos.
Orgulho-me de ser quem sou. Ao contrário de ti, faço o que posso pelos outros. Dou-me aos outros, algo que tu deverias experimentar fazer, coelhinho.
Claro que eu sendo eu e não tu, há todo um abismo que nos separa.
Eu, sendo eu e não tu, vivo com dificuldades. Não consigo encontrar trabalho que me permita garantir o pagamento das minhas despesas. Tenho que fazer contas para comprar sapatos ou roupas para as minhas filhas.
Eu, sendo eu e não tu, preocupo-me (apesar dos meus próprios problemas) com os outros. Com os que me rodeiam e estão numa situação muito pior do que a minha.
Eu, sendo eu e não tu, vou ter que fazer mais contas à vida porque vais roubar mais 150 euros do salário do meu marido, que, actualmente, é o único que ganha salário cá em casa. Sim, se lhe vão ser roubados 150 euros é porque ele tem um bom salário. É verdade. Tem um bom salário. Mas é um salário que tem que pagar todas as despesas e, deixa que te diga a ti, que achas que com 600 euros já se é rico, 1100 euros líquidos para pagar casa, alimentação, infantário e todas as outras despesas não são suficientes.
Ainda assim, eu,sendo eu e não tu, não baixarei os braços e, se antes me tinhas nas manifestações a lutar mais pelos outros do que por mim, desta vez vais ter-me a lutar muito pelas minhas filhas.
Não vou deixar que lhes roubes o direito de ser crianças.
Já lhes roubaste algumas coisas, mas também, admito, lhes deste muito. À custa de todo o lixo que tens feito, e à força de ouvir algumas conversas cá em casa, a minha filha mais velha, com cinco anos, sabe o que é ditadura, sabe que o passos coelho, primeiro-coiso de Portugal é um ladrão, sabe que só tratas bem os teus amigalhaços, os palhaços que aí te colocaram, sabe que a mãe vai a manifestações porque é importante lutar pelos direitos dos nossos semelhantes.
As minhas filhas, graças a ti, sabem que em Portugal há muitos meninos como elas que passam fome, que perderam as casas onde viviam. Sabem que, por respeito a essas crianças e porque é preciso controlar o dinheiro, não podem ter tudo o que desejam (isso, é verdade, já acontecia antes de tu começares a tua saga destruidora de uma nação).
Por tudo isto, coelhinho, se eu fosse como tu, começava já a tirar a mão do bolso e a proteger o traseiro. É que isto vai piorar para o teu lado e só espero que se te atravessem não um, não dois, mas vários. Ao mesmo tempo.
Fim!

Contas Para Catadores de Fascistas

Eu sei que o Primeiro-Ministro é fraquinho e teimoso. Eu sei. Mas a divindade faz milagres colectivos com os mais incompetentes e incapazes, com os mais covardes e estouvados, menos com os competentes e repletos de si, porque o paradoxo da realização espiritual ocorre na precisa auto-anulação e no fracasso pessoais à luz dos critérios-selva dos humanos, o ápice da realização espiritual dá-se na descida ao âmago de nós mesmos pelo inferno da derrota, pela entrega de si nas mãos do Alto, cônscios da nossa cintilante miséria no plano mais vasto de um Cosmos, provavelmente mais um grão de pó entre os Multiversos, mas em que cada coração é maior que a soma de cada um deles-Cosmos. Só mesmo o pós-morte para premiar e dar sentido absolutos a uma vida nascida e morta no lixo de Manila, nascida e morta nas minas diamantíferas de África, nascida e atolada no pântano da Incúria como é Portugal. Uma vida pessoal ou colectiva fracassada ainda beneficia da larga promessa das Bem-Aventuranças. Alguém tape a boca ao beato que aqui posta e assassine o fascista que há em mim, se há alguém no blogue que lê o blogue, como diria um leitor fora-de-si.

