Cambada de ______________ (preencher a gosto)

Com que então o sr. Passos e c.ia fizeram um contrato tão bom, mas tão bom, que os problemas dos estaleiros ficaram para o estado, tendo ao comprador sido dada a carninha já sem ossos.

Bruxelas conclui que apoio estatal aos Estaleiros Navais de Viana foi ilegal
Reembolso de 290 milhões cabe aos ENVC, e não ao novo operador, a WestSea. [P]

Mete nojo, isto. É suposto que aquele que administra o bem público temporariamente o faça… defendendo-o. E o que vemos? Pois, mais um caso onde em último lugar está a maioria dos portugueses.

Assim se vão descobrindo os buracos resultantes da forma de fazer negócios tipo Dias Loureiro, fonte de inspiração para o primeiro-ministro, como o próprio repetidamente o confessou.

PS: Só para sabermos, o que tem Bruxelas a dizer do perdão fiscal de 85 milhões ao novo-BES e da lei feita à medida do velho-BES que permitiu ao Salgado lavar o dinheiro que tinha na Suíça, com zero consequências fiscais?

Comments

  1. Rui Silva says:

    Caro J.Manuel Cordeiro,

    Mas a ilegalidade não foi cometida pelo dono anterior dos estaleiros?
    Se sim, é natural que a responsabilidade seja do dono anterior. O mal foi a injeção de capital feita ilegalmente. Não foi o negocio da venda ao novo dono.

    cumps

    Rui SIlva

    • j. manuel cordeiro says:

      Para já, não vejo que seja claro que haja ilegalidade.

      Depois, quem faz um contrato tem muitas maneiras de o fazer. Uma delas era pegam nos ENVC com todas as suas vantagens e desvantagens. Esse é o que nos interessa a nós. Se não interessa ao comprador, não é bem problema nosso, pois não?

      • Rui Silva says:

        Se os problemas do passado passassem para o novo comprador , provavelmente os estaleiros nunca seriam vendidos. Um privado não pode recorrer a impostos para suportar erros de gestão, daí não poder assumir empresas sem viabilidade.
        O estado ao assumir o passado (mesmo que não vendesse teria que o fazer e cada dia que passava seria pior) conseguiu vender . Doutro modo, os estaleiros, estariam já fechados e teriam lançado para o desemprego mais umas boas dezenas de pessoas.
        Com o “bonus” que não mais terá problemas com esta industria que não domina, poupando-nos a nós contribuintes.

        cumps

        Rui Silva

        • j. manuel cordeiro says:

          Como sabe, as administrações foram de nomeação política. Tivesse havido escolha pela competência e não pelo cartão do partido e estar-se-ia melhor.

          Mas o problemas foi criado. Então que uma gestão competente fizesse o que o privado fez. Se este fez bem, não vejo porque é que outra gestão não o faria também.

          Portanto não vinha mal ao mundo se a venda não acontecesse.

          • Rui Silva says:

            Caro J. Manuel Cordeiro,
            A única maneira de as administrações não serem de nomeação política é privatizando a empresa (de Lapalisse).
            Você não vê razões para que a gestão publica não faça tão bem coo a privada, mas vê os resultados , e isso é que é importante.

            Ou seja não vemos as razões porque não somos da área da construção naval, mas vemos os resultados porque somos os acionistas.

            Desde 75 que os resultados tem sido acumular uma descumunal montanha de dívida, houve mais que tempo para recuperar a empresa, se houvesse talento para isso.
            Mais tempo com as mesmas condições, porque razão havíamos de obter resultados diferentes?

            cumps

            RS


        • A solução de vender como foi feita esta venda só é razoável para as pessoas que pensam como o Sr. Raul Silva que, no fundo, defendem que se eternize esta situação de corrupção e impunidade.

          Se as gestões das empresas do Estado (todos nós) fossem devidamente nomeadas através de concursos sérios e depois responsabilizadas pelo seu desempenho, as coisas passar-se-iam de outra forma!!!
          Se os gestores soubessem que a acontecer prejuízos teriam de dar contas e poriam em risco os seus haveres e liberdade, não aconteceria metade do que tem acontecido por aí fora, neste caso, BPN e quejandos, PODE TER A CERTEZA.

          Enquanto não se acabar em Portugal com este sistema/regime de partidocracia corrupto e de impunidade estas situações vão continuar e a miséria vai crescer, assim como o número de milionários!!!

