Bilhete do Canadá – A Gloriosa Carreira de Durão Barroso.


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Durão Barroso acaba de ser nomeado chairman do famigerado Goldman Sachs. E isto faz sentido num tempo em que, graças à direita, a política passou a estar ao serviço dos negócios, sejam eles da finança ou da construção. Portanto, a longa experiência de Durão Barroso como governante de Portugal, com relevantes serviços prestados à Guerra do Iraque e aos interesses de Bush, e a sua actuação como presidente da Comissão Europeia, onde foi um cãozinho de regaço da Alemanha, perfaz um acervo de informação preciosa para um banco de rapina como o Goldman Sachs.  Portugal que se cuide. E o Clube de Bilderberg que se regozije.

A imagem mais remota que guardo de Durão Barroso é a dum fedelho de sandálias e t-shirt foleira, com cara de papo-seco mal cozido, a berrar a favor do MRPP. Esse foi o viveiro de vários malteses que, oportunamente, saltaram para o PSD, a Maçonaria e outras casas mal afamadas.   Que a terra lhes seja leve.

Comments

  1. Danielle Dinis Foucaut says:

    Belo epitáfio, sim Senhor…nada a acrescentar!

  2. anónimo says:

    Nos dias que correm, onde é que andam os meninos rabinos acantonados?
    Onde andam os Durões de amanhã?

  3. Thief says:

    O cherne dá sempre jeito, a sua lista de contactos é valiosa para os predadores da Goldman Sachs.

  4. Bom, muito bom! Mas para que serve DB ao GS? Aguadeiro. Depois do Brexit, aguadeiro de informações – lobbyista – entre o RU e a UE. Quem estava no GS vai para a UE, quem estava na UE vai para o GS. Saltimbanco de interesses. Já foi mais sujo pelo sangue no Iraque. Hoje um homem „limpo“ pelo dinheiro que dele escorre.

  5. Atento says:

    Os 55 mil milhões de euros que, alegadamente, esta instituição financeira hoje vale, deve-o, em primeiro lugar, ao facto de Durão Barroso, como chefe do governo português à época, ter apoiado a política do imperialismo americano de invasão do Iraque – o que, já de si, constituiu um prémio a esta traição aos interesses soberanos de Portugal.
    Retirado de um texto do meu amigo Luís Júdice

  6. Anti-pafioso says:

    VOLTA OTELO O PAIS PRECISA DO M F A

  7. A guerra do Iraque. Uma mentira que agora é de conhecimento publico. O mundo está pejado de ditadores e aqueles que se mantém no poder regra geral têm o aval das nações desenvolvidas. Normalmente em países com recursos que essas nações querem cativar a preço de saldo. O irónico é que as populações dessas nações, onde nos incluímos, beneficiam directamente desse comportamento repugnante. Quando a gasolina aumenta um centimo está toda a gente na rua a apitar contra as injustiças do mercado, quando os governos atendem a essas injúrias e vão mandar bombas para assegurar que conseguem manter os preços baixos dá-se o mesmo.

    Portugal é um país minúsculo e paupérrimo, com pouca indústria, sendo que a larga maioria dessa industria compete em mercados que dependem da mão de obra barata para produzir produtos baratos. A nossa única hipótese é tentar obter independência energética, que temos feito… já estivemos vários meses a suprir todas as necessidades de electricidade com energia renovável. E investir am quadros altamente qualificados que possam meter as nossas empresas na vanguarda da tecnologia. Ainda não os valorizamos adequadamente a meu ver.. mas já existem várias empresas especialmente no sector das TI com projecção internacional, sobretudo em Braga e no Minho onde existem universidades fantásticas de onde essas empresas cativam a maioria dos seus quadros.

    Criticam-se os politicos que são toda a vida politicos e criticam-se os politicos que são politicos por um tempo e depois vão trabalhar fora da política.

    Existe uma necessidade, os estados têm de ser auditados por entidades independentes. Não existem muitas empresas com dimensão e competências para o fazer. A Goldman é uma delas e depende dos contactos para assegurar contractos. É assim que as instituições e as grandes empresas funcionam. Porque o custo de se enganar é muito elevado, escolhem pessoas com “provas dadas” para altos quadros. Salvo uma ou outra excepção para as pessoas que são contratadas única e exclusivamente pela lista de números de telefone que tem na agenda, leia-se acesso.

    É assim que o mundo funciona, está optimizado para suprir as necessidades de cada um dos actores. Se queremos ter outro mundo, temos de pensar como é que se alteram as necessidades dos actores e não as pessoas.

    Se morressem todas as pessoas que actuam nas elites hoje, amanhã estariam lá outras e o mundo seria exactamente igual.
    O problema é o sistema, as pessoas são mais ou menos irrelevantes.

