Quando os animais escrevem manuais


António José Silva e Cláudia Simões escreveram o novo manual de Físico-Química para o 9º ano intitulado Zoom, publicado pela Areal Editores. Feito um zoom ao caderno de exercícios, encontra-se isto:
zoom areal editores

Na impossibilidade de largar o António José Silva da varanda, eventualmente cruzando-se com a Cláudia Simões empurrada de uma janela 2 metros abaixo, e de calcular os estragos que ambos causariam ao piso da calçada, tendo em conta a densidade de calhau rolado que ambos demonstram possuir, limito-me a sugerir que ninguém adopte este manual. É o mínimo, e manuais escritos por animais têm um bom destino: o zoológico.

Imagem roubada no Facebook a Luísa Coelho.

Adenda: a jornalista Clara Viana, com o seu habitual rigor quando se refere a assuntos denunciados no Aventar, descobriu que o exercício após a sua publicação numa página pessoal do Facebook, anónima, “foi replicado depois por uma série de blogues” e escreveu no Público sobre o assunto. A editora já pediu desculpa, o exercício será retirado, mas aos teocratas da Física (fisiocratas é outra coisa) que agora aqui vêm defender o indefensável aproveito para deixar uma citação do Carlos Fiolhais, e discutam lá a vossa ciência com ele, que por mim, assunto resolvido, acabou a pachorra, e já me falta muito pouco para começar a defender o Crato e a  Maria de Lurdes Rodrigues

Em declarações ao PÚBLICO, o físico Carlos Fiolhais, que também é autor de manuais escolares, considera que o exercício “é, por razões éticas, inadmissível do ponto de vista didáctico”. “Não se devem fazer experiências desse tipo com animais, uma vez que estes têm direitos”, especifica.
Fiolhais explica que o enunciado proposto nada tem a ver com o que é descrito no problema do “gato que cai”, um clássico da física onde se tenta perceber “por que razão os gatos caem normalmente com os pés para baixo depois de darem várias voltas”. “Para a disciplina em causa e para o nível etário em causa, qualquer objecto pode servir para exemplo. Dar um exemplo de ‘lançamento de um gato’ é inteiramente inaceitável”, conclui.

Sobre João José Cardoso

Comments

  1. Carvalho N.A. Folha says:

    Numa sociedade que considera normais espectáculos bárbaros em que “pessoas” se divertem a torturar animais nas arenas e nos circos, numa sociedade em que o (péssimo) serviço público da RTP transmite esses espectáculos degradantes, o que esperava?
    Claro que bestas tentam educar as crianças a considerar normal a bestialidade. É a merda de povo que temos.

  2. António Duarte says:

    Os “cadernos de actividades” não fazem parte das adopções obrigatórias, embora as editoras tentem sempre impingir a professores e pais estes anexos, muitas vezes feitos a despachar, sem qualidade e por vezes, como é aqui evidente, sem sequer um mínimo de bom senso.
    Que quero crer que seja apenas isso; espero que os fisico-químicos que escreveram tal coisa não pensem que os gatos existem para serem atirados da varanda abaixo…

  3. Não é um exercício propriamente feliz, mas não nos podemos esquecer que é um gato hipotético. E há que ter a devida perspectiva, já que a ilustração sugere que não há consequências de maior para o gato e a verdade é que na realidade estes podem cair de alturas superiores sem danos de maior. Há a questão da atitude do rapaz, claro está, mas não nos esqueçamos que apenas ficção. É um pouco infeliz, mas ficção.
    Sou defensor do bem-estar dos animais como qualquer outro. Mais, aliás. Mas fazer tempestades em copos de água desta forma acabam por descredibilizar a acção de quem de facto trabalha na área de bem-estar animal, cuja posição acaba, por proxy, por ser vista como extremista. E não é o caso…

    • Apelar ao incumprimento de uma lei, apregoar à ignorância científica sobre um animal e suas capacidades perdurando uma lenda medieval, e pior do que isso, utilizar uma altura, 5 metros, onde a probabilidade de o gato sofrer lesões graves aumenta, não é só infeliz: é um crime.
      Faça favor:
      “It is a misconception that cats won’t be injured if they fall from one or two story buildings. They may actually be at greater risk for injury when falling shorter distances than by falling from mid-range or higher altitudes. Shorter distances do not give them enough time to adjust their body posture to fall correctly.”
      http://cats.about.com/od/catsafety/a/highrisefalls.htm

      • Nuno Costa says:

        Eu quero crer q se a reacção da hipotética queda de um gato a 5 metros é assim qual seria se fosse de uma altura bem superior! Era linchamento publico na certa, lol

        • Nascimento says:

          Ó parvalhão,, um tipo que escreve como tu ( q) não é lol, é um esfarrapado estupido. Usa o português correto, não sejas calão.
          Já agora, de uma janela abaixo devias tentar tu, qual seria a reacção hipotética ( dos gatos)???

          • Nuno Costa says:

            qdo nos falta argumentos a primeira coisa q os pobres de espírito atacam é a gramática e seguido da pessoa… trivialidades

    • Brites Araújo says:

      Ser o “gato hipotético” ou não não é a questão. A questão é a escola poder apadrinhar a ideia de que os maus tratos a animais são aceitáveis e que não faz mal serem usados para experiências que privem as leis da física ou de outra cousa qualquer. É vergonhoso que uma editora vocacionada para os manuais escolares aceite autores destes.

    • Luísa Coelho says:

      A observação ‘não há consequencias de maior’ provém do conhecimento estatístico dos resultados da queda? 90% sobrevivem, com lesões graves ou muito graves provocadas directamente da queda. 10% morrem, a tal consequência de menor. Dos 90% que sobrevivem, a maior parte foge e perde-se ou é atropelado. Realmente, afinal este exercício é apenas figurado, não ha Diogo nenhum e não há TPC: experimenta com o teu gato. Afinal, não são apenas acéfalos os professores que escreveram o excercicio.