Ora, portantos, Passos é fraquinho. O que se evidencia em Passos, evidencia-se muito mais no Povo Português, um Povo que é igualzinho a Passos ou até menos que Passos, naquela acepção espiritual que acabei de expor. Por exemplo, quem matou as expectativas crescimentistas para 2014? Passos! O Povo Português fará o resto. Este era para ser o ano do nosso apuro enquanto Povo tutelado pelo BCE, com uma abóbora na Presidência da República, um pepino como líder do Principal Partido da Oposição, além de uma série de grelos e de nabos na chefia de um sindicalismo instalado e obeso, com bigode e vasto ventre. Portanto, olhe-se para Passos e pense-se em milhões de Passos, milhões de Arménios e milhões de Ferreira Leite, Seguros ou Jerónimos, em sã desharmonia, consumindo produtos estritamente nacionais e procurando soluções inteligentes para fazer face ao empobrecimento galopante da nossa sociedade. Não se pensa? Porquê? Porque todos são fraquinhos, teimosos, medíocres. Nabos. [Read more…]

SOS na zona pobre

Leia a reportagem do Público.

Portugal Acaba Amanhã

calçadoExportações nacionais de calçado para a China triplicaram em quatro anos.

Baixinho, pá.

O teor do texto em relação à perda de Constâncio, mesmo sendo um imbecil. E convém saber do que se fala, quando se fala do PCP, de subvenções vitalícias e de reformas.

Um Governo de hipócritas

Hipócrita, Joaquim, é um Governo que corta as pensões de sobrevivência a quem recebe 600 euros de reforma ao mesmo tempo que não acaba definitivamente com as escandalosas reformas vitalícias dos políticos. As tais que o teu odiado Sócrates deu por terminadas.
Hipócrita é o Governo que acaba com pensões de sobrevivência de quem recebe 600 euros mas que não tem coragem de ir além de uma redução nojenta de 15% na reforma vitalícia de quem trabalhou apenas 12 anos e continua a acumular, hoje em dia, com 50 anos ou menos, muitos outros vencimentos.
Hipócrita é o teu post. Quem finge que a Esquerda está é preocupada com os Constâncios que recebem 2400 euros ou mais de pensão de sobrevivência, e não com aqueles cuja reforma miserável vê na pensão que recebem um complemento fundamental para a própria sobrevivência, não merece outra classificação.

O Viúvo Constâncio

Coitadinho! Mas não se toque nos “direitos” do Vitucho, berra o PCP e toda a fauna hipócrita e cínica que arrasta o abdómen sanguessuga por Lisboa.

Passos, Meu Amor!

Passos, o mérito e os excendentários

Tenho dois irmãos, ambos formados na escola pública e, posteriormente, numa universidade pública. O mais novo seguiu ontem as pisadas do mais velho e foi-se embora deste país que gastou dinheiro com a sua formação mas que não precisa dele. Para os meus pais foi o segundo desgosto. Que pais querem ver os seus filhos serem forçados a partir para outro país?

Os meus irmãos nunca foram alunos geniais. Apenas bons alunos, alunos aplicados. Não compraram o curso numa universidade privada nem ficaram na universidade até aos 37 anos. Ficaram até aos 23. A mesma idade com que, depois de baterem a tantas portas que teimavam em não abrir, decidiram procurar outro país que os valorizasse. Podiam ter feito o cartão rosa ou laranja e talvez isso tivesse mudado um pouco o cenário. Mas optaram por não vender a alma ao diabo e o desfecho foi o mesmo que afecta tantos dos nossos familiares, amigos e conhecidos.

Quando ontem ouvia o hipócrita Passos Coelho, naquele exercício de retórica patética que fez na RTP, a dizer “Nós apostamos muito nos jovens”, enquanto o Diogo aterrava na República Checa, foi provavelmente a única vez que me apeteceu partir-lhe a cara. Sou um gajo pacífico, até agora só me apetecia vê-lo preso, ou “encurralado” por uma multidão em fúria. Mal por mal, prefiro sempre ver os vilões a partilhar a cela com um entroncado presidiário de longa data, pronto a dar-lhes todo o carinho do mundo, algo que, infelizmente, nunca acontece.

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dísticos (1)