Natal dos partidos – a hipocrisia do CDS

Assunção Cristas fala numa conferência de imprensa sobre o financiamento dos partidos. Foto: TIAGO PETINGA/LUSA

Uma nota sobre o CDS quanto ao projecto de lei de financiamento dos partidos. Este partido participou em nove reuniões à porta fechada entre Abril e Outubro deste ano, das quais não se fez registo escrito. Nunca se ouviu Assunção Cristas, ou outra voz do partido, denunciar o que estava a ser feito. É de uma enorme hipocrisia assistir ao oportunismo com que o partido adopta o discurso de ter votado contra o projecto lei, farto de saber que a aprovação estava garantida. Haveria mérito, isso sim, se esta posição tivesse sido tornada pública durante as negociações. Ainda para mais, não sendo conhecidos os nomes dos proponentes das alterações, não podemos colocar de lado a hipótese de algumas delas terem sido apresentadas pelo próprio CDS. É o efeito do anonimato que o CDS não contestou. Tão ladrão é o que rouba como o que fica à porta – só o partido de Cristas é que parece achar que os portugueses não alcançam este truísmo.

Comments

  1. antero seguro says:

    O CDS não tem autoridade moral para falar. “Submarinadas”, “sobreiradas” e a “existência” dum providencial, Jacinto Leite Capelo Rego, que fez centenas de depósitos cirúrgicos na conta do partido deviam ter tido as consequências que nunca tiveram.

    • Miguel bessa says:

      Se fôssemos falar em autoridade moral! O que dizer do atual governo? Todos participantes na pré falência do país em 2011!
      Só a lista de crimes e alegados crimes e cenas duvidosas do Sócrates dá para todos os submarinos de todos os outros partidos.

      • Carlos Almeida says:

        O Socrates é um bandido formado na JSD, juntamente com outro : relvas, coelhos e outros escroques.
        Passou-se para o PS porque o PSD tinha no poder os que agora não vão a jogo e ele que é grande vigarista mas não éburro, foi para o PPD cor de Rosa da altura (Mario Bolacha e afins)


  2. Esta posição do CDS faz-me aquela malta (que é cada vez maior) e que está sempre a falar mal das greves, dos trabalhadores da Auto Europa, e que está sempre da lado agressor dos patrões. Mas depois, quando há aumentos salariais e corte de feriados revertidos não vão para as ruas manifestar-se violentamente contra.

    Dava-lhes valor era se, sendo contra,não adotassem este acordo de financiamento dos partidos, que dizem que é dos outros, e que querem fazer parecer que não é o seu.

    • Miguel bessa says:

      Eu sou contra os impostos? Posso deixar de pagar?

      Os orçamentos (e toda e qualquer legislação) também não são debatidos? Por isso ninguém pode votar contra!
      Será possível alguém debater uma proposta e não concordar com a versão final? Pense lá um pouco.

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      Por acaso, salvo erro na mesma declaração disseram que iriam auto-regular-se. Mas acho piada atacarem o CDS por votar contra, e não atacarem o BE e o PCP (juntamente com o o PS e o PSD) por votarem a favor.

      Não sou simpatizante do CDS (longe disso) mas ao menos há que se lhes reconhecer a coragem de ter afrontado os outros partidos (no que foi acompanhado apenas pelo PAN). Hipócritas ou não, fizeram o que deviam e que lhes era pedido pelo mínimo de ética e bom-senso. Já o mesmo não se pode dizer dos partidos ditos “de esquerda” (se estes não foram hipócritas ao votar a favor, foram o quê – desavergonhados?)

      É pena que nãpo tenha havido mais “hipócritas”. Se PCP, PEV e BE tivessem sido também “hipócritas” (em vez de meramente interesseiros) talvez a lei não tivesse passado.


  3. Há um princípio seguido entre e pelos gangs – bandidos, malfeitores, sistema financeiro – que todos nós sabemos existir. É tal como um código de honra. Não é por acaso que aqueles, a bem da sua sobrevivência e convivência, dividem territórios e sectores de actuação. No fundo este código diz-lhes que, a bem do seu bem estar e para desenvolverem com grande benefício as suas actividades, terão necessariamente de se entender no essencial: unidos, porquanto, apesar das suas divergências, são associações com a mesma finalidade: viver de e à custa da população – de preferência folgadamente. Caso contrário a populaça pode despertar – convém também que esta ande meio adormecida (pode ser a observar o Marcelo nas suas demandas, o pernil da Venezuela ou o troféu de qualquer pontapé-na-bola) – e, tal como agora está a acontecer, desperte e desate a protestar. Obviamente que algum destes grupos, porque armado em espertalhão e para ficar nas boas graças da populaça (como são considerados os cidadãos), embora participando no esquema – quer o melhor dos dois mundos -, venha mais tarde a dizer que não concordou com o mesmo; apesar, obviamente – é essencial – de antes garantir o proveito. Veja-se que não foi só o CDS que assim procedeu: este veio dizer que, apesar de participar no arranjinho da golpada, no final não assinou; no entanto, o BE e PCP já vieram dizer que, apesar de participarem e assinaram, o fizeram para que os gangs (perdão, partidos) não entrassem em conflito – isto é, a sua preocupação seria manter o essencial: que seria garantir os seus proventos, mantendo a paz entre as quadrilhas. Contudo, eu pergunto: para quê as queixas? Se temos aquilo que pedimos e merecemos!

  4. Jose Gomes says:

    As falsas virgens e hipocritas impolutos do CDS encheram-se. Não esquecemos os submarinos, caso Portucale, caso dos Pandur. Com o cofre cheio não precisam dr financiamento.
    Votaram contra o financiamento, para desesperadamente conquistarem votos a qualquer custo, , mas não vão conseguir enganar os portugueses.

  5. ZE LOPES says:

    Estava à espera de ver um sobreiro espetado num submarino ali junto á bandeira nacional…

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.