    • Tenho um gato que caiu de uma altura dessas. Esteve desaparecido quase uma semana. Encontrei-o assustadíssimo dentro de um buraco. Tinha dificuldade em andar. Hoje está bem. Já agora proponho um exercício: “O Diogo resolveu atirar sobre autores de livros de exercícios. Calcule a velocidade da bala e a força de impacte.” É claro que os autores de livros são hipotéticos e todos sabem que tendo em conta estarem revestidos de casca grossa, o impacto da bala será desprezível.

      • Lá está a ignorância:
        [Código penal]
        «TÍTULO VI
        Dos crimes contra animais de companhia
        Artigo 387.º
        Maus tratos a animais de companhia
        1 – Quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias.
        2 – Se dos factos previstos no número anterior resultar a morte do animal, a privação de importante órgão ou membro ou a afetação grave e permanente da sua capacidade de locomoção, o agente é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias.
        (…)
        Artigo 389.º
        Conceito de animal de companhia
        1 – Para efeitos do disposto neste título, entende-se por animal de companhia qualquer animal detido ou destinado a ser detido por seres humanos, designadamente no seu lar, para seu entretenimento e companhia.

      • Quanto à parte científica, estou-me a borrifar para o que a física diga sobre a queda de gatos. É que a ciência que estuda a queda dos gatos chama-se veterinária, ou quanto muito zoologia. São eles que lidam com gatos que caírma, ou foram empurrados pelos Diogos e autores deste manual em todo o mundo. E volto a repetir o que deixei acima, é só ler: http://cats.about.com/od/catsafety/a/highrisefalls.htm

        • joão lopes says:

          a resposta do nuno franco é “bestial”,acontece que ainda não fez a pergunta certa,ou seja:e o gato,meu amigo,mas alguem perguntou ao gato se gosta de ser mandado de um quinto andar? e se mandarmos o PPC do quinto andar,será que o homem dá a volta?

          • Caro João José, estou mais que a par da actual legislação. Só estou é à espera que fundamente a acusação que faz, nomeadamente a de que o exercício em questão apela ao incumprimento da lei. Mais, gostaria de saber como considera justificável fazer uma afirmação deste calibre e depois desumanizar os autores do exercício, ao ponto de entreter a ideia de os atirar de uma janela abaixo. Esta sua intervenção, no “animalismo” é exagerada, e no humanismo é um zero absoluto.

            “Alegações extraordinárias carecem de provas extraordinárias” (C. Sagan). E neste capítulo falha em todas as frentes. Onde está a evidência que a existência deste exercício levou a um aumento do lançamento de gatos em altura? Ou da vontade de o fazer? Onde está a violação da lei patente neste exercício ou na sua resolução por qualquer aluno? Ademais, a ser assim, a divulgação que faz aqui do exercício não fará de si também um transgressor? Não estará a dar ideias a esses vis e influenciáveis jovens que considera irem beber inspiração para as suas patifarias aos livros de física do 9º ano?

            Mais, reitero que um gato que caia desta altura não terá mazelas de maior. Note que a referência científica que providencio no meu blog nem sequer inclui quedas de primeiro andar na amostra. Porquê? Exactamente porque não dão entrada nas urgências. Se quer fazer uso de referências (e deve), ao menos use referências primárias e científicas, como a que incluí (e de veterinários, pasme-se) e não descontextualizadas pela ASPCA.

            Mas o facto de não serem expectáveis consequências de maior de uma queda desta altura implica que se deve atirar um animal seja de que altura for? Claro que não, mas ilustra como faz aqui uma tempestade num copo de água, atirando-se a moinhos de vento onde crê ver perigosos gigantes. Não está em causa o mau-gosto do estudo (mas apenas porque o gesto que leva à queda do gato é deliberado, retirando-se esse elemento é um exercício interessante e com imenso potencial para explorar, na física, na biomecânica, na etologia) mas antes o seu exercício de ódio aos seus colegas de profissão. Está no pleno direito de fazer uso da sua liberdade de expressão, mas incitar ao ÓDIO é um abuso inaceitável dessa liberdade, do ponto de vista moral. E eu já vi o que atitudes como esta podem fazer.

            Como o JJC disse, e ainda que sem se aperceber da verdadeira dimensão da afirmação, os autores são também e de facto animais, e merecem-lhe por isso pelo menos igual consideração à que dá ao gato conceptual. Talvez mais um bocadinho, não sei. Digo eu que faço do bem-estar animal profissão, mas que acima de tudo sou um humanista.

            Ciência, evidência, razão, ponderação, pensamento critico. Essas são as linhas com que se deve coser um debate a este nível sobre um tema deste género. Já a verborreia e fel que derramou neste blog são indignos deste e não me merecem mais comentário. Mas quero acreditar que é capaz de melhor. É o meu pior defeito, ainda acreditar na humanidade…

          • Eu não discuto Física. Discuto o que conheço: pedagogia, valores éticos e educação.
            Não reconheço à Física competência científica para avaliar os danos que uma queda provoca ou não a um gato, porque aprendi que isso compete à biologia e à veterinária, porque ainda sei umas coisas de Filosofia.
            Agora, se não entende que o enunciado claramente passa por cima da lei, do bom senso, dos mínimos pedagógicos, da ética e da educação, percebe tanto de ciência como eu futebol. E eu passo a vida a dizer coisas sobre futebol, com paixão, e sem competência nenhuma.

    • João says:

      Hipotético?! E se algum desses alunos pegasse num gato “hipotético” e tentasse realizar a experiência de verdade? Porque tinha de ser um animal se podia ser qualquer objecto? É de mau gosto e não pedagógico!

