O absoluto descaramento eleitoral da coligação PSD/CDS-PP

PaF

 

Esta montagem da máquina de propaganda social-democrata/centrista é de um absoluto descaramento. Por um lado temos aquilo que aparentam ser duas crianças agarradas ao avô, quiçá à sua guarda depois dos seus pais terem seguido o conselho de convite à emigração que Pedro Passos Coelho nega mas que existiu, de resto em linha com tantas outras aldrabices com que foi iludindo os portugueses ao longo de quatro anos. Já o avô, cuja pensão esmagada por sucessivos cortes e aumentos de impostos directos e indirectos não lhe permite acompanhar o seu filho, por cá fica para, à semelhança de tantos outros avós deste país, substituir os seus filhos nas funções de pais que a acção deste governo lhes impede de cumprir.

Por outro lado, é incrível e ao mesmo tempo de uma falta de escrúpulos e vergonha usar como slogan “Não é tempo de promessas, Portugal está a melhorar” quando o líder desta coligação foi precisamente quem mentiu aos portugueses com um extenso rol de promessas vazias na campanha da 2011, quem continuou a mentir aos portugueses durante a sua governação e quem até sobre o desfecho da tragédia grega conseguiu mentir. O mesmo homem que mentiu quando disse que não queria dar emprego aos amigos, que mentiu no Parlamento sobre o ainda por explicar caso Tecnoforma e as subvenções indevidas que, apesar da sua mentira, efectivamente recebeu, e que, apesar do conto de crianças de se estar a lixar para as eleições, não dá descanso ao seu permanente eleitoralismo. Quanto ao Portugal “montenegriano“, que os senhores do PaF façam o favor de explicar esse país imaginário aos quase 500 mil emigrantes que saíram do país durante o seu mandato, aos desempregados que deitam por terra a manipulação dos números, aos pobres que assistem a um permanente aumento do fosso que os separa das elites e a todos os portugueses a quem tentam impingir esta aldrabice eleitoral apesar da dívida pública que não pára de aumentar, do défice externo que cresce, desmascarado pelo fecho da torneira europeia e pelo efeito nefasto das privatizações em liquidação total e da possibilidade do défice de 2014 se situar nos 6%, fruto da venda do Novo Banco. A cara de pau é absoluta. É urgente correr com esta gente.

Comments


  1. Esta rapaziada do PAF, anda a fazer o trabalho de casa.

    As mentiras que quase viraram verdade.

    Mentiras:
    1 – Sócrates levou o País à bancarrota.
    2 – Sócrates Chamou a Troika.
    3 – Já não havia dinheiro para pagar salários e pensões.

    Verdades:
    1 – Quem levou o País à bancarrota e a Europa, foi a crise Internacional e a ganância da Banca, tal como aconteceu na Grande Depressão de 1929. ( Prof.
    Viriato Soromenho Marques, além de muitos mais.)
    2 – A vinda da Troika foi por pressão do PSD/CDS e banca. ( Palavras de Lobo Xavier e Pacheco Pereira.)
    3 – O dinheiro da Troika foi para pagar aos Bancos Alemães e Franceses. ( Palavras de Prof. Economia Castro Caldas, Paul de Grauwe, Conselheiro económico de Durão Barroso, Harald Schumann, jornalista alemão etc..) ( A dívida passou para a Banca Portuguesa e Segurança Social).


    • Tem toda a razão. Mas também é verdade que os nossos governantes, à direita e à esquerda, foram absolutamente incompetentes por não terem acautelado de acordo com os sinais que chegavam. O aumento dos funcionários públicos é disso exemplo (eu sou funcionário público e protestei contra tal aumento, porque não fazia sentido no momento em que se vivia). O desperdício do dinheiro que foi chegando da Europa. Eu vi como ele se gastou e sempre soube que um dia pagaríamos aquilo. Participei em reuniões com gabinetes ligados à construção das escolas e saía de lá com os cabelos em pé e vontade de iniciar uma revolução por causa do despesismo. Eu não sou governante, nem ministro e muito menos economista e percebi que nada daquilo ia dar certo. Pergunto o que andou e anda aquela gente a fazer? Onde estavam tanto sábio economista?

