Se o ridículo render votos, Cristas será sempre a campeã eleitoral


cristas

Descansem camaradas! Não, não vos venho falar da imagem colocada em epígrafe. Não vos venho falar da tentativa frustrada que a autora da imagem fez para tentar transparecer sensualidade de um feio e infantil vestido de kiwis. Não vos venho falar da imagem que a meu ver deverá ter sido o motivo que levou a Juventude Popular a promover a educação para a abstinência sexual nas escolas como aqui ironizou (e bem) o meu camarada João Mendes nem vos venho falar da falta de beleza da senhora, caso para considerar como um terrível act of god para a humanidade. Venho portanto falar-vos de Assunção Cristas, uma líder partidária bifurcada que nos dias que correm se tem assemelhado a um daqueles tentáculos das máquinas de brindes, ora focada em tirar com um crédito coelhos da cartola da gestão de Costa na CML, ora focada em tirar com a outra nabos da púcara do mesmo sujeito na AR nas questões da descida da TSU e da dívida pública.


Assunção Cristas tem feito durante esta semana jus ao passado histórico populista do partido que actualmente dirige. A sua faceta de candidata à Câmara de Lisboa, na sua página pessoal do facebook, bombardeia os portugueses com duras críticas às obras à pressão de Medina na caça ao voto e claro está, às obras que Costa deixou por fazer. A outra faceta, uma versão upgrade rasteira da candidata na versão de Super Líder e Super Deputada, tenta abalar Costa pela via do Parlamento e das declarações às televisões. Os dois entroncamentos sem fim, parafraseando a maior saloia que este país já atestou como artista de 10 mil euros por meia-hora de concerto, induzem-me a uma enorme confusão na minha cabeça: o que esperar de Cristas? A populista que chega à Pedreira dos Húngaros para prometer que as taperas onde vivem milhares de desfavorecidos será em breve transformada num resort de 5 estrelas para inglês dormir ou a super líder partidária que usa e abusa do jargão para apenas afirmar que Costa não deveria estar no governo? Já nem sei. Sei que no meio desta história toda, Nuno Magalhães, o tal líder parlamentar do partido que por estes dias deve andar de máquina de calcular em punho para avaliar o que é que vai pagar de pensões e retroactivos à mãe do filho que fez e não assumiu (mais uma vez tiro o chapeau ao meu camarada João Mendes) foi passado a patacos e resumiu-se, naturalmente, à posição de nulidade que representa dentro do CDS\PP.

Não tenho qualquer dúvida em afirmar que na política actual, as agendas políticas já não são tão lineares como antigamente. Assim como, sem pejo algum, acredito que a decisão das agendas dos líderes partidários já não pertence aos partidários de 1ª e 2ª linha das nacionais, distritais e concelhias dos partidos. Muito menos pertencerão às pobres e indefesas bases, pessoas que só servem obviamente para criar redes sociais que sustentam o poder pelo voto e carregar\agitar bandeirinhas nos comícios. As agendas políticas dos líderes são agora decididas em primeiro lugar pelos lobbies que se fazem representar, e depois em segundo lugar pelos líderes e pelos seus temíveis e obscuros conselheiros e analistas políticos e de comunicação. Coisa que por exemplo falta em quantidade e em qualidade a Passos Coelho em ambos os níveis, principalmente ao nível da comunicação. Se no PSD existisse um gajo capaz de anotar ou arquivar todas as declarações públicas do líder e dos seus co-adjuvantes num bom dossier de imprensa, evitavam-se todos os problemas decorrentes das alterações quase esquizofrénicas do seu líder e dos seus vices na questão do aumento de impostos, na questão da TSU, entre outras opiniões assimetricamente alteradas com o tempo que foram bem captadas aqui e aqui nestas conhecidas montagens que circulam pelo Youtube. Se Passos tivesse um bom assessor de comunicação, decerto que já teria ouvido da sua boca um valente “faça favor de se calar, doutor”. As necessidades e ambições de um povo, ficam, naturalmente, neste país, à porta das sedes dos lobbies e dos partidos políticos. Adiante…

Percebemos desta bifurcação ridícula em que Cristas se tenta desdobrar que a líder do CDS\PP captou os melhores ensinamentos que poderia ter captado da experiência de Paulo Portas. Cristas aqui, Cristas acolá, Cristas everywhere a propor mais igualdade social, mais rendimentos, mais casas, um melhor serviço de educação, mais e melhores obras nas esburacada Lisboa, uma melhor qualidade dos serviços de transporte, para depois, enquanto g0verno voltar a castigar aqueles que a elegem. Isso já Paulo Portas o fazia há 20 anos atrás, assim como, também usou as primeiras eleições (autárquicas) para consolidar a sua posição dentro de um partido, na altura, assassinado, para consolidar a sua posição dentro do partido e fora do partido, junto da opinião pública, ao candidatar-se à sua Câmara fetiche (da qual nem sequer era natural, da qual não conhecia sequer um meandro da sua realidade) de Aveiro.