      • Nuno Costa says:

        isso era itnerna-lo, pena para o gato mas era uma boa oportunidade de separar pessoas q n conseguem separar a realidades, pode ser q se evitasse algo pior

    • Olhe desculpe lá, mas que tipo de ficção acha você que passa pela cabeça da criança que está a ler isto? Se muitas se atiram de janelas por verem os desenhos animados a pensar que vão voar, imagine o que não fazem elas quando leem este tipo de exemplos em MANUAIS ESCOLARES que, supostamente, servem para INSTRUIR quem os lê e os estuda. Para além de que os animais, assim como as pessoas, têm direitos, e estes devem ser respeitados. Este exercício impele, inevitavelmente, a um pensamento positivo e desculpabilizado em relação aos maus tratos animais. E como disse Carlos Fiolhais “Para a disciplina em causa e para o nível etário em causa, qualquer objecto pode servir para exemplo. Depois admiram-se que as crianças (futuros adultos) sejam cada vez mais insensíveis e agressivos. E não me venham cá com tretas que são exemplos hipotéticos, porque é por essas e por outras, que os tais hipotéticos se transformam em exemplos da VIDA REAL! Tomem juízo!!

  4. Falta de imaginação, não havia outro exemplo possível?

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Havia sim caro Teófilo Braga.
      Era o de colocar um dos autores hipoteticamente (ou mesmo os dois) a cair da janela e questionar qual a profundidade do buraco que se formaria no passeio conforme, hipoteticamente caíssem de rabo ou de cabeça…
      Independentemente do motivo que serviria de exemplo, uma coisa é clara: numa sociedade como esta em que os meios ditos de informação nos agridem diariamente com barbaridades, deveria haver lugar a pensar um pouco mais e melhor.
      De mais a mais, sendo o livro dirigido a adolescentes.
      A cabeça também serve para pensar, mesmo para os que escrevem manuais de exercícios de física e química.

      • Nuno Costa says:

        Eu acho sempre fantástico qdo pessoas se conseguem revoltar mais contra pessoas do q contra um nada q é feito contra animais. Sim pq ha diferenças éticos substanciais entre o q os autores fizeram e estas comparações macabras

        • Diogo Galvão Castiço says:

          Você esta errado.

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          Caro Nuno Costa.
          A questão não é a revolta contra pessoas ou a defesa intransigente dos animais. Revolto-me contra um qualquer animal que morda em quem ande sossegado seja o animal humano ou não.
          A grande diferença é que os ditos racionais,pensam e sabem pesar as suas atitudes ou pelo menos, têm essa obrigação. Um irracional é bastante mais limitado, por natureza, sendo fundamentalmente comandado pelo instinto.
          Eu queria colocar aqueles professores no grupo em que eu e o caro Nuno Costa nos movimentamos ou seja no grupo dos racionais. Mas o exemplo que eles dão, não ajuda nada, por mais esforço que se faça.
          É assim, mal comparado, uma espécie de analfabetismo funcional, que se caracteriza pela pessoa só discutir os temas que domina, sem contudo ter o menor cuidado em associar o que diz ao meio que o circunda. E quando muda de tema, é um desastre completo.
          O meu comentário tem exactamente esse objectivo.
          Não sou propriamente um activista na defesa dos animais, mas respeito-os muito.
          E como dei aulas muitos anos, entendo que a pedagogia é uma valência fundamental de alguém que se diz ou quer ser professor.
          Aqueles dois professores (presumo que o sejam) só demonstram que têm uma necessidade imensa de aumentar o seu alfabetismo funcional (quero ser simpático), entrando pela porta da pedagogia.
          E aprender mais e mais, para servir melhor (sobretudo as crianças e adolescentes) é uma obrigação.

  5. Nuno Fernandes says:

    Consultei o site da Areal e fiz pesquisa por “Zoom”, aparecem apenas manuais para o 7º e 8º… ou o do 9º foi retirado ou trata-se de uma gralha.
    Em todo o caso, acho uma completa estupidez colocar exemplos destes, um manual escolar serve precisamente para educar e formar mentalidades, quando uma editora permite algo deste tipo não me merece qualquer tipo de credibilidade.

  6. Nuno Costa says:

    Não tarda será preciso um conselho de ética para proceder a problemas de fisico-quimica…n sei se serão por ser de artes ou de humanidades mas eu como de ciências mal reparo na questão de ser gato, em física tudo se reduz a pontos.

    • O facto de alguém ser professor de Física não o obriga a ser uma besta.
      Dito de outro modo: nem todos os que contribuíram para o fabrico da bomba atómica foram monstros, alguns fizeram-no até sem querer. Já o Oppenheimer, merecia ser lançado de uma varanda, mas bastante mais alta.

    • Brites Araújo says:

      É pena que oara si tudo se refuza a pontos. Se estas questões não me deixassem muito mal disposta diria que você é um grande ponto.

      • Nuno Costa says:

        Q exemplo de homem q vc é, ataca o seu semelhante por ter uma ideia diferente, n q qq pessoa de bom senso diga q eu defenda o lançamento de qq gato por causa do bem estar hipotético de um gato, vc é grande!!

    • Pedro says:

      Nuno Costa, se tudo na ciência tudo se resume a números, poderia lá estar o Nuno Costa, em vez de um gato, ou um bebé, com o mesmo peso do gato. Dá-se conta do ridiculo do que diz? Os seus colegas de ciências partilham essa visão descomplexada das ciências? E precisa de um conselho de ética para lhe explicar estas coisas? Ena!.. Experimente antes ligar o quadro eléctrico dos seus dois neurónios e ponha a funcionar a sinapse.

