Que se foda Putin e que se fodam os controleiros

Fruto do brutal policiamento da linguagem em curso, que atingiu proporções inimagináveis (e estupidificantes) desde o início da invasão da Ucrânia, vivemos hoje dias orwellianos, caracterizados por sucessivos fatwas dos jihadistas que garantem o cumprimento da nova sharia, que ordena que toda e qualquer análise dos acontecimentos que não esteja alinhada com a narrativa dominante e com os cânones do políticamente correcto deve ser chicoteada, torturada e abatida.

Ultimamente, tenho escrito amplamente sobre a situação na Ucrânia, de várias perspectivas, nas várias redes que utilizo. Neste meu cantinho no Aventar, onde me dedico a analisar os factos, na minha perspectiva e com as minhas limitações, recorrendo a factos, condicionais contrafactuais e outros aspectos relacionados com o que se passa de facto na Ucrânia, tenho sido acusado, amiúde, de estar alinhado com a propaganda de Vladimir Putin. A essas pessoas, com muita franqueza e com todo o respeito que me merecem, queria dizer-lhes o seguinte:

  • Ide-vos foder.

E não, isto não tem nada a ver com não aceitar a vossa opinião. Se eu não aceitasse o contraditório, apagava os vossos comentários e bloqueava o vosso acesso. Tem a ver com acusações que não me merecem outra coisa que não seja mandar foder os seus proponentes. Eu sei que agora é moda malhar no Putin, que o Putin agora é o mauzão mais odiado de sempre, mas eu andei oito anos, desde a invasão da Crimeia, a denunciar os crimes desse filho da puta e a defender um embargo total à Federação. E ouvi, muitas vezes, que “o Putin realmente é mau mas a economia deve ser livre e não se deve interferir”. Sobre isso, também tenho a dizer o seguinte:

  • Que se fodam os mercados livres que se alimentam de tiranos, trabalho semi-escravo e dinheiro manchado de sangue.

Continuarei a escrever o que penso sobre o conflito, sem a hipocrisia de ignorar os factos que nos trouxeram aqui, sem branquear os crimes do regime russo, sem hesitações ou “mas” na hora de o condenar, como sempre fiz, e sem ceder aos controleiros que não suportam levar com a realidade nas ventas, porque sabem que contribuiram com a sua parte para branquear este e outros regimes. E porque não estão habituados a ser confrontados com a verdade inconveniente que é esta: sim, nós contribuímos para o crescimento deste e de outros monstros. Continuamos a fazê-lo quando compramos petróleo russo ou quando nos recusamos a avançar para o embargo total que perigosos operacionais pró-Putin como eu defendem desde 2014 (está tudo aqui no Aventar, basta pesquisar os tags “Crimeia”, “Vladimir Putin”, “Putin” e “Federação Russa”).

E prontos, era isto que tinha para vos dizer. A vossa liberdade de expressão está e continuará a estar salvaguardada nesta página. Tal como a minha para mandar foder quem me acusa de defender um cabrão de um ditador que nunca defendi e que sempre combati, na minha óbvia insignificância. Que se foda Putin e que se fodam os controleiros.

Comments

  1. Teresa Palmira Hoffbauer says:

    Eu sorrio aos néscios que primeiro me tratavam como neta do austríaco e actualmente me chamam de egoísta e egocêntrica por não andar aos gritos a defender a Ucrânia 🇺🇦 e não me apetecer matar o Vladmir 🧨 Saúdo a Primavera e sorrio 🕊enquanto a NATO não meter o bedelho.

  2. Rui Naldinho says:

    Um judeu russo foi autorizado a viajar para Israel. No aeroporto de Moscou, funcionários encontraram uma estátua de Lenin dentro de sua bagagem.
    -“O que é isso?” perguntou o funcionário.
    – “Ele é o camarada Lenin, que lançou as bases do socialismo e criou o futuro próspero do povo russo. Eu o levo comigo como uma memória permanente de nosso herói.

    O oficial deixou-o passar sem problemas e com alguma admiração pelo seu patriotismo.

    No aeroporto de Tel Aviv, perguntaram-lhe:
    – O que é isso?
    – Responde: é Lenin, o filho da puta bastardo que lançou as bases do socialismo que me fez, deixar a Rússia. Trago esta estátua para poder cuspir nela todos os dias da minha vida.

    O oficial israelense o deixou passar sem mais perguntas.