          Informem-se do que se tem passado desde 1974


  2. Bruxelas conclui que apoio estatal aos Estaleiros Navais de Viana foi ilegal.

    Então, os que fizeram a ilegalidade, gastam o meu dinheiro, safam os compadres ricos e etc… não vão de choldra porquê?


  3. Pena que o comunicado se refira ao periodo de 2006 a 2011.O periodo do corrupto socrates. Ileteracia funcional não é boa para ler posts.


    • E depois ? Foi a equipa do Sócrates… choldra com eles.
      Pena é, que a equipa em exercício, não tenha ninguém lá dentro (da choldra) e olha que bem merecem…
      Gosto de respostas à Caixidré! Chama-lhe, antes que te chamem a ti !

    • j. manuel cordeiro says:

      ” Ileteracia funcional não é boa para ler post”

      Estamos de acordo. Este post é sobre o contrato de privatização.

      • Anouk says:

        Assim como asnos petulantes pseudo-intelectuais não fazem falta à humanidade…Este post é sobre política em portugal e no resto do mundo

  4. MJoão says:

    Tal como aconteceu e acontecerá com os bancos!

  5. MJoão says:

    iliteracia?!

  6. Dezperado says:

    http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1932036

    Acho que com esta noticia da para perceber melhor que tipo de gestao tinha os estaleiros de viana.

    “Como sabe, as administrações foram de nomeação política. Tivesse havido escolha pela competência e não pelo cartão do partido e estar-se-ia melhor. ”

    Nao sei a que partido pertence o espanhol, mas que ganhava bem ganhava, tudo em prol do bem publico.

    Se eu em 2015 comprar um carro e começar a receber multas referentes a 2014, tambem não as pagos, envio para o antigo propriatário do automovel.


    • Mas que raio de comparação, caro Sr.

      A empresa devia é ter sido vendida em todo o seu conjunto, o “osso” junto com a “carne” sem esconder nada, tendo quem comprasse o perfeito conhecimento do que estava a comprar.

      Quem vendeu só a carne e deixou o osso para nós pagarmos é que cometeu um crime e é isso que está a ser criticado (MUITO BEM, na minha humilde opinião) nesta publicação!!!

      Que é que isso tem a ver com o indivíduo que lhe comprou o carro, não legalizou a compra (e o Sr. não se preocupou em verificar isso) e cometeu ilegalidades com ele???

    • j. manuel cordeiro says:

      “Se eu em 2015 comprar um carro e começar a receber multas referentes a 2014, tambem não as pagos, envio para o antigo propriatário do automovel.”

      Se não consegue ver que um contrato de privatização e multas de trânsito são coisas sem paralelismo, não serei eu a explicar a diferença.

  7. j. manuel cordeiro says:

    ” A única maneira de as administrações não serem de nomeação política é privatizando a empresa (de Lapalisse).”

    Há uma coisa chamada concurso e outra chamada recrutamento. A nomeação política só não chega à empregada de limpeza porque… o cargo não tem regalias.

    Mas estou familiarizado com o argumento. Simplificando, é como como as baixas por falso atestado médico, onde se dificultaram as baixas em vez de se procurar acabar com os falsos atestados. Aqui diz-se que o estado é incompetente a gerir, por isso dá-se a gestão ao privado. E depois acontecem coisas como a PT, para dar um exemplo. E vamos a ver o estado, ou melhor, as pessoas que tomam conta do estado em dado momento, nem sequer saíram das empresas.

    • Rui Silva says:

      Caro J. Manuel Cordeiro,
      Você não apanhou ainda e essência da coisa.
      Concurso ou nomeação não resolve coisa nenhuma.
      Se você analisar bem, o problema não é esse. Há bons e maus gestores no privado e no publico, é da natureza.
      O problema aqui consiste no facto da decisão não passar pelo acionista(que no caso de correr mal assume a perda).
      No setor público, o decisor não sofre as consequências das suas decisões, com o bónus adicional de poder “externalisar” as perdas distribuindo-as pelo contribuinte (acionista).
      Isto conduz inexoravelmente a estas situações.