      • Nuno Costa says:

        Meu caro, ha inúmeras hipóteses de um gato cair de uma altura de 5 metros e n sofrer um beliscão, se está naquela altura do mes em q se apresenta super sensivel e q para procurar ganhar argumentos recorre a imagens q nada tem de comparável, melhor mm é procurar tratamento. Pq se forem comparáveis quer dizer q apresentando o dilema de qual dos 3 escolher seria indiferente qual dos 3 salvar e isso em si seria mt grave. Sei bem entre quem escolher, vc ou quem colocou o malfadado problema.

        • Pedro says:

          Nuno, o gato pode sofrer e pode não sofrer, depende de vários fatores, dai que não aconselhe ninguém a fazer a experiência de atirar um gato de um quinto andar e que seja também objetivamente errado colocar a uma criança, numa prova, essa hipótese. É errado, é bizarro, mas não sei como lhe explicar melhor. Mas não se irrite, você tem um espírito científico à prova de bala, é um gajo cool, nem sei porque perde tempo a comentar tal ninharia. Vá unir pontinhos.

          • Pedro says:

            Corrijo: em vez de “quinto andar” leia-se “da varanda de um quarto a cinco metros do solo”; para o efeito, é o mesmo.

          • Nuno Costa says:

            Os problemas físico química de 9 ano n são crises existenciais filosoficas, este problema em questão relata algo q aconteceu e podemos inclusive imaginar pq é igualmente valido assumir q n se aleijou (consigo imaginar inúmeras situações em q tal aconteça), e num nível mais avançado calcular em q circunstâncias tal aconteceria.
            Você acha errado apresentar o q acha mal,pq q crê q uma pessoa só aprenda com o bem? N minimize as pessoas, dê lhes algum crédito.

          • Pedro says:

            Nuno, muito bem, vamos afastar daqui qualquer angústia existencial e filosófica e o bem e o mal. Vamos colocar isto no plano puramente académico e teórico, como o Nuno o entende, tão puro como o hidrogénio. Porque não, então, apresentar o seguinte enunciado: “O Diogo largou o irmão de três anos da varanda do seu quarto a cinco metros do solo (…)”?. Note que há casos comprovados de crianças que sobreviveram a quedas até de maior altura. Continue você, que estou curioso para ver até onde isto vai.

        • Diogo Galvão Castiço says:

          Há quem seja baleado e sobreviva….”Joãozinho agarrou na caçadeira do pai e disparou sobre a Mãe que com o susto deu um pulo de 30cm sobre uma superficie molhada, aterrou com um força de 92kgs sobre o pé direito escorregando e entrando em desiquilibrio chocando contra o Joãozinho que acidentalmente disparou o segundo cartucho da arma cujo cano secundário se encontrava a 102graus centifrados. Quantos cartuchos leva a arma do pai do Joãozinho….ora…simples…ainda bem que ninguem se magoou. Certo? Esta errado porra.

    • Diogo Galvão Castiço says:

      Pelo facto da ciência se ter afastado da ética humana é a razão pela qual você enquanto humano não vê problema nenhum em se atirar um animal da varanda. Posso-lhe dizer: é errado. Dou-lhe esta lição de borla.

      • Nuno Costa says:

        Diga-me onde é q eu disse q n acho errado atirar um animal pela janela. Gostaria de saber onde cometi essa minha lacuna ética meu caro.

  7. Carlos says:

    Acho engraçado o problema e até sugiro outro em que se aplique de forma motivante a cinemática: “A quinta garrafa de cerveja mini, ingerida pelo Pedrito é por ele arremessada do Ponto P com uma velocidade de 10 m/s na direção de um polícia, sendo que a trajetória forma um ângulo de 45 graus com a horizontal, atingindo o ponto Q …” é só ter imaginação, porque afinal tudo se resume a pontos.

    • Nuno Costa says:

      Talvez num mundo paralelo vc veja como um incentivo à violência, de uma mm forma q matar pessoas em jogos certamente q o será. Ha quem olhe para o dedo e ha quem olhe para onde este aponta, são posições.

      • Diogo Galvão Castiço says:

        Ui….temos ciencio-losofia. Porque não se cala? OBRIGADO.

        • Nuno Costa says:

          O seu problema é q ler é algo q lhe agride o intelecto, estimula demasiado a sua sensibilidade, mas o remédio mais pratico n será mandar calar as pessoas mas abster-se de ler.

          • Diogo Galvão Castiço says:

            Facebook.com/monsantoacavalo – a minha página. Vai ler intelectual de treta e para de defender o indefensável. Obrigado

  8. É simplesmente idiota criticar o Crato por isto (e há tanto por onde pegar). Para além de gatos hipotéticos (normalmente) não ficarem feridos em experiências científicas, o problema é um clássico da Física, e o exemplo usado tem de ser o do gato, porque eles têm aquela coisa de se virarem no ar quando vão a cair, aparentemente contrariando as leis da natureza. http://en.wikipedia.org/wiki/Falling_cat_problem

    • Parece-me que nesta página a palavra Crato é estreia tua. O processo de adopção dos manuais escolares é muito criticável, e tem resultados como este (os meus colegas não tinham dado por este problema), mas disso tratarei em breve quanto aos manuais que me respeitam.
      Quanto à coisa, lê os comentários, sff. A uma altura destas não há tempo para a coisa, e os gatos aleijam-se e podem morrer.
      Se é um problema clássico de Física, já mo disseram, posso acrescentar que o “atirei um pau ao gato” é uma cantiga popular infantil, e que associar gatos a feitiçarias uma velha superstição popular, tal como a de terem 7 ou 9 vidas. É contra essa cultura que estou. Neste caso bastava que o gato não fosse lançado, para a asneira ter uma dimensão menor.

