Não voto Nuno Crato (II)

IMG_20140926_110431Nuno Crato foi um dos mais competentes Ministros de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas. E, tal apreciação, é de fácil validação –  que Ministro despediu mais gente?

Quem foi o Ministro que conseguiu ser mais eficaz a exterminar trabalhadores da Função Pública? Acertou!

Nuno Crato.

O primeiro ano lectivo preparado pelo sr. do plano inclinado foi o de 2011/2012. Ora, nas Escolas Públicas portuguesas no ano anterior tinham trabalhado 162625 docentes (os números são do próprio MEC). Em 2013/2014, o último ano com número conhecidos estiveram a leccionar 141850. Em dois anos 20775 trabalhadores despedidos. Conhecem alguma empresa em que isto fosse possível?

A esta hora, estará a pensar na profunda demagogia deste texto porque não estou a considerar a descida no número de alunos. No mesmo período o número de alunos nas Escolas Públicas desceu 6,24 % enquanto o despedimento atingiu 12, 77%.

Não foi a natalidade que despediu professores. Foram duas convicções:

  • para Nuno Crato,  menos escola pública é suficiente para formar os portugueses, porque isso de ser Doutor é apenas para alguns;
  • a Escola Privada deve ser apoiada e receber mais dinheiro porque os patrões dos privados são nossos amigos.

Nunca, como nesta legislatura se assistiu ao desinvestimento na Escola Pública.

Nunca, como com Nuno Crato, o dinheiro passou da Escola Pública, de todos nós, para a Escola Privada, que é, apenas de alguns.

Pela Escola Pública, dia 4 não voto em Nuno Crato.

#naovotonunocrato

Comments


  1. Propaganda. Fica de fora o que se deve avaliar: Tínhamos gente inútil a receber, para estar no faz de conta? É que o defice mostra que não podemos continuar por aí.!!


    • Irreal. O ratio da diminuição de funcionários públicos é de 2 aposentações para cada nova vinculação. No caso dos professores é de quase 4 para cada nova vinculação. Qualquer profissional de Educação tem assistido à incompetência e negligência da tutela para com as nossas crianças e jovens. Quem pactuar com isto, tem de estar preparado para um dia ser responsabilizado pelo que está a acontecer e terá (já tem) reflexos muito negativos na sociedade portuguesa.

  2. julio says:

    Tá tudo dito, mas mais uma vez vai ser “mais do mesmo” ou parecido! É pena, temos a oportunidade de sacudir mas mais uma vez a vamos desperdiçar!


  3. E se o problema/poder não está na 5 de Outubro?
    Parece que existe um …. que…. não se sabe!
    Mas leia e tire as conclusões do “poder do interior”

    Semanário SOL – Sociedade
    Concurso para delegados deve ser anulado
    07/09/2015 08:16 1337 Visitas

    O concurso público aberto no início deste ano para selecionar os atuais delegados regionais de educação foi irregular e os vícios identificados são suficientes para que o processo seja anulado. A posição é do Provedor de Justiça, mas o Ministério da Educação e Ciência (MEC) recusa comentar o assunto enquanto estiver pendente um recurso hierárquico interposto pelos candidatos não escolhidos.

    Num ofício enviado há dias pelo Provedor ao secretário-geral do MEC, pode ler-se que existem desconformidades na designação dos membros do júri e questiona-se o facto de terem sido redefinidas as regras inicialmente previstas para a classificação da entrevista pública. A tutela é ainda alertada para a falta de objetividade com que terá sido feita a avaliação dos candidatos nessa entrevista.

    Irregularidades apontadas

    O Provedor de Justiça deu razão às queixas apresentadas por alguns dos candidatos que não foram escolhidos e que desde o início questionaram métodos de avaliação, prazos e ainda a constituição do júri.

    Sobre este ponto, a provedora-adjunta Helena Vera-Cruz Pinto escreve no ofício enviado ao MEC que nenhum dos membros do júri foi “designado por estabelecimento de ensino de nível superior”, como determina a lei: “Os membros do júri não foram selecionados pelas instituições de ensino superior, mas sim pela entidade promotora do concurso que, tirando proveito das ligações destes dirigentes com o meio académico, assim acaba por reunir um júri plenamente constituído por titulares de cargos dirigentes de órgãos ou serviços do ministério”.

    Um outro detalhe que merece críticas é o facto de, após a apresentação das candidaturas, em janeiro, ter sido redefinida a “escala e classificação da entrevista pública”. Frisa-se ainda o caso de candidatos que foram afastados do procedimentos sem serem sujeitos a um “método de seleção que a lei considerou de aplicação obrigatória”, como a entrevista pública.

    O Provedor de Justiça classifica também como “muito duvidosa a validade da exclusão dos candidatos que não obtiveram classificação positiva em sede de avaliação curricular”. E mesmo quem não foi excluído e passou à fase da entrevista neste concurso tem razões para se queixar. Tudo porque o júri não indicou os “parâmetros de avaliação ou das competências” que os candidatos deviam evidenciar: “Não permite ao destinatário do ato nem às instâncias de controlo terem uma noção clara sobre os juízos de valor feitos pelo júri em relação às qualidades e capacidades que foram relevantes na ordenação classificativa”.

    Com base em todos estes argumentos, a provedora-adjunta termina referindo que “os vícios identificados são suscetíveis de fundamentar a anulação dos atos adotados”.

    Em fevereiro, o candidato melhor classificado para a região do Algarve acabou por desistir depois de o jornal i ter revelado que residia na mesma casa que o presidente do júri

    (José Alberto Moreira Duarte, que é também diretor-geral dos Estabelecimentos Escolares. )

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