Com o PSD e o CDS nunca nos veremos livres da austeridade

Com o PS não sei o que aí virá, apesar de achar que a política será de continuação do programa PSD/CDS, como de resto tem acontecido na alternância deste bloco central. Mas, quanto a estes dois, é claro como água:

Logo na sexta-feira, dia do acordo com o Eurogrupo, jornais gregos, mas também outras publicações, como o britânico The Guardian, noticiaram que a maior oposição ao entendimento entre os parceiros do euro e a Grécia veio dos ministros ibéricos. O jornal alemão Die Welt escreveu depois que a governante portuguesa pediu “pessoalmente” firmeza ao homólogo de Berlim, Wolfgang Schäuble. [PÚBLICO]

Repetindo-me, a vitória de uma alternativa, qualquer que ela seja, é a derrota da base ideológica deste governo: a política do “não há alternativa”. Por isto, não esperemos destes protagonistas uma inversão de política, nem agora, nem no futuro. Agora, porque isso seria a negação do que têm feito e tal inversão conduziria à aniquilação eleitoral destes dois partidos. E nem no futuro, já que reformar, para PSD/CDS, consiste em baixar salários, aumentar impostos, baixar pensões e desmantelar serviços públicos.

Comments

  1. Alexandre Carvalho da Silveira says:

    Vocês os da esquerda, ainda não perceberam uma coisa: o Passos e a Maria Luís são a melhor garantia que vocês têm de manter uma vidinha parecida com a que tiveram no passado. Mesmo com sacrificios, talvez recebendo menos, mas mantendo o essencial do estado social, que é o que aqui no rectângulozinho produzimos para pagar.
    Porque se a barata tonta do Costa e os outros ratos, pelo menos os que não vierem para Évora fazer companhia ao 44, sózinhos ou associados ao Tavares, à Catarina ou ao Marinho, tomarem conta disto a partir de outubro próximo, dentro de o máximo dois anos, o que vai aqui acontecer vai -vos fazer ter muitas saudades da troika.
    Vai uma aposta?

    • j. manuel cordeiro says:

      O que eu aposto é que da alternância que temos nada de bom virá. O bloco central é como um bulldozer, mudam os condutores mas não muda o rumo, levando tudo à frente.

      Graças à série Borgen, que passou recentemente no canal 2, fiquei a conhecer um pouco melhor o sistema político dinamarquês. Veja-se só, eles não precisam de maiorias absolutas de um partido. Aliás, nem precisam de maiorias, já que as coligações funcionam e equilibram o poder. Coisa que cá não temos. Nós temos a maioria absoluta e, na falta dela, há a maioria de parlamento com deputados-fantoches a fazerem o que lhes mandam no partido.

      Pois eu não quero a migalha que sobra da austeridade. Essa sua tese é gira. É capaz de vir a ser usada no argumentário da direita. “Fiquem caladinhos, porque os outros estão piores”. Mas acontece que o objectivo é continuar a sacar massa, pelo que todos vamos ficar piores. É só uma questão de tempo e de ver o crescimento da dívida. Sim, da dívida, mais essa meta falhada deste governo.

      • Alexandre Carvalho da Silveira says:

        Eu falei de cenários reais, o sr Cordeiro respondeu com elucubrações. Claro que quando vier o próximo dilúvio, você terá sempre outro Passos Coelho e outra Maria Luis Albuquerque para acusar do mal que os outros fizeram.
        Mas isso não lhe resolve os problemas que irá ter.
        E também não falei em “fiquem caladinhos que os outros estão pior”.
        Em relação à divida, se lhe retirar os 14-15 mil milhões da “almofada”, fica com 120% do PIB. Vocês, os da esquerda, têm de deixar de emprenhar pelos ouvidos.

        • j. manuel cordeiro says:

          Mas qual almofada? Depois que vem falar de cenários reais. Uma pergunta retórica: se essa almofada existe, porque é que não está a ser usada a favor do país? Para baixar impostos, por exemplo. As respostas possíveis são a) a almofada não existe ou b) o governo não trabalha para o interesse do país.

          • ZE LOPES says:

            A almofada é aquela que Sua Excelência Silveira tem de utilizar sempre que se quiser sentar, desde que, não ligando ao meu aviso, se desencostou da parede.

          • Alexandre Carvalho da Silveira says:

            A almofada existe para que não aconteça o que aconteceu em 2011 quando não havia dinheiro para pagar salários nem reformas. Eu já sei que vocês aqui são uns burgessos, mas quando começam a negar a realidade então o caso é mais grave do que eu supunha. Cordeirinho tenrinho, vai estudar, pá!
            LOPES se gostas de apanhar nas nalgas, eu não te posso ajudar porque não jogo no teu club que é o dos paneleiros. Pergunta à tua mãezinha e às tuas manas…

          • ZE LOPES says:

            O problema de sua Exa. Alexandre Carvalho da Silveira é que veio para aqui armado em peão de brega dos “basfemos mirones” e acabou cravado de bandarilhas. A almofada existe, pois. Tá bem sentadinho? Para a próxima siga o conselho: não desencoste da parede…pode ser perigoso!