    Ao se instalar em sua nova casa, colocou a estátua no meio da sala e convidou todos os amigos para jantar.
    Um deles, apontando para a estátua, perguntou: “Quem é esse?”
    -respondeu: são dez quilos de ouro maciço que eu trouxe da Rússia sem pagar imposto.

    NOTA : A política é a capacidade de dizer a mesma merda, de uma maneira diferente, para enganar diferentes otarios que não enxergam além de seu fanatismo.

  3. Joana Quelhas says:

    As técnicas russas de desestabilização do Ocidente que visavam (e visam) principalmente a desestabilização da América símbolo maior da nossa liberdade e maneira de viver eram e são altamente sofisticadas.

    Tinham como base teórica os trabalhos de cientistas como Skinner, Pavlov, Festinger e outros.

    Qualquer ocidental que as denunciasse era de imediato rotulado de anti-comunista primário.

    Nem com os relatos de Yuri Bezmenov as pessoas compreenderam que as técnicas russas eram capazes de conseguir que as pessoas fizessem o jogo dos comunistas sem que essas pessoas tivessem essa consciência.
    A esmagadora maioria das ONG sob a capa de “lutarem “ pela Paz , pela Ecologia , por isto e por aquilo são dos exemplos mais berrantes de como a URSS minava a mente dos nosso jovens. As jovens e adolescentes eram cooptados por estas organizações internacionais que com o subterfúgio de uma luta por valores tão altruístas lhes fazia autenticas lavagens cerebrais, colocando-os até contra os pais e família em geral.
    Existia todo um exercito secreto de infiltrados pagos pela KGB que trabalhava paulatinamente em todas as situações possíveis para manipular as mentes dos jovens ocidentais ( ver o vídeo do ex-kgb dissidente Yuri Bezmenov que está no YouTube).
    Pessoas como este João Mendes são ainda produto dessas acções bem sucedidas. Fazem tudo pela ideologia mas sem se aperceberem.

    São pró comunistas e nem sequer sabem.

    Quando são colocados numa flagrante situação de Dissonância Cognitiva (como apresente) ficam em sofrimento e descarregam de variadas formas para resolver o problema psicológico interno.
    Porém há dois tipos de desfecho :
    Ou mantem a sua fachada para justificarem toda uma vida de aceitação dum erro ou aceitam que estavam errados e mudam a sua maneira de pensar (ver ao experiencia de Leon Festinger https://www.youtube.com/watch?v=Q-e2k7QFU0k). Mas se virem bem neste estudo de Festinger as pessoas que aceitaram uma pequena quantia para fazerem algo criticável dizem que o fizeram porque acreditavam , ao contrário as pessoas que faziam algo de criticável por bom dinheiro logo reconheciam o erro pois internamente tinham a desculpa que lhe tinham pago bastante bem para a fazerem.

    Joana Quelhas

    • POIS! says:

      Pois, realmente ó Qwellhass!

      Pavlov, Skinner, Festinger?

      Colossal! Que grau sofisticação, meu deus! È realmente um trio de respeito, a chamada sofisticação ao cubo, como foi teorizada pelo sofisticadíssimo Al Capone.

      E quem não se lembra do super-grupo “Pavlov, Skinner & Festinger”, que lançou aquele célebre LP de 78 rotações “Comportamentos e Outras Merdas”?

      Ficou célebre o solo de campainha do Pavlov enquanto o Skinner rodopiava aos gritos vestido de gorila e o Festinger esganava um rato de laboratório com um microfone integrado, enquanto se interrogava por que razão a plateia ainda não estava vazia.

      Que saudades! Sofisticação desta é coisa que já não há!

    • José says:

      E quanto lhe pagam a si?
      Ou vomitar merda é uma coisa que faz por gosto?

    • Paulo Marques says:

      Ufa, o que vale é que assim se apaga as críticas a tudo, o que certamente não é uma falácia. Resta saber se recriamos os campos de internamento ou vamos logo para o fuzilamento para chegarmos à paz no mundo que nos permita ter recursos infinitos à custa do trabalho dos outros!

  4. JgMenos says:

    «policiamento da linguagem»?

    Ai que horror, a darem-lhes da receita que prescreviam para os outros?
    Ide-vos foder!

    • POIS! says:

      Menos!!!

      Isso escreve-se?

      De volta para a casota! Já!

      E nada de latir para o lado! Ou logo não há ossinhos cozidos de avestruz!

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