Regressando a Pedro Cosme Vieira

pedro cosme vieira

Um artigo no Ionline lançou definitivamente na ribalta Pedro Cosme Vieira, o matador de pretos.

Alcançada a fama que pretendia, e esperando nós que o Ministério Público leia jornais e se lembre do artigo 240º do Código Penal, também o deputado Duarte, Marques, o citador que trouxe à luz o Cosme Vieira, se dedica a uma coisa dedicada a Francisco Louçã, com uma profundidade filosófica tal que me limito a roubar um comentário do Marco Santos no Facebook:

– A lógica é uma batata, logo, o Duarte Marques é um tubérculo.

Ora o deputado do PSD bem pode tentar passar por entre os pingos da chuva, mas pelo menos em relação ao seu partido há um detalhe: a 8 de Março do ano da graça de 2013 Pedro Vieira Cosme dissertou sobre o modelo de financiamento do sistema de ensino, adivinhem onde? no PSD de Paranhos. E já agora, convidado por quem? por Nuno Altavilla Sousa, suplente da Comissão Política Distrital do Porto do PSD, e já agora da Comissão Executiva do Instituto Ludwig von Mises Portugal. Outro que provavelmente só convidou, nunca leu os vómitos de Pedro Cosme Vieira, ia a passar na rua, cruzaram-se, convite feito. Continuar a ler “Regressando a Pedro Cosme Vieira”

Não privatizarás o meu trabalho, Nuno Crato

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Amanhã decorre o chamado PET for Schools, um teste diagnóstico de inglês que Nuno Crato decidiu privatizar, entregando-o a uma organização estrangeira e sendo supostamente subsidiado por quatro empresas incluindo um banco e uma das duas editoras de manuais escolares, assunto que a PJ anda a investigar. Foi-me distribuído como serviço docente vigiar uma sala onde os alunos servirão de cobaias para uma treta que não serve para nada. Não vou, nem farei greve.

Não serve para nada porque, explicam-me vários professores de inglês, a prova se destina a avaliar um modelo de ensino que não temos, baseado em conversação nas aulas, obviamente decorrendo em turmas pequenas e não nas nossas que podem chegar aos 35 alunos. Também porque não contribui para a avaliação dos nossos alunos, e, como hoje foi revelado, caso estes não se sujeitem ao brinquedo ministerial a consequência será “a não produção de um resultado”.  Ou seja, nada mais nada igual a zero. Uns 4000 e mais qualquer coisa que pagaram 25 euros recebem, se tiverem aproveitamento, um diploma sem qualquer utilidade prática.

Andamos assim a brincar com o tempo dos alunos, com a vida dos professores de inglês obrigados a humilhações e trabalhos, e amanhã com a ética profissional do professor da escola pública, que tem como missão servir o público e não interesses privados, como é óbvio tudo isto serve apenas para posicionar uma das entidades que se dedica ao ensino de inglês. Continuar a ler “Não privatizarás o meu trabalho, Nuno Crato”

Pretende enriquecer? Dedique-se à aldrabice bancária

UBS

Como fazer: adquira um banco, se possível grande demais para cair, contrate meia dúzia de corruptos, preferencialmente políticos caso venha a precisar de um resgate patrocinado pelo dinheiro do contribuinte, e inicie já a sua carreira na área da aldrabice bancária. A aldrabice bancária, ao contrário de outras formas de aldrabice convencionais, permite-lhe a utilização de várias técnicas e/ou instrumentos considerados pouco éticos ou mesmo ilegais mas nada disso interessa. O que interessa mesmo é que você lucre, doa a quem doer. Caso surja algum problema de natureza legal ou financeira, basta colocar um dos seus corruptos a funcionar. Não existem garantias de imunidade absoluta pelo que poderá ter que participar numa encenação judicial em que o seu bom nome será colocado na lama com a mesma velocidade a que os seus bens serão colocados no nome da sua esposa ou filho. Não desespere. Trata-se de uma situação passageira. Em pouco tempo estará de volta ao seu iate.

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