E eis que a esperança no futuro do país renasce

Sua Al(ol)teza real

Foto@Carlos Pires/Monárquicos Portugueses Unidos

Portugal tem um “príncipe” que “enche o coração de Portugal de esperança, de alegria e de confiança num futuro risonho e promissor pela qual todos nós Portugueses sonhamos“. Confesso que fiquei comovido. Para além da maravilhosa descoberta de que Portugal tem um príncipe – espero que mais barato de manter que os restantes aristrocratas políticos que por cá andam – fiquei a perceber que o jovem de 19 anos acabados de fazer é um hino à esperança num futuro risonho e promissor. Aquele com que todos sonhamos.

Agora vou ali ouvir D. Nuno da Câmara Pereira para acalmar estas emoções. O meu batimento cardíaco está muito acelerado.

Comments


  1. É caso para apelidar isto de verdadeira anedota real! 🙂

  2. AntónioF says:

    Então é este míudo o autor do célebre:
    “- Paizinho sou «gay»…
    – Não és nada disso filho. O «gay» sou eu, a tua mãezinha é gainha e tu és o pincipezinho.”


  3. A casa de Bragança mantém-se a si própria e assim deve continuar. Tanto quanto saiba nada custa ao contribuinte e também não reclama a restauração da monarquia. Não entrando em lutas políticas, devem ser deixados em paz. O que existem são uns figurões por aí a circular, com vontade de aparecer, que por terem descoberto que têm antepassados com títulos de nobreza, julgam-se superiores aos comuns mortais. Na verdade alguns até servem a república, pois só de olhar para eles dá vontade de fugir da monarquia. Nenhuma combinação de espermatozoide com óvulo transforma um sangue vermelho em azul e até que cientificamente me provem o contrário, não acredito em reis ou rainhas, que tiveram a sua época é certo, mas no presente devem continuar nos livros de História.

    • Pedro says:

      Devem ser deixados em paz? Mas julga que está a falar da família Silva ali de Santo António dos Cavaleiros? Respeito. A família Bragança tem uma missão muito especial a cumprir, dizem eles, e é preciso estar atento às suas mensagens e proclamações à Nação, reproduzidos nos blogues das reais associações, como esse. Esses que diz que são ridículos são a sua entourage e há que respeitá-los também. Um dia, vi em Coimbra a família e um séquito de alto lá com ele, a visitar o túmulo do Afonso Henriques, acho eu. Coisa catita.


    • A parte de manter o moço foi brincadeira António. Tal como o facto de haver quem ache que ele é príncipe de alguma coisa 🙂

  4. Carvalho says:

    Sugestão:

    e que tal o ridículo começar a pagar uma taxa?

    Não se admite que esta gente faça assim descarada concorrência aos Gato Fedorento e não pague as taxas respectivas.

  5. Manuel says:

    Desejo muitas felicidades ao sr Afonso.
    Mas gostaria de recordar que se diz portador de um titulo que já não existe em portugal, portanto um embuste.
    Um abraço de
    Manuel

  6. rui geraldes says:

    Estamos portanto…salvos?
    Ai balha-vos Deus…lol

  7. rui geraldes says:

    Reblogged this on Rui Geraldes and commented:
    A sério. Eu ainda pensei que fosse um novo Cristiano Ronaldo ou coisa do género.
    Mas é o herdeiro de coisa nenhuma. sujeito bem parecido que completa 19 aninhos.
    Gosto da fotografia com a camisola às riscas. Á lá Rei de Espanha, e do olhar digno de um daqueles heróicos desbravadores de oceanos e coisas assim.
    Ao menos arranja lá uma armadura e pede um coche emprestado ao museu.
    Balha-vos Deus…
    Acabei de matar aqui uma osga na parede.

  8. Pedro says:

    Eu rio-me de cada vez que venho aqui e olho para a imagem lá em cima.

  9. joao lopes says:

    se o john cleese vê esta foto ainda se lembra de ressuscitar os monty pythons para dedicar um episodio inteiro à real companhia monarquica portuguesa.Acho que vou mandar esta foto para a sede dos monty..

  10. Rui Moringa says:

    Sou republicano porque entendo que é preferível escolher um de nós que nos represente do que essa representação seja feita por linhagem (sangue).
    Escolhemos e devemos assumir as mas e boas escolhas – depende da perspectiva.
    Gostei da ironia do texto.
    Contudo, não concordo com alguns comentários que vão para além da ironia porque, embora não se concorde, deve-se respeitar as convicções alheias.

