Já li a entrevista

À borla. Não tem mentiras novas, não merece uma linha.

Subir um bocadinho

Atravessei a ponte, claro.pontes9

Vi muita gente, muitos milhares de rostos que mostraram, na rua, a sua indignação. A palavra mais ouvida, de Gaia ao Porto, foi DEMISSÃO!

Não vi na multidão, nem tão pouco nas pessoas que a formavam, os rostos de sempre. Estiveram pessoas diferentes, outras gentes. Isso sentia-se nos olhares, nas roupas que traziam, na forma como não aderiam a todas as palavras de ordem – as mais tradicionais ficavam por dizer.

Senti o desespero da classe média na Manif da Ponte.

E é esta classe média que comenta a necessidade de subir um pouco a parada. A CGTP teve a ponte como oportunidade, mas optou pelo caminho mais fácil – como Dirigente de um dos seus sindicatos, manifesto publicamente o meu desacordo. Eu, teria esticado a corda da ponte. Penso que é preciso, como me dizia um amigo no sábado, pregar um cagaço a estes gajos.

Os bandalhos que estão no governo e que tomaram um partido SOCIAL DEMOCRATA de assalto têm como objectivo um novo país: a escola pública será para os desgraçados que não tiverem lugar nos colégios financiados pelo estado. As portas dos hospitais públicos serão a enfermaria dos mais desgraçados e a segurança social estará nas mãos da igreja para assistir os mais carenciados. O dinheiro de poucos será entregue às seguradoras e o dinheiro de muitos será para dar esmolas. Este é o projecto que Passos Coelho e os seus amigos têm para Portugal.

E, para lutar contra esta gente, está na hora de subir o tom. Não me parece que a solução esteja no dia 26 – lá estarei – ou no dia 1 ou na Greve do dia 8. Está na hora desta gente começar a ter medo do povo!

Tomada de posse #1

Confesso que estava à espera de uma palavrita, até aqui no corner. No entanto, parece que continuam preocupados com o jogo que perderam e não fazem qualquer tipo de esforço para entenderem o que lhes aconteceu. Enfim…

É a Democracia! Vamos à tomada de posse do Arménio (Canelas, Vila Nova de Gaia).

presidente1

Moreira e o Independento-Facadismo

Creio já ter superado completamente as dores naturais da minha derrota com a derrota do Dr. Menezes, em Setembro. Mas constato que Rui Moreira, uma vez eleito, se apressou a meter a independência na gaveta e a passar a imagem de um inesperado e inaudito desconforto em ter de ir à luta apenas com a prometida armadura do seu prestígio e da sua imaculabilidade.

Se ganhou a eleição, ganhou-a por causa da sua virgindade partidária.

Mas não. Mal pôde, cilindrou a agenda e prioridades da distrital do PS, a qual, num primeiro momento, obstaculizou um entendimento para a governação da Câmara do Porto e, num segundo, que é agora-ontem, implicitamente capitulou em toda a linha ao desiderato coligacionista absorvente e à armadilha que Moreira, o aflito, preparou para sua própria salvação: lançar uma OPA à segunda força mais votada, um partido. Sequestrá-lo para a órbita da independência ou, o mais certo, dar uma facada independente à própria independência.

Os dados estão, pois, lançados. O que é que resulta para o Porto desse acordo? Qual o animal programático hybrido resultante para o Governo da Cidade? Com que é que ficamos em matéria de liderança fática e efectiva? Rui Moreira, excepcional pensador da portuensealidade mas um zero político, abdica de si mesmo para se sentir sustentado e respaldado pelo político socialista Manuel Pizarro do Partido Socialista. Ponto. [Read more…]

Aplausos para o Benfica

Por ter feito a viagem até Cinfães (ou lá perto) de comboio. Só por isso? Sim, só por isso.

Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013

Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013Manifestação CGTP | Lisboa | 19 Out. 2013

Marcha da CGTP

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Fotografia de Egídio Santos

Andam Fascistas a Passear nas Pontes

Infelizmente, é absolutamente vital para o progresso e a liberdade do País que o Orçamento do Estado para 2014 seja aprovado e posto em vigor. Qualquer um, menos o beatífico e parcial Bagão Félix, menos a privilegiadíssima social Ferreira Leite e estafermo mediático, menos o ronhoso Pacheco Pereira, menos o grande emissor de perdigotos Daniel Oliveira, menos a perene indignada Clara Ferreira Alves, menos o alarve castrato Pedro Marques Lopes, qualquer um que não tenha trabalho e não seja funcionário público, percebe o quanto a face do País está na berlinda e suspensa do dinheiro do mundo. Claro que a possibilidade de cortar unilateralmente salários e pensões é uma hecatombe social que deveria ter sido possível evitar lá atrás, no tal passado de que os meus amigos chupcialistas não querem que fale. [Read more…]

Maldito Laxismo!

