Passos elogia, “de uma forma muito amiga e especial”, Dias Loureiro

O sumário estava feito mas isto tem que ser visto e ouvido para se constatar o entusiasmo com que Passos Coelho saúda e elogia Dias Loureiro.

Dias Loureiro foi um dos principais responsáveis do BPN, que causou aos contribuintes um prejuízo superior a 4.700 milhões de euros. Passos Coelho elogiou Dias Loureiro, nesta quinta-feira, dizendo que é “um empresário bem-sucedido” que sabe que se “queremos vencer na vida” “temos de ser exigentes, metódicos”. [ESQUERDA.NET]

O que de mais notável há nos últimos três governos liderados por ex-jotas é a total ausência de vergonha na cara. Nem se dão ao trabalho de disfarçar.

Gente séria

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Diz-me com quem andas…

Durante o seu discurso, Passos Coelho fez referência a Manuel Dias Loureiro, que é natural de Aguiar da Beira e estava presente na cerimónia.
“Conheceu mundo, é um empresário bem-sucedido, viu muitas coisas por este mundo fora e sabe, como algumas pessoas em Portugal sabem também, que se nós queremos vencer na vida, se queremos ter uma economia desenvolvida, pujante, temos de ser exigentes, metódicos”, afirmou. [NEGÓCIOS]

Outra pérola:

“Tenho a certeza de que a generalidade das pessoas em Portugal percebe hoje que o preço que todos pagámos para reequilibrar o barco foi muito elevado [*]”, afirmou, durante a cerimónia de inauguração da queijaria Sabores do Dão, em Aguiar da Beira, distrito da Guarda.

E vamos a ver, não é que aquele que aponta o dedo tem três dedos a apontar para si?
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Oceanário fresquinho

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A empresa de Soares dos Santos quer comprar o Oceanário. Estou a perceber. Cantemos todos em coro:” Pingo Doce, venha cá”.

E se isto tivesse acontecido na Rússia, na Venezuela ou no Irão? (V)

Não penso

 

No país que muito provavelmente mais golpes de estado patrocinou, entre dezenas ou mesmo centenas de invasões e ataques militares que devastaram países, cidades, serviços básicos e sobretudo pessoas, que em muitos casos foram empurradas para um nível de pobreza muito abaixo daquilo que algum dia teriam imaginado, em países que já de si existiam em situações extremamente frágeis, para não falar dos mortos, nos regimes totalitários que se instalaram e nas ervas daninhas que plantaram, entre as quais a Al-Qaeda será a sua obra-prima, ainda existe violência racial. O que não é grande novidade claro. A novidade é que em Baltimore a paciência parece ter chegado ao fim.

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O Cosme volta a atacar e cito:

Reparem bem, eu avanço com duas hipóteses 1) trazer a pretalhada para cá de forma segura nos aviões da TAP e 2) afundar os barcos e matar a pretalhada.

Viktor Orbán, fascista assumido

Orbán Viktor; VAN ROMPUY, Herman; MERKEL, Angela; DURAO BARROSO, José Manuel

 

Viktor Orbán é uma daquelas pessoas – acho que conta como pessoa, não tenho bem a certeza – que se presidisse a um partido como o Syriza ou o Podemos seria considerado uma ameaça à liberdade e a não sei quantas coisas mais. Felizmente para ele, a opção pela extrema-direita tem-se mostrado uma escolha acertada. Governa a Hungria, agora sem maioria, mas continua em grande forma no que às melhores práticas fascistas diz respeito. E enquanto alguns dos colegas do Partido Popular Europeu (PPE) que podemos ver na foto se dedicam a evitar que o actual governo grego exista, o primeiro-ministro húngaro dedica-se a outras causas como a cruzada pela discussão da reintrodução da pena de morte na União Europeia ou o envio de imigrantes para “campos de internamento”, para serem forçados a trabalhar,

Se isto fosse na Rússia de Putin, bom amigo de Orbán, na Venezuela ou no Irão, soariam alarmes de direitos humanos, neounicórnios cor-de-rosa relinchariam em profunda indignação e o mundo estaria provavelmente perdido. Mas a Hungria do Orbán, que até já foi vice-presidente desse bastião da cultura democrática que é o PPE, não é um desses desvarios esquerdistas que nos levarão à perdição. Afinal de contas, o homem só quer poder eliminar cidadãos “inconvenientes” e criar uma versão moderna dos saudosos campos de trabalhos forçados. Puxão de orelhas e está resolvido. Entre isso e deixar os maluquinhos das reestruturações de dívida à solta, deixem andar o Orbán. Mais fascista menos fascista, este pelo menos já saiu do armário. Será que o jornal do regime também lhe arranja uma história de amor daquelas mesmo fofas e… falsas?