      • não percebo: mas então a experiência relatada aconteceu mesmo? o gato afinal não é hipotético, i.e., inexistente?

        • Este exercício, num manual do 9º ano, não é hipotético, é narrativo e existe. Diz expressamente que o Diogo lançou, ou seja, atirou, maltratou um animal de companhia. O código penal sobre o assunto, acabei de aqui o deixar.
          Também posso ir à procura de umas cenas pedagógicas, como os objectivos transversais do 3º ciclo, para demonstrar que um manual não pode narrar com esta naturalidade o lançamento de um gato, seja ele de que área for. Supõe-se que as escolas formam cidadãos mais que não seja para o cumprimento da lei.
          Um lei que diga expressamente que não se pode utilizar um exemplo destes, tal como “o Diogo disparou um arco sobre o Manuel” ou “qual o efeito do ácido sulfúrico lançado pelo Etelvino à cara da Gerturdes”, etc etc, não existe.
          E não existe porque o senso comum é suposto ser comum ao existente na cabeça de um autor de manuais escolares, que não são exactamente livros de humor negro, ou algo que o valha.

          • o que a lei diz é que não se pode maltratar gatos. não há nenhuma alínea sobre gatos hipotéticos, que eu saiba.

          • Nuno Costa says:

            Minha nossa!! Os paralelismos são surreais, de certeza q é somente professor de história? N terá acumulado artes com advocacia? Agr de um caso etéreo, conceptual torna-se o q? Real? Maltratou? É q as palavras tomam uma amplitude q parecem tomar vida.. vc n tem informação suficiente para aferir a realidade pq precisamente n é real, o chão pode ser de algodão vc n sabe, é o la la land, whatever, a sua ideia é tão valida como a de qq um por isso mm q n faz sentido nenhum nada do q afirma como tendo praticamente acontecido, já q n está de acordo com os factos, já q n é suposto estar, já q é suposto ser algo trivial, um exercício. Isto n é história, n se baseia em factos reais.

    • Diogo Galvão Castiço says:

      Depende em que vida vai. A partir da 4 é mais complicado. Ganhe juízo por favor. É ERRADO!!!!!!

    • Pedro says:

      Sergio Lavos, e que tem isso a ver com o assunto? Primeiro, aquela questão, parece-me, não tem nada a ver com esse estudo. Depois, é evidente que qualquer situação de risco para animais ou humanos tem interesse científico. Se eu der um murro nas trombas de um gajo, quais são os dentes a cair primeiro? Deve haver estudos odontológicos que tratam disto, digo eu. Toda a gente sabe que a forma como um gato cai é interessante (o gato discorda). Se for de cem metros de altura, quantas voltas daria no ar? etc. O problema ético daquela questão é o contexto, é sempre o contexto: a forma como está enunciada, a quem é dirigido, etc.

  9. Inês says:

    sou a favor do bem estar dos animais, mas os gatos nem sequer se aleijam ao cair daquela altura… por amor de Deus… que alarido sobre algo tao insignificante

  10. A parte mais significativa : que têm a dizer os paizinhos sobre o esquema de aprovação dos livros oficiais ,nada consta.
    Nem agora nem no passado e quer-me parecer nem no futuro; isto é que é uma preocupação com os filhos e o seu futuro!!!

  11. torquemada says:

    Apesar de entender que os gatos não têm uma capacidade mágica de sobreviver a quaisquer quedas, admiro a sua capacidade de resistir melhor a esse stress do que outros animais (por exemplo eu).
    Admito que a minha perspectiva pode ser “naive”, mas parece-me que este exercício de física é uma boa maneira de apreciar essa fantástica capacidade.
    Tendo tido vários gatos que andavam à solta entre casa/rua (e não fechados num andar), constatei por diversas vezes que eles caiem acidentalmente (sem que alguém os atire da varanda). Sempre me tranquilizou bastante a sua capacidade de se “defenderem” quando isso ocorre.

    • Diogo Galvão Castiço says:

      Não percebo…falamos de manuais escolares ou da Nat Geo????? Cada macaco no seu galho, duvido que as prof de física vão explicar aos alunos que os gatos conseguem saltar alto e aterrar de pé. É a PORRA do ACTO caneco….é cruel…entendem isso??????!!!!

  12. torquemada says:

    Outra achega sobre direitos dos animais: é talvez um “mito urbano” mas li por diversas vezes que, ao contrário de outros animais, o gato não foi domesticado – em vez disso, aproximou-se das comunidades humanas de modo a retirar benefício em troca de benefício para os humanos.
    Isso para mim ilustra a independência e liberdade do gato. Tive vários gatos que circulavam livremente entre casa e rua. Sempre me satisfez o facto deles só regressarem a casa no final do dia porque queriam.
    Agora digam-me se não é uma violência sujeitar um animal destes (e já agora qualquer animal) a viver num andar?! Com a liberdade completamente limitada… algumas quedas de varandas podem até ser tentativas de suicídio????

    • Os gatos caem muitas vezes de varandas e telhados porque se atiram ou a pássaros ou a insectos e não se dão conta da altura ou são trapalhões como alguns que tive. O gato é muito caseiro ao contrário de alguns mitos que por aí abundam. Deixem os gatos em paz. Querem exercícios, atirem os livros aos autores.

    • Pedro says:

      LOL, Torquemada, você teve gatos, mas não conhece nada dos bichos. Não os confunda com cães.

  13. torquemada says:

    basicamente acho que alguns comentadores devem em primeiro lugar olhar com uma perspectiva crítica sobre os seus próprios comportamentos antes de julgarem de modo inquisitorial os comportamentos dos outros

  14. Manuel Arrais says:

    Ainda não perceberam que o gato foi a alternativa ao elefante que não conseguiu subir e entrar no quarto do rapaz?!