Portas fez escola e Cristas está a usar-se dessa escola para poder atacar Costa por ambos os lados para subtilmente consolidar a sua posição dentro e fora do partido com um bom resultado eleitoral em Lisboa nas autárquicas. O que não é compreensível é a ética da sua estratégia, quando usa a governação do país para tentar capitalizar o eleitorado para aquele que é definitivamente o seu objectivo imediato, a Câmara Municipal de Lisboa. Esse facto, torna-a completamente intolerável à luz dos olhos de todos aqueles que como eu, lhe pagam mensalmente o salário de deputada e estão-se nitidamente a borrifar para os problemas de uma Lisboa centralizada que ofusca os reais problemas (em termos globais e em termos autárquicos) de um país inteiro. Compreendo perfeitamente que uma eventual vitória em Lisboa nas eleições que se avizinham sejam um enorme boost para a liderança do CDS\PP, mas no fundo o que queremos saber da boca de Cristas são as estratégias alternativas de governação que o CDS\PP tem para oferecer para resolver os problemas de todo o país. Nesse campo, a líder do CDS, limita-se a ser o rotundo zero que este partido sempre foi na história da democracia portuguesa, apesar, de numa ou outra ocasião até me ter proporcionado alguns momentos de puro humor na Assembleia com os ridículos presentes que tem oferecido a Costa e ao governo.

 

Comments

  1. jpfigueiredo says:

    eskiwikava-a toda…

  2. Paulo Marques says:

    “nem vos venho falar da falta de beleza da senhora”

    A misoginia despensa-se.

    • Ó Paulo Marques, vai dormir!

      Se eu dissesse que a papava toda de retro, equiparava-me a um trolha. Como não só referi que não a acho bonita como a acho um camafeu andante, sou misógino. Isto há cada um!

  3. Camaradas says:

    Gosto muito mais da imagem motoqueira.

  4. Rui Naldinho says:

    Para já, Assunção Cristas como católica praticante(é só algumas vezes, outras nem tanto), nem devia andar com aquele vestido tão curto!
    “Qualquer galdéria teria mais cuidado ao fazer a bainha inferior, deixando só uma parte dos joelhos destapados.”
    Quanto ao resto, Cristas quer surfar na onda. E faz bem. É uma jovem, e necessita de protagonismo para um dia destes deixar a política e arranjar um emprego a sério.
    Que isto de dar aulas em faculdades, ou trabalhar em gabinetes de advogados já deu mais dinheiro!

    • A valer Rui Naldinho! O que dá mesmo dinheiro é assinar contratos pelo estado a beneficiar a empresa pela qual o político responsável pela assinatura os vai executar.
      Desenganem-se as pessoas que pensam que esta fotografia, publicada logo nos primeiros meses de liderança deriva da inocência da Assunção Cristas. A imagem de um político conta e é obviamente trabalhada. Pelo que me deu a entender a Assunção Cristas ganhou imenso com a foto junto do universo masculino.

  5. Paulo Só says:

    Não sei se o Paulo Portas teria vestido uma roupa dessas.

  6. Teria merecido a pena retirar o primeiro parágrafo e a imagem. Não abona nada a favor de quem escreveu o post começá-lo com um ataque à imagem de Assunção Cristas, especialmente quando o faz apregoando que não o fará.

    Desvia a atenção do resto do texto (como o prova o rol de comentários aqui acima em que apenas isso é comentado) e desprestigia o Aventar.

    • Foi um faz que chuta mas não chuta. Só desvia a atenção do texto se as pessoas se deixarem desviar pelo resto do texto. Esse argumento de que determinado texto desprestigia o blog é uma valente trampa. Essa é a fórmula que alguns comentadores usam para condicionar quem escreve. Vale o que vale. Zero.

    • José Peralta says:

      Ana

      Quem deveria ter mais cuidado “com a imagem” e as figuras ridículas com que “nos presenteia”, e de que a foto, o vestido e a pose são só um de muitos exemplos, devia ser a assunção…zinha !

      E o protagonismo alarve que quer ter, as “bocarras” que, com inaudito descaramento, tem na A.R., e noutras declarações públicas, mostrando toda a estupidez de pensar que é fácil aos Portugueses esquecerem o drama para onde foram atirados pelo desgoverno de p(m)afiosos, onde ela e o CDS estiveram enfiados até ao pescoço, todo esse “protagonismo” tem o seu preço…

  7. Não fazia ideia que o Trump tinha tantos nick names e comentava no Aventar.

  8. oh xicoooooo! oh xicoooo! Onde te foste meter?

Deixar um comentário

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s