Era tão bonito


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Projecto de lei XYZ/2017

Tendo em conta a enorme destreza, sagacidade, inovação, competência e eficiência do actual governo em matéria económica e financeira, bem como a certeza absoluta e irredutível que estamos, realmente, no bom caminho e que o tempo da austeridade imposta por Bruxelas, pelas Agências de Notação e pelo grande capital se encontra já, definitivamente, ultrapassado, nos termos constitucionais e regimentais aplicáveis, as Deputadas e os Deputados do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português e do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (o deputado do Partido Animais Natureza aproveitou este momento para ir, convenientemente, à casa de banho) apresentam o seguinte Projecto de Lei:

Artigo 1º

(Âmbito subjectivo)

1.- O presente diploma aplica-se a todos os apoiantes do actual governo e a todos os apoiantes dos partidos que na Assembleia da República o sustentam.

2.- As obrigações decorrentes do regulado no presente diploma serão multiplicadas pelo factor 10 no caso de se tratarem:

a) de Deputados que integram os Grupos Parlamentares proponentes;

b) de comentadores, “paineleiros”, jornalistas ou quejandos que, diariamente, elaboram odes a Mário José Gomes de Freitas Centeno ou a António Luís Santos da Costa, destilam ódio e raiva contra o anterior governo e pervertem notícias e, especialmente, títulos na comunicação social.

3.- As obrigações decorrentes do regulado no presente diploma serão multiplicadas pelo factor 100 no caso de se tratarem:

a) de subsecretários de estado, secretários de estado ou ministros que integrem o actual governo;

b) de adeptos do Benfica (não tem grande lógica, mas não gosto deles).

4.- As obrigações decorrentes do regulado no presente diploma serão multiplicadas pelo factor 3982 no caso de se tratar:

a) de Mário José Gomes de Freitas Centeno;

b) de António Luís Santos da Costa;

c) do Presidente Emplastro.

 

Artigo 2º

(Âmbito temporal)

O presente diploma vigorará nos 24 meses subsequentes à data da sua publicação (para o efeito, chega).

 

Artigo 3º

(Objecto)

No caso do Estado Português, durante a vigência do presente diploma, ser obrigado a solicitar pedido de ajuda financeira internacional, vulgo resgate, e novamente se ver privado da sua integral soberania e, em consequência, serem, novamente, exigidos aos cidadãos Portugueses sacrifícios, impostos e demais imposições externas, os agentes identificados no artigo 1º deverão pagar, de forma voluntária ou coerciva, juntos dos cofres da Fazenda Nacional, a título de indemnização, a quantia de 1.000,00€ (mil euros).

Artigo 4º

(Normas suplementares)

1.- No caso do indivíduo identificado na alínea c) do nº 4 do artigo 1º, verificando-se o objecto do presente diploma, ser-lhe-á aplicada a sanção acessória impeditiva de se aproximar de qualquer aparelho fotográfico durante o resto da sua vida.

2.- O gajo do PAN também está abrangido que é para não se armar aos cucos (esta foi boa, perceberam, partido dos animais – cucos, fica sempre bem uma graçola).

Comments

  1. Paulo Marques says:

    No dia em que o Passos, a Marilú e o Núncio pagarem os 10 mil milhões que se esfumaram, pelo extra que custou a resolução da banca nacional, pelo dinheiro que se perdeu nas privatizações em troca de tachos e outros quejandos.

    Caso não saiba, o BE e o PCP não passaram a achar que o caminho é bom, uma vez que o euro continua a ser a mesma coisa mal amanhada que era e a dívida continua a ser impagável.

  2. Rui Naldinho says:

    ” Agora, fica a faltar a condecoração ao Núncio. Aliás, com a carrada de dinheiro que voou daqui, e como Assunção Cristas diz que Portugal deve muito a Núncio, o mínimo é dar o nome do homem ao novo aeroporto. Aeroporto Paulo Núncio, voe para paraísos.”

    João Quadros

    • Ó Naldinho, se o Ricardo Ferreira Pinto anda aí onanista em tanto post, acho que mais valia citar-me a mim do que ao óptimo João Quadros. Da condecoração falei eu antes em https://aventar.eu/2017/02/27/100-anos-sobre-a-barbarie-vermelha/

      “Um chorrilo de banalidades contrafactuais e descontextualizadas do tempo da guerra fria. Logo quando todos imaginávamos o autor a elaborar a petição onde se pede à Sãozinha Cristas para regressar a Belém, desta vez com um pedido para dar a Torre e Espada ao íntegro e patriota Paulo Núncio.”

      Também queria o meu reconhecimento.

  3. Ahhhh! Boa Rui Naldinho. Ahhh.Ahhh.

  4. Projecto de Lei escrito em papel higiénico. Deve ser utilizado para o uso específico, sem se atender ao que está escrito. Quando se está à “brocha”, escrito ou limpo, qualquer papel serve para limpar a réstia da defecção.

    • Rui Naldinho says:

      O Sr. Carlos é um advogado, com escritório na praça, portuense.
      Quem sabe, se ele não sabe muito melhor do que nós, sobre como colocar “packets notes, outside”?

