As notícias da morte da Geringonça eram manifestamente exageradas


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Fazendo eco da propaganda reinante, há precisamente um ano, o Observador anunciava a morte da Geringonça por altura da negociação do OE17. Vinha aí uma nova crise política, apesar de, à data, não haver ainda registo de qualquer desavença digna do nome entre os partidos que davam e – pasmem-se – continuam a dar suporte parlamentar ao governo de António Costa. 

Um ano volvido, a Geringonça segue o seu caminho e parece ter chegado a um acordo quanto às linhas gerais do OE17. A situação é de tal forma bizarra que a maioria dos inquiridos pelo mais recente estudo da Eurosondagem para o Expresso/SIC até concordam com o agravamento dos impostos sobre tabaco, álcool e produtos alimentares com excesso de sal e açúcar, que juntamente com o novo imposto sobre o património, o tal que ia afugentar os investidores que fazem fila para comprar moradias de luxo em Cascais, representam aquilo a que os profetas da desgraça se referem como sendo a “austeridade de esquerda”. Para esses, coitados, um desenho chega.

Parece que ainda não é desta. O drama, a tragédia e o horror seguem dentro de momentos.

Imagem@Os truques da imprensa portuguesa

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  1. […] hoje uma realidade materializada num acordo de incidência parlamentar que teima em perdurar e que, ao contrário daquilo que afirmava o jornal onde escreve JMA, em Outubro de 2015, chegou mesmo a um acordo equilibrado para o OE17. “Como se explica este fenómeno […]

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