      • Nightwish says:

        Por acaso fazia sentido, era meter mais dinheiro a circular na economia e impedir a estagnação. A alternativa trouxe-nos a taxas grandes de desemprego e uma economia (europeia) que, 7 anos depois continua a não crescer.


        • Fazia sentido se fosse aplicado em situação de gerar mais PIB.
          Agora comprar Jeep’s e outras coisa que tais ?

          • Nightwish says:

            Não é ideal, o melhor seria fazer obras nas pontes, escolas, … (mas sem negociatas). Mas até a construção de economicamente inútil armamento foi o que permitiu o fim de crise nos anos 30.


      • Tem toda a razão. Eu próprio assisti a coisas semelhantes e vou dizer-lhe:
        Em todos os partidos (mas todos, sem excepção, não há santinhos.) políticos quando há dinheiro vindo de qualquer “direcção” aparece sempre um conjunto de piranhas a abocanhar o melhor e o maior bocado.
        Lembra-se dos cursos de formação que “eram” “ministrados” para que os portugueses pudessem entrar na CEE?

        Cursos havia, que ensinavam a sachar couves…

        Pois bem, eu também fiquei com os cabelos em pé!
        Eram Jeeps, eram casas na praia, eram Montes Alentejanos, eram viagens ao estrangeiro, era roupa de marca, enfim eram um oásis…

    • Hélder P. says:

      “Ou há eleições no país este ano, ou há eleições no PSD.”
      Marco António, 2011.
      Aconteceu a primeira hipótese.

      • Rui Moringa says:

        Bem lembrado,
        O homem é frequentador de lojas.
        Possivelmente fez o que o chefe lojista mandou fazer.
        O chefe lojista fica sempre no escuro à espera dos dividendos, sem se esforçar por trabalhar. Manda estes pindéricos fazer o trabalho sujo.

  2. Anasir says:

    O cartaz diz tudo. Quem pode influenciar o futuro do país são os velhos, assoberbados de responsabilidade, balanceando para tentar sustentar os filhos desempregados ou à procura do 1º emprego e os netos dos que não emigraram ou, tendo emigrado, lhes deixaram os seus filhos.
    Este país não é para novos…

  3. Rui Moringa says:

    Xico,
    Concordo com as suas palavras.
    Apenas duas observações complementares.
    O aumento de funcionários públicos fez-se de muitas maneiras, mas arrisco a dizer que o padrão era encaixar os familiares, os amigos. Ainda hoje acontece. É observar o que se passa nos Institutos Públicos e nas EPE.
    Depois às aquelas nomeações para os Conselhos de Administração. Chega um conselho e renova o mobiliário, arranja trabalho e contratos de prestação de serviços e fornecimento de bens para os amigos até que seja mudadas as moscas em processos eleitorais.
    Os grandes contratos são decididos mais acima aos nível do padrão de DDT.
    Sou func público e já fui do privado, como se diz….


  4. Com que então, quem levou o País à bancarrota e a Europa, foi a crise Internacional e a ganância da Banca, tal como aconteceu na Grande Depressão de 1929. ( Prof. Então como explicam que a Inglaterra que pertencendo à CEE não sentiu a crise? Porque não teve socretinos a governar, não é verdade… Tenham paciência nem todos andam a dormir, nem todos são na**s. Se a actual coligação, apesar de não ser perfeita, não continuar a resolver e tapar os buracos deixados pelo anterior governo, vamos acabar como a Grécia, em desgraça.


    • Que buracos ?

    • Nightwish says:

      O Reino Unido tem moeda própria.

      • Rui SIlva says:

        A moeda própria não evita a bancarrota, caro Nightwish.
        mas sim o bom governo. A inglaterra nos anos 70 teve de recorrer ao FMI.
        O que evita a bancarrota é o bom governo.

        cumps

        Rui SIlva

        • j. manuel cordeiro says:

          Moeda própria faz com que os erros sejam pagos de forma mais igual por todos. Ao contrário dos impostos, que são selectivos.