  15. O meu sobrinho tentou fazer o mesmo com um gato!!! Será influência do manual!!! K horror de exercício!!

  16. motta says:

    “um nada…”
    “tudo se resume a pontos…”
    “algo tão insignificante…”
    melhor ainda o alto sentido de humor (do 5º andar à sarjeta) de muitos comentadores.

  17. Diogo Galvão Castiço says:

    Que grandes bestas. Que ridiculo. Que ser ignóbil se lembra disto? Mas não há mais exemplos? Contra. Totalmente contra. E um manual largado de uma grua de 153.4 metros na cabeça destes seres…será que doi????!

    • Diogo Galvão Castiço says:

      Tudo a bem da fisica pontual e da ficção empírica.

    • Nuno Costa says:

      Uma mulher deixou cair um livro do cima de uma grua da altura de 153.4 metros em cima de um homem, a q velocidade embateu o livro no homem. Quantas questões filosóficas emanarão de um semelhante enunciado? A diferença entre enunciados será flagrante, mt embora na sua cabeça poderá ser vista como uma e a mm coisa, tal a mistura de conceitos. Alguém q argumenta ad hominem demonstra somente o quão insignificante é para si a sua pretensa luta em prol da defesa dos animais (?) face ao ataque em si propriamente dito.

      • Diogo Galvão Castiço says:

        Nuno, o tipo que me deu um tiro no cão (Simba) vai ser presente a tribunal. Tenho mais animais que tu dedos nas mãos que usas para escrever umas merdas a atirar pró intelectualoide de tasca. Por isso…fala do que sabes, animais, defesa e argumentação não são o teu forte. Achas giro dar bitaques online, achas-te mais homem por causa disso…compreendo mas olha: se defenderes os animais metade do que aquilo que eu defendo não fazias nada mal. Já vi que gostas de picar a roçar um certo masoquismo por ainda só tens argumentos e comentários contra a tua triste retórica, isso faz-te mal pá. Um livro escolar com sequer menção a um potencial abuso físico a um animal deveria ser proibido. Palavras de um louco, mas tu sabes que estas errado, somente és assim. Isso basta-me, és tonto…pronto. Também os há.

        • Nuno Costa says:

          Meu caro aqui n há animal nenhum q necessite de defesa.

          • Diogo Galvão Castiço says:

            Enganas-te, há. O ser humano, que na sua formação pode bem passar sem exemplos hipotéticos de como atirar um gato da varanda possa ser uma boa aplicação empírica que sirva de teste a qualquer lei da fisica, quer caia de pé ou a fazer o pino, em cima de uma vizinha idosa que morra com o susto, ou que fuja assustado e morra atropelado. Eu sei que entendes, pareces minimamente inteligente.

  18. Fernando Figueiredo says:

    INDEPENDENTEMENTE da polémica do referido exercício da queda de um gato de 5 metros (e só me posso rir sobre muito do que aqui se escreveu…. Sabem o que representa 5 metros .!?…. aproximadamente 5 passos.!! LoL 🙂 ))))…).
    Obviamente, que a estupidez e ridículo de alguns comentários feitos por pessoas (que nunca leram um manual de Física e nem mesmo percebem que um salto de 5 metros é trivial para um gato.!!..) combinado com a arrogância e um ego gigante de outros que pretendem apenas incendiar debate …irá dar aqui infinitos e inúteis comentários podendo tocar o insulto de pessoas que fizeram um excelente trabalho na escrita do referido manual de física da Areal (Zoom)…. o que lamento!
    Como professor de Física o manual Zoom da Areal é pedagogicamente o melhor que conheço e sobre isto presumo que quem não é conhecedor só pode ficar em silêncio.!!
    A diferença entre a estupidez dos comentários críticos aqui feitos (a um exercício teórico de física) e a qualidade do referido manual é que a excelente qualidade do manual Zoom tem limites e a estupidez de alguns comentários feitos (sobre um assunto que não é assunto), NÃO
    Assim sendo, estar aqui a discutir o que não está (nem é) errado num exercício de física teórico tentando com isso subverter a qualidade técnica do manual e dos seus autores é como …. E perdoem-me a comparação :
    estar numa paragem de autocarro á espera de um comboio que naturalmente, nunca vai passar.!!

    • Já a diferença entre o Figueiredo e um professor também a posso calcular: tende para o infinito. Incapaz de ler e entender um texto, convencido de que a sua ciência é única e intocável, disposto a vender um manual que nunca passaria no crivo de um conselho pedagógico que soubesse deste exercício, nem merece que lhe retribua os epítetos. Espero que nunca nos cruzemos profissionalmente, porque ia acabar muito mal.

      • Nuno Costa says:

        Professor de historia como se sentiria de pessoas q n se interessam puto pelas questões q aí aborda começassem com trivialidades acerca de um qq tema sem terem sequer conhecimento, mais um profundo desprezo pelo tema em causa? Sendo vc professor de história seria talvez de esperar uma outra postura q n essa com q se apresenta.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Caro Fernando Figueiredo.
      Escreve-lhe um “velho” professor (ainda que no activo) para quem a pedagogia que se desenvolve no mester do ensino, seja como postura, seja nos exemplos que se dão, contribui sobremaneira para que o aluno fique a gostar ou não das matérias dadas. Penso que nas escolas por onde terá andado, experimentou a sensação de gostar mais desta disciplina ou daquela e, tenho a certeza que a maior parte das vezes associa esse gosto ao professor.
      Não me parece que esteja aqui a discutir-se a pedagogia do manual como refere.
      Pessoalmente, discuto a pedagogia do exemplo que o referido manual evoca. E isso, independentemente das ideias de como um gato gere um momento cinético, a altura de queda e como se faz sentir a Lei da Atracção Universal de Newton, não autoriza – pedagogicamente, porque este é o tema – o recurso a um exemplo como aquele que li.
      Penso que se podia (e devia) deitar mão a muitos outros elementos para formular as mesmas questões o que, pedagogicamente seria muito mais inteligente e simultaneamente, servia o fim em vista.
      Pedagogia é o termo e essa gente que dá exemplos desses, vive manifestamente num mundo onde o meio para eles não conta e desenvolvem a sua pedagogia sem qualquer receio de ferir qualquer outra sensibilidade.
      Mas elas existem e não se está sozinho no mundo.
      Dir-lhe-ei ainda que não lhe fica bem, pedagogicamente falando já que continuamos no tema, sair a terreiro chamar estúpido a quem escreve isto ou aquilo.
      Também não aprecio muitos comentários, mas estes blogues funcionam como um funil aberto ou seja, a ideia entra pelo bico do funil e sai pelo copo do mesmo. Isto é normal e a nós de separar o que percebemos como trigo ou como joio, sem vir tratar mal as pessoas.
      Cumprimentos.