      • martinhopm says:

        E precisará ele ou não dos conselhos do Núncio, da Marilú ou do Gasparzinho ou do papá Coelho? Talvez precise dos conselhos do António Lobo Xavier, do Proença de Carvalho, do Montenegro ou do Vitorino? Ou de um outro qualquer barão dos grandes escritórios de advogados?

    • Rui Naldinho says:

      Quem sabe, se o Sr. Carlos não conhece algum escritório de advocacia, especializado em colocar dinheiro lá fora?

  5. tá bem tá says:

    andam desesperados, os PaFiosos. inclusivé no aventar.

  6. “paineleiro” aqui no Aventar says:

    Olha um “paineleiro” aqui no Aventar

  7. Paulo Só says:

    Eu proponho que caso haja um novo resgate o povo inteiro emigre e deixe este país apenas aos coitados dos eleitores do Passo Coelho, Cavaco e Portas, Marilu, Nuncio e Cristas. Eles é que sabem como conduzir isto, então façam-no. Tranquem-se nos condomínios de luxo com os Jaguares e Mercedes e arranjem outro povo para lhes limpar a s partes flácidas. Ou fiquem à ordens dos chineses a quem venderam isto tudo, e passem eles a limpar as partes amarelas dos chineses.

  8. Continuo a achar piada ao facto de se referirem aos 10 mil milhões como se fossem donos do dinheiro. Ou que o dinheiro pertencesse pelo menos ao Estado. Mas temos pena, não pertence, tem dono(s) que possuem legitimidade em colocá-lo onde bem entenderem. Uma coisa é estar sujeito a tributação, e existir uma obrigatoriedade de publicação de listas, outra bem diferente será a propriedade e direitos de proprietário. Bem sei que alguns defendem a abolição da propriedade, mas isso para já não existe em Portugal. Outros são apenas ignorantes, embora não deixem de atacar em matilha quem ousa cometer o crime de pensar diferente da lógica dominante…

    • Ó Tó, se o dinheiro tinha dono que foi ele fazer ao ofxóre? Passear antes de vir cumprir as obrigações perante a comunidade que o ajudou a ganhar ou desviar-se para não lhe pormos mais a vista em cima? Somos todos parvos, não é?

    • Paulo Só says:

      Legal não significa legítimo. Vejamos dois casos: o BES estava falido. Os donos o BP e o governo e muita gente mais sabiam; era legal ou não tirar o dinheiro de lá e manda-lo para fora? Normal era. Quem é que são de espírito deixaria o dinheiro lá? O problema é mais em baixo: estavam governo, o BP e o Cavaco a acobertar uma situação inviável, ou seja a enganar os portugueses, e a dar tempo para os amigos tirarem o dinheiro de lá. Outro é o Pingo Doce. Se o Mercadona for conhecido por pagar seus impostos na Espanha e não na Holanda eu nunca mais compro as cebolas no Pingo. É legal. Mas eu não posso pagar meus impostos na Holanda. A lei não deve ser uma tanga para esconder a pouca vergonha moral. O fundamento da moral não é a lei, é a decência. Qualquer burguês sabia disso. Mas os burgueses andam a mostrar as partes pudibundas. As famílias não são mais o que eram.

    • Paulo Marques says:

      O Dono Disto Tudo continua a ter tantos defensores… Olhe lá, quando é que posso receber o meu ordenado num offshore, financiar ISIS, comprar droga e políticos? O dinheiro é meu não é?
      Tanta preocupação com as exportações e o que mais querem exportar é dinheiro – deve ser a tal teoria económica austríaca que nem no excel faz sentido.

      • Paulo Só says:

        O dono disto tudo teve muita culpa, mas não toda a culpa. O Banco de Portugal, o Governo e o Presidente da época também não agiram como deviam para proteger os portugueses. Portugueses foram só os amigos deles. De qualquer forma os donos de tudo isto, do BPN, Banif, BPP etc etc andam todos à solta por aí. Até o Relvas quer comparar o Novo Banco: deve ter herdado da família.

  9. Se houver outro resgate com tanto erro de percepção mutuo e tanta facda nas costas do Costa, seri inconstitucional mas justo que os eleitores que votaram nos responsaveis pelas tres banca rotas,pagamssem sozinhos a próxima. Nem os burros tropeçam duas vezes na mesma pedra.

    • Paulo Marques says:

      Pois, com o lava mais branco histórico e com as teorias económicas da treta, toda a gente sabe que a direita nada tem a ver com o assunto – os rios de dinheiro gasto em consultores, submarinos e advogados foi muito bem gasto.

    • martinhopm says:

      Erro de percepção?! E eu a pensar que se tratava de disfuncionalidade cognitiva temporária de 4 anos a do sr. Paulo Núncio. Enganei-me. Dou a mão à palmatória!

  10. tá bem tá says:

    e nos comentários, a cassete branqueadora do sr. almeida… é tudo legítimo, senhores, tudo legal.

Trackbacks

  1. […] agora volta a haver um certo equilíbrio. Isso não deve tirar-te o sentido de humor. Por exemplo: O post do Carlos Garcez Osório, mesmo concordando zero com ele, tem muita piada, é provavelmente um dos melhores dos últimos […]

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