  11. rui geraldes says:

    Mas não é o D. Duarte aquele que dava pelo nome de Agapito entre os colegas da Força Aérea e que por acaso, até mesmo sendo estrábico conseguiu ser piloto de helicopteros.
    Gostava de saber se alguma vez pilotou algum ou se é só para a fotografia.
    Se o pretendente Italiano ou o Brasileiro se passam, a Monarquia ainda acaba por cair do trono no País das Maravilhas.
    Mas pronto, uma vez que temos um Pastel de Belém como representante máximo da Nação, também podemos ficar com o Agapito.
    Troca por troca, não se notava muito.
    Mas estes Monárquicos têm uma falta de humor enorme.

  12. rui geraldes says:

    Onde se lê estrábico deve ler-se míope.
    Estrábico era o repórter.

  13. Rui Nogueira da Costa says:

    É pena que a grande maioria (ou quase totalidade) das pessoas não consiga acalmar a pita o suficiente para discutir isto seriamente. Por um lado todos concordam que os nossos governantes são umas bestas, mas por outro recusam-se a discutir seriamente a validade do regime. Se o regime é realmente o melhor a única conclusão é que os Portugueses são todos umas bestas. Se há realmente, como eu acredito que haja pois vivo neste mundo, MUITA gente de valor muito superior aos que lá estão que não se aproxima da política porque o sistema não premeia o mérito mas sim a “xonice”, para que isto melhore o sistema político tem de ser reformado. E por acreditar que o sistema é o que determina a longo prazo o nível de vida da população, acredito que um sistema que tenha como chefe máximo alguém que realmente tem interesse em que o país melhore em vez de alguém que tenha lá chegado por favores e passado 4 anos se esteja a borrifar para o que lhe acontece se conseguir arranjar um bom emprego de gestão no privado, acaba por resultar melhor.
    Há um lado pateta religioso e “revista cor-de-rosa” que vem acoplado à monarquia é certo, mas entre um sistema que produz potencialmente corruptos e um que produz potencialmente socialites, não tenho dúvidas em escolher o segundo.

    • Hélder P. says:

      O problema do regime em Portugal chama-se corrupção. Explique-me como é que a Monarquia resolve esse problema. Não há corrupção em Monarquia? A própria história da monarquia constitucional em Portugal diz-nos o contrário. Veja o bipartidarismo corrupto do século XIX e casos como o Crédito Predial Português em 1909. Ou vá até ao outro lado da fronteira hoje mesmo e pergunte pela infanta Cristina.
      Admitindo que o soberano até é bem intencionado (e isso já um salto de boa fé), existe toda uma cáfila de privilegiados com direitos hereditários e vitalícios para manter. Quanto é que isso nos custaria? Custaria pelo menos o retrocesso civilizacional de abdicar do principio que todos os homens nascem iguais, o que para mim custa muito a engolir.

      E se nos calha na rifa um Rei que é um “Cavaco”? Que fazer, aturá-lo até ao fim dos nossos dias? É que este Cavaco só o temos de aturar durante 10 anos e isso foi porque infelizmente, alguém nele votou. Mas incha, desincha e passa. Em monarquia, o prurido seria crónico.


    • Rui (és o Rui que eu estou a pensar?),

      Concordando com algumas ideias que apresentas, não posso deixar de subscrever o comentário do Hélder P. e acrescentar que não é o facto de termos um monarca que nos garante que o mesmo tenha boas intenções para o país. O que não nos garante que não nos sai na rifa um idiota ou um corrupto ainda maior. Eu olho para o país vizinho e não fico propriamente entusiasmado.

    • Pedro says:

      Rui Nogueira, o problema não é de regime, é de governação.

  14. Nuno says:

    O morcão é mas é do FCP.
    Qual dos cinco candidatos a “rei palhaço”, é que deveria-mos legitimar.

  15. Filipe Roque says:

    E havia aquele puto brasonado que era Dom por parte do pai e Dom por parte da mãe. Na escola chamavam-lhe o Bidon…


  16. só nos faltava mesmo esta aventesma par acompletar o naipe de aneurismas eleitorais.
    BALHAMADEUS !


  17. A casa de Bragança deve manter-se a si própria: anormal, mongolóide e inapta e assim deve continuar. Além disso, para anormais já temos os republicanos que nos governam… gente fraquinha, nem sei como há monárquicos que lhe lambem os pés, comem qualquer coisa à espera de algum título… diz-me com quem anda dir-te-ei com quem andas… aliás os piores anos da nossa História é com a família Bragança…

  18. Nuno says:

    Mas o pai deste moço a olhar com cara de parvo, não sei para onde, não jurou a nossa Bandeira Nacional (A Minha Querida Bandeira, Verde e Vermelha, a que nos representa a todos nós, Portugueses), quando segundo dizem, “cumpriu” serviço militar.
    Segundo sei, estes tipos, nem sequer têm o direito de por hipótese reclamar tal titulo.
    Acho que estes tipos deveriam ser julgados, pois renegam a nossa Bandeira Nacional.

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