Vieram mais cinco

Pelo estúpido método de Hondt se a CDU tivesse mais cinco votos o PSD perdia a maioria absoluta, fora a estrondosa subida da esquerda ser ainda maior. Alguma vez teria de calhar uma vigarice dar jeito.

Não lemos nada disto na segunda-feira. E é portanto tempo de devolver a toda a direita, não apenas ao PS, o recado: votaram, contrariaram as sondagens (que chatice, Paulo Portas): há ou não que tirar lições daqui para todo o país?

Não abusando, há e não há. O absolutismo madeirense acabou, o que até seria uma vitória liberal se estivéssemos no séc. XIX, a esquerda progride e…

…não volto a assinar este texto porque a malta de esquerda não faz batota. Unam-se, caralho, deixo o repto, agora em versão mais norte.

Adenda: parece que o erro nem estava nos votos nulos, mas numa acta falsificada. O 25 de Abril chegou hoje à Madeira.

Adenda seguinte: afinal o PSD continua com hilaridade absoluta.

Próximas adendas possíveis: O partido do Marinho não concorreu mas ganha por nulidade absoluta. Ronaldo assume a presidência do governo regional da Madeira. Cristiano demite-se, assumindo que não estava preparado para lances de bola parada.

Comments

  1. Rui Moringa says:

    Nada de entusiasmo porque a SIC revela algo de anormal com os votos do Porto Santo.

  2. joão lopes says:

    não há duvidas que os tipos do psd ficaram histericos apenas e só por cinco votos,agora imaginemos que o pcp estava a cinco votos não do terceiro deputado mas sim da maioria absoluta(tenho imaginação fertil),então era ver gente do psd a mandar-se ao mar,ou a fugir para o cargeiro mais proximo ou quiça a alistarem-se no EI para combater o “perigo vermelho”(la esta,tenho imaginação fertil)

  3. José Seabra / Penacova says:

    Explique lá porque o método de Hondt é estupido? Para mim é das melhores coisinhas do nosso sistema democrático.
    Já agora como é que a “estrondosa subida da esquerda” é feita com menos votos?
    O JJC não percebe muito de eleições, pois não?
    Cumprimentos


    • Ó José Seabra, até deixo de lado o JPP. Vejamos a soma das votações BE+CDU:
      2015 -> 11941
      2011 -> 8058
      Uma das poucas coisas que percebo de eleições é saber a diferença entre dois números, e qual é o maior. Do método de Hondt não percebo nada, é claro, desconheço que não passa de engenharia eleitoral para facilitar maiorias, que um deputado é eleito com um número de votos diferente consoante a dimensão do partido, que mesmo com um círculo único como acontece agora na Madeira essa desigualdade existe, e contraria o princípio da proporcionalidade.

  4. José almeida says:

    Não entendo como se pode legitimar um governo ou uma maioria absoluta quando menos de metade dos eleitores não votou. É legítimo ocupar assentos sem votos? Às abstenções deveriam corresponder cadeiras vazias no parlamento. Se as pessoas não foram votar, é porque não se revêem nos políticos nem nas políticas. Ou, talvez, porque sabem que o seu voto nada muda. Nada altera. É estéril. Estará este sistema correcto? O método de Hondt é uma falsidade. Existem cerca de 250.000 votantes na madeira e bastaram 18% para o PSD continuar com a ditadura. Não deveria haver nenhum cu sentado em qualquer parlamento se não houvesse voto que o legitimasse. Dos 47 eleitos só 23 receberam votos. É isto um estado de direito? É isto legítimo? Quando houver democracia isto vai acabar.

    • Maquiavel says:

      É legítimo porque só quem se dá ao trabalho de votar é que deve contar. Se querem contestar algo que votem branco ou nulo, pelo menos. Mas segundo a lei em Portugal nem esses contam, isso sim é deveras injusto, votos brancos deveriam eleger… lugares vazios e ser o voto de protesto por omissäo!
      Quem se abstem é como se estivesse morto, ou os mortos que constam das listas eleitorais também devem eleger deputados?


  5. Reblogged this on Os Espoliados and commented:
    Intemporal…

  6. José Seabra says:

    O José Almeida apesar de se atrapalhar um pouco com a argumentação, toca num ponto sensível: Quando mais de 50% do eleitorado não vai votar pode-se falar em subida estrondosa de alguém?
    Parece-me que não.
    Quanto ao método de Hondt, é precisamente por causa dele que os pequenos partidos têm assento na assembleia regional.
    Apesar do Albuquerque ser do PSD temos que dar o benefício da dúvida. Não podemos dizer que a democracia é boa quando é da nossa cor, e má quando não.