  19. André Costa says:

    Triste este Post. Brincadeiras de Pseudo-Ambientalistas que só procuram atenção.
    Com tanta coisa com que se podiam enervar e criticar em Portugal, com tanta coisa que está mal na nossa sociedade, e vêm fazer revoltas por exercício de 9º ano.

    1º Ponto: O exercício claramente não incita a violência nem o abuso animal

    2º Ponto: A imagem ilustra bem o comportamento normal de um gato numa queda, ja para tentar evitar casos de pessoas a ficarem com duvidas se o hipotético animal se magoa.

    3º Ponto: Um gato normal numa queda daquela altura não se magoa, ponto final. Um gato duma colega minha na cozinha, sobe às estantes (provavelmente a 3 metros do chao) e salta de livre vontade sem que sequer a minima paragem, na brincadeira ou seja

    Deixem de brincar com quem trabalha, e comecem a ter a decência de respeitar o alheio se pretendem ser respeitados de volta

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Caro André Costa.
      Se por acaso leu o comunicado que a “Areal Editores” tornou público, exactamente sobre este tema, facilmente constatará que a pópria editora intitula de infeliz o exemplo, vindo a terreiro pedir desculpa, chamando-lhe um erro.
      Posto isto e já que chama de pseudo-ambientalista a
      às pessoas que não vêem pelos seus óculos (no grupo das quais em me incluo), não me levará a mal que atribue o termo neoliberal à “pedagogia” que utiliza na “explicação” que emite para lixiviar o triste exemplo daquele livro.
      E termino com duas perguntas: Sabe o que é a pedagogia e o significado vivo do termo? Sabe o que é formar jovens e adolescentes?

      • Nuno Costa says:

        A editora n é infeliz as pessoas é q são infelizes a constatar pelos ataques pessoais por aqui disferidos. Meu deus q teremos a seguir, análises freudianas das fabulas de la fontaine?

        • André Costa says:

          Concordo. A editora apenas fez o pedido de desculpas por nao estar à espera de tal movimentação numa situação tao mundana e quis tentar amenizar os ânimos de tanta gente a criticar esta situação

      • André Costa says:

        Como está dito neste Post, o exemplo estava exposto para alunos de 9º ano, a meu ver acho que é ja idade de pessoa que consegue ver que é apenas um exercício, e nao um incentivo da violência animal.
        Eu não quis ofender ninguém com o pseudo-ambientalistas, so acho que estar a lutar por os direitos animais de um animal hipotetico, é um bocado exagerado apenas. Enerva-me mais a passividade de certas pessoas para tantas situações que exigiam revolta e manifestação neste país, e as revoltas emocionais de certas pessoas com coisas tão pequenas e sem qualquer problema como estes.
        Quando em matemática resolvia problemas do tipo “o Rui tinha 38 rebuçados e comeu 37, com quantos ficou” , também nao tive vontade imediata de comer rebuçados até ficar diabético

        • Obrigado ao André Costa por trazer alguma lucidez a esta questão, e do excelente exemplo dos rebuçados.

    • Diogo Galvão Castiço says:

      Ok Andre mas se apanho a atirar um gato da varanda levas tau-tau ok? Obrigado André…zinho

      • André Costa says:

        Claramente a mensagem sobre o respeito alheio não passou. Realmente notei que há pessoas que têm preocupações validas e bastante aceitáveis ao criticarem o dito exercício (ainda que exageradas) mas que alguns comentam so para causar a discussão e para ter atençao talvez. Agora agir como uma criança quando não se tem argumentos decentes, é realmente triste (se bem que como é claro aqui, fazer birra agora ta na moda)

  20. pedro ramalho carlos says:

    Temo que o PC (politicamente correto) atrofie os cérebros…
    Toda a gente sabe que os gatos têm pelo menos 7 vidas, 10 m/s é uma velocidade à qual quase todos os gatos conseguem amortecer sem gastarem uma vida, e a Ciência é uma das prioridades do País que vale bem que uma das sete vidas se o amigo peludo estiver obeso.
    E no contínuo espaço-tempo há certamente o anti-gato a atrair o chão da varanda.

    • Toda a gente sabe que no mundo anglófono têm 9.
      Eu fiquei a saber que desconhece essa lenda, as suas raízes medievais, e que é um perfeito ignorante, em ciências (são plurais) e na vida. Continuadamente no espaço, analfabeto no tempo, e um perfeito anti-humano.

