asfixia

Schauble sabe-o perfeitamente. Se os gregos atingirem os pretendidos 3% de saldo primário orçamental (sem juros) conseguirão atingir a meta à custa de uma enorme crise humanitária e política no país. Dada a posição geopolítica dos gregos no controlo do mediterrâneo, não interessa nem à Europa nem aos EUA ter ali um estado colapsado, passível de receber a qualquer momento a influência de 3 ameaças: a perigosa extrema-direita grega, o fundamentalismo islâmico ou a influência russa.
Dada a actual dívida dos gregos (240% do pib, mais coisa menos coisa), mantendo-se o pib grego numa condição coeteris paribus durante as próximas décadas, Atenas demorará cerca de 60 anos a tornar a sua dívida sustentável, isto é, se no decorrer dos tempos não criar mais dívida. A dívida grega é pura e simplesmente impagável ou pagável à custa de um século de sofrimento do povo grego. Compreende-se o medo de varoufakis nas negociações: financiamento a curto prazo. Sem financiamento a curto prazo, nenhuma ideia que o governo grego tenha para inverter a situação será concretizada não existe fundo de maneio para a concretizar, tão pouco para o país cumprir as suas obrigações. Por outro lado, varoufakis não entrou a matar como deveria ter feito. Sem concordância europeia das medidas do novo governo grego, varoufakis poderia ter apostado numa decisão unilateral de deixar o euro. Tal decisão colocaria m xeque os credores (alemães) de parte da dívida grega assim como os parceiros credores. Isto porque: voltando ao dracma, a velha (nova) moeda grega não serviria nem seria aceite como moeda para pagamentos externos. Assim sendo, o país teria de exportar para ter divisas (dólares e euros) para assegurar a compra de commodities (fundamentais para o livre desenrolar da sua produção económica) e pagar dívida. Sendo o país super dependente ao nível energético e material, todas as exportações gregas serviriam para obter divisas para assegurar a compra de commodities. Neste caso, nenhum credor seria bafejado sequer com o reembolso dos créditos emprestados quanto mais com os juros devidos.

Comments


  1. Reblogged this on O Retiro do Sossego.

  2. Alexandre Carvalho da Silveira says:

  3. infelizmente em portugal é a mesma coisa,só muda um número e a posição geografica e as suas consequências.Pois elevá,nao estarei cá para ver, felizmente,mas depois escrevo p,ara os próximos governos para saber noticias de portugal (com letra minuscula e sem acentos).passa fora só me saem duques e estamos numa dita repu-blica……

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