          • Rui SIlva says:

            E você acha isso justo !
            Eu sou frugal, preocupo-me com a família e contenho os gastos de forma a ter uma reserva para os dias difíceis que podem acontecer. Em resumo poupo.
            O meu vizinho estafa tudo o que tem e não tem.
            No fim, as minhas poupanças são a dividir pelos dois. Pois numa dificuldade ele tem os seus direitos garantidos, com o dinheiro dos outros.
            Boa bolacha…

            cumps

            Rui SIlva

        • Nightwish says:

          Mais uma vez, fala de bugalhos.
          Eu respondi à pergunta, você mudou a pergunta. Que boa argumentação! Merece um ministério.
          Já quanto a discussão de economia, nem o básico percebe, não vou perder tempo.


    • DESCULPEM A MINHA AUDÁCIA. MAS COMO DIZIA OS MEUS PAIS…MAL VALE TARDE QUE NUNCA.
      ENTÃO…QUEM LEVOU PORTUGAL À BANCARROTA FOI O PARTIDO SOCIALISTA?…LENDO TODOS OS COMENTÁRIOS…DEU-ME A PRESSÃO…QUE VOCÊS ESTÃO A SER MANDADOS PELO PSD E CDS/PP.
      A mesma campanha e as mesmas mentiras de 2011. Só que volvidos 4 anos o país está de rastos com esta governação sem escrúpulos e assente na destruição total. O país regrediu décadas. A dívida pública não pára de aumentar, o défice externo cresce, e as mentiras infligidas ao povo são camufladas pelo abrir da torneira europeia, pelo efeito nefasto das privatizações em liquidação total e a possibilidade do défice de 2014 se situar nos 6%, fruto da venda do Novo Banco. A cara de pau é absoluta.
      QUEM VENDEU O PAÍS AU DESBARATO?…EMPRESAS QUE ESTÃO A DAR MILHÕES DE LUCROS E NÓS A GANHAR UMA MÍSÉRIA…E FAMÍLIAS INTEIRAS A PASSAR FOME.
      QUEM LEVOU O PAÍS À BANCARROTA FOI ESTA COLIGAÇÃO…COM AJUDA DO FMI…QUE ESTE GOVERNO CHAMOU…COM A AJUDA DO PR! NÃO FOI O JOSÉ SÓCRATES.
      BASTA! BASTA DE MENTIRAS!

  5. Paulol Lisboa says:

    «1 – Sócrates levou o País à bancarrota».

    Ele era Primeiro-Ministro em 2011 e desde 2006, foram acima de tudo as suas políticas erráticas, erradas e despesistas que levaram o país à beira da bancarrota e não a crise internacional. Só isto praticamente desmente o que diz.
    Foi o seu ministro das finanças (Teixeira dos Santos) que obrigou José Sócrates a pedir ajuda à «troika», porque segundo palavras do próprio, recusava-se a assistir que o país entrasse em «default».

    «2 – Sócrates Chamou a Troika.»

    Pressão deste ou daquele, claro que houve, mas quem chamou a «troika», foi José Sócrates.

    «3 – Já não havia dinheiro para pagar salários e pensões».

    Foram essas as exactas palavras que Teixeira dos Santos usou para abanar Sócrates do seu autismo e chamá-lo á razão.

    • Nightwish says:

      1 – Não, foi a existência do euro e da dívida privada.
      2- Mais um artista… se não chamasse, a culpa também era dele.
      3- Não deixa de ser propaganda e mentira.


  6. Olá !!

    Os controleiros avençados entraram ao serviço.
    Nem vos respondo…
    Basta-me ler o que diz o Laparoto lá na festa das bebedeiras.