Domus Iustitiae«Ando arrepiado com duas sentenças de tribunais – de Gaia e Coimbra…»

Para o porto, para tudo?

Claro que não. Felizmente, o AO90 não está em vigor.

manif

A propósito, graças a João Roque Dias, soube desta notícia *eletrizante (trata-se de fenómeno que, infelizmente, já conhecemos).

General Eletric

Na passada terça-feira, como andava por aquelas bandas, ainda fui a tempo de passar pela Lexington, a caminho das Nações Unidas, para verificar se tudo estava como dantes.

Lexington

Sim, estava.

No dia seguinte, apanhei um comboio para o Connecticut (sim, com <nn> e -ct-, claro). A que propósito veio agora à baila o Connecticut? Obviamente, devido à sequência -ct- e, menos obviamente, por causa de um postal que comprei na tabacaria da estação de New Haven e sobre o qual escreverei umas linhas, na próxima oportunidade.

Continuação de um óptimo fim-de-semana.

Sócrates: da Sciences Po à Superior Sul

socrates expresso

 

O que mais me espantou em toda a entrevista foi o espírito “ultra”. O tom de líder de claque. A sério.

José Sócrates foi Primeiro-ministro de Portugal. Com a legitimidade que o voto livre e universal concede. Um voto que, em determinadas circunstâncias lhe foi “dado” tanto por homens e mulheres de esquerda como de direita.  Uns mais que outros. Não sei se foi ou não vítima de enormes calúnias, de processos de intenção vergonhosos.

Recordo-me de dois momentos em especial que escrevi sobre o tema. No caso Freeport sublinhei as minhas dúvidas: custa-me a acreditar que alguém envolvido em semelhante trapalhada e negociata fosse, mais tarde, arriscar uma candidatura a Primeiro-ministro. Mesmo em Portugal. A segunda foi a famosa (e muito lisboeta) boataria sobre as suas preferências sexuais. Uma baixaria de todo o tamanho. De resto, combati com todas as minhas forças as suas políticas e a forma como governou o país. Ou seja, à política o que é da política.

Lendo a revista do Expresso surpreendeu-me, isso sim, a forma como apelidou os seus adversários: pulhas, fanáticos, conspiradores e hipócritas. Se Sócrates fosse um tripeiro e tendo em conta o espírito da entrevista, certamente que os insultos seriam outros e com direito a “piiiiiii”.

Nomeadamente, no caso do Schauble estou convencido que não seria “estupor” mas antes “cabrão” nem tão pouco “filho da mãe”. Quer dizer, a parte do filho seria igual, a “mãe” é que seria apelidada de outra forma… Em suma, linguagem própria de estádio de futebol.

E isso surpreendeu-me. A sério. Não me chocou ou não fosse eu da Areosa. A forma como generaliza no tocante à “direita” é de quem não conseguiu absorver todos os ensinamentos da filosofia política e dos professores da Science Po. Na direita existe gente boa e gente medíocre. Tal e qual como na esquerda. É verdade que não se espera, de um antigo Primeiro-ministro, uma linguagem de taverneiro. Porém, bem mais grave, é ver alguém que ganhou eleições com os votos de uns e outros, enveredar por um estilo “claque de futebol”.

O pior da mistura entre futebol e política não é o relacionamento entre dirigentes desportivos e dirigentes políticos (isso é normal aqui como em qualquer outro país). O que deve merecer, isso sim, total repúdio é esta visão do mundo a preto e branco. Nós somos os bons e os outros são os maus…

Estou certo que na Science Po existem disciplinas onde se ensina o oposto destas teorias. O problema é que, naturalmente, nem sempre estamos atentos a todas as aulas e nem todos os professores cativam. Deve ter sido esse o problema.

Quanto ao resto, foi uma entrevista de quem “anda por aí”. Apenas e só.