  21. Luísa Coelho says:

    Pelos comentários dos defensores do exercício, percebe-se bem que o enunciado não foi um lapso. Desde pessoas que acreditam que um gato tem 7 vidas (e as vacas voam, certo?). até às acusações de pseudo-ambientalistas (onde? Nem sabem o que escrevem), daqueles que NÃO percebem que os gatos morrem e magoam-se e fogem, dos que acham perfeitamente normal atirar ‘coisas’ pela janela,… Enfim tudo muito pedagógico. Só foi lapso da editora Areal porque foi divulgado, senão nem percebiam o erro. Nem perceberam. Os editores e quem os defende. Enfim, se os miúdos forem fazer o TPC com o gato deles, estão a fazer o que devem. As consequências, nenhumas. Porque os gatos têm 7 vidas, argumento científica que cala todas as críticas. Ciencia é isto.

  22. Fernando Figueiredo says:

    Obrigado Ernesto Martins.
    Não foi de todo minha intenção hostilizar ninguém, aliás é a primeira vez que alguma vez participei num blogue e quando escrevi o que escrevi assumi logo à partida que ía de seguida ser insultado (bastaria para esta certeza, ver alguns comentários anteriores feitos pelo autor deste blogue).
    EXISTEM NO ENTANTO neste blogue comentários interessantíssimos nomeadamente o seu, que por tal respondo.
    Cada um é como é … e se os comentários são agradáveis e inteligentes eu direi que o são …. e se forem o oposto direi também O QUE são sem rodeios, não com a intenção de ofender mas de dizer às pessoas o que todos vêm mas não dizem.
    Concordo, inteiramente consigo e de facto outros exemplos muito mais interessantes poderiam se ter arranjado no referido manual ….
    Aliás este assunto despertou-me a curiosidade crescente para ir pesquisar … e observei na página de facebook da Areal : um POST informativo de que a AREAL humildemente pede desculpa pelo exemplo dado e de que vão retirar o exercício da versão do aluno …. O que, Ernesto Martins, vem de encontro ao seu oportuno comentário.
    Diz, muito bem, … estes blogues funcionam como um funil aberto, ou seja, a ideia entra pelo bico do funil e sai pelo copo do mesmo.
    Abraço

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Acredite que me não hostilizou.
      Tal como o Fernando Figueiredo “entro neste jogo” de troca de impressões, porque é agradável e aprende-se sempre.
      É curioso como um exemplo de um exercício despoleta quase 100 comentários uns “assim”, outros “assado”, mas reflectem em todo o caso, muitos modos de pensar.
      Acredite que independentemente de tudo, o que mais me chama a atenção é a frieza com que ao dia de hoje se abordam factos da vida social (isto para já não falar da política que bebe do mesmo jarro).
      E foi esse o sentido da minha crítica. Não as pessoas, mas a frieza patente na não separação da pedagogia com os factos científico/naturais (refiro-me à capacidade do gato controlar o seu momento cinético que lhe permite cair sempre de patas).
      Se quiser, é como pensar que nem todos morrem quando se dispara uma arma. E contudo…
      Abraço e obrigado pela sua simpatia.

  23. Nuno Costa says:

    Não percebo o porquê desse regozijo com a opinião de um membro da comunidade cientifica mas desprezo completo pelos demais, e alguns apenas seus semelhantes, Talvez como contraste.

  24. Tiago Leite says:

    Entretanto a Areal Editores já publicou o seguinte texto: “Hoje, dia 21 de maio, surgiram nas redes sociais considerações menos positivas sobre um exercício de Física que envolvia um gato que era largado de uma varanda, num caderno de atividades por nós produzido.
    Temos de reconhecer que concordamos convosco, no que respeita à infelicidade do exemplo apresentado: é um exemplo infeliz, que em nada se coaduna com a nossa postura, e que passou despercebido às várias pessoas que produziram e reviram o texto.
    O ser humano, por melhor que possa ser, também erra. Importante é que o erro cometido possa contribuir para melhorar tudo o que fazemos. As nossas desculpas são extensíveis a todos.
    Podemos garantir que tal exemplo já não constará da versão que será disponibilizada aos alunos.
    Obrigado pelo vosso contributo para a melhoria do nosso trabalho.”

  25. Emilia alves says:

    Nunca pensei ver tamanha barbaridade .. Para mim tanta culpa tem o que vai à horta como o que fica à porta. Os estúpidos dos autores deveriam ser banidos do ensino. Deveriam fazer trabalho cívico limpando sanitas onde um milhão de gatos cagassem. À editora façam o que eu vou fazer…NÃO COMPRO mais livros a essa editora.

  26. Miguel Rosa says:

    Vamos voltar à realidade, um aluno de 9º ano a estudar fisico-quimica vai chegar a este exercicio e vai resolvê-lo, aliás é para isso que ele serve. Não vai atirar o gato pela janela…
    Nem vale a pena estar a discutir se um gato se magoa numa queda de 5m, porque, de novo, é um cenário hipotético.
    Sendo um aluno de 11º ano, posso dizer que os exercicios que mais “gostei” de fazer, foram os que se apresentavam num contexto, quanto mais peculiar, melhor.
    Lembro-me, por exemplo, de um exercício onde um homem era baleado e me era pedido para calcular a velocidade de saída e a desacelaração da bala. É um exercicio estranho, talvez um pouco macabro, mas não decidi pô-lo em prática… Limitei-me a fazer as conta e passei ao próximo.
    Em suma, para os míudos o que importa são os números, o resto é “palha”.

  27. Santos says:

    O Sócrates já gastou 2 milhões e ainda ficou com 20 milhões na conta do amigo. Quanto é que o Sócrates roubou ao país? Este é que é o exercício que deveria preocupar o povão…

  28. carlos says:

    O meu querido Newton foi bem mais inteligente usou uma maçã e a sua cabeça.
    Parem de ser idiotas.

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  1. […] isto porque escrevi isto. Lá vieram as relações públicas despejar o extintor sobre as chamas provocadas pela ausência […]

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