A entrevista

Comecei, com toda a boa vontade, a ver a entrevista de António Costa. As primeiras perguntas andaram à volta de um “não ser”, a última sondagem. Independentemente da discussão que mereçam os resultados dessas operações, elas não podem ser discutidas como se representassem o ser, a realidade ela mesma. As sondagens – e não quero maçar-vos mais sobre o tema – reflectem apenas e muito vagamente uma sombra da realidade. Elas não têm estatuto ontológico. Estas perguntas atiram-nos para um lugar vazio e as que se lhe seguiram – malabarismos sobre números eleitorais – não são muito melhores. Já vi por onde isto vai e a presença de supostos representantes “do povo” não augura nada de bom. Assim, desliga-se a televisão e liga-se a música. Já está.

Comments

  1. luis says:

    Declaração de interesses: não votarei no PS pois não tenho a memória curta – Lello, António Campos, José Sócrates, Armando Vara, Maria de Lurdes Rodrigues e outros, lembram-me que a corrupção e o tráfico de influências são a principal actividade ao “serviço do bem comum” do PS.
    No entanto gostei de ouvir as promessas de Costa de não cortar pensões, de acabar com esse verdadeiro escândalo que são as coimas por falta de pagamentos das portagens serem consideradas infracções tributárias e, principalmente, não aceitar que as dívidas ao fisco possam levar à perda da habitação familiar.

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