      Veja o Caso da PT. Os acionistas estão a gora a assumir as consequências das suas decisões. Lembra-se que não aceitaram a entrada de um novo sócio aqui á uns anos atras (Belmiro de Azevedo)?
      Mas como a PT não é nacionalizada, o contribuinte não perde nada. Imagine que era pública.
      Tínhamos que assumir as perdas e ficávamos a discutir se a gestão era ocupada por pessoas nomeadas por opção politica ou por concurso, etc .

      cps
      Rui Silva

      • j. manuel cordeiro says:

        “No setor público, o decisor não sofre as consequências das suas decisões, com o bónus adicional de poder “externalisar” as perdas distribuindo-as pelo contribuinte (acionista).
        Isto conduz inexoravelmente a estas situações.”

        Claro que este é um dos problemas, estamos de acordo. Mas não acho, no entanto, que será privatizando que a questão se resolve ou não. Tudo depende se o estado continua a interferir no negócio. E não é por se privatizar que as coisas mudam necessariamente. Vejam-se os exemplos destas pseudo-privatizações (EDP, REN,…) que tivemos.

        O problema resolve-se se os políticos estiverem sujeitos a contra-poder, coisa que actualmente não acontece. Qualquer ministro ou secretário de estado pode meter o país de pantanas que nada o parará. Veja-se a reforma da justiça ou a lei da cópia privada, só para dar dois exemplos.

        É aí que está a natureza do erro, no poder absoluto que um governo tem. E é aí que o erro deve ser corrigido.

    • Rui Silva says:

      Agora em relação á “mulher da limpeza” ( Deixando de lado a questão das regalias , que as há-de ter, pois caso contrário não teria quem desempenhasse essa função ) .
      Imagine que na sua casa a empregada de limpeza era contratada (ou despedida) pelo seu vizinho, mas você pagava ao seu vizinho para que ele depois pagasse á empregada (portanto tudo com o seu dinheiro).
      Está a ver como evoluía esta situação ….

      cps

      Rui Silva

      • j. manuel cordeiro says:

        “Deixando de lado a questão das regalias , que as há-de ter, pois caso contrário não teria quem desempenhasse essa função”

        Não estava a olhar para o salário como uma regalia. Este é uma compensação do trabalho. Regalia é bem mais do que isso.

        Sabe, isto no serviço público, as coisas vão muito para além do dinheiro. Por exemplo, se a PT fosse privada nos anos 80, acha que o interior do país teria hoje telefone?

        E a água, é algo que queremos sujeito aos critérios do negócio?

        Temos visto tantas privatizações e nem por isso os nossos serviços têm melhorado e/ou baixado de preço. Por outro lado, privatizar transfere o controlo do estado-governo para o estado-empresa, que algo bem real que hoje em dia observamos. Uma multinacional tem, frequentemente, mais poder do que um governo. Apesar deste ser eleito, enquanto que a primeira… bem, a primeira segue o padrão do lucro.

        [editado]

        • Rui Silva says:

          Caro J. Manuel Cordeiro,

          Não tinha aqui voltado e não tinha lido estas suas respostas.
          Estou em parte em concordância consigo.
          Concordo por exemplo com o que você classifica como estado empresa.
          Realmente nesse esquema o que se passa não são privatizações reais, tratam-se de negociatas entre governantes e capitalistas de compadrio.
          Concordo com os exemplos que da da REN, EDP etc.
          No entanto, quanto a mim o problema está na participação do estado na economia que devia ser minimizado.
          O estado privatiza e depois ( e também antes) toma iniciativas legislativas que protegem estas empresas.
          Porque é que a EDP foi dividida e depois privatizada ?
          Vejo a coisa como um jogo de futebol em que o estado é o arbitro , mas de vez em quando pega na bola e marca uns golos.
          cumps

          Rui Silva

  8. j. manuel cordeiro says:

    ” Ileteracia funcional não é boa para ler post”

    Estamos de acordo. Este post é sobre o contrato de privatização.


  9. ” A única maneira de as administrações não serem de nomeação política é privatizando a empresa (de Lapalisse).”

    Até 1974 a empresa não foi privatizada e foi sempre viável, dando até bastante lucro e sendo respeitada e bem vista nos trabalhos que executava!!!

    Conclusão que poderemos tirar:

    Afinal o COMPADRIO e os EXPLORADORES DO POVO, são bem piores depois da libertadora revolução dos cravos que antes!!! É que INFELIZMENTE este NÃO é caso ÚNICO… longe disso.

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