          • j. manuel cordeiro says:

            Vê-se que alguém ganhou o argumento quando precisa de entrar no ataque pessoal. Estamos falados. Mesmo assim meto o dedo na ferida

            ” A dívida pública portuguesa finalizou o ano de 2014 em 128,7% do PIB, um valor que fica acima das previsões feitas pelo Governo no passado mês de Outubro, revelou esta segunda-feira o Banco de Portugal.”

            http://www.publico.pt/economia/noticia/divida-publica-de-2014-fica-acima-do-previsto-pelo-governo-1687024

            “E, mesmo descontando o efeito da almofada de liquidez, o rácio do endividamento sobe.”

            http://www.publico.pt/economia/noticia/empresas-e-familias-ja-ajustaram-e-o-estado-1687091

            Ou seja, não existe almofada. Há um dinheirito posto de lado à conta de mais endividamento.

    • ZE LOPES says:

      “Vidinha parecida com a que tiveram no passado”? Qual passado? D. Afonso Henriques, Marquês de Pombal, Salazar ou Caetano?

    • Nightwish says:

      O Passos Tecnoforma e a Maria Swaps já concordaram que a austeridade é para durar mais vinte anos: ou seja, mais cortes e destruição todos os anos enquanto metem mais ao bolso dos amigos a quem o estado paga para fazer o seu serviço. Outro promenorzito é que as reformas só deram para ter 15% (para ser generoso) de desemprego estrutural, uma duplicação da dívida nacional, e uma completa estagnação da economia europeia, Portugal incluído.
      Se o “essencial” para si inclui o estado da saúde, educação e justiça, aí discordamos completamente do estado do país.


    • Alexandre, pelo número elevado de “não gosto”, o seu comentário vem clarificar o quão gratos estamos ao seu governo. Quanto a ratos: Passos, Portas e Cavaco, só para citar alguns que têm o rabo bem preso. Por isso não querem abandonar o barco, mesmo a meter água como mete. Cá fora, as teses de 1- “não me lembro dos milhares que recebi”; 2- “ganhei milhares em ações, por mera sorte, sem informação privilegiada” ou “BPN? Não sei de nada”; 3- “os únicos corruptos em negócios de submarinos são os gregos e os alemães” ou “BES? Não sei de nada”.

  2. Rui Moringa says:

    Bem,
    Interpreto de todos os comentários que não podemos continuar assim.
    A apropriação do Estado de forma quase totalitaria por uma elite situada dentro dos partidos, principalmente do PSD e PS, que se limita a deixar tudo entregue aos estrangeiros recebendo umas comissões de negócio, explorando a maioria de nós, tem de parar.
    Não sou favorável ao tal federalism europeu. A federação enviesa a democracia.
    Como podemos produzir sem esbarrar em todos os problemas da competição desmedida daqueles que se dizem nossos amigos?!
    Só saindo da EU de forma gradual. Fizeramm os acordos para entrar. Facam-se acordos para sair.
    Portugal tem futuro, se for pelo própro pé, sem esmolas e contratos que interessam a elites de esbulho.
    A Noruega, a Suiça e outros passam mal? A Suécia tem um pé dentro e outro fora, assim como a Inglaterra. Que se passa? Eles são burros e nós inteligentes?
    Deixemo-nos de tretas a Europa sempre nos lixou…
    Estão preocupados com a universalidade? Os Suiços e Noruegueses não podem viajar e trabalhar noutros locais. Só nos impinge tretas.
    Um povo orgulhoso e com sentido da sua História e destino não tem medos de encarar o seu futuro. Mas não é subserviente!

  3. Marquês Barão says:

    A austeridade é um estado cá do sitio. Com PS será escuro como lodo do pantanal.


  4. Entre a incompetência de Passos e o cinismo de Portas, qual o pior? Um insiste na visão acéfala alemã que definha a olhos vistos; o outro vem agora dizer que nunca viu com bons olhos a política de austeridade, como se não fizesse parte deste governo. Está, descarada e cinicamente, a perfilar-se para se coligar com quem for preciso. É que ainda há empresas que não foram privatizadas: a família é grande e importa garantir tachos para todos.

  5. celesteramos.36@gmail.com says:

    Mas que raio de conversa – são portugueses ou já se axinesaram ??

  6. celesteramos.36@gmail.com says:

    Podem ir para Lyon pois que hoje vi reportagem com portugueses que adoram e estão bem e têm tudo a nada lhes falta – por mim a vossa conversa é pior que a figura da maria luisa junta do seu mentor alemão – a qualidade humana anda em baixa no meu país como a bolsa – porque não emigram ?? Não fazem aqui falta e menos ainda a porcaria da conversa

  7. celesteramos.36@gmail.com says:

    Neste país só não emigraram os idiotas – se calhar nem emprego “lá fora” conseguiram

  8. joao lopes says:

    rectificação:num país normal e democratico,varios politicos ligados ao psd,cds e ps estariam na cadeia.ate agora,apenas o socrates e o duarte.falta o salgado que não é politico mas fala com eles e é ladrão.e tambem alguns politicos que ocupam cargos de governo,actualmente…

Trackbacks


  1. […] provará ao mundo que, afinal, a austeridade não era a única via possível. Porque mais do que a questão ideológica ou de mera vassalagem a Berlim, esse será o dia em que toda a argumentação deste governo cairá […]

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.