  7. Ricardo Sousa says:

    PEC IV
    Nem sou socialista, nem Psd, pois para mim são todos a mesma coisa, estão no governo, para se governarem e não para servirem o país e os seus cidadãos.
    Mas isto que comenta este senhor, não deixa de ser verdade. Tinha sido negociado o Pec IV, com a Chanceler Alemã e o Sr Sarcozy, para tentar acalmar os mercados e impedir que as taxas de juro continuassem a subir.
    Recordo-me perfeitamente que o bloco de esquerda, convocou uma moção de censura, para provocar a caída do governo, e o Sr. Passos Coelho, disse nessa mesma moção e passo a citar ” Nao está na hora de irmos ao pote”
    Como eles percebem disto de irem ao pote!
    Enfim depois veio o célebre discurso do Sr. Silva, aquando da reeleição a presidente da republica, e depois de estar muito zangado, com as calúnias, segundo ele, que lhe foram ditas nomeadamente no caso BPN e corroboradas pelo Sr. Manuel Alegre, decidiu vingar-se do partido socialista, dizendo cobras e lagartos acerca de governação deste partido.
    O estranho disto tudo, é que durante os anos que se tinham passado de governação, quando questionado acerca dessa mesma governação, dizia que estava tudo bem, que o governo estava a fazer um bom trabalho e que o ministro Teixeira dos Santos era uma pessoa muito competente e muito honesto.
    Foi aí que o Sr Passos decidiu ir ao pote. e chumbar o Pec IV, até porque se veio a saber algum tempo depois, que recebeu do Sr Marco António Costa um ultimatum, que se não tomasse a iniciativa, teria que se sujeitar a eleições internas.
    O resto é o que todos sabemos, mentiras acima de mentiras, tentando disfarçar o indisfarçável.
    Primeiro que não tinha sido avisado do Pec IV, Mentiu, porque veio-se a saber que esteve reunido com o Sócrates varias horas a discutir o assunto.
    Depois que chumbava o Pec IV porque não podia haver mais austeridade, o povo não suportava mais impostos.
    Quando a chanceler e o Sarcozy ficaram muito chateados, pelo Pec ter sido chumbado, o PSD enviou um comunicado em Inglês a dizer, que chumbava o Pec IV, não porque estava contra a austeridade nele contido, mas sim porque não era suficiente, (Soubemos depois o que eras ir além da tróica)
    Lembro-me que passado pouco tempo houve uma reunião, onde estavam os ministros Europeus r, e a Chanceler e o Sarcozy o votaram ao ostracismo. (Ao Passos Coelho, ainda candidato) Hoje, como podem ver são muito amigos. Tirem as vossas conclusões.
    Enfim, poderia continuar horas escrevendo acerca disto tudo, mas penso que já ficou claro, que estes indivíduos, só pensam é neles e nos partidos.
    Em Espanha, sendo os mesmos corruptos e ladrões, ao menos fizeram tudo para que a tróica não entrasse, para assim não estarem a pagar juros exorbitantes a sanguessugas, mas aqui foi precisamente ao contrário.
    E o Sr. Silva assistiu naquela altura a toda uma campanha eleitoral feita pelo Sr Passos. baseada em puras mentiras, e nunca abriu a boca para dizer que o povo estava a ser enganado, e que não havia alternativa a austeridade,