    • José almeida says:

      José Seabra, onde achar que está a atrapalhação, pode questionar que eu respondo. A que se refere? Posso saber?


    • Quando 44% dos votos correspondem a uma maioria absoluta, claro que os beneficiados são os pequenos partidos. Mas está-se mesmo a ver.

    • Maquiavel says:

      Quanto ao comentário “Quanto ao método de Hondt, é precisamente por causa dele que os pequenos partidos têm assento na assembleia regional”, é precisamente quando se escreve algo assim que se percebe que o autor abusou do álcool.

  7. José Seabra says:

    José Almeida, a sua atrapalhação está quando fala na falta de legitimidade da eleição. Se o resultado fosse outro estaria bem?
    Ó Maquiavel, graças a Deus vou abusando do álcool quando posso, quanto à questão que coloca nem vou entrar em grandes conversas de tal forma é óbvio.
    O que preferia:
    Círculos uninominais? Só o PSD elegia deputados.
    Círculo único? É fazer as contas e perceber que a percentagem dos partidos da esquerda nem metade dos deputados elegia (não espere a papinha feita).
    Percentagem mínima exigida? Bem, aí era o descalabro total.
    A azia é um mal tremendo, e de facto as eleições na Madeira fizeram vir ao de cima as mais estúpidas reacções. Também gostava que a democracia fosse plena em todo o Portugal, mas é o que temos. Não é queixar-se das regras depois do jogo começar que se consegue ser credível.
    Ide passear, vou beber um copo ao Oliveira.


    • E que tal um círculo único com proporcionalidade directa?
      Uma chatice para formar maiorias absolutas artificiais, como as provocadas pelo método de Hondt? Pois era.
      Quanto a azia, parece-me que é mais fácil de diagnosticar entre os que perderam votos, não entre os que ganharam.

    • José almeida says:

      José Seabra, o que está em causa não é quem venceu as eleições nem como as ganhou. Sou a favor da proporcionalidade directa. Por exemplo: na Madeira são preciso acerca de 5400 votos para eleger um deputado. Assim, e de acordo com os inscritos (256.000), seriam eleitos PSD-10, CDS-3, PS&Ca-2, PCP-1. Seriam eleitos 16. Como o número tem que ser ímpar, repescava-se quem tivesse maior número de votos ou excedentes, neste caso BE-1. A maioria absoluta ainda seria mais absoluta. Ficariam 17 deputados sentados e 30 cadeiras vazias. Não me acredito que na prática houvesse diferença significativa na actividade parlamentar. Não é a quantidade que faz a diferença. Depois os partidos teriam de refletir sobre os resultados e os abstencionistas seriam “visíveis”. Faço-me entender? Vão ser eleitos deputados que não receberam votos e isso não é legítimo. As vantagens são imensas e começavam logo na poupança em salários……

      Depois, e mais importante, quando houvessem votações parlamentares, haveria um certo aspecto ‘desolador’, que eu admito puder começar a despertar neurónios que os políticos puseram ao abandono. Os abstencionistas poderiam “ver” a sua atitude representada. Sou da opinião que o voto é a arma do povo, mas com o passar dos anos a pólvora secou e é necessário repensar o sistema eleitoral. Se em todas as eleições parlamentares, autárquicas e europeias se fizesse o mesmo estou certo que muita coisa mudava no mudava.

      O Marcelo, aquele que sabe tudo e de tudo, sugeriu o voto obrigatório. Quase estaria de acordo, não fosse a contradição que encerra, ou seja, ‘obrigar’ nunca é um acto de liberdade e as eleições encerram em si um acto de liberdade. Faz-me lembrar a afirmação …. ‘nomear voluntários.

      De resto, José Seabra, acho mesmo que o melhor é ir ao Oliveira beber mais um copo. Uma das duas coisas que o homem promete e nunca cumpre é …. ‘vou beber um copo’, normalmente bebe 2, 3, 4 … E o melhor vinho é esse mesmo, aquele que se bebe com os amigos.

    • Nightwish says:

      Felizmennte há pessoas com mais imaginação e trabalho na área do que o Seabra.

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_de_vota%C3%A7%C3%A3o


  8. José Seabra, não é José Almeida, mas sim, José almeida. O que tem a letra maiúscula faz “postes e comenta” o outro só comenta. Espero não lhe estar a dar uma informação errada.


  9. José almeida, que você só comenta foi o que disse. A confusão deveu-se ao José Seabra o ter tratado por José Almeida e eu ter confundido efectivamente com António Almeida. Obrigado

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