    • ana santos says:

      Se as pessoas são irrelevantes, então só posso perguntar só são escolhidos os que “fogem às suas responsabilidades para governar um País” Pois o País estava de “tanga” e todos os que podem fugir aos ‘impostos’ já estão bem informados e assim é e será sempre o “dito POVO” só tem que pagar a toda esta gente? Penso que é um pouco triste e injusto ver tanta gente com as necessidades básicas negadas! ISTO NÃO É HUMANIDADE!

      • Pode e deve. Eu fiz essa pergunta a mim mesma muitas vezes… e não gostei da resposta. Há um hiato profundo entre aquilo que gostariamos que o mundo fosse, a forma como descrevemos o o mundo e aquilo que ele realmente é.

        Talvez não tenha reparado mas respondeu á sua própria pergunta. “só são escolhidos os que “fogem às suas responsabilidades para governar um País” .

        Não é bem assim, mas está relacionado. São pessoas que se comportam em linha com um mindset, que é próprio das “elites”. Ou seja, não é por ser aquela pessoa que é má, é uma pessoa qualquer com um conjunto de caracteristicas que está alinhada com as necessidades do sistema. Poderia tentar explicar que mindset é esse, mas seria um texto muito longo.

        Recomendo-lhe este documentário, mudou completamente a minha forma de interpretar o mundo.

        É sobre o livro “o principe”. Em centenas de anos, mudaram as caras, até as formas de governo, mas os principios mantém-se perfeitamente actuais. “A prince must learn how not to be good”

        “Penso que é um pouco triste e injusto ver tanta gente com as necessidades básicas negadas! ISTO NÃO É HUMANIDADE!”

        Tem toda a razão. É desumano e injusto. Novamente, existe um hiato profundo entre o que gostariamos de ter e o que temos.

        O que pretendia referir, quando disse que as pessoas eram irrelevantes é que elas estão lá não é por serem quem são, é pela forma como actuam e por actuarem dentro das regras do sistema. Outra coisa que descobri quando cresci e comecei a conviver com pessoas fora do meu circulo próximo e de outras classes sociais é que existe uma diferença cultural marcante, especialmente ao nível da narrativa que descreve o mundo, aquilo que importa no mundo, os valores, os objectivos, que são inculcados nas crianças.

        Eu já não tenho a arrogância de assumir que sei o que é “o bem”. É claro que há coisas que são fáceis de definir se são boas ou más, mas neste âmbito de decisões estatais normalmente não é assim tão simples. Um exemplo é a guerra do Iraque, que é demonizada por toda a gente… mas o facto é que toda a população da Europa e da América do norte beneficia de energia barata que foi conseguida com essa e as outras guerras todas. É um grande ultraje mas quando a gasolina sobe 1 centimo as pessoas estão todas na rua a protestar.

        Outro exemplo é o dinheiro sujo que é lavado nas bolsas por todo o mundo. É nojento, mas se amanhã se retirasse todo esse dinheiro, existiria uma quebra brutal nas bolsas e muita gente ficaria desempregada na sequencia disso, logo mais sofrimento.

        São dois temas sobre os quais tenho sentimentos profundamente ambivalentes e francamente não sei o que é pior.

        Voltando á questão das pessoas. Se quiser saber mais sobre como é que um sistema, leia-se as circunstâncias em que alguém se encontra, o poder que têm que têm as pessoas que o rodeiam, pode alterar uma pessoa recomendo vivamente o trabalho do Philip Zimbardo.

        Ele desenvolveu uma experiência em que colocava pessoas em posições de poder (guardas ) e prisioneiros. Depois observou o comportamento de ambos os grupos e reparou que uma percentagem significativa das pessoas se adaptava a esse papel. Isto é agravado em situações em que as pessoas não se sentem pessoalmente responsáveis pelas consequências das suas acções. Repare que existe um artigo qualquer na lei, que iliba qualquer governante de ser pessoalmente responsabilizado pelas consequências de decisões que tome enquanto estiver no cargo…

        As pessoas, tendo um grupo suficientemente grande em média, fazem sempre aquilo que podem, que nem sempre é conivente com aquilo que devem.

        Acho que será mais proveitoso, deliberar as regras pelas quais nos regemos todos. É ai que devemos gastar a nossa energia. Porque já existem mecanismos de punição para rectificar quem não as cumpra. Logo com boas regras, teremos melhores comportamentos.

        O problema não são pessoas particulares, é termos um sistema que privilegia esses comportamentos, que você, e creio qualquer pessoas que já tenha sofrido na pele o que deles advém considera repugnantes.

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  1. […] O verdadeiro Euro 2016 é este, o campeonato em que há jogadores que são árbitros e que, por isso, podem distribuir porrada à vontade, porque são os donos do apito. Todos sabem que as metas do défice não são alcançáveis, mas usam-nas como instrumento de pressão, para ajudar multinacionais e bancos, à espera do prémio. […]

  2. […] o Goldman Sachs. Portugal que se cuide. E o Clube de Bilderberg que se regozije.” – F.Leitão no blogue Aventar “Mais que criticar as opções individuais dos Barrosos deste mundo – censuráveis […]

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