    Quando vejo estes artistas nos meios de comunicação, mudo logo de canal.
    Os meios de comunicação e comentaristas de turno, muitos a mamarem a custa disto, são os culpados de não desmascararem estes aldrabões e corruptos.
    Quando estão na oposição dizem uma coisa e quando estão no governo fazem outra. Quando estava na oposição o Psd e o Cds estavam contra a austeridade implementada pelo Ps.
    Quando o Campos e Cunha foi nomeado ministro das finanças pelo Ps e disse que haveria que apertar o cinto, todos os partidos da oposição, fizeram a algazarra que fizeram e não descansaram enquanto o homem não se demitiu.
    Agora que o PSD implementou a austeridade indo além da tróica e prejudicando e acabando com a classe média, são os outros que dizem que estão contra a austeridade.
    Lembram-se do outro que esteve na oposição uns anos no tempo do Guterres e que dizia cobras e lagartos da governação e do estado do país e quando chegou a primeiro ministro, disse que não poderia cumprir as promessas eleitorais, pois e passo a citar ” Não sabia que o país estava de tanga”
    Lembram-se quando o ministro Teixeira dos Santos disse que não havia mais dinheiro para a Madeira, pois aquilo era um poço sem fundo, a algazarra que fizeram os partidos da oposição, a começar pelo Psd. Bem como depois viemos a saber. E depois da tróica ter feito as contas e o João Jardim ter aldrabado as contas da Madeira, veio-se a saber que a Madeira estava em bancarrota e que eu saiba não houve mais nenhum partido a governar a Madeira a não ser o Psd.
    Os tempos não mudaram é vira o disco e toca o mesmo.
    Por tudo isto que explanei aqui e depois de 40 anos a serem enganados e roubados. Só posso tirar duas conclusões acerca do povo Português. Ou anda muita gente a mamar à custa da política ou são dos povos mais atrasados do mundo.
    Vejo como o Sr. Paulo Morais nos jornais, na televisão e até no parlamento lhes chama corruptos e até diz quem são eles, e tudo continua na mesma,
    E vem dizer o Sr. Silva que nos países civilizados as democracias têm partidos fortes estáveis, mas não abre a boca para dizer que nesses mesmos países civilizados, a justiça funciona e os corruptos são presos e que os políticos, estão la para trabalharem e servirem o país e aqui é precisamente ao contrário.
    Enfim sigam vendo isto dos partidos como se fossem o Porto e o Benfica e depois chorem.

  8. Rui Moringa says:

    Ricardo,
    Boa análise. Simples, sem rodeios para ofuscar o pensamento.
    Quando menciono “as lojas”, é apenas para dizer que tudo é aí decidido em proveito dos lojistas que se degladiam para abocanhar negócios.
    Os logistas estão implantados nos partidos da desgraça (PS,PSD e CDS).
    É aí que combinam as formas de nos aldrabar.

  9. Dora says:

    A propaganda do “que se lixem as eleições” está ao rubro: Passos Coelho aparece todos os dias e a todas as horas na comunicação social. Quando não é ele, são os comentadores do regime.

    A resposta a esta táctica só poderia ser uma: haver na oposição quem desse voz à “raiva” de tantos e tantos portugueses.

    Mas não é isso que está a acontecer.


    • As TV’s na hora dos noticiários é só PSD a metro.
      Num noticiário que se supõe ser nacional e internacional, são largos os minutos para qualquer “mafioso” falar dp Chão de Lagoa….
      Não há pachorra para este flibusteiros.


  10. A demagogia é uma coisa espantosa. Dos emigrantes, uma praga dos países que têm empresas e empresários pouco eficientes; a parte mais negativa = formação paga por todos os portugueses(mais o dinheiro da troika) que vai dar rendimento para a Alemanha, França, Inglaterra- enfim países que vão beneficiar com a esquerdalhadas tolas dos eleitores portugueses, nada a dizer. Continuem a exigir “gratuito”, ensino, saude e justiça, sem se preocuparem quem paga, e nem os vossos netos vão ter futuro cá. Votem nos Syrizas daqui e para se aclimatarem, comprem um lowcost para Atenas e vejam pelos próprios olhos o que é ser governado, pela esquerda amiga do povo.

    • j. manuel cordeiro says:

      É isso. Esqueçam os perigosos radicais e votem em quem faz bpn, bes, estadas desnecessárias, swaps e vende o estado para pagar juros.

    • Nightwish says:

      Sem essas coisas que enumera, essas pessoas nunca teriam tido formação.
      Mas fico satisfeito por finalmente admitir que quer privatizar o ensino, a saúde e a justiça. É pena o PSD não o fazer, as eleições seriam bem mais democráticas.

  11. Rui Moringa says:

    Oh cristof9,
    Niguém está a exigir “gratuíto”. As pessoas com bom senso sabem que nada é gratuíto, quer nas relações humanas quer na natureza.
    A questão é saber e ponderar como podemos, coletivamente, organizar e melhorar as funções de educação, formação e vá lá de protecção social. Isto implica conhecimento e partilha de responsabilidades. Claro alguns são sabições e aparecem sempre os oportunistas para os quais tardamos em encontrar antídotos.
    Esquerda, direita?! Sabe esta questão da divisão pollítica é curta para se compreender a acção política e social dos nossos dias porque há princípios e formas de organização da acção política que pouco têm a ver com esse conceito, ideia, tirada de um episódio da assembleia francesa da revolução.
    Podemos ter ideias e práticas sociais focadas no coletivo ou no indivíduo. Qualquer uma delas é sempre incompleta. A sabedoria está sempre em equilibrá-las para que funcionemos como comunidade, comos portugueses.
    A demagogia aproveita sempre aos oportunistas que podem ser indivíduos ou estes organizados em grupos.
    Sabe, é como o parasitismo encontrado na natureza em forma de sobevivência.
    A luta política, partidária, tem essa característica de sobrevalorizar e contrapor o nós a eles, esquecendo que somos todos portugueses.
    A discussão de programas a longo prazo com planeamento não surge com o argumento de que isso não é captado pelos eleitores.
    É verdade que resistimos a pensar longo e por isso nos enganam com imediatismos de longa vida, com mel e abundância.

    • Rui SIlva says:

      Caro Rui Moringa,

      O problema está exactamente no ponto para que chama a atenção.
      No entanto com a habilidade dos políticos e a tendência dos eleitores para a creditarem no “conto do vigário” estão lançadas as premissas para a desgraça.
      A solução passa por uma Constituição sem ideologia, onde ao estado coubesse a função de garantir os direitos que a comunidade pretendesse que fossem garantidos, mas não deveria ser o “fornecedor” desses mesmos “direitos”. Ao estado devia apenas caber a função de “garante”.
      Veja o exemplo da educação. Se o Estado apenas garantisse a educação e não fosse o “fornecedor”, a situação da educação seria melhor e mais barata.

      cumps

      Rui Silva

      • Rui Moringa says:

        Caro Rui,
        Compreendo a sua perspectiva critica de um Estado árbito e jogador ao mesmo tempo.
        Contudo, penso que temos de encontar formas de mediar estas funções sem perder o interesse e responsabildades colectivas.
        Uma nota:
        -Eu não nego a ideologia. Ela está presente na nossa discusão.
        Temos que conviver com diferentes ideologias e transpor para as práticas o que é importante para o nosso interesse colectivo que possa comportar algumas opções individuais.
        A ideologia não é um mal em si, nem perturba se formos maduros, com bom senso.

        • Rui SIlva says:

          Certo, caro Rui Moringa, a ideologia são as ideias e cada um com a sua. Logo tem que existir.
          O que eu acho mal, é a ideologia na Constituição, que amarra a sociedade a essa ideologia seja ela qual for.
          A sociedade vai mudando o que é natural, mas está amarrado á ideologia que em determinada altura pareceu adequada a essa sociedade.
          Como efeito secundário, temos a criação do dogma que tudo o que está na Constituição está certo por mais evidencias que existam que nos permitem concluir o contrário.

          cps

          Rui Silva

          • Nightwish says:

            É lá trabalho da constituição garantir os direitos das pessoas. Devia era só proteger a burguesia que é quem cria maravilhas no nível de vida… deles.
            Porque o que não falta são mercados livres… em que uma das partes não tem informação suficiente, em que há monopólios e oligopólios, e em que uma das partes tem muito mais poder. Por qualquer motivo, continuam a ser todos “livres” por quem não percebe nada de capitalismo.

          • Hélder P. says:

            Não conheço nenhuma constituição que não seja ideológica.

            A ideologia faz parte da política, geralmente quem nos quer convencer que faz política extirpada de ideologia, acabam por ser os mais acerrimamente ideológicos. Aquela ideologia que se quer convencer que não é política, é economia, é finança, é tecnocrata, é ciência exacta…São os piores radicais, as auto-proclamadas inteligências superiores, os pró-TINA, que olham com desdém e sobranceria para a política, para o debate de ideias (para quê discutir quando se é dono da realidade?) e para a democracia.

            É a tribo que infelizmente manda na UE e muitos estragos tem causado.

      • Nightwish says:

        Claro que seria, ao contrário de todos os outros países do mundo.
        Mas não, não tem a nada a ver com ideologia…

  12. Henrique says:

    Eu teriam algum respeito ao PSD/CDS se eles tivessem a lucidez de evitar o próximo ciclo eleitoral. E não diziam nada a ninguém. Era como se o partido deixasse de existir durante os próximos meses.
    Porquê? Por duas razões:
    1 – Estavam implicitamente a admitir a culpa pelo estado lastimável em que Portugal ficou depois das ultimas eleições.
    2 – Cederiam os votos “automáticos” que infelizmente muita gente em Portugal exerce (para o português, o clube de futebol, a religião e o partido político são escolhas que se fazem apenas uma vez na vida…) para outros.
    Mas como a ausência de lucidez e inteligência são critérios obrigatórios para a filiação partidária, não teremos tal sorte este ano: vai ser a palhaçada do costume.
    Por um lado vão andar os parvos do PSD a atirar areia para os olhos das pessoas, como se os últimos 4 anos tivessem sido um delírio febril. Por outro vão estar os bananas do PS, que por defeito, se acham melhores que os coleguinhas de direita, mas que na realidade são tão ou mais incompetentes e estúpidos que os primeiros. E pelo meio falta o discurso cansado do PCP: blá, blá,.. operários, blá, blá, blá, revolução, blá, blá, blá, sindicatos…
    Enfim, vai ser mais do mesmo.
    Enquanto os portugueses insistirem em eleger a escória da sociedade portuguesa para os governar, podem reclamar contra a troika quanto quiserem, mas vai ser uma questão de tempo até eles voltarem.
    Hoje em dia, só vai para a carreira política quem é completamente desprovido de princípios e inteligência. Quem é que anda a engrossar as listas das jotinhas nas universidades? Não são certamente os alunos que tem de trabalhar para estudar nem aqueles que acabam o ano sempre entre as 5 ou 10 melhores médias do curso. Não! Quem vai para as jotinhas é normalmente os betolas que andam por lá, aparentemente sem fim à vista, fruto de um dilema social muito típico em Portugal: por um lado são estúpidos demais para conseguirem acabar as disciplinas, mas por outro são ricos e poderosos demais para ficarem apenas pelo 3º ciclo. Como as mamãs destas bestinhas têm vergonha de dizer que o “génio” do filho anda a tentar tirar Estudos de Literatura Francesa do sec XVII à 12 anos, estes acabam SEMPRE por gravitar em torno das Associações de Estudantes (que de estudantes não têm nada. É uma forma de legitimizar o planeamento de borgas durante a queima). Esta manobra garante-lhes pelo menos 10 anos de desculpas. Mas quando chegam aos 30, já parece mal, até nesse meio onde a pedigree social é proporcional ao número de vezes que dormiste abraçado à sanita, e acabam por associar-se à “next best thing ever”: a jotinha do campus. Se forem realmente imbecis e exímios na arte de purificar ânus usando apenas a língua, então temos um primeiro ministro em potência.
    Repito: enquanto os portugueses insistirem em perpetuar o teatro habitual das eleições, as personagens nunca irão mudar.

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  1. […] Enquanto os carrascos da social-democracia se dedicam à propaganda do costume, o PS inaugura um novo estilo de comunicação inspirado no evangelismo-seita brasileiro. Faz sentido: os Edir Macedos desta vida exploram milhões de miseráveis no Brasil (e uns quantos por cá) com a mesmo descaramento com que se deslocam de helicóptero pelos céus de São Paulo, os governos socialistas deixam atrás de si um rasto de destruição e empobrecimento com o mesmo descaramento com que ostentam estilos de vida pouco socialistas, sempre muito bem orientados nos sectores privado e empresarial do Estado ou numa qualquer fundação de utilidade duvidosa mas sempre extremamente